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	<title>Arquivos conto de terror - Universo 42</title>
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	<description>Salvando sua vida do tédio moderno</description>
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		<title>Contos do posto de gasolina &#124; Parte 02/08</title>
		<link>https://u42.com.br/contos-do-posto-de-gasolina-parte-0208/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nathalia Lossolli]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Nov 2018 21:31:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta é a continuação da tradução da creepypasta &#8220;Contos do posto de gasolina&#8220;, postada no SubReddit NoSleep pelo autor GasStationJack. Para ler a parte 01 deste conto, clique aqui. No meio da estrada da nossa cidade, há um posto de gasolina de merda, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, e às vezes [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://u42.com.br/contos-do-posto-de-gasolina-parte-0208/">Contos do posto de gasolina | Parte 02/08</a> apareceu primeiro em <a href="https://u42.com.br">Universo 42</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Esta é a continuação da tradução da <em>creepypasta</em> &#8220;<strong>Contos do posto de gasolina</strong>&#8220;, postada no <em>SubReddit<strong> NoSleep</strong></em> pelo autor <strong>GasStationJack</strong>. Para ler a parte 01 deste conto, <strong><a href="http://novonerd.com.br/contos-do-posto-de-gasolina-parte-0108/" target="_blank">clique aqui</a></strong>.</p></blockquote>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-18678 aligncenter" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2018/09/gasstation_header-1024x576.jpg" alt="" width="838" height="471" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2018/09/gasstation_header-1024x576.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2018/09/gasstation_header-300x168.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2018/09/gasstation_header.jpg 1280w" sizes="(max-width: 838px) 100vw, 838px" /></p>
<p>No meio da estrada da nossa cidade, há um posto de gasolina de merda, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, e às vezes por mais tempo. Ao entrar, é provável que você veja um caixa cansado sentado atrás do balcão, fazendo seu melhor para cuidar da própria vida. Ele é real. Também é possível se ver mais alguém. Ou mais alguma coisa. Caso tenha curiosidade sobre a realidade de alguém ou algo (inclusive de você mesmo) dentro desse lugar pequeno, sujo, com cheiro de amônia, com as luzes fluorescentes piscando e cheio de <em>junk food</em> de marcas desconhecidas, posso aconselhá-lo a fazer o mesmo que o caixa e cuidar da sua própria vida?</p>
<p>Estou trabalhando no posto de gasolina quase sem parar desde que me formei no ensino médio e, a essa altura, duvido que eu poderia desistir, mesmo que quisesse. Não faz muito tempo que um médico me recomendou começar a escrever em um diário, e depois de pensar um pouco decidi que tentaria. Não é como se os tratamentos convencionais estivessem tendo algum efeito. Mas chega de falar sobre mim. Voltemos ao que interessa. O posto de gasolina.</p>
<p>Passei uma boa parte do meu turno noite passada tentando me decider como começaria esse diário. Onde posso começar que faria algum sentido? Como posso explicar o posto de gasolina para alguém que nunca viveu as coisas que acontecem nele?</p>
<p>Já tentei contar algumas de minhas histórias antes, então sei o que esperar. As pessoas não acreditam. Ou não querem acreditar. Ainda me lembro da dificuldade que foi quando tive que ligar para a delegacia de policia no ano passado e explicar para a menina nova que metade de um porco tinha invadido a loja e estava enlouquecido, quebrando coisas e gritando com a voz de uma mulher velha.</p>
<p>&#8211; Sim, eu quis dizer metade de um porco. Sim, um porco. A metade da frente. Não, isso não é um trote. Estou no posto de gasolina. Como assim, qual posto de gasolina? Este é seu primeiro dia ou algo do tipo? Ah, é? Nesse caso, posso falar com outra pessoa, por favor?</p>
