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	<title>Nathalia Lossolli, Autor em Universo 42</title>
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	<description>Salvando sua vida do tédio moderno</description>
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		<title>Resenha &#8211; Agir e Pensar como um Gato, de Stéphane Garnier</title>
		<link>https://u42.com.br/resenha-agir-e-pensar-como-um-gato-de-stephane-garnier/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nathalia Lossolli]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jan 2020 03:40:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[agir e pensar como um gato]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Valentina]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[stéphane garnier]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem ama animais e sempre teve bichinhos de estimação sabe o quanto eles são especiais e têm a nos ensinar. Porém, a maioria das pessoas tende a acreditar que cães são melhores que gatos e que são mais excepcionais: há cachorros policiais, cães-guias, que ajudam em hospitais&#8230; Mas você já parou para pensar em tudo [&#8230;]</p>
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<p>Quem ama animais e sempre teve bichinhos de estimação sabe o quanto eles são especiais e têm a nos ensinar. Porém, a maioria das pessoas tende a acreditar que cães são melhores que gatos e que são mais excepcionais: há cachorros policiais, cães-guias, que ajudam em hospitais&#8230; Mas você já parou para pensar em tudo que um gato faz e tem para nos inspirar a sermos pessoas melhores?</p>



<p><strong>Stéphane Garnier</strong>,
observando seu gato, <strong>Ziggy</strong>, percebeu
que esse animal tem muita coisa para ensinar para seu dono. Em seu livro de autoajuda
<strong>Agir e Pensar como um Gato</strong>, da
editora <strong>Valentina</strong>, o autor nos
relata como foi descobrindo um novo mundo, mais tranquilo e prazeroso, com a
ajuda de Ziggy, e passa esses ensinamentos adiante. O mais engraçado é que,
durante minha leitura, ficava pensando em meus próprios gatos, Charlote e
Pierre, e como eles tem as mesmas atitudes que Ziggy. Muita gente diz que gatos
são bichos traiçoeiros, interesseiros, entre outras coisas, mas só diz isso
quem nunca teve um. Porém, para quem não tem interesse ou não pode ter um gato,
sugiro essa leitura. </p>



<p>Garnier compara o dia
a dia de Ziggy ao dele e percebe que seu gato tem muito a ensiná-lo sobre como
lidar com a rotina, com coisas como tirar um tempo para descansar, ter seu
tempo para tomar um banho e relaxar, apreciar uma boa comida, entre outras
muitas coisas. Coisas que, se pararmos para analisar, realmente deixamos de
lado com a correria do dia a dia e, quando fazemos, percebemos o quanto elas
são prazerosas e necessárias na nossa rotina, tanto para uma mudança ou,
principalmente, para aquela pausa para dar uma respirada e manter tudo sob
controle. </p>



<p>Muita gente tem certo
preconceito com livros de autoajuda, mas, para mim, esse teve uma <em>vibe</em> diferente e tenho certeza que as
mamães e papais de gatinhos vão sentir o mesmo que eu: enquanto lia, pensava nos
meus gatos, no que eles fazem, no que eles estão ali, me ensinando todo dia, e me
sentia feliz enquanto lia. Além disso, o livro nos faz lembrar e perceber que
esses ensinamentos que os gatos nos passam são coisas básicas, óbvias, que
deveríamos fazer ou seguir sempre, mas, com a correria do trabalho e afazeres
de casa, acabamos deixando de lado. Precisamos ser um pouco egocêntricos e
pensar em nós mesmos, nas pausas que precisamos ter, focar em momentos prazerosos
e amarmos a nós mesmos.</p>



<p>A leitura é muito fluída, com uma linguagem simples e cativante. Os melhores trechos são os Ziggy nos dá uns bons toques sobre algumas coisas da vida e em que aprendemos sobre seu dia a dia. Para mim, <strong>Agir e Pensar como um Gato </strong>foi uma experiência além da autoajuda, foi um modo de me aproximar e entender melhor meus gatos e amá-los ainda mais. Além disso, de agradecê-los por suas lições de vida. Esse livro é um item muito importante para amantes de gatos e para aqueles que querem ter uma vida mais leve.<strong>C</strong></p>
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		<title>Terror para todas as horas: três podcasts sobrenaturais que vão te deixar com medo de sair debaixo das cobertas</title>
		<link>https://u42.com.br/terror-para-todas-as-horas-tres-podcasts-sobrenaturais-que-vao-te-deixar-com-medo-de-sair-debaixo-das-cobertas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nathalia Lossolli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Nov 2019 13:18:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Tech]]></category>
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		<category><![CDATA[terror]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há alguns anos, descobri algo que mudaria minha vida, por mais que isso soe dramático: podcasts. Tudo começou com pesquisas sobre dublagem e dubladores brasileiros, que me levou a alguns podcasts e, assim, fui entrando nesse universo, aprendendo mais sobre ele e gerenciando o que gosto mais de ouvir. E, se você está aqui há [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há alguns anos,
descobri algo que mudaria minha vida, por mais que isso soe dramático: <strong>podcasts</strong>. Tudo começou com pesquisas
sobre dublagem e dubladores brasileiros, que me levou a alguns podcasts e,
assim, fui entrando nesse universo, aprendendo mais sobre ele e gerenciando o
que gosto mais de ouvir. E, se você está aqui há algum tempo, já sabe do que
mais gosto: <strong>terror</strong>. Ainda bem que <strong>existem podcasts para todos os gostos</strong>,
porque logo me encontrei nesse meio e só me afundei ainda mais nele. Existem
diversas temáticas, diferentes modos de criação, mas uma coisa é certa: sempre existe
mais de um que você se identifica e da noite para o dia você se pega com mais
de dez podcasts de terror no <em>feed</em> do
seu agregador favorito. História real.</p>



<p>Poderia passar horas
aqui falando sobre todos os que conheço, sobre os que já ouvi, sobre os que
estão na minha <em>wishlist</em> e ainda não
comecei a escutar porque tenho uma vida também e é impossível viver só ouvindo
podcasts, mas analisei carinhosamente todos eles e selecionei <strong>meus três podcasts favoritos sobre o meu
gênero favorito</strong>. A partir dessa sensata lista, você pode cair fundo no
buraco do coelho, assim como aconteceu comigo anos atrás, e descobrir muitas
novas possibilidades e histórias pela frente. E logo, assim como eu, você terá
tantos novos podcasts que você nem dará conta de ouvir todos no seu <em>feed</em>.</p>



<p><strong><em>The NoSleep Podcast</em></strong></p>



<p>Esse podcast surgiu em
junho de 2011 pelas mãos de David Cummings. Existe um <em>subreddit</em> chamado <em>NoSleep</em>,
o qual autores postam suas histórias originais de terror e experiências
assustadoras pelas quais passaram. Com a popularidade desse fórum crescendo,
surgiu a ideia de se criar um podcast com algumas das histórias e assim nasceu <em>The NoSleep Podcast</em>. Atualmente, está na
13º temporada, totalizando cerca de 340 episódios, incluindo especiais de
Halloween, porém sem contar os especiais de autores famosos, como <strong>Dathan Auerbach</strong>, que escreveu os contos
da série <strong><em>Penpal</em></strong>, que mais tarde, devido ao tamanho sucesso, acabou sendo
lançado em livro. Aliás, a história, lançada como episódios bônus, dividida em
dois episódios logo na primeira temporada, cada um com três contos, é minha
indicação para começar a ouvir esse podcast. </p>



<p>Durante um período, o
podcast era gratuito, depois se passou a ser cobrado um <em>season pass</em> ou um <em>episode
pass</em>, mas, hoje em dia, é possível escutar a primeira hora normalmente em
qualquer agregador, inclusive pelo site do podcast, o que totaliza cerca de 3
episódios (cada episódio tem cerca de 4 ou cinco contos). Para se ouvir os
episódios em sua versão completa, é preciso comprar as <em>season </em>ou <em>episode pass</em>. </p>



<p>Novos episódios são
lançados toda semana, cada temporada tem o total de 25 episódios (com exceção
da primeiro, com 18 episódios) que duram entre 1h20 a mais de 2h (normalmente
especiais).</p>



<p>Indicações: <em>Penpal I</em>, <em>Penpal II</em>, <em>The Stairs and the Doorway </em>e <em>Batcherface</em>.</p>



<p><strong><em>Welcome to Night Vale</em></strong><strong></strong></p>



<p>Como você explica o
que é um podcast para seus familiares? Tenho certeza que muitos de nós já
dissemos que “é como se fosse um programa de rádio na internet”. Com <em>Welcome to Night Vale</em>, podemos usar essa
explicação e não estarmos forçando tanto a barra assim. O podcast é basicamente
um programa de rádio de uma cidadezinha em algum lugar no meio do deserto dos
Estados Unidos, apresentado por <strong>Cecil
Palmer </strong>(interpretado por Cecil Balwin, e sim, deixaram que o personagem
tivesse o mesmo nome do ator; já o sobrenome é uma homenagem à Twin Peaks,
referindo-se a personagem Laura Palmer, que é encontrada morta logo no primeiro
episódio e desencadeia toda a história da série). Há ocasionais aparições de
personagens secundários, como outros moradores da cidade de Night Vale, entre
eles interesses amorosos, familiares, políticos da cidade, amigos, inimigos,
etc. </p>



<p><em>Welcome to Night Vale </em>foi
criada em 2012 por Joseph Fink e Jeffrey Cranor, novos episódios são lançados a
cada 15 dias e tem duração de cerca de 30 min. Há um curto <em>hiatus</em> entre o lançamento de uma nova temporada, mas a frequência
de novos episódios é constante. Todo episódio tem uma parte onde é anunciada a
previsão do tempo, a qual sempre nos é apresentada uma música de um artista <em>indie </em>diferente. <em>Welcome to Night Vale</em> também conta com trilha sonora original de um
músico chamado Dispiration, recomendo. </p>



<p><em>Night Vale</em> é
o único podcast dessa lista que vai te fazer refletir sobre a vida. Ele não
chega a ser um podcast de terror a te deixar acordado à noite. Na verdade, nem
seria considerado terror, mas os temas e alguns acontecimentos nele se encaixam
no gênero. Há momentos em que ele nos dá uma maior sensação de terror
existencial real ou de contemplação e apreensão do que de fato terror, com
monstros e situações assustadoras. Outros gêneros como drama, romance e comédia
(muitas vezes <em>dark comedy</em>) estão presentes
em cada novo episódio. </p>



<p>O sucesso é tamanho
lá fora que a equipe do poscast está sempre viajando em novas turnês, tanto nos
Estados Unidos, quando na Europa, com novos shows inéditos, sempre com ingressos
esgotados, produtos que levam o nome do podcast e dois livros (um deles, que
leva o mesmo nome do podcast, é possível se comprar em português e não precisa
ter ouvido ou conhecer o podcast para ler) e mais quatro com a coleção dos <em>scripts </em>das temporadas 1 a 4. Um novo
livro está prontinho para ser lançado em março de 2020 e leva o nome de uma das
personagens mais queridas do universo NV.</p>



<p>Indicações: Diferente
de <em>The NoSleep Podcast</em>, que você pode
ouvir qualquer episódio, na ordem que quiser, esse é preciso ser ouvido desde o
primeiro, seguindo a ordem de postagens. A história parece desconexa, mas chega
um ponto que você precisará saber dos acontecimentos lá do começo para
compreender o que está acontecendo mais adiante na temporada.</p>



<p><strong>Mundo Freak Confidencial</strong></p>



<p>Achou mesmo que eu só
falaria de podcasts internacionais? Temos um exemplo à altura dos outros aqui
mesmo, e que levo em um lugar muito especial no meu coração, feito com muito
amor e carinho em São Paulo. </p>



