Wicked Parte II muda tudo | CRÍTICA

O poder das escolhas em Wicked Parte II

Desde o início, Wicked Parte II faz tudo ser mudado porque mostra como nossas decisões moldam quem somos. Dessa vez, acompanhamos Elphaba em seu exílio, enquanto Glinda tenta manter as aparências na Cidade Esmeralda. A tensão cresce a cada instante, e o filme deixa claro que o bem e o mal nem sempre estão onde imaginamos.

Jon M. Chu dirige com segurança e sensibilidade. Assim, o público sente o peso emocional das escolhas de cada personagem, principalmente quando a lealdade e o amor se tornam indissociáveis. O tom sombrio e poético reforça a mensagem central: mudar exige coragem, mesmo quando tudo parece perdido.

Emoção, amor e intensidade: o coração de Wicked Parte II

Ariana Grande brilha como Glinda. Sua atuação vai além da doçura e revela camadas profundas de dor e saudade. Em Thank Goodness, cada nota revela uma Glinda à beira do colapso, o que cria empatia e humaniza a personagem. Scarlett Spears, como a jovem Glinda, complementa perfeitamente essa jornada de amadurecimento.

Cynthia Erivo, por outro lado, é pura força. Sua Elphaba domina a tela com presença magnética, especialmente em No Good Deed, uma explosão de desespero e libertação.

Enquanto dueto “As Long As You’re Mine”, entre Erivo e Bailey, é o ápice da química do casal. O olhar, o toque e a respiração dizem mais do que qualquer diálogo. A canção ganha um peso emocional que transborda da tela e se transforma em um dos momentos mais arrebatadores do filme

Personagens secundários e contrastes

Entre os coadjuvantes, há altos e baixos. Marisa Bode como Nessarose entrega uma performance visualmente doce demais para o papel. Durante Bruxa Má do Leste, ela canta de forma correta, mas falta força dramática a vilania não convence. Ela é talentosa, porém seu tom gentil e aparência fofa tiram o impacto da personagem. Comparada aos demais, sua voz soa apenas “ok”.

Já Ethan Slater, interpretando Boq, tem um desempenho oposto. Em March of the Witch Hunters, ele eleva completamente a música. Sua raiva contida e a dor por ainda admirar Elphaba tornam a cena intensa e humana. Slater mostra um Boq dividido entre amor e ódio, e sua energia explosiva dá força ao terceiro ato.

Michelle Yeoh adiciona veneno à figura de Morrible, mas desafina e faz toda a sua parte musical ser um desastre e uma tortura os ouvidos e Jeff Goldblum, como o Mágico, oferece leveza irônica que equilibra o drama e tem a música mais divertida do filme que é Wonderful em que canta com Cynthia Erivo e Ariana Grande fazendo essa alternância entre peso e humor mantém o ritmo envolvente.

O impacto final de Wicked Parte II

A trilha sonora é poderosa. As músicas clássicas como For Good e As Long As You’re Mine emocionam, enquanto as inéditas The Girl in the Bubble e No Place Like Home soam menos inspiradas. Mesmo assim, tudo funciona dentro da jornada emocional.

O silêncio também é uma ferramenta importante. As pausas, os olhares e os gestos contidos falam mais alto do que mil palavras, reforçando que o filme entende o valor da sutileza.

Wicked Parte II faz tudo ser mudado e prova que até os corações mais endurecidos podem ser transformados pelo amor, pela dor e, acima de tudo, pela coragem de ser diferente, e mesmo sendo inferior ao primeiro, ele entrega dois dos melhores filmes de Oz desde o clássico de 39.

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Nerd: Marina Bueno

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