Unicorn Overlord RPG, Tático e apaixonante

Eu admito: a primeira vez que ouvi falarem de Unicorn Overlord, pensei em um jogo completamente diferente. No entanto, não deixei a imagem mental de um jogo fofinho de unicórnios tomar forma e fui atrás para descobrir do que se tratava.

Unicorn Overlord - Mundo

Unicorn Overlord é um jogo da desenvolvedora japonesa Vanillaware, que já acumula mais de 20 anos de estrada. Fundada em 2002, a empresa desenvolveu nove jogos (alguns remasters incluídos), mas nenhum deles conquistou grande relevância no ocidente. Talvez por isso seja tão interessante ver a Atlus, uma empresa que, apenas nos últimos anos descobriu o potencial do mercado ocidental com a série Persona, como a publicadora de Unicorn Overlord.

Mundo Fragmentado

Unicorn Overlord - Mapa

Com uma estética mangá, o jogo retrata um continente fantástico dividido em cinco reinos principais: Elfheim, Drakenhold, Albion, Bastorias e Cornia. Cada um com suas características, povos e intrigas. A história acompanha o príncipe Alain, filho da rainha Illenia, que foi violentamente deposta por um guerreiro traidor. Antes de ser derrotada, a rainha envia o filho para ser criado sob os cuidados de um cavaleiro leal, em uma ilha afastada da cidade real.

Anos depois, Alain, agora um jovem adulto, retorna ao continente para enfrentar o novo imperador Galerius. No caminho, enquanto se fortalece, recruta novos membros para o seu Exército da Liberação, enfraquecendo pouco a pouco a influência do império. A história se aprofunda com a apresentação de novos personagens e classes, permitindo ao jogador recrutar mercenários para seu exército e tomar decisões que impactam o desenrolar da trama, inclusive determinando o retorno (ou não) de certos personagens.

Jogabilidade de Unicorn Overlord

A jogabilidade de Unicorn Overlord segue a linha de um RPG com elementos de combate tático. O jogador comanda unidades enviadas para a batalha, e cada unidade pode contar com um a cinco personagens, dependendo do nível da unidade e da fama do exército.

Quanto mais personagens em uma unidade, mais ações ela pode realizar. Porém, cada unidade tem um limite de stamina que precisa ser recuperado com descanso, comida ou magia antes de continuar lutando. Então, não espere usar a mesma unidade sem parar.

Unicorn Overlord - Estetica

Os combates se resolvem de forma semi-automática. O jogador pré-configura as ações, define a ordem em que acontecem e, em alguns casos, estabelece condições específicas para que ocorram. Em níveis mais altos de dificuldade, gerenciar essas camadas é essencial para a sobrevivência, já que os combates são letais e qualquer descuido pode levar à derrota.

Das Surpresas…

O que mais me surpreendeu em Unicorn Overlord foi como o jogo dá liberdade ao jogador. Desde a configuração das batalhas até a ordem das missões. O jogo aparentemente esperava que eu seguisse o caminho Cornia → Drakenhold → Elfheim. Mas escolhi ir de Cornia direto para Elfheim, e só depois Drakenhold. Isso tornou as batalhas iniciais em Elfheim extremamente desafiadoras, mas, como o jogo não ajusta a dificuldade dinamicamente, acabei atropelando quase todo o continente de Drakenhold depois.

Tem até comida realista no jogo!!!

A história também deixa claro, desde cedo, qual é a missão final. Cabe ao jogador decidir se vale a pena se arriscar em uma missão com nível de dificuldade tão mais alto logo de cara. (Já adianto: não vale.)

Unicorn Overlord também conta com múltiplos finais, baseados em certas atividades realizadas durante a campanha e em uma escolha final. Para algumas pessoas, alterar o final apenas com uma decisão pode parecer um ponto fraco. Mas, sinceramente, achei ótimo não precisar rejogar tudo, ou recorrer ao YouTube, só para ver uma conclusão diferente.

… e dos destaques

Entre os destaques positivos, preciso mencionar a quantidade absurda de classes disponíveis. Fui esperando um jogo no estilo Fire Emblem, e Unicorn Overlord me entregou algo bem mais complexo, com dezenas de classes e variações. Existem soldados, hoplitas, guerreiros de martelo, arqueiros, guerreiros de machado, cavaleiros de grifo, cavaleiros de wyvern, anjos guerreiros, anjos arqueiros… A lista, de verdade, é extensa!

Cada classe tem suas vantagens, habilidades, forças e fraquezas. Além disso, cada uma oferece uma habilidade única quando lidera uma unidade. O jogo adiciona camadas e mais camadas de estratégia, permitindo que o jogador monte um exército com a sua cara para encarar cada desafio.

Cada país tem sua própria narrativa, que se desenrola em paralelo à jornada de Alain e do Exército da Liberação. Uma história que, sinceramente, me encantou — e me deixou extremamente curioso por tudo o que a Vanillaware já produziu. Talvez eu esteja prestes a embarcar numa viagem no tempo pelos outros jogos desse estúdio que, até agora, eu mal conhecia… mas que definitivamente me ganhou.

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Nerd: Matheus Farina

Conhecedor Raso de Assuntos Gerais; Jornalista de games frustrado; Cozinheiro aposentado; Gerente de Projetos, Entusiasta de Tech, Dados, AI, Machine Learning; Gamedev em construção.

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