<p>Por fim, ela passou minha ligação para o Tom. Ele é o policial que pegou o palito menor muitos anos antes e acabou tornando-se responsável por tudo relacionado ao posto de gasolina. Isso foi muito antes de seu cabelo ficar todo branco. Ele já conhece as coisas por aqui tão bem que tudo o que preciso dizer quando ele atende é: “É metade de um porco. Ele não para de gritar e não consigo pegá-lo”. Então ele solta um grunhido, resmunga algo sobre aquilo ser “estranho para caralho” e vem me ajudar a pegá-lo. O Tom é um cara bom.</p>
<p>Perguntei por aí, mas ninguém sabe de onde esse porco veio. O Fazendeiro Brown – que ainda estava vivo na época – veio e nos deu sua opinião técnica. De acordo com o Fazendeiro, de algum modo o porco havia sido cortado ao meio, mas milagrosamente nenhum dos órgãos vitais foi atingido. Nada de sobrenatural sobre isso, só bastante incomum. O porco ficou na escola como um tipo de mascote durante o verão, antes de um time de cientistas de algum lugar do norte oferecer à escola milhares de dólares para levá-lo. Para a ciência, suponho.</p>
<p>Não quero me estender, mas o que quero dizer é que é difícil acreditar em algumas dessas histórias se você nunca esteve no posto de gasolina pelo menos uma vez. E talvez você tenha. Somos o único posto de gasolina em quilômetros. Estamos perto de algumas rodovias grandes. Case já tenha dirigido por uma parte desconhecida do país e percebeu que estava perdido, não é impossível que tenha nos encontrado, para abastecer ou pedir informações. Caso tenha uma lembrança esquisita sobre um lugar estranho que parece fora do lugar, então há uma chance de nos realmente já termos nos encontrado.</p>
<p>Já era tarde no meu turno da madrugada quando decidi que só iria começar a escrever. Escrevi sobre o que estava acontecendo. Juntei algumas das minhas lembranças mais estranhas, mas decidi que deixaria essas histórias tão inacreditáveis de lado e que nem mesmo faria as pessoas perderem seu tempo com elas (eu as chamo de histórias tente-e-esqueça). Estava escrevendo todas em um livro de recibos quando Carlos me interrompeu.</p>
<p>O Carlos é um dos funcionários de meio período do posto de gasolina. Temos uma lista considerável de funcionários de meio período aqui. Os donos gostam de contratar transientes, andarilhos, mochileiros, transeuntes e fugitivos procurando por trabalho por alguns dias. Tento não conhecê-los. Eles vem e vão depois de alguns dias e, às vezes, algumas semanas, raramente ficando tempo suficiente para se formar qualquer tipo de relação significativa.</p>
<p>Mas tem o Carlos, que está trabalhando aqui por quase um ano. Ele começou como parte do programa de trabalho prisional de remição de pena, descarregando caminhões duas vezes na semana e foi o único dos 12 presos que não sumiu durante uma tempestade de neve fodida em Dezembro, mas isso não é da minha conta. O Carlos cumpriu sua pena e quando foi solto veio trabalhar aqui, limpando a loja e descarregando caminhões. Ele vem seis vezes ao dia para seus turnos de 30 minutos. Pensando melhor nisso, não tenho certeza do que ele faz nos seus turnos. A loja nunca está limpa e caminhões só vem duas vezes por semana, exclusivamente durante o dia, após um acordo feito por causa de um “incidente”. Talvez um dia eu pergunte ao Carlos o que ele faz para os donos. Tudo o que sei é que ele é o que tenho mais próximo de um amigo aqui.</p>
<p>Quando o Carlos aproximou-se do caixa noite passada, eu sabia que tinha algo esquisito acontecendo. Ele estava suando muito, pálido, e quase desmaiando. Ele ficava olhando para o homem de terno que havia entrado na loja e estava perto da máquina de <em>frozen</em>. Ele disse que precisava conversar. “Agora”. Falei: “”Pode falar”, mas ele se recusou, a não ser que eu o seguisse até o <em>freezer</em>. Normalmente, odeio deixar a loja sem ninguém. Temos alguns casos de roubos. Além disso, certa vez Rocco entrou e pegou dois maços de cigarros. Mas Carlos estava sério, então abri uma exceção.</p>