<p>Em 2012, Andrei
Fernandes, Ira Croft e Rafael Jacaúna uniram forças para criar o melhor podcast
brasileiro sobre terror, crimes, magia e tudo o que te deixa acordado à noite.
Toda semana, temos um novo episódio, <em>hosteado</em>
por Andrei e acompanhado por uma equipe incrível, entre eles, além dos já
citados acima, Marcus Keller, Juliana Ponzilacqua, Tupa Guerra, Lucas Balaminut&#8230;
Só amorzinhos! Não tem como não ouvir sem se apaixonar por cada um deles.
Cheguei a conhecê-los no evento que fizeram em SP neste ano, a <strong>SP Fantástika</strong>, e a sensação é que são
amigos de longa data, devido a tantos anos que os escuto e que eles fazem parte
da minha vida sem sequer saberem. </p>



<p>Essa galera cresceu
tanto que, além de fazerem um evento de grande porte esse ano, ainda tem o <strong>Magickando</strong>, em que focam mais em assuntos
relacionados à magia, o podcast especial <strong>Popularium</strong>,
o qual, em parceria com Andreolli Costa, trabalham com lendas e folclores da
nossa terrinha, e, meu favorito, <strong>Criptologia</strong>,
em que, em sua primeira temporada, Andrei entrevistou, em 10 episódios, pessoas
sensitivas, levando-nos a pensar: o que é ser sensitivo? Ainda estou esperando
ansiosamente por uma segunda temporada&#8230;</p>



<p>Ainda esse ano,
lançaram dois episódios especialíssimos: <strong>Bode
em pé</strong>, a adaptação e dramatização de uma famosa <em>creepypasta </em>lá fora, conhecida como <strong><em>Anansi’s Goatman</em></strong>,e <strong>Relatos
de um Oficial de Resgate</strong>, cinco dramatizações adaptadas pela própria equipe
do Mundo Freak da série de contos de Kerry Hammond, <strong><em>Search and Rescue Woods</em></strong>,
também conhecida como <em>Stairs in the Woods</em>.
Ainda prometeram em um recente episódio, o MFC 274 – Diário de Produção –
Relatos de um Oficial de Resgate, que ainda tem mais uma dessas <em>creepypastas</em> guardada para um momento
especial. Já estou no aguardo, ansiosíssima.</p>



<p>Todo esse trabalho
duro vem sendo reconhecido e eles te feito cada vez mais sucesso. 2019 tem sido
um ano incrível para eles, que foram para um evento de podcasts do Spotify
recentemente e conheceram grandes nomes dessa mídia. Já vi <em>stories</em> no Instagram com <strong>Leila
Germano </strong>e, de novo, estou no aguardo, ansiosíssima. Resumindo, estou muito
orgulhosa do meu podcast nacional favorito, por tudo que eles tem feito e por
quanto estão crescendo, e essa indicação ficou por último por ser a mais
especial. </p>



<p>Mesmo que você não goste
de capirotagens, o Mundo Freak Confidencial vale muito a pena ser ouvido. Todos
os assuntos são trabalhados com muito respeito, com pautas excelentes,
pesquisas históricas bem feitas, críticas respeitosas e muito bom humor. </p>



<p>Indicações: todos os
episódios de Aconteceu Comigo, os quais são lidos relatos dos leitores, <strong>MFC 94 – A Bruxa, Black Phillip e o papel
do feminino no século XVII</strong> (não tem como a primeira vez que ouvi a voz da
Ju Ponzi não ser um dos meus episódios favoritos, foi amor à primeira ouvida),
todos os episódios sobre vídeos bizarros e <strong>MFC
200</strong>. <strong> </strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Contos do posto de gasolina &#124; Parte 5 de 8</title>
		<link>https://u42.com.br/contos-do-posto-de-gasolina-parte-5-de-8/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nathalia Lossolli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Oct 2019 02:57:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[contos de terror]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Devo começar dizendo que realmente sinto muito por todos que leram a parte 4. Não tinha ideia do que ia acontecer. Os agentes me garantiram que todo e qualquer traço da história foi removido da internet e que não há nada para se preocupar. Caso você tenha tido o azar de ler a parte 4: [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Devo começar dizendo que realmente sinto muito por todos
que leram a parte 4. Não tinha ideia do que ia acontecer. Os agentes me
garantiram que todo e qualquer traço da história foi removido da internet e que
não há nada para se preocupar.</p>



<p>Caso você tenha tido o azar de ler a parte 4: eu imploro,
para seu próprio bem, tente esquecer. Caso seu nariz comece a sangrar, sinta
tonturas, dores de cabeça ou alucinações, vá imediatamente para um pronto
socorro. Se você estiver tendo um sonho recorrente com uma ilha feita de
música, não se aproxime ou tente abrir a porta azul com um desenho de corvo sob
nenhuma circunstância.</p>



<p>Caso você não tenha lido a parte 4: não tem nenhuma parte
4. Ela não existe. Esqueça isso.</p>



<p>A essa altura, você provavelmente já sabe que existe um posto de gasolina de merda no limite da nossa cidadezinha e que coisas estranhas tem acontecido por aqui. A Câmara Municipal me pediu pessoalmente para parar de falar sobre isso, já que alguns leitores astutos conseguiram não só encontrar nossa cidade somente pelas descrições que dei sobre ela, mas também vieram me visitar no trabalho. Ouvi dizer que um deles se juntou aos Matemáticos e, até onde sei, outros dois ainda estão desaparecidos. Mais uma vez, desculpe.</p>



<p>Não estou no trabalho agora. É minha primeira folga de
verdade desde que comecei a escrever minhas histórias atrás de um recibo. O
tempo passa de um jeito curioso aqui. Passa rápido e devagar ao mesmo tempo,
como melado saindo de um revólver. Estar escrevendo minhas histórias em um
diário tem sido uma coisa boa. Tenho um tempo antes da bateria do meu <em>notebook</em> acabar e decidi que agora é uma
boa hora para começar a digitar as minhas histórias. É só uma questão de tempo
saber o que vai acontecer primeiro: minha bateria acabar ou eu desmaiar por
perda de sangue.</p>



<p>Antes que se preocupem, já liguei para o Tom. Ele disse
que já está vindo para me levar para o hospital, assim que levar o jantar dos órfãos
do Ledford, John-Ben e Irmãzinha. Tom e os outros oficiais têm revezado em dar
uma olhada neles e levar comida em uma tentativa de tornar as coisas menos
trágicas. Eles têm morado sozinhos desde o incidente que não aconteceu (e
qualquer um que diga o contrário é um mentiroso desgraçado).</p>



<p>E lá vou eu de novo, desviando de assunto. Vou começar
logo e digitar as histórias enquanto ainda posso.</p>



<p><strong>02/11/17</strong></p>



<p><strong>21:00</strong></p>



<p>Muita coisa aconteceu aqui desde o incidente de Halloween
que não podemos falar sobre. Ando muito mais ocupado que o normal, lidando com
as consequências e com os cultistas. Os Matemáticos têm comprado muitas coisas
por aqui, planejando algum tipo de evento secreto que só consigo saber alguma
coisa sobre por meio de murmúrios e sussurros.</p>



<p>Tem anoitecido cedo e o clima está ficando mais gelado.</p>



<p><strong>03/11/17</strong></p>



<p><strong>2:00 da manhã </strong></p>



<p>O homem de sobretudo voltou. Ele está parado do lado de fora do posto, olhando para dentro. Está ali a mais ou menos uma hora. O lado positivo disso é que ninguém entrou na loja desde que ele apareceu. O lado não tão positivo é que acho que ele está tentando colocar pensamentos na minha cabeça. Mas não vai conseguir, já tive muita prática com isso. </p>



<p>Kieffer veio cedo hoje, antes do sol se por, e sentou em
uma cabine por um tempo, bebendo café. Até que Spencer Middleton chegou.
Spencer e Kieffer conversaram um pouco, então veio correndo até o caixa,
gritando a plenos pulmões. Pegou os bilhetes de loteria e jogou do outro lado
da sala. Era óbvio que algo o tinha deixado irritado. Foi quando tirei os tampões de ouvido.</p>



<p>&#8211; Está tudo bem? – perguntei de forma estúpida. Sabia
muito bem que tudo não estava tudo bem.</p>



<p>&#8211; Você ouviu alguma coisa do que acabei de falar? –
perguntou Spencer.</p>



<p>Expliquei que estava usando tampões como uma tentativa de
abafar os sons de gritos que às vezes ecoavam pelos dutos de ventilação. Acho
que os gritos devem ter parado havia algum tempo, ou talvez eu tenha os
imaginado. De qualquer forma,
não precisava mais dos tampões.</p>



<p>Nesse momento, Tom
entrou na loja. Seu cabelo branco parecendo ainda mais branco
que o normal. </p>



<p>Pude ver que Spender ficou incomodado com a presença dele
instantaneamente. </p>



<p>&#8211; Onde ele está? – Perguntou, meio sussurrando, meio
rosnando. – Onde está o outro? </p>



<p>&#8211; Carlos? &#8211; Perguntei.</p>



<p>Spencer suspirou. </p>



<p>&#8211; Claro. Carlos.</p>



<p>
















&#8211; Seu próximo turno só começa em vinte minutos.



</p>



<p>&#8211; Quando ele chegar, diga que precisamos ter uma
conversa. – E assim, Spencer Middleton deu um assobio estridente e saiu da
loja. Kieffer saiu de onde estava sentado e foi logo atrás.</p>



<p>Tom me ajudou a arrumar a bagunça e colocar os bilhetes
de loteria de volta no lugar sem perguntar nada. Gostaria que mais pessoas
fossem como Tom. </p>



<p>Quando Carlos chegou, disse que estava tendo sonhos
estranhos. Sonhos com algo enorme, vivo, respirando, embaixo da terra. Os sonhos
sempre terminavam do mesmo jeito: com o posto de gasolina afundando em um
grande buraco. Falei que Spencer estava procurando por ele. Foi quando Carlos
ficou sério e me perguntou se poderia me mostrar uma coisa.</p>



<p>No freezer, atrás das caixas etiquetadas como “<em>non aprire</em>” (seja lá o que aquilo
significasse, estavam lá desde que comecei a trabalhar aqui), havia um cobertor
se mexendo. E dentro desse cobertor havia outro Kieffer.</p>



<p>Minha primeira pergunta para Carlos foi:</p>



<p>&#8211; Você roubou o corpo de volta?</p>



<p>Ele olhou para o chão e negou veementemente com a cabeça,
como se fosse um bebê que havia acabado de ser pego por fazer metanfetamina.</p>



<p>&#8211; Você matou outro?! – Perguntei.</p>



<p>Carlos explicou: tinha sido um acidente. De novo.</p>



<p><strong>3:00 da manhã</strong></p>



<p>O homem de sobretudo finalmente foi embora. Ele deixou
marcas de garras no vidro da porta de entrada. Chequei as câmeras de segurança
para confirmar minhas suspeitas. Ele sempre fica fora do alcance das câmeras.
Por que não consigo me lembrar de como é o seu rosto?</p>



<p><strong>3:30 da manhã</strong></p>



<p>Marlboro foi nosso primeiro “cliente” na loja depois que
o homem de sobretudo foi embora. Falei que estava surpreso em ainda vê-lo vivo.
Ele confundiu isso com um elogio e agradeceu. Perguntei se estava pronto para o
grande evento, mas ele só me encarou inexpressivamente. Era óbvio que ele não
tinha a menor ideia do que eu estava falando, então o atualizei sobre como eu
já sabia de tudo. A atividade cultista incomum, os sussurros, as compras de
todo o nosso estoque&#8230; Eu sabia que algo estava para acontecer.</p>



