The Moon – Sobrevivente mostra a força da cultura coreana

The Moon – Sobrevivente é um filme de produção coreana, de 2023, mas que está sendo lançado em janeiro de 2025 no Brasil com certa expectativa. A direção e roteiro é de Kim Yong-Hwa (que também dirigiu os filmes Memórias de um Assassino e Inimigo Público) e a história acompanha um astronauta, Hwang Seon-Woo (vivido por Do Kyung-Soo, mundialmente conhecido pelo grupo de K-Pop EXO), que é deixado sozinho no lado oculto da lua (que é considerado o local mais perigoso daquele satélite) após os seus outros dois parceiros terem morrido durante a missão espacial.

O filme acompanha a comoção popular na volta dele para a Terra, sua luta pela sobrevivência fora do planeta e os bastidores da agência governamental coreana (o equivalente à NASA), com várias das decisões sendo tomadas com base na política e nos custos.

Por décadas o grande público acompanhou e se acostumou com os blockbusters, os gigantescos filmes de espaço feitos por Hollywood. Desde os mais aclamados, como 2001 – Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick, Gravidade, de Alfonso Cuarón, alguns cineastas até se especializaram nos chamados “filmes catástrofe”, como Michael Bay e seu Armageddon, mas, principalmente, Roland Emmerich, de filmes como Independence Day, 2012 e O Dia Depois de Amanhã.

Praticamente todos esses filmes têm como pano de fundo a sobrevivência, a maior parte deles têm o fator de entretenimento, mas, observando como uma indústria, muitas dessas obras enalteciam os Estados Unidos como potência mundial e vendiam o chamado “american way of life” para o mundo.

E com esse contexto, não é nenhum absurdo olhar um longa como The Moon – Sobrevivente, também enaltece a Coréia do Sul para o mundo, pois além de ser uma produção de alto custo para os padrões fora de Hollywood (o longa custou o equivalente a 19 milhões de dólares), também parte da premissa de que a Coréia seria o próximo país a ocupar o nosso satélite após o feito dos estadunidenses em 1969. Sem contar que trazer um protagonista de uma banda de sucesso é uma amostra de que os envolvidos querem um alcance maior, além da visualização local.

E de fato, o longa está com uma produção muito caprichada, com grandes tomadas nos dos lados da lua e com momentos de respeito, como as cenas de aterrissagem e da chuva de meteoros.

E por se tratar de uma obra passada no espaço, há referências de diversos clássicos do gênero, como Impacto Profundo (a política nas decisões sobre a vida), Armageddon (na já citada chuva de meteoros), Perdido em Marte (o protagonista está sozinho no espaço em diversos momentos), mas o roteiro erra feio no tratamento do roteiro e da maioria das atuações – poucos convencem em seus papéis e o longa é repetitivo em diversos momentos, tirando o impacto em muitos momentos.

Mas isso quer dizer que não se deve ver o longa? Nada disso, muito pelo contrário, com a globalização e a cultura coreana cada vez mais presente na nossa vida, vale ver algo diferente do que estamos acostumados e que podem ser tão bons – ou melhores – do que Hollywood faz.

Quem sabe inspire mercados como o brasileiro em suas produções?

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Nerd: Raphael Brito

Não importa se o filme, série, game, livro e hq são clássicos ou lançamentos, o que importa é apreciá-los. Todas as formas de cultura são válidas e um eterno apaixonado pela cultura pop.

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