<p>Ao entrarmos na segurança congelante do <em>freezer</em>, o Carlos me perguntou se eu tinha visto o homem de terno. Disse que sim, eu o vi. Ele me perguntou se eu o conhecia. Disse que sim, já o havia visto por aí. Seu nome era Kieffer. Ele estava concorrendo a algum tipo de cargo público – não me lembro qual – e vinha ao posto de vez em quando. Ele dirigia uma SUV preta e velha e parecia só abastecê-la com gasolina <em>premium</em>. Não o conhecia muito, mas ele era sem dúvidas um morador da cidade. Sua foto estava exposta em uma prateleira cheia de troféus no ensino médio que frequentei, na qual praticava de uma competição que ele vencera anos e anos antes de eu entrar na escola. Tínhamos muitas coisas para nos orgulhar, eu acho. Disse tudo isso a Carlos, que balançou a cabeça e disse: “Não. Aquele não é o Kieffer”.</p>
<p>“Como não?”, perguntei.</p>
<p>E o Carlos me contou: “Aquele não pode ser o Kieffer, porque o Kieffer está morto há dois dias. O corpo dele está no porta-malas do meu carro nesse exato momento”.</p>
<p>E foi quando as coisas começaram a ficar esquisitas.</p>
<p>Foi uma noite muito estranha. Entre as plantas em formato de mãos, Fazendeiro Jr. e os cultistas que não me deixavam em paz, não tive muito tempo para organizar meus pensamentos.</p>
<p>E, claro, o que aconteceu com Carlos.</p>
<p>Prometo que voltarei para terminar de contar tudo isso, mas primeiro preciso de café.</p>
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		<title>Contos do posto de gasolina &#124; Parte 01/08</title>
		<link>https://u42.com.br/contos-do-posto-de-gasolina-parte-0108/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nathalia Lossolli]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Sep 2018 01:03:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sou apaixonada por creepypastas, desde as mais conhecidas, como Slenderman, até as mais “obscuras”, porém tenho um pouco de preguiça de lê-las. Então encontrei um modo de me manter em dia com essas histórias de terror: canais de narração de creepypastas no Youtube. Ouço como se fossem podcasts e conheço várias novas. Há algum tempo, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>Sou apaixonada por </em>creepypastas<em>, desde as mais conhecidas, como </em>Slenderman<em>, até as mais “obscuras”, porém tenho um pouco de preguiça de lê-las. Então encontrei um modo de me manter em dia com essas histórias de terror: canais de narração de </em>creepypastas<em> no Youtube. Ouço como se fossem podcasts e conheço várias novas. Há algum tempo, me deparei com essa, que ouço até hoje e se tornou uma das minhas favoritas. Apresento a vocês os “Contos do posto de gasolina”, série em 8 partes escrita pelo usuário </em>GasStationJack<em> do subreddit </em>NoSleep<em>.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><em><a href="/wp-content/uploads/2018/09/gasstation_header.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-18678" src="/wp-content/uploads/2018/09/gasstation_header-1024x576.jpg" alt="gasstation_header" width="838" height="471" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2018/09/gasstation_header-1024x576.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2018/09/gasstation_header-300x168.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2018/09/gasstation_header.jpg 1280w" sizes="(max-width: 838px) 100vw, 838px" /></a><br />
</em></p>
<p>No meio da estrada na nossa cidade, existe um posto de gasolina de merda que abre 24 horas por dia, sete dias na semana. Ao entrar na loja de conveniência, há prateleiras e prateleiras de batatas fritas, bolachas e carne enlatada de marcas desconhecidas e as coisas mais estranhas em conserva. Datas de validade apagadas de forma suspeita dos produtos enlatados, como se tivessem sido estocados anos atrás, em alguma tentativa maldosa de controlar o dinheiro gasto com o inventário. Uma placa com os dizeres “chão escorregadio” apagados nos fundos da loja cobre uma rachadura enorme no chão, perto do refrigerador, onde camadas de algo viscoso derramado no chão formou um pequeno poço de piche, preservando inúmeros insetos mortos e, às vezes, pequenos roedores.</p>