<p>Marlboro foi ficando pálido conforme eu falava, então
correu para fora antes que eu pudesse terminar, o <em>frozen</em> de 99 centavos ainda em suas mãos. Sei que deveria criar um
inventário das coisas levadas, mas nunca faço. Por mais difícil de explicar que
seja, tem alguma coisa sobre o Marlboro que me faz ter genuinamente pena dele. &nbsp;</p>



<p><strong>6:00 da manhã</strong></p>



<p>Me peguei cavando de novo. Não sei por quanto tempo fiquei lá fora ou quem estava cuidando da loja para mim. O buraco está tão fundo agora que quase não consegui escalar para fora dele. Deveria começar a considerar a possibilidade de um dia perguntar para um médico se isso é normal. </p>



<p><strong>8:00 da manhã </strong></p>



<p>Marlboro está atualmente chorando em um armário. Por causa de seus soluços, quase não consegui entender a história. Marlboro foi enviado em algum tipo de “busca” na semana anterior e não tinha ideia para o que os outros cultistas estavam estocando suprimentos. Quando voltou para o acampamento hoje mais cedo, encontrou o lugar todo deserto. Camas foram deixadas desfeitas, alguns pratos com comida neles, a fogueira ainda acesa. As roupas de todos ainda estavam nas caixas de leite perto de seus sacos de dormir. Mas as pessoas – todas as pessoas – haviam simplesmente desaparecido. </p>



<p>Marlboro não está lidando muito bem com isso, mas tenho trabalho, então pedi para que Carlos me ajudasse a carregá-lo até o armário. Imagino que ele consiga lidar com seus sentimentos lá e talvez depois que ele terminar ele possa&#8230; Não sei&#8230; Ir para casa?</p>



<p><strong>04/11/17</strong></p>



<p><strong>21:00</strong></p>



<p>Os exterminadores acabaram de sair. Disseram que pegaram todas as cobras dessa vez, mas eu duvido.</p>



<p><strong>05/11/17</strong></p>



<p><strong>17:00 </strong></p>



<p>Kieffer veio na loja hoje de novo e fez algumas ameaças sutis. Perguntou sobre Carlos também, mas disse que eu estava cansado de ser o intermediador deles e que se ele quisesse fazer negócios com o Carlos, precisava conversar com o Carlos. Foi quando Kieffer começou a ficar esquisito.</p>



<p>&#8211; Você sabia que esse lugar é só um grande experimento e
que você não passa de um ratinho? </p>



<p>Pedi para que Kieffer comprasse algo ou saísse, então ele
comprou um tubo de creme dental e começou a despir-se na loja e esfregar a
pasta em seu corpo nu.</p>



<p>&#8211; Eles me dizem que tem alguma coisa errada com o seu
cérebro. É verdade?</p>



<p>Tentei ser educado e evitar contato visual enquanto confirmava.</p>



<p>&#8211; Você tem algum tipo de problema mental? </p>



<p>Confirmei novamente.</p>



<p>&#8211; É uma pena. </p>



<p>A essa altura, Kieffer estava completamente nu. Foi até a
máquina de raspadinha e encheu um copo grande com o vermelho açucarado antes de
virar tudo em sua cabeça. Então, balançou-se violentamente como se fosse um
cachorro molhado, jogando pedaços de gelo pegajosos para todos os lados. Alguns
até mesmo em meu rosto, mas tentei não deixa-lo notar minha perplexidade. Sabia
que tudo não passava de uma tentativa de me intimidar e não daria essa
satisfação para ele.</p>



<p>&#8211; O que é exatamente? – Ele perguntou enquanto seguia em
direção ao local onde deixara suas roupas empilhadas.</p>



<p>&#8211; O quê? – Perguntei.</p>



<p>&#8211; Qual é o seu problema? Esquizofrenia? Protanopia? Meninguite? O gay?</p>



<p>&#8211; Não. – Respondi. – Eu não durmo.</p>



<p>&#8211; Você não dorme? – Ele soou genuinamente interessado. –
Tipo, nunca?</p>



<p>&#8211; Não consigo dormer.
Não
durmo um dia sequer desde o ensino médio. É uma condição genética rara sem cura
e nem tratamento e, um dia, isso vai me matar. Mas, até lá, lido com os efeitos
o máximo que posso. </p>



<p>Kieffer assentiu. </p>



<p>&#8211; Deve ser isso. Deve ser por isso que eles não conseguem
chegar até você.</p>



<p>&#8211; Porque quem não consegue chegar até mim? </p>



<p>Foi então que Spencer entrou na loja. Ele jogou um cobertor em volta de Kieffer e levou até a SUV que os esperava. Um segundo depois, voltou para dentro da loja e me ofereceu US$100 pela fita de segurança daquela noite. Fico pensando o que vou fazendo com esse dinheiro. </p>



<p><strong>21:00 </strong></p>



<p>Estava começando a desconfiar que alguma coisa não estava
certa na loja. Tenho encontrado embalagens de barras de chocolate jogadas pelo
chão, vídeos de segurança misteriosamente deletados, barulhos estranhos vindos
das paredes no meio da noite quando eu deveria estar sozinho. Pelo menos,
barulhos mais estranhos que os normais. A princípio, achei que era somente os guaxinins.</p>



<p>Mas agora sei da verdade. Agora sei que Marlboro tem estado aqui há dois dias. Ele acabou de sair andando do depósito vestindo um roupão, assentiu para mim enquanto pegava uma tira de carne seca e foi para o banheiro. Nunca me passou pela cabeça que Marlboro não foi embora.</p>



<p><strong>06/11/17</strong></p>



<p><strong>4:00 da manhã</strong></p>



<p>Finalmente aconteceu. Acho que era só uma questão de
tempo. Sei que deveria me sentir arrependido, ou culpado, ou qualquer outro
sentimento que as pessoas normais sentem depois que uma coisa dessas acontece,
mas só me sinto envergonhado.</p>



<p>Voltei algumas horas atrás com uma pá em minhas mãos. Estava cavando de novo e, dessa vez, havia feito um bom progresso. O buraco já tinha pelo menos uns 2 m de profundidade, as paredes íngremes feitas de argila vermelha. Levou um tempo para que percebesse que estava encarando o céu escuro da noite repleto de incontáveis estrelas. Quando os celestiais maiores começaram a se mover foi que percebi que aquelas estrelas na verdade eram somente olhos vermelhos e sem alma dos guaxinins mutantes me encarando no fundo do buraco. Provavelmente procurando por comida, aqueles mendigos sem vergonha. Joguei a pá para fora do buraco e foi quando ouvi. </p>



<p>Imagine o som de uma faca de açougueiro acertando uma melancia.
Como uma bordoada sólida, seca. Agora imagine a melancia gorgolejando e caindo
sobre um saco de batatas. Ai, cara, essa metáfora realmente foi demais para
mim&#8230;</p>



<p>Quando escalei para fora do buraco, vi que a pá estava
parada em pé: estava firmemente alojada dentro do peito aberto machucado de um
ainda espasmódico Kieffer. </p>



<p>O Kieffer estava morto antes que eu o trouxesse para
dentro. Em um ato final desafiador, mostrou os dois dedos do meio para mim.
Apenas senti um pouco de respeito por ele antes que meu estado mental chegado
ao que só consigo descrever como “pânico moderado”. A primeira coisa que quis
fazer foi encontrar algo para embrulhar o corpo, porque certamente Spencer
Middleton viria atrás dele em breve.</p>



<p>Quando entrei na loja de conveniência, fiquei surpreso em
descobrir que Marlboro estava tomando conta do caixa enquanto eu estava fora.
Ele estava circundando um dos nossos clientes habituais, Charles, um homem
muito gordo que sempre compra sabonetes e amendoim cozido.</p>



<p>Peguei uma lona de uma prateleira e levei para fora. Foi
quando descobri algo: Kieffer era pesado. Tipo, <em>muito pesado</em>. Entendo que um corpo humano é basicamente um balão de
carne e água cheio de gás e excremento, mas nada poderia me preparar para o
quanto o corpo de um homem morto era pesado e nojento e como poderia vazar
tantas coisas dele. Foi um milagre eu conseguir arrastar o corpo de Kieffer pela
porta dos fundos e para dentro do freezer sem ser visto. Usei todas as minhas
forças para empurrar toda aquela massa para trás das caixas e empilhá-lo sobre
os outros três corpos. Quando finalmente terminei, estava suando e mesmo o ar
frio do freezer não conseguia me acalmar. Enquanto fiquei ali, esperando minha
respiração normalizar e a adrenalina se dissipar, percebi o que havia
acontecido. Foi quando caiu minha ficha. Havia quatro Kieffers no freezer
comigo. <em>Quatro</em>. Kieffer. De onde havia saído os outros dois?</p>



<p>A porta do freezer abriu e Marlboro entrou, trazendo um
Kieffer morto pelas pernas. Parou e nos entreolhamos.</p>



<p>Quando viu os Kieffer aos meus pés, eu disse a única
coisa que me ocorre:</p>



<p>&#8211; Isso é muito
esquisito. </p>



<p>Marlboro e eu decidimos abrir uma garrafa de licor Strega
e tomar alguns goles. Ele explicou que havia acidentalmente matado Kieffer
algumas vezes. Eu entendi totalmente.
O
cara simplesmente era fácil de matar. Em um certo momento, Carlos veio até o
freezer pegar uma caixa de massa para <em>cookies</em>.
Ele nem sequer percebeu todos os Kieffers.</p>



<p>A bateria do meu <em>notebook</em>
já está em 2%. Está claro agora que eu não terei tempo suficiente para
transcrever o resto da minha história antes de morrer. Não vou ter tempo de
contar como acabei no fundo do buraco embaixo da loja com uma perna quebrada.
Mas posso dizer que ouvi alguém se movendo acima de mim, o que é bom porque não
acho que estou sozinho aqui.</p>



<p>Se você está lendo isso, significa que consegui publicar
minha história. Se você não está lendo isso, então&#8230; Não sei, o que você é?</p>



<p>Alguém acabou de chamar pelo meu nome da beira do
precipício. Acho que é Carlos. Me pergunto o que aconteceu com Tom. Por que Tom
nunca apareceu? </p>



<p>Pensando bem, parece que me lembro de Tom não sobreviver
ao incidente de Halloween. Espere, com quem tenho falado esse tempo todo?</p>



<p>Prometo que, se eu sobreviver tempo suficiente para
carregar a bateria do meu computador, voltarei e contarei o resto. Por
enquanto, acho que essa história&nbsp; vai ter
uma continuação.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O longo caminho de Steven Universe, Rebecca Sugar e Zach Callison</title>
		<link>https://u42.com.br/o-longo-caminho-de-steven-universe-rebecca-sugar-e-zach-callison/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nathalia Lossolli]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Sep 2019 21:52:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes & TV]]></category>
		<category><![CDATA[animação]]></category>
		<category><![CDATA[desenho animado]]></category>
		<category><![CDATA[Rebecca Sugar]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Universe]]></category>
		<category><![CDATA[Trilha Sonora]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lááá no longínquo de 2010, estreou no Cartoon Network um desenho que seria um tremendo sucesso, com 10 temporadas, 283 episódios, 3 minisséries, 3 especiais, quadrinhos, jogos, brinquedos, linha de roupas e muito mais: Hora de Aventura. Dentre a equipe que trabalhou entre desenhistas, roteiristas, musicistas, storyboarders, etc, destacou-se uma menina tímida, introvertida e extremamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="637" height="360" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steven1.png" alt="" class="wp-image-22363" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steven1.png 637w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steven1-300x170.png 300w" sizes="(max-width: 637px) 100vw, 637px" /></figure></div>



