The Legend of Zelda: clássico faz 40 anos

O clássico game The Legend of Zelda foi lançado em 1986 para o Famicon Disk System no Japão, NES nos EUA ou, simplesmente, Nintendinho aqui no Brasil

Criado por Shigeru Miyamoto e Takashi Tezuka, reza a lenda que o jogo foi inspirado nas memórias da infância de Miyamoto, da época em que ele explorava florestas e cavernas em Kyoto.

The Legend of Zelda não é somente um grande jogo, foi a partir daqui que surgiu uma das maiores franquias do mundo dos games que existe até hoje. Se existem obras de Arte como A Link to the Past (1991), Ocarina of Time (1998) ou Breath of the Wild (2017) entre outras, tudo começou aqui e muitos elementos que se tornaram mais avançados posteriormente, apareceram aqui de forma experimental.

E muito diferente dos jogos de plataforma da época, como Super Mario Bros, lançado em 1985, que trouxe a progressão linear, de fase a fase, que existe até hoje, mas em Zelda, o jogador é colocado no meio de Hyrule onde ele é livre para ir para qualquer direção, para ir para qualquer entrada que o jogo permite. Era o máximo que podia-se chamar de “jogo aberto” na época.

Outras inovações que parecem triviais hoje, mas que eram o futuro na época, eram o cartucho dourado do Nintendinho, que se destacava perante outros títulos da época. E ainda a fita de Zelda continha uma bateria onde o jogador podia salvar o seu progresso e, assim, não precisar voltar para o início.

Já existiam os Saves na época, mas que usavam o sistema de senhas longas, os chamados passwords.

A trama é simples, que, aliás, é uma característica dos games criados por Miyamoto, que era caprichar no gameplay, na jogabilidade, mas em simplificar a história e deixar o mais palpável possível para o grande público, mas o jogador controla o Link, onde o objetivo é reunir os oito fragmentos da Triforce da Sabedoria para resgatar a Princesa Zelda das mãos do vilão Ganon.

O protagonista intercala entre a superfície, eu é o mapa principal, além de nove labirintos subterrâneos com enigmas e os chefes de fase.

Aliás, o nome Zelda é em homenagem à Zelda Fitzgerald, esposa do escritor F. Scott Fitzgerald. Segundo Miyamoto, o som da palavra ‘Zelda’ é “agradável” e “significativo”.

O game foi um sucesso comercial, vendendo, aproximadamente, 6,50 milhões de cópias, sendo o primeiro jogo do NES a ultrapassar a marca de 1 milhão de unidades vendidas – Super Mario Bros atingiu esse número mais para a frente na história. Foi o 6º game mais vendido do console, atrás de fenômenos como o próprio Mario, Duck Hunt e Tetris.

A sua trilha sonora é lendária, sendo reconhecida e influente até hoje, na qual o compositor Koji Kondo a escreveu em apenas 24 horas. Foi o errado que deu mais do que certo.

The Legend of Zelda é um game clássico, inspirador e que está bacana até hoje, respeitando as limitações da época e sabendo que este é o primeiro de uma franquia que está sempre em evolução.

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Nerd: Raphael Brito

Não importa se o filme, série, game, livro e hq são clássicos ou lançamentos, o que importa é apreciá-los. Todas as formas de cultura são válidas e um eterno apaixonado pela cultura pop.

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