<p>Ninguém nunca reclamou sobre o visual da loja. Em nome de alguma forma sobrenatural, a vigilância sanitária já deixou que a loja continuasse funcionando várias vezes, sempre gentilmente ignorando o leve cheiro de alguma substância química misteriosa que é característica do estabelecimento. Mais característica do que o ruído mecânico incessável da máquina de frozen que foi instalada nos anos 70 e nunca funcionou. Mais perturbador que as correntes de ar gelado e quente aleatórias que parecem perseguir as pessoas dentro da loja. E mais irritante do que a família de guaxinins mutantes que vive no espaço oco embaixo da loja, atrás do filtro de gordura. Pelo menos nós achamos que eles são mutantes. No mínimo, devem ter se acasalado entre eles a ponto de se tornarem deformados geneticamente ou mentalmente retardados. O líder, um filho da puta forte e grande chamado Rocco, já foi visto inúmeras vezes roendo os pneus das pessoas e já fugiu pelo menos duas vezes, mas sempre volta.</p>
<p>O cheiro persistente, uma bela combinação entre madressilva, amônia e vômito, nunca foi realmente identificado, mas a principal teoria é que ele vem do subsolo, vindo das pequenas rachaduras no concreto que aumentam e se espalham a cada ano de assentamento arquitetônico. É mais forte logo depois que chove e fica insuportável a ponto dos olhos lacrimejarem quando se chega muito perto da galeria pluvial, onde até mesmo o Rocco e sua gangue não chegam perto.</p>
<p>Ao entrar, também é possível ver o <em>cowboy</em> do banheiro. Ele é meio que uma lenda urbana por aqui, só aparecendo quando se está sozinho e desatento. O que o torna realmente <em>lendário</em> são as histórias que as pessoas contam após o alegado encontro. Os relatos vão de “muito estranho” até “extremamente bizarro”. Como o cara do mês passado, que foi usar o banheiro, mas mudou de ideia quando o viu parado perto do urinol, segurando um espanador e vestindo uma bandana, botas e aquelas calças de couro de <em>cowboys</em>, abertas na área genital, entregando balões em forma de animais. Ou há duas semanas, quando outro cliente pisou no mesmo banheiro e viu um homem vestindo nada além de um chapéu de <em>cowboy</em>, cueca e botas com esporas, literalmente moendo um machado em uma roda de afiar de pedra à moda antiga. Quando ele entrou, o <em>cowboy</em> parou o que estava fazendo, olhou para cima e com um sorriso e um aceno com o chapéu disse: “Venha, homem. Vamos com isso”. Se você for sortudo o suficiente para ver ou não o <em>cowboy</em> que pode ou não assombrar o banheiro, não se preocupe. Ele é inofensivo e, na verdade, bastante educado. Honestamente, ele não é tão ruim. Principalmente se comparado com algumas das <em>outras</em> coisas que acontecem nesse lugar.</p>
<p>Ao entrar, você instantaneamente sentirá uma dor de dente. Esse é um fenômeno estranhamente comum que ninguém nunca entendeu. Ela desaparece sozinha algumas horas depois. Ou é certo me ver sentado atrás do balcão, porque sou o único funcionário de período integral e quase sempre estou aqui. É provável que eu esteja lendo um livro, porque, por alguma razão, a internet não funciona aqui e o sinal do celular é fraco em dias bons e inexistente na maioria. Se você precisar fazer uma ligação, pode-se sair e subir a colina, de preferência de volta para a cidade, porque o outro caminho leva ao bosque e você não quer ir para lá por motivos de não ser uma boa ideia. Ou é só me pagar 25 centavos por minuto e usar o telefone da loja. (Esse acordo foi estabelecido pelos donos e eu tenho que respeitá-lo porque eles realmente checam o histórico de ligações. Desculpe.)</p>
<p>Enquanto você estiver aqui, não se ofenda se eu não conversar, porque, sendo muito honesto, nunca tenho certeza se o que entra pela porta é de verdade ou não, e, se eu tivesse que saber de todos que entram na loja quem é real ou não, eu ficaria louco. E não precisamos mais disso por aqui.</p>
<p>Acho que o ponto que estou tentando levantar é o seguinte: coisas estranhas acontecem comigo nesse trabalho no posto de gasolina de merda no meio da estrada. Gostaria de contar as coisas mais esquisitas que já aconteceram aqui, mas duvido que eu conseguiria escolher. São muitas.</p>