<p><em>Lááá </em>no longínquo de 2010, estreou no Cartoon Network um desenho que seria um tremendo sucesso, com 10 temporadas, 283 episódios, 3 minisséries, 3 especiais, quadrinhos, jogos, brinquedos, linha de roupas e muito mais: <strong>Hora de Aventura</strong>. Dentre a equipe que trabalhou entre desenhistas, roteiristas, musicistas, <em>storyboarders</em>, etc, destacou-se uma menina tímida, introvertida e extremamente multitalentosa, que logo se tornaria sinônimo de sucesso, representatividade e amor: <strong>Rebecca Sugar</strong>. Essa rainha trabalhou com os episódios mais populares e as melhores músicas de Hora de Aventura. Seu primeiro episódio foi <em>Veio da Noitosfera</em>, com o qual já estabeleceu uma relação especial com Marceline Abadeer, mas não permaneceu com a equipe até o final da série, pois, quando o CN abriu vagas para novos criadores e suas animações, ela soube aproveitar muito bem a oportunidade a sua frente. Assim, pode finalmente trabalhar em um projeto que já havia começado bem antes: <strong>Steven Universe</strong>. Então lançou seu último episódio de Hora de Aventura em março de 2013, <em>Simon e Marcy</em> &#8211; mas voltou temporariamente para trabalhar no especial <strong>Estacas</strong> com o tema da minissérie, <strong>Tudo Permanece</strong>, um chuchuzinho de música! Minissérie a qual também participou do elenco de vozes, interpretando a mãe de Marceline. </p>



<p>Finalmente em 2013, o piloto de Steven Universe foi lançado e foi amor à
primeira vista, garantindo assim uma primeira temporada estendida um ano
depois! Um certo número de episódios foi encomendado, mas o sucesso foi tamanho
que garantiu mais alguns episódios para a primeira temporada, totalizando 53
episódios! Hoje, a série já tem <strong>5 temporadas, 160 episódios, histórias em
quadrinho, livros, jogos e inúmeras músicas</strong> em sua curta existência. Apesar
dos hiatos intermináveis, Steven Universe tem uma legião de fãs fiéis e
apaixonados pela animação. Rebecca trabalha com uma equipe super talentosa e
que fazem esse hiatos valerem a pena, porque sempre volta com novos episódios
ou <em>bombs</em> &#8211; como são conhecidos os lançamentos de novos episódios uma vez
por semana, durante uma semana inteira, na CN &#8211; com histórias incríveis, lições
de moral tocantes e músicas maravilhosas. Uma das cenas mais bem desenhadas,
dirigidas, realizadas e emocionantes de Steven Universe se passa no último
episódio da quinta temporada, realizada por um dos animadores mais habilidosos
da atualidade, <strong>James Baxter</strong>. E sim, se você assistiu Hora de Aventura e
está se perguntando se o nome tem alguma relação com o personagem, o nome do
cavalo James Baxter é uma homenagem ao seu animador.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft"><img decoding="async" width="368" height="368" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steven2.jpg" alt="" class="wp-image-22364" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steven2.jpg 368w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steven2-150x150.jpg 150w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steven2-300x300.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steven2-160x160.jpg 160w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steven2-240x240.jpg 240w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steven2-60x60.jpg 60w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steven2-184x184.jpg 184w" sizes="(max-width: 368px) 100vw, 368px" /></figure></div>



<p>Para quem nunca ouviu falar, Steven Universe conta a história desse menino que faz parte de um grupo de “garotas mágicas”, aliens, você escolhe o que mais te interessa, que lutam contra as forças do mal. Steven é parte humano, por lado de pai, e parte <em>gem</em>, por lado de mãe, tendo no lugar de seu umbigo um cristal, um quartzo rosa, o que o dá poderes e responsabilidades. Todo desenho resumido parece piegas, mas te garante que SU passa longe de ser isso. Steven é um menino que está crescendo e aprendendo a lidar com os seus poderes, e mais para a frente na série, passa a lidar também com problemas <strong>muito </strong>maiores. Se você nunca assistiu e começar hoje, vai perceber que o pulo de um desenho bobinho, para ser assistido para desestressar, para assuntos mais profundos e uma história mais complexa é muito grande. Aqui, nenhum personagem sai impune de um bom desenvolvimento de caráter. As personagens principais ao lado de Steven, <strong>Garnet</strong>, <strong>Pearl</strong> (ou Pérola na versão dublada) e <strong>Amethyst</strong> (ou Ametista) são igualmente complexas, com histórias comoventes e passados sofridos. Uma piada recorrente no <em>fandom</em> de SU é que começamos com o cancelamento dos biscoitos gatinhos e agora estamos no pé em que estamos, sem <em>spoilers</em> aqui, claro. A animação trata de assuntos como <strong>amor, representatividade, depressão, abuso, preconceito, morte, baixa autoestima, abandono, intolerância</strong>, entre muitas coisas mais. Rebecca sendo ela mesma bissexual, a <strong>representatividade LGBTQIA+</strong> é gigante, assim como ser um dos primeiros desenhos a mostrar personagens de outras etnias e credos, inclusive entre os principais. E a ideia toda da animação no final é essa e é nessa tecla que o próprio Steven sempre bate: <strong>não importa o quanto somos diferentes, todos merecem amor, respeito e empatia, até mesmo aqueles que passam a imagem de personagens malvados, pois as aparências enganam</strong>. Algo que tenho para mim desde sempre e acho que com a entrada desse desenho na minha vida até aumentou é: <strong>você nunca sabe a história do outro e pelo que ele ou ela está passando, então seja gentil</strong>.&nbsp; </p>



<p>Depois de um hiatos de <strong>8 meses</strong> &#8211; <em>Change Your Mind</em>, último episódio da quinta temporada, foi ao ar em janeiro de 2019 -, <strong><em>Steven Universe: The Movie </em></strong>estreou no começo de setembro e veio estremecer todo o <em>fandom</em>. Após as revelações e resoluções de <em>Change Your Mind</em>, episódio o qual tivemos até então o ápice de amadurecimento do Steven, o filme nos mostra o futuro, mais precisamente quando nosso eterno pequenininho chega aos 16 anos! Mesmo parecendo que finalmente está vivendo seu felizes para sempre, uma nova personagem antagonista surge e abala mais uma vez o mundo de Steven. Esse filme, ao lado de <em>Change Your Mind</em>, é uma das obras-primas da série, o que mostra que Steven Universe só tende a crescer, pois a qualidade da animação e da história só aumenta. O lado ruim desse filme é que ainda não há previsão para a estreia da sexta temporada e para onde vamos a partir dele, se voltaremos ao passado &#8211; ou seja, seguiremos de onde parou a <em>season finale </em>da quinta temporada &#8211; ou se continuaremos desse futuro. </p>



<p>Para o bem das cordas vocais de <strong>Zach Callison</strong>, o ator que dá a voz a Steven, eu preferiria que a história continuasse de onde o filme acaba. Ao interpretar o personagem aos 16 anos, Zach, que agora está com quase 22 anos, pode usar sua voz normalmente, mas quando a animação estreou, o dublador estava com 15 anos e naquela época forçava menos sua voz para parecer uma criança de 13, 14 anos como vemos na primeira temporada. É notável a diferença de voz em Steven caso você assista um episódio da primeira e um da última temporada, mas ouvir o vozeirão de Callison todo ao natural é um deleite. Se você já assiste SU, já assistiu ao filme e ficou tão impressionada com a voz dele quanto eu, indico seu álbum pessoal, <strong><em>A Picture Perfect Hollywood Heartbreak</em></strong>, uma obra com músicas que misturam pop, rock e rap e que contam a história de Zach, após seu término com Juanita, uma história que ele mesmo diz ser verdade, a qual vivenciou. Além disso, seu foco com seu CD de estreia é mostrar o quanto Hollywood tende a destruir jovens que começam muito cedo nessa vida tão exposta de artista e tem que aprender a conviver e lidar com os boatos, fofocas e tudo de ruim que vem com a fama. Caso você ainda não tenha assistido nem a série, nem o filme, e nem se interesse em começar, indico esse álbum mesmo assim. Zach Callison é um amorzinho de pessoa, que dubla um amorzinho de personagem, mas deu uma pausa das redes sociais e outros meios sociais reais por causa da depressão. Acho muito triste alguém que trabalha com algo e alguém tão radiante quanto Steven estar passando por isso, o que nos mostra mais ainda que uma das maiores lições de moral do desenho é para praticar todos os dias: você não sabe pelo o que o próximo está passando, então seja empático e gentil sempre. Todo o amor do mundo para Zach. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright"><img decoding="async" width="297" height="283" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steven3.png" alt="" class="wp-image-22365"/></figure></div>



<p>Por fim, uma das coisas mais especiais, maravilhosas, lindas dessa animação: <strong>as músicas</strong>. Não é à toa que Rebecca Sugar foi chamada novamente por Pendleton Ward de Hora de Aventura para trabalhar na música que ele já sabia ser a mais impactante em toda a história de seu desenho, ainda mais na minissérie da personagem mais querida pelos fãs. Steven Universe já tem três álbuns lançados com todas as canções até o momento, <strong>Steven Universe Vol. 1, Vol. 2 </strong>e <strong>The Movie</strong>. Além de ser uma excelente compositora e musicista e arrasar em seu ukulele, Rebecca soube escolher a dedo as vozes de sua animação. Além de Zach Callison, temos <strong>Estelle</strong>, vozeirão da Garnet, que demorou para cantar uma música solo no desenho, mas a espera valeu muito a pena. Tudo que ela canta nessa série vira ouro. Sugar é esperta, porque além de ter uma cantora famosa com álbuns de prestígio lançados mundo afora, também tem uma equipe de cantoras e cantores de musicais para dar vida às músicas lindas que escreve. A primeira vez que ouvi muitas das músicas, fiquei de boca aberta. As notas alcançadas pelos intérpretes nessas canções são incríveis! Algumas das minhas favoritas são: <em>Here Comes a Thought,Love Like You </em>e<em> Change Your Mind</em>, e do filme minhas favoritas são <em>No Matter What</em>, <em>Independent Together</em>, <em>Found</em>, <em>True Kinda Love </em>e <em>Change</em>. Não vou mentir que do filme só teve uma música que não curti muito e que tenho ouvido incessantemente o álbum desde seu lançamento, porque sou dessas que ouve músicas de trilha sonora de desenho, sabe a letra de cor e salteado e canta a plenos pulmões sem vergonha de ser feliz. Até mesmo as músicas instrumentais de Steven Universe são maravilhosas, mas sou suspeita para falar. </p>



<p>Desenhos são um ótimo passatempo para esses dias de estresse que a vida adulta nos traz, mas Steven Universe tem uma carga emocional pesada, mas que nos faz bem ao final de cada episódio. Se nunca assistiu, recomendo fortemente. Caso você tenha preconceito tanto com animações quanto com as atuais, peço para que repense e dê uma chance. Aposto que a compaixão de Steven, a sabedoria de Garnet, o comprometimento de Pearl e a leveza de Amethyst irão logo te conquistar, porque tudo em Steven Universe se resume a isso: <strong>amor</strong>. Soa piegas, mas é.<strong>C</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro: sucesso dos anos 80 em novo formato</title>
		<link>https://u42.com.br/historias-assustadoras-para-contar-no-escuro-sucesso-dos-anos-80-em-novo-formato/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nathalia Lossolli]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Aug 2019 18:19:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes & TV]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[Guillermo Del Toro]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias Assustadoras Demais Para Contar no Escuro]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro crítica]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma pergunta para os aficionados em terror desde a infância: vocês já ouviram falar sobre a trilogia de livros Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro, do autor Alvin Schwartz, e ilustrada por Stephen Gammell? Se a resposta for não, não se surpreenda. Lá fora a trilogia americana infanto-juvenil de contos de terror dos anos 80 [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma pergunta para os aficionados em terror desde a infância: vocês já ouviram falar sobre a trilogia de livros <strong>Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro</strong>, do autor Alvin Schwartz, e ilustrada por Stephen Gammell? Se a resposta for não, não se surpreenda. Lá fora a trilogia americana infanto-juvenil de contos de terror dos anos 80 é tão famosa quanto <em>Goosebumps</em>, e, se dessa série você nunca ouviu falar, isso sim é assustador.</p>



<p>Apaixonada por terror desde muito nova como sou, conheço sobre ela há muito tempo, mas nunca consegui ler nenhum dos contos até bem recentemente, pois até onde pesquisei minha vida toda, nem mesmo o primeiro livro foi publicado no Brasil até pouco tempo. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="600" height="371" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2019/08/scarystories.jpg" alt="" class="wp-image-21913" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/08/scarystories.jpg 600w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/08/scarystories-300x186.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure></div>



<p><em>O filme Histórias Assustadoras Para Contar no Escurto é a mais nova obra em que Guillermo Del Toro coloca suas mãos e sabemos que quando ele faz terror, faz muito bem.</em> Apesar de uma premissa boba e já muito explorada, o que realmente vende o filme são a nostalgia e <strong>os monstros que, sem exagero, são um show a parte!</strong></p>



<p>O filme se passa em uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos, em época de guerra no Vietnã, e acompanhamos a história de Stella e seus amigos, Auggie e Chuck. Na noite de Halloween, enquanto fogem de seus <em>bullies</em>, conhecem Ramón e vão para uma mansão mal-assombrada abandonada. Lá, Stella e Ramón encontram um quarto secreto e alguns livros com histórias assustadoras escritas com sangue e sabemos que nada de bom pode vir disso. A menina, escritora e apaixonada por histórias de terror, pega um dos livros para si e sabemos que é daí que a desgraceira começa a acontecer. Como já podemos esperar, o livro do filme contém alguns dos contos dos livros da vida real e acompanhamos seis dessas histórias na versão cinematográfica (<em>The Big Toe, The Dream, The Haunted House, Harold, Me Tie Dough-ty </em>e <em>The Red Spot</em>). Dessas seis, as que acontecem com Auggie e Chuck são as minhas favoritas. </p>



<p>Apesar de poder parecer um filme bobo e faltar a sensação de nostalgia para o público brasileiro, que não cresceu lendo as obras de Schwartz, <strong>o que vende o filme por aqui é a mesma coisa que a princípio vendeu os livros lá fora: as criaturas</strong>. As ilustrações da trilogia são de arrepiar! Quando era criança, pesquisando sobre ela, nunca achei nenhum dos contos, mas sempre as ilustrações e já conseguia sentir a sensação de pavor só com elas!</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="725" height="405" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Histórias-Assustadoras-Para-Contar-no-Escuro-criatura.jpg" alt="" class="wp-image-21967" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Histórias-Assustadoras-Para-Contar-no-Escuro-criatura.jpg 725w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Histórias-Assustadoras-Para-Contar-no-Escuro-criatura-300x168.jpg 300w" sizes="(max-width: 725px) 100vw, 725px" /></figure></div>



<p>No filme, para dar ainda mais a sensação de medo constante que os desenhos de Gammell passam, uma decisão maravilhosa foi tomada: <strong><em>em vez de usar efeitos especiais para criar esses monstros grotescos, foram usados atores de verdade com as melhores qualificações para se passar por essas criaturas horripilantes e a melhor equipe de maquiagem e próteses para criar as imagens humanamente impossíveis de existirem</em></strong>, mas que se tornaram reais graças a eles. Foram escalados atores especializados em filmes de terror e contorcionistas, para deixar a obra mais verossímil. Tenha em mente Mama e A Colina Escarlate quando for ao cinema e prepare-se!</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="930" height="530" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Histórias-Assustadoras-Para-Contar-no-Escuro-criatura-02.jpg" alt="" class="wp-image-21969" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Histórias-Assustadoras-Para-Contar-no-Escuro-criatura-02.jpg 930w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Histórias-Assustadoras-Para-Contar-no-Escuro-criatura-02-300x171.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Histórias-Assustadoras-Para-Contar-no-Escuro-criatura-02-768x438.jpg 768w" sizes="(max-width: 930px) 100vw, 930px" /></figure></div>



<p>Aliás, você pode até achar que nunca ouviu nenhuma das histórias da trilogia Histórias Assustadoras, mas tenho certeza que já ouviu várias delas e nem sabe. Schwartz inspirou-se em histórias do folclore americano e lendas urbanas famosas para escrever seus contos. Agora com o lançamento do filme mundialmente, é fácil achar os livros por aí, tanto em inglês, quanto em português. Até o vi na Livraria Cultura da última vez que fui! Mas preferi ouvir os audiolivros em inglês no Youtube, o que são, mais uma vez, um espetáculo a parte (pesquise por <strong><em>The Hearse Song</em></strong> e bons pesadelos). Pesquise pelas histórias: O Gancho, A Babá e <em>High Beams </em>(não sei qual foi a tradução desse conto em português) e surpreenda-se por já ter ouvido essas histórias inúmeras vezes. </p>



<p>Histórias Assustadoras Demais Para Contar no Escuro poderá não ser o filme de terror da sua vida, mas te introduzirá a um mundo maravilhoso de contos e ilustrações horripilantes e te garantirá muito diversão e arrepios no cinema.<strong><br></strong></p>
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		<title>Cemitério Maldito e suas adaptações</title>
		<link>https://u42.com.br/cemiterio-maldito-e-suas-adaptacoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nathalia Lossolli]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2019 00:26:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[cemitério maldito]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen King]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde It, adentrei de cabeça no mundo das obras de Stephen King. Já li alguns de seus livros, não em ordem de lançamento ou de popularidade, mas por ordem de interesse. Sendo assim, ao saber sobre a nova adaptação de seu primeiro e mais grotesco livro, O Cemitério, corri para ouvi-lo (sim, escuto audiolivros das [&#8230;]</p>
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<p>

Desde It, adentrei de cabeça no mundo das obras de <strong>Stephen King</strong>. Já li alguns de seus livros, não em ordem de lançamento ou de popularidade, mas por ordem de interesse. Sendo assim, ao saber sobre a nova adaptação de seu primeiro e mais grotesco livro, <strong>O Cemitério</strong>, corri para ouvi-lo (sim, escuto audiolivros das obras de King, e devo dizer que é a melhor coisa).

</p>



<p>

Já havia assistido ao filme <strong>Cemitério Maldito</strong> de 1989 antes, então já conhecia um pouco da história. E não foi surpresa ela estar praticamente igual ao do livro &#8211; com exceção do final -, até porque foi o próprio King quem escreveu o roteiro. Sem falar na maravilhosa música do <strong>Ramones</strong>, Pet Sematary, que toca durante os créditos do filme. Já em maio de 2019, finalmente tivemos uma nova adaptação do livro do rei. Apesar das mudanças explicitadas no trailer e da insatisfação de muitos fãs com isso, e apesar de eu mesma ter ficado um pouco chateada com essas mudanças, não deixei de assistir ao filme o quanto antes. Não me arrependi, mas admito que as mudanças dão a sensação tanto de novidade quanto se estranheza. Basicamente temos dois filmes diferentes, porém bons, e um livro maravilhoso.

</p>



<p>

As três obras têm a mesma alma: como cada pessoa lida com a morte e com o luto. O livro dá mais detalhes sobre como cada personagem lida com esses temas, mas o filme de 1989 não deixa a desejar. Já no filme deste ano, as coisas acontecem muito rápido e não sentimos muito os personagens passando por momentos de luto, a não ser um em especial. Mas a adaptação atual não é inteiramente ruim, mesmo com as mudanças e com o desenrolar da história. Ainda não tenho certeza se gostei do final ou não, mas sei que me diverti e fiquei nervosa em muitas cenas.

</p>



<p>

As coisas que continuam as mesmas nas três versões são: a <strong>família Creed</strong> ainda são os personagens principais, composta de Louis, Rachel, Ellie e seu gato Church e Gage, e estão de mudança para a pequena cidade de Ludlow, no Maine (sempre o Maine), onde Louis tornou-se o novo médico responsável pela enfermeira de uma faculdade. A casa da família fica a beira de uma perigosa rodovia e são vizinhos do simpático velhinho Jud Crandall, o melhor personagem da história, na minha opinião. Além da rodovia mortal, os Creed tem em seu terreno um cemitério criado por crianças para enterrar animais de estimação mortos. Mas há duas partes desse cemitério, e o ideal é que nunca se passe pela barreira.

</p>



<p>Assisti ao filme de 1989 há muito tempo, então não me lembro como e se trabalharam com isso na obra, mas no livro temos uma criatura muito conhecida do folclore americano, o Wendigo, e umas das melhores cenas do livro tem foco nela. Adoraria que tivessem trabalhado melhor com ele no filme atual, mas, por enquanto a melhor obra que retrata Wendigos ainda é o videogame Until Dawn.</p>



<p>

O novo Cemitério Maldito vale ser assistido, mesmo com as mudanças drásticas que foram tomadas. Mas posso garantir que, as que mais incomodam não são as que já conhecemos pelo trailer. Mesmo assim, mesmo que você tenha lido a obra de King, assista-o como um filme não relacionado ao livro, como um filme original.