<p>Já vi um total de quatro caixões no meio da loja em três ocasiões diferentes. Já encontrei pelo menos uma dúzia de pessoas perambulando do bosque de volta para a cidade, alegando que tinham escapado de extraterrestres ou de conspiradores governamentais e não tinham dinheiro para fazer uma ligação e se eu, por favor, poderia deixá-los usar o telefone da loja antes que <em>“eles”</em> os encontrassem de novo. Mas regras são regras e não estou inclinado a perder meu emprego só porque você não escapou do cativeiro sem algumas moedas.</p>
<p>E, claro, tem o Fazendeiro Brown (é, esse é o nome de verdade dele), quem ficou puto com a gente e reclamou da comida a granel que estávamos encomendando para ele, que insistiu que algo estava errado com o produto porque, como ele disse, de repente todos seus animais estavam com rostos humanos. Acordamos de dá-lo um grande desconto em suas próximas compras. Ele parou de vir pouco tempo depois e acharam o que era o resto de seu corpo dentro de um quarto em sua fazenda, trancado por dentro. Pelo que sei, isso ainda não foi solucionado.</p>
<p>De qualquer forma, acho que posso voltar e contar uma ou outra história, mas primeiro tenho que me aprontar para o trabalho.</p>
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		<title>Conto de Terror &#124; Uma história para assustar meu filho</title>
		<link>https://u42.com.br/conto-de-terror-uma-historia-para-assustar-meu-filho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Evelyn Trippo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Aug 2016 02:26:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[a story to scare my son]]></category>
		<category><![CDATA[conto de terror]]></category>
		<category><![CDATA[história de terror]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitos já devem estar familiarizados com o site Reddit, uma rede social/fórum muito popular em vários países. Os tópicos são separados por diversos assuntos, onde seus usuários podem postar seus conteúdos para que outros comentem e debatam sobre. O conto que traduzirei no post de hoje saiu do fórum NoSleep do Reddit, onde diversos autores [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos já devem estar familiarizados com o site <strong>Reddit</strong>, uma rede social/fórum muito popular em vários países. Os tópicos são separados por diversos assuntos, onde seus usuários podem postar seus conteúdos para que outros comentem e debatam sobre. O conto que traduzirei no post de hoje saiu do fórum <strong>NoSleep</strong> do Reddit, onde diversos autores publicam seus contos de terror (e de onde saem boa parte daquelas <strong>creepypastas, as lendas urbanas da internet!</strong>). Várias histórias são tão populares e ficaram tão famosas que chegaram a virar livros, como o caso da série de contos <strong>Penpal</strong>. Um de meus podcasts favoritos, o <a href="http://www.thenosleeppodcast.com/" target="_blank">NoSleep Podcast</a>, seleciona alguns desses contos para recontarem as histórias com locuções muito bem interpretadas, com efeitos sonoros que deixam as histórias ainda mais reais e perturbadoras.</p>
<p>Falando em &#8220;reais&#8221;, as histórias são sempre postadas como se os usuários tivessem mesmo vivido tudo aquilo, o que torna tudo ainda mais assustador! <strong>&#8220;A Story to Scare My Son&#8221;</strong>, o conto de hoje, foi escrito e publicado pelo usuário <strong>OvenFriend</strong>, ganhando o prêmio de melhor conto em 2014<strong>.</strong> A<strong> história original pode ser lida</strong> <a href="https://www.reddit.com/r/nosleep/comments/2igaa9/a_story_to_scare_my_son/" target="_blank">aqui</a>. Preparado?! Apague a luz e vamos nessa!</p>
<p style="text-align: center"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-11468" src="https://novonerd.xpg.uol.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Scary-Book-1024x598.jpg" alt="" width="750" height="438" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Scary-Book-1024x598.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Scary-Book-300x175.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Scary-Book.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<blockquote><p><strong>Uma história para assustar meu filho</strong> <em>Por <a href="https://www.reddit.com/user/OvenFriend/" target="_blank">OvenFriend</a></em></p></blockquote>