</p>
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		<title>A leveza e a diversão de Shazam!</title>
		<link>https://u42.com.br/a-leveza-e-a-diversao-de-shazam/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nathalia Lossolli]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Apr 2019 01:47:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes & TV]]></category>
		<category><![CDATA[DC]]></category>
		<category><![CDATA[Jack Dylan Grazer]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[shazam]]></category>
		<category><![CDATA[Zachary Levi]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem me conhece, sabe que um dos únicos gêneros que assisto assiduamente no cinema é terror. Gosto muito de filmes de super-herói também, mas passei muito tempo sem vê-los na telona (acho que o último que vi foi Homem de Ferro 3, sem contar os dois Guardiões da Galáxia, meus preferidos, antes de Vingadores: Guerra [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem me conhece, sabe que um dos únicos gêneros que assisto assiduamente no cinema é terror. Gosto muito de filmes de super-herói também, mas passei muito tempo sem vê-los na telona (acho que o último que vi foi Homem de Ferro 3, sem contar os dois Guardiões da Galáxia, meus preferidos, antes de Vingadores: Guerra Infinita). Porém, com <strong>Shazam!</strong>, fiz questão de assistir logo, passando-o na frente de Nós, um dos filmes de terror que mais quero ver esse ano.</p>
<p>Desde que vi o primeiro trailer – o único que vi, aliás –, contei os dias para a estreia. E admito que não foi por conhecer o personagem ou os quadrinhos antes. Foi pela escolha do <em>cast</em>. Por mais que o ator principal seja <strong>Zachary Levi </strong>dando vida a Shazam, o super-herói que dá nome ao filme, quem me convenceu a assisti-lo e rouba a cena a todo o momento é <strong>Jack Dylan Grazer</strong> (Eddie Kaspbrak em It – Capítulo 1 e Alex no seriado americano <em>Me, Myself &amp; I</em>), no papel de Freddy Freeman. E podemos falar como esse menino cresceu? Além de estar como dia maior (dá pra acreditar que ele já está com 15 anos?!), está se tornando um grande ator e, como já vimos em <em>MMI</em>, está mostrando bastante talento com comédia. Jack contracena não só com Zachary Levi, mas também com <strong>Asher Angel</strong>, que vive Billy Batson, a criança escolhida para ser o próximo Shazam. Por mais que Levi seja a escolha ideal para fazer o Shazam – para mim, ficou algo como: o Zachary Levi é o Shazam, assim como o Robert Downey Jr. é o Homem de Ferro, ambos foram feitos para seus respectivos papéis – e seja muito divertido vê-lo em cena, as crianças, como sempre, dão um brilho especial ao filme. Mas, em minha opinião, a dupla Jack e Levi tem mais química do que Jack e Asher. O vilão do filme, por sua vez, é Dr. Sivana (ou Silvana, em português), interpretado por <strong>Mark Strong </strong>(Kingsman).</p>
<p>Em relação à história, houve algumas coisas que achei um pouco piegas, mas em momento nenhum fiquei desinteressada. O filme me prendeu o tempo todo, e teve momentos que percebi que estava me divertindo mais do que a maioria das pessoas na minha sessão. Além de Dr. Sivana, temos outros vilões por trás dele, os quais achei um pouco sem graça, ou que se encaixam melhor em outro tipo de filme, mas achei uma escolha interessante, ainda mais levando-se em conta como os vilões dos filmes de herói atuais são complexos e inusitados, como seres de outras galáxias ou dimensões, deuses antigos ou magos poderosos. Porém, as duas questões tratados no filme que mais gostei foram: <strong>o conceito de família </strong>e <strong>a questão do amadurecimento</strong>. Billy, Freddy e as outras crianças no filme vivem juntas em um lar adotivo e, mesmo Billy sendo um pouco recluso no começo, logo se abre e faz amizade com os outros. Durante todo o filme, vemos que uma família vem dos lugares mais inusitados, contando que se tenha amor e companheirismo (e eu falando que o filme é piegas&#8230;). Uma família não precisa ser necessariamente composta de pai, mãe e filhos. Pode vir de um grupo de desajustados sem suas famílias “verdadeiras” e, normalmente, são essas pessoas que mais entendem o conceito de família. Já sobre a questão do amadurecimento, Billy ainda é uma criança e percebemos durante todo o filme o quanto isso ainda é evidente em seu corpo de adulto. E, às vezes, não tem problema. Às vezes, se não deixarmos nossa criança interior morrer sufocada com todos os nossos deveres de adulto, podemos nos divertir mais, ter uma visão melhor sobre relacionamentos interpessoais ou até mesmo resolver problemas. É importante que amadureçamos, mas também que mantenhamos aquela fagulha de como éramos como crianças.</p>
<p>Shazam! é um filme divertido, emotivo, mas com leveza. É uma respiração em meio a tantos filmes de super-herói pesados, que passamos toda a sua duração tensos, receosos. Sabemos que tudo vai dar certo em Shazam, porque é assim que as crianças veem o mundo, com otimismo. Mesmo uma criança que se transforma em um homem ao usar uma palavrinha mágica.</p>
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		<title>Contos do posto de gasolina (Parte 3/8)</title>
		<link>https://u42.com.br/contos-do-posto-de-gasolina-parte-3-8/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nathalia Lossolli]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Mar 2019 00:24:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[contos do posto de gasolina]]></category>
		<category><![CDATA[história de terror]]></category>
		<category><![CDATA[tales from the gas station]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há vezes em que o tecido da realidade fica tão fino que consigo ouvir alguém me chamando por trás do véu. Às vezes, quando me aproximo demais, consigo sentir a coisa do outro lado dando puxões nos cantos da minha mente. Estou preocupado com o Carlos. Ele não parece estar levando as coisas numa boa. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há vezes em que o tecido da realidade fica tão fino que consigo ouvir alguém me chamando por trás do véu. Às vezes, quando me aproximo demais, consigo sentir a coisa do outro lado dando puxões nos cantos da minha mente.</p>
<p>Estou preocupado com o Carlos. Ele não parece estar levando as coisas numa boa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Caso você não saiba, trabalho em um posto de gasolina de merda no limite de uma cidadezinha, e coisas estranhas acontecem desde que entrei aqui. Finalmente comecei a contar algumas das minhas histórias e, se você ainda não as leu, gostaria de convidá-lo a ler as parte um e dois.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando voltei para o trabalho depois do meu último post, fui surpreendido por uma pilha de recibos organizados perfeitamente sobre o caixa, escritos em minha própria caligrafia tremida. Não me lembro de escrevê-las, mas de novo, não me lembro de muitas coisas. É possível que eu esteja trabalhando demais. Ou talvez que a fumaça vinda debaixo do posto esteja me pregando peças. Ou até mesmo seja mais um efeito colateral da minha condição. De qualquer modo, cavalo dado não se olha os dentes Aliás, nenhum outro animal em nenhum outro orifício.</p>
<p>Confesso que minha caligrafia não é das melhores. E por vezes os rabiscos nos recibos estavam quase ilegíveis. Então, se algo aqui parecer inacreditável, possivelmente é porque copiei errado. Com isso em mente, esta é a melhor transcrição que puder fazer:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>7:00 – Está escurecendo mais cedo por esses dias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>7:30 – O Fazendeiro Júnior veio essa noite, perguntando sobre as plantas em formato de mão. Eu disse que elas não estavam mais lá. Ele escreveu seu número de telefone atrás de um cupom de 15% de desconto em comida para porcos a granel de um revendedor online e deixou comigo. Acho que ele está tentando me dizer alguma coisa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>9:00 – Acho que algumas crianças podem estar tentando tirar uma com a minha cara. Encontrei um gnomo de jardim atrás dos torresmos. Deixei para lá e o coloquei em uma caixa atrás do balcão. Mas achei outro gnomo na caixa de refrigerante. Coloquei-o na caixa junto com o outro. Foi só depois de encontrar o terceiro e o quarto gnomos que comecei a suspeitar de algo. Saí para colocar o lixo para fora quando os vi em um galho de uma árvore bem acima da lixeira, olhando para baixo e para mim como se fossem gárgulas. Usei uma cadeira e uma vassoura para pegá-los e os coloquei na caixa junto com os outros três. Quando voltei para a minha mesa, encontrei um bilhete escrito em vermelho sobre minha cadeira. Só dizia: “estamos nas paredes”. Não sei quem o escreveu, mas o papel cheira a laranja e plumerias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>10:00 – I fear Rocco and his brood may have infiltrated the building again. Tem um som estranho de arranhões vindo dos azulejos acima do caixa. Temo que Rocco e seu bando tenham invadido o prédio de novo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>11:00 – O Fazendeiro Júnior ligou. Perguntou sobre as plantas em forma de mãos. Garanti a ele que elas não estão mais lá e, caso aparecessem de novo, entraria em contato. Acho que ele está começando a suspeitar que estou mentindo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>12:00 – Um dos cultistas recrutas estava se escondendo na floresta (eles odeiam quanto os chamo de cultistas). Sei que os recrutas não podem interagir com o mundo exterior, mas de vez em quando eles fogem para a cidade, até as proximidades do posto, e compram cigarros. Eles não deveriam recrutar novos membros até atingirem o status de cultistas sênior honorários, mas este não é um cultista muito bom. Sei que eles não deveriam ter nomes, mas vou chamar este de Marlboro. Adivinhem o motivo.</p>
<p>Marlboro ficou na loja por pelo menos meia hora, tentando me convencer a voltar para o complex com ele (eles odeiam quando chamo a casa deles de complex). Tentou ir pelo caminho lógico, mas respondi, de forma muito educada e firme, que eu não estava interessado em lógica. Não me lembro quando ele foi embora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2:00 – Quando me dei por mim, estava cavando de novo. Às vezes, em noites sem movimento, dou umas viajadas. Minha mente vai longe e quando volto, penso: onde eu estava? Quem estava controlando meu corpo enquanto eu estava longe?</p>
<p>Meu corpo fez aquelas coisas. Já fiz tantas vezes que acho que ele aprendeu como fazê-las sem mim. Meu corpo repõe os cigarros, meu corpo girou a máquina de raspadinha, meu corpo tirou o mofo debaixo dos baldes de gelo, meu corpo esvaziou as armadilhas contra ratos e, em alguém lugar no meio do caminho, meu corpo encontrou uma pá, foi para fora e começou a cavar um buraco.</p>
<p>Na verdade, eu não diria que meu corpo “começou” a cavar. Estou cavando – ou seria meu corpo? – este buraco de vez em quando nos últimos meses. Normalmente, “acordo” após cavar um pouco. Desta vez, fiz mais um pouco antes de voltar a realidade e me perguntar: “que droga estou fazendo?”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3:30 – Acabei de perceber uma porta no final do corredor passando pelo refrigerador. Por quanto tempo trabalho aqui e nunca percebi essa porta? Para meu desapontamento, ela parece uma porta normal, com exceção de ser quente ao toque e parece estar vibrando. Tentei abrir, mas está trancada.</p>
<p>Quando voltei para o caixa, notei um homem usando sobretudo parado do lado de fora, além das bombas de gás, onde as luzes não o iluminavam, perigosamente perto da pista. Não consigo dizer se ele está olhando para mim ou para a floresta logo atrás da loja de conveniência. Gostaria que ele não estivesse parado ali, imóvel, com seus braços passando seus joelhos.</p>
<p>Os arranhões nos azulejos no teto acima do caixa estão ficando mais altos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3:45 – Um homem entrou na loja, trazendo consigo uma grande caixa de isopor. Tinha olhos azuis fundos, pelos saindo do nariz e das orelhas, dedos longos e ossudos e pele mais pálida que papel aparentando veias azuis e verdes por trás da derme translúcida. Usava um chapéu coco e cheirava a leite. Definitivamente, nunca o vira antes. Perguntou se eu estaria interessado em ser seu sócio. Ele vendia carne moída com desconto, mas eu disse que ali não vendíamos “comida fresca” e sugeri que ele tentasse fazer carne seca tipo aperitivo. Antes de partir, ele pegou um pouco de carne moída crua de dentro da caixa de isopor, embrulhou-a e me deu como “amostra”. Quando ele foi embora, coloquei a carne dentro do refrigerador, onde encontrei outro gnomo me esperando. Coloquei-o dentro da caixa com os outros sete.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4:00 – Carlos acabou de me contar algo muito estranho sobre o Kieffer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4:30 – Havia um garoto chamado Spencer Middleton que foi para a mesma escola que eu e o Kieffer. Spencer era só um ano mais velho que eu, mas parecia bem mais velho e agia como se fosse bem mais novo. Moro em uma cidade pequena, e cidades pequenas são entediantes. Para se divertir, alguns fofocam, outros têm hobbies mais sinistros. Este sempre alimentava as fofocas. Havia rumores pela cidade de que Spencer gostava de torturar e matar animais. Rumores de que os pais e os irmãos de Spencer sempre trancavam as portas de seus quartos quando iam dormir. Os rumores não diminuíram após o incêndio na casa de Spencer, o qual Spencer foi o único a escapar sem nenhum arranhão.</p>
<p>Uma vez vi Spencer pisar alegremente em um lagarto, arrancar sua cabeça e rir.</p>
<p>Algum tempo após sua casa pegar fogo pela segunda vez, Spencer saiu da cidade. Dizia-se que ele havia ido embora para se alistar ao exército. Não sei o que acho disso, mas eu simplesmente não penso sobre isso. Estaria perfeitamente feliz em nunca pensar nisso, mas, depois de todos esses anos, fui obrigado a pensar sobre tudo isso. Porque Spencer Middleton acabou de vir à loja e comprar um copo de café. Ele está sentado em uma das cabines, falando com o Kieffer.</p>
<p>Marlboro voltou. Ele me perguntou se eu poderia ouvir sobre sua religião falsa (eles não gostam quando a chamo de falsa). Falei para que ele fosse embora. Ele pareceu chateado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4:45 – Spencer e Kieffer conversaram por algum tempo e não compraram nada além de dois copos de café. Avisei ao Carlos quando eles foram embora. Ele estava se escondendo debaixo de um cobertor no refrigerador, embora eu não entenda muito bem o motivo.</p>
<p>Carlos me explicou exatamente o que aconteceu. Ele terminou seu turno havia algumas noites e havia acabado de ir embora quando vi a SUV do Kieffer estacionada em uma vala na colina. Carlos, sendo o cara bom que ele é, decidiu checar se Kieffer precisava de alguma ajuda. Ele disse que quando estacionou e saiu do carro, pode ouvir o que parecia um barulho alto de algo sendo triturado logo atrás das árvores.</p>
<p>Carlos decidiu investigar. Foi quando ele viu algo. Quando perguntei o que Carlos tinha visto, ele começou a falar em espanhol muito rápido, de uma forma assustada. Não falo espanhol, mas acenei com a cabeça durante todo o tempo de forma empática. A única palavra que consegui entender foi “Strega”, que é o nome de uma bebida que vendemos.</p>
<p>Seja lá o que Carlos vira, fez com que ele corresse de volta para seu carro o mais rápido possível e dirigiu para longe depressa, sem olhar para trás. E foi quando ele atropelou o Kieffer.</p>
<p>Carlos é um cara bom. Mas aqui está ele em uma situação difícil. Ele parou longe o suficiente para sair, ver como Kieffer estava e confirmar que ele realmente estava morto. Não havia nada que ele pudesse fazer que fosse mudar aquilo. Havia sido um acidente. Ele estava em liberdade condicional. Não havia nada na floresta, e Carlos tinha que tomar uma decisão. Então, ele colocou o corpo no porta-malas de seu carro e foi embora.</p>
<p>Carlos pegou seu carro e me mostrou o corpo. Posso confirmar, com cem por cento de certeza, de que era Kieffer no porta-malas de seu carro. Não só por causa de seu rosto inegável, mas também por&nbsp; que seu telefone e sua carteira estavam em seus bolsos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5:00 – Me cansei dos arranhões e tirei a escada do estoque para checar o que os guaxinins estavam fazendo no telhado, mas quando tirei um dos azulejos, a única coisa que vi lá em cima foi outro gnomo. Com este, são doze agora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6:00 – O homem de sobretudo ainda está lá fora.</p>
<p>O cultista voltou, requisitando uma audiência comigo, insistindo que se eu somente o ouvisse, veria que seu raciocínio é soberbo e perfeito, e que eu seria um tolo em não se juntar a ele na perfeição de lógica e nirvana que é sua estrutura de crença.</p>
<p>Concordei em ouvir seu discurso se ele concordasse em pedir para o homem de sobretudo ir embora. Após fazermos um apressado contrato verbal, preparei-me mentalmente para ouvi-lo. Honestamente, ele realmente teve bons argumentos, mas imaginei que isso é de se esperar de um experimento de pensamento viral bom o suficiente para convencer pessoas perfeitamente normais a abandonarem suas vidas reais e irem viver em comunidade na floresta perto do posto de gasolina de merda no limite da cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eles se chamam de “matemáticos”. Acreditam que a espécie humana existe para cumprir dois imperativos morais: diminuir o sofrimento e aumentar a felicidade. Uma vida bem sucedida tem mais felicidade do que sofrimento. Uma vida decente tem menos sofrimento do que felicidade. Pode-se saber o quanto uma pessoa é boa por quanto sua felicidade aumenta e seu sofrimento diminui. Claro que, se a pessoa tem uma disseminação negativa – ou seja, se ela diminuiu sofrimento menos do que aumentou felicidade – isso quer dizer que, de maneira simples, essa pessoa é má. Sendo assim, se uma pessoa produz grandes quantidades de felicidade e sofrimento, pode-se simplesmente descobrir-se qual é maior e usar essas instruções perfeitas para determinar se ela é boa ou má. Simples, não?</p>
<p>Os matemáticos acreditam que o mundo tem interpretado bom e mal da maneira errado. Por muito e muito tempo, estamos tentando atingir a felicidade, quando na verdade deveríamos focar mais em diminuir o sofrimento. Como a felicidade é um conceito fluido e, quanto mais felicidade se cria, mais difícil fica de sustentá-la, ela também tem muitos retornos pouco favoráveis. Sofrimento, por outro lado, é consistente. Sofrimento é o resultado do fim da felicidade. Sofrimento é puro e eterno. Para que os matemáticos sejam bons de forma suprema, eles simplesmente devem acabar com todo o sofrimento. Por isso matemáticos estão trabalhando em uma bomba para destruir todo o planeta.</p>
<p>Ao extinguir toda a vida na terra, eles irão acabar com uma infinidade de sofrimento no futuro. A cada pessoa que eles dizimarem, uma linhagem inteira de pessoas que poderiam nascer em uma vida cheia de sofrimento não correrá mais esse risco. Cada morte é um assassinato preventivo de misericórdia. Cada momento feliz que não vai mais acontecer tem menos impacto quando comparado a todos os momentos tristes que foram evitados.</p>
<p>E assim, como Marlboro explicou, seu culto assassin acredita que matar é um ato de bondade.</p>
<p>Disse a ele que suas ideias são idiotas e que ele é idiota e que era a vez dele de ir falar para o homem de sobretudo ir embora.</p>
<p>6:30 – O telefone tocou.</p>
<p>Isso é estranho por dois motivos. O primeiro é que não foi a nossa linha fixa. Foi o celular, mesmo não tendo sinal aqui. E segundo é que era o celular. O celular que eu peguei do corpo do Kieffer.</p>
<p>Admito que estava tendo um dilema moral desde que Carlos se abriu comigo. Por um lado, Carlos havia matado alguém. Por outro, havia sido um acidente e o agente da condicional de Carlos poderia não ver com esses olhos. Achei que fosse ter mais tempo para entender tudo isso, mas quando o celular começou a tocar, eu sabia que tinha que tomar uma decisão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não disse nada. A voz do outro lado da linha me era conhecida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8211; Você está com algo que pertence ao meu chefe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era Spencer Middleton.</p>
<p>&#8211; O celular e a carteira dele. – respondi.</p>
<p>&#8211; Quê? Não! Não ligo para isso! Podemos comprar mais telefones. Podemos arranjar carteiras novas. Você sabe o que queremos.</p>
<p>Ele estava certo. Eu sabia.</p>
<p>&#8211; Foi um acidente. – expliquei.</p>
<p>&#8211; Sabemos disso. Queremos fazer um acordo. Nos devolva e fingimos que nada disso aconteceu.</p>
<p>&#8211; Podemos fazer isso?</p>
<p>&#8211; Com certeza.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>7:30 – Carlos chegou para seu turno há uma hora e expliquei para ele sobre o acordo. Ele não pareceu animado, mas conforme fui explicando tudo, ele não teve escolha.</p>
<p>Paramos o Camry de Carlos atrás do posto de gasolina perto das plantas em forma de mãos e fizemos questão de ficarmos longe o suficiente para que não agarrassem nossos tornozelos. A SUV de Kieffer apareceu alguns minutos depois. Spencer a dirigia. Kieffer e ele saírem sem dizer nada, nos olharam de cima a baixo e abriram a traseira do veículo.</p>
<p>Carlos abriu seu porta-malas.</p>
<p>Kieffer e eu nos encaramos, continuando a nos entreolharmos enquanto Carlos e Spencer moviam o corpo de um carro para o outro. Spencer tinha uma lona e um cobertor prontos para embrulhar o corpo. Quando acabou, Kieffer colocou uma mão no meu ombro e sussurrou: “você agiu bem”.</p>
<p>Então eles foram embora. Carlos começou a chorar quando eu entrei na loja de conveniência. Era quase dia e é quando o próximo funcionário de meio período chega para assumir seu posto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>8:00 – O novo funcionário está atrasado e já passou da hora do meu almoço. Aproveitei minha hora extra aqui para colocar preço nos gnomos. Estão expostos como “mercadoria variada” por $9,99 cada, e já vendi dois. Sou um ótimo funcionário mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>8:30 – Fui ao banheiro e vi um homem parado lá, com seu jeans abaixados. Ele usava uma cueca tipo boxer com quadrados vermelhos e brancos e um chapéu de <em>cowboy</em>. Sorriu quando me viu e disse cantarolando: “Venha, homem. Vaaamos com isso”.</p>
<p>Aproveitei para perguntá-lo algo que vem me incomodando.</p>
<p>&#8211; Você sabe se vai ficar tudo bem?</p>
<p>O <em>cowboy</em> do banheiro pensou por um segundo, então vestiu sua calça, afivelou seu cinto gigante e passou do meu lado, as esporas fazendo barulho contra o azulejo do banheiro. Ele parou por um instante quando estava bem do meu lado e disse nitidamente: “Agradeço”. E foi embora.</p>
<p>Realmente não faço ideia do que isso signifique.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esses são todos os recibos, mas decidi continuar a fazer um diário. Acho que sera um bom jeito de contar os eventos estranhos que acontecem no posto de gasolina. Talvez isso ajude com minha condição, sei lá. Da próxima vez que algo estranho acontecer, talvez eu volte e escreva mais. Até lá, aguardem cenas dos próximos capítulos&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Observações: Desculpem, após inspeção adicional, percebi que algumas das notas nos recibos podem ter sido transcritas de forma errada. Também fiz alguns ajustes em erros de ortografia e arrumei alguns erros de digitação. Enquanto fazia isso, coloquei novos erros para os leitores mais atentos. Por fim, por meio de conselhos de alguns dos meus leitores, tirei a parte em que divulguei o número do documento de identidade e o endereço do Fazendeiro Júnior. Além disso, um agradecimento especial ao leitor que disse que “Strega” não é uma palavra em espanhol. Perguntou ao Carlos sobre isso quando ele apareceu para o seu quarto turno do dia, mas Carlos só me olhou sem entender e disse que ele não fala espanhol.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Chamada: Marlboro é o melhor personagem e – alerta de spoiler – ainda vamos vê-lo muitas vezes. Porque as coisas podem ficar ainda mais estranhas com ele está por perto.</strong></p>
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		<title>A Morte Te Dá Parabéns 2: menos sobrenatural, mais ficção científica, ainda assim sensacional (Spoilers do primeiro filme)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nathalia Lossolli]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Mar 2019 00:20:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Filmes & TV]]></category>
		<category><![CDATA[a morte te dá parabéns 2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2017, a produtora americana Blumhouse Productions, uma das maiores da atualidade focada em filmes de terror como Fragmentado e a saga Sobrenatural (Insidious), lançou um de seus melhores filmes àquele ano: A Morte Te Dá Parabéns. O sucesso foi tanto que, neste ano, lançaram sua sequência: A Morte Te Dá Parabéns 2, ou, em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2017, a produtora americana <strong><em>Blumhouse Productions</em></strong>, uma das maiores da atualidade focada em filmes de terror como Fragmentado e a saga Sobrenatural (<em>Insidious</em>), lançou um de seus melhores filmes àquele ano: <strong>A Morte Te Dá Parabéns</strong>. O sucesso foi tanto que, neste ano, lançaram sua sequência: <strong>A Morte Te Dá Parabéns 2</strong>, ou, em inglês, <strong><em>Happy Death Day 2U</em></strong>.</p>
<p>Na sequência, ainda temos a estonteante e maravilhosa <strong>Jessica Rothe</strong> como Tree (uma curiosidade: essa mulher tem 31 anos e consegue fazer o papel de uma jovem nos primeiros anos de faculdade de forma incrível e verossímil; olá mais uma paixonite minha por mulherões loiros) e o <em>fofíssimo</em> e apaixonante <strong>Israel Broussard</strong> como seu par romântico, Carter.</p>
<p>No primeiro filme, somos introduzidos à personagem Tree como sendo uma típica jovem arrogante, metida e esnobe no começo, mas, conforme ela vai vivendo seu <strong>dia da marmota do inferno </strong>e sempre voltando para o dia 18 de setembro, após morrer dos mais variados e criativos modos e acordando no mesmo dia sempre ao lado de Carter, vai melhorando seu comportamento e, lógico, se apaixonando por ele, pois quem não se apaixonaria? Já no segundo, que se passa um dia após o primeiro, ou seja, no dia 19 de setembro, outro personagem passa a viver nesse <em>loop</em>: <strong>Ryan</strong>, colega de quarto de Carter. Ao comentar sobre o que está acontecendo com Tree e Carter, ela está pronta a enfrentar tudo aquilo novamente. Mas o filme toma caminhos inesperados e não muda só o seu próprio gênero, como tanto o rumo que A Morte Te Dá Parabéns 2 parece estar tomando logo no início.</p>
<p>Uma dica: faça como eu e vá assistir a esse filme – ou a qualquer outro –  sem assistir a nenhum trailer, ou a nenhum outro além do primeiro. Não sabia o que estava por vir e por isso ele me foi uma grata surpresa. A princípio, mesmo animada por poder finalmente assistir a essa sequência, não achei que ele fosse ser tão bom quanto o primeiro, mas fico muito grata por ter me enganado. Por mais que o seu novo gênero não seja um dos meus favoritos, as explicações que ele me deu foram satisfatórias. No entanto, A Morte Te Dá Parabéns 2 nos deixa, assim como no primeiro, com algumas perguntas não respondidas, e me incomodei mais com isso neste novo filme do que no seu antecessor. Mesmo dias após assisti-lo, ainda me pego fazendo as mesmas perguntas, sem ter tido respostas.</p>
<p>O que quero dizer com mudança de gênero é: no primeiro filme, não temos respostas de porquê Tree está voltando no mesmo dia após morrer de novo e de novo e aceitamos isso. Após ela matar John Tombs e Lori, sua colega de quarto, e não comer o maldito cupcake envenenado, tudo se resolve. Aceitamos que foi algo inexplicável, até mesmo místico ou sobrenatural, ela reviver esse dia por semana a fio. A meu ver (e no IMDb do filme), A Morte Te Dá Parabéns é um filme de terror, um <em>thriller</em>. Já em A Morte Te Dá Parabéns 2, as perguntas feitas no primeiro filme são respondidas do modo mais ficção científica possível. Mas as perguntas feitas no segundo ficam sem resposta mesmo, como já comentei acima. Além de certa dose de ficção científica, temos mais drama do que no primeiro, os sentimentos de Tree em relação à mãe são mais explorados, assim como seus novos sentimentos por Carter. Admito que chorei em uma cena emocionante próxima ao final do filme. Acho curioso como uma personagem que tinha tudo para ser odiada no começo do primeiro filme se redime tanto que passamos a amá-la e torcer por sua felicidade, <em>toda a felicidade</em>, mesmo a obra mostrando que isso não é possível.</p>
<p>Além da beleza de Jessica Rothe e de Israel Broussard, que já não é pouca, temos uma beleza mais explorada em relação ao primeiro filme e uma nova beldade que gostaria que tivesse tido mais tempo de tela. Mais irritante, arrogante e esnobe do que Tree no começo da história, <strong>Danielle</strong>, interpretada por <strong>Rachel Matthews</strong>, volta com mais tempo de tela, mas agora como alívio cômico. Independente de seu papel, desde o primeiro filme, é absurda a beleza dessa atriz! E mesmo Danielle sendo o seu primeiro papel em um filme, ela faz um ótimo trabalho. Além dela, conhecemos <strong>Dre</strong>, uma cientista adorável interpretada por <strong>Sarah Yarkin</strong>. Gostaria de ter visto mais dela em cena, mas infelizmente não foi dessa vez&#8230;</p>
<p>Devido ao final que o segundo filme teve e as perguntas não respondidas logo em seu início, o diretor Christopher Landon tuitou que gostaria de fazer o terceiro filme da saga, mas tudo dependeria de como A Morte Te Dá Parabéns 2 for nos cinemas. Torçamos, porque, apesar de parecer uma história batido, acho que dessa fonte ainda pode vir muita coisa boa, nem que seja um seriado de uma temporada. Ou, no mínimo, responder as perguntas pendentes.</p>
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		<title>A luz de Anya Taylor-Joy: o brilho e a ascensão de um mulherão talentoso e versátil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nathalia Lossolli]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Feb 2019 21:57:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[O Segredo de Marrowbone]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Terror, drama, ficção científica, suspense, filmes de super-heróis&#8230; Anya Taylor-Joy, mesmo aos 22 anos, já atuou em filmes para todos os gostos. Muitas acham que os únicos trabalhos dela são A Bruxa (2015), Fragmentado (2017) e Vidro (2019), mas ela já trabalhou em outros filmes, menos conhecidos, mas igualmente bons. Anya é tem uma longa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Terror, drama, ficção científica, suspense, filmes de super-heróis&#8230; <strong>Anya Taylor-Joy</strong>, mesmo aos 22 anos, já atuou em filmes para todos os gostos. Muitas acham que os únicos trabalhos dela são <strong>A Bruxa </strong>(2015), <strong>Fragmentado </strong>(2017) e <strong>Vidro </strong>(2019), mas ela já trabalhou em outros filmes, menos conhecidos, mas igualmente bons.</p>
<p>Anya é tem uma longa nacionalidade: sua mãe é espanhola e inglesa e seu pai, escocês e argentino. Mesmo tendo nascido em Miami, ela viveu sua vida toda na ponte aérea Argentina-Inglaterra. Mas agora tem uma nova parada no caminho: Hollywood. Após o sucesso de A Bruxa – mesmo tendo dividido bastante a opinião de fãs de terror –, ela atuou em mais alguns filmes de menor sucesso, assim como filmes para televisão e séries, mas três obras em particular merecem mais atenção.</p>
<p>Em 2016, mesmo ano em que brilhou em Fragmentado, protagonizou em filme de ficção científica em que parece bem mais nova do que no filme de Shyamalan: <strong>Morgan</strong>, o qual ela faz o papel de um “organismo híbrido vivo com a capacidade de tomar decisões de forma autônoma e de ter respostas emocionais de forma sofisticada”. Basicamente, <strong>ela é uma inteligência artificial</strong>. Morgan vive aprisionada com a equipe de cientistas que a criou, pois, após um “acidente” com um dos integrantes, ela teve que ser contida e analisada por especialistas para garantir a sua qualidade e <em>continuidade</em>. O filme é interessante, um bom entretenimento para um dia chuvoso e preguiçoso, mas é a atuação de Anya Taylor-Joy que ganha o telespectador. Ela não brilha como fez em A Bruxa, não por não ser talentosa, mas por não ser um roteiro que a aproveite como ela merece. Porém, em Morgan, já podemos perceber o quanto a atriz é versátil.</p>
<p><a href="http://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2019/02/anya1.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20917" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2019/02/anya1.jpg" alt="anya1" width="400" height="284" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/02/anya1.jpg 400w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/02/anya1-300x213.jpg 300w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a></p>
<p>Já em 2017, Anya surge com dois filmes incríveis. O primeiro título é <strong>O Segredo de Marrowbone</strong>. Lembro-me de quando vi o trailer e críticos falando que esse filme seria sensacional, um sucesso de bilheteria. Uma coisa de que não me lembro é ter visto esse filme em cartaz nos cinemas brasileiros&#8230; <strong>O que é uma pena</strong>. O Segredo de Marrowbone conta a história de uma família que se muda da Inglaterra para uma cidadezinha dos Estados Unidos, aparentemente fugindo de algo ou alguém. Abrigando-se em uma casa afastada da cidade, a única pessoa fora da família com quem eles tem mais contato é a vizinha Allie, interpretada por Anya, que cria um forte laço com a família e logo inicia um relacionamento com o filho mais velho. Apesar de este ser o segundo filme citado aqui, o assisti por último, então ver atriz fazer o papel de namorada de alguém foi um pouco esquisito no começo. Isso, em minha opinião, só mostra o quanto Anya Taylor-Joy <strong>não é só uma grande atriz, mas também um mulherão</strong>, que, mesmo com excelentes atores (como James McAvoy) contracenando ao seu lado, ela se sustenta sozinha, sem precisar de um par romântico para que se destaque nos filmes. Entretanto, mesmo com esse detalhe de ela ter um namorado em Marrowbone, isso não a diminui. <strong>(SPOILER, mas bem genérico:<span style="text-decoration: line-through;"> muito pelo contrário, ela é a chave para resolver todo o conflito e Anya se mostra uma maravilhosa atriz fazendo diferentes papéis com o mesmo assunto em foco.)</span></strong></p>
<p><a href="http://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2019/02/anya2.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20918" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2019/02/anya2.jpg" alt="anya2" width="372" height="559" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/02/anya2.jpg 372w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/02/anya2-199x300.jpg 199w" sizes="(max-width: 372px) 100vw, 372px" /></a></p>
<p>Já em seu segundo filme de 2017, <strong>Puro-Sangue</strong>, ela não só brilha, como ofusca. Dos três comentados aqui e com exceção de A Bruxa e Fragmentado, o melhor filme dela até agora. Ao lado de <strong>Olivia Cooke</strong> (Os Crimes de Limehouse e <em>Bates Motel</em>) e <strong>Anton Yelchin</strong> (<em>Star Trek</em>), o filme é dito como um “Psicopata Americano encontra Atração Mortal”. Acompanhamos duas adolescentes da classe alta do subúrbio de Connecticut que se reaproximam após uma delas, Amanda (Olivia Cooke), eutanasiar seu cavalo e estar sendo julgada pelo crime de maus-tratos aos animais. Após uma sessão de estudos na casa de Lily (Anya), as meninas reatam a amizade, uma amizade tanto quanto esquisita, diga-se de passagem, o que não é nada bom, nem saudável para nenhuma delas. Enquanto Amanda tem algum tipo de distúrbio o qual a impede de ter qualquer tipo de sentimentos e ser extremamente esperta e calculista, Lily tem as emoções à flor da pele o tempo todo, o que a torna impulsiva e muitas vezes não a deixa ver as coisas com clareza. O filme é vendido como um <strong><em>thriller </em>de humor negro</strong>, mas achei que tem um tom um pouco dramático. É daqueles filmes que, ao subir os créditos, te faz pensar. Tem uma forte crítica social e prova que filmes com meninas adolescentes, geralmente ricas, não são só sobre futilidades ou drogas, sexo e <em>rock’n’roll</em>. Puro-Sangue é genial e tem cenas sensacionais.</p>
<p><a href="http://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2019/02/anya3.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20919" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2019/02/anya3.jpg" alt="anya3" width="600" height="250" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/02/anya3.jpg 600w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/02/anya3-300x125.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p>Agora em 2019, teremos uma – possivelmente – agradável surpresa: <strong>Os Novos Mutantes</strong> está programado para estrear em agosto desse ano e teremos Anya fazendo o papel de I<strong>llyana Rasputin</strong>. Além de mais três filmes em pós-produção e de uma série animada da Netflix com Anya dando sua voz a uma das personagens principais, junto com Taron Egerton (<em>Kingsman</em>).</p>
<p>Agora só precisamos torcer para ver Anya Taylor-Joy crescer, aparecer e brilhar ainda mais, pois temos uma nova estrela talentosíssima em Hollywood. E para que ela apareça ruiva em algum de seus novos filmes, porque já sabemos o quanto ela é linda tanto loira, quanto morena.</p>
<p><strong>&nbsp;</strong></p>
<p><strong>Chamada: Desde uma vítima de maus tratos da própria família até uma adolescente rica do subúrbio, Anya Taylor-Joy dá a vida com prestígio a papéis que sempre tem um aspecto em comum com ela mesma: ser um mulherão!</strong></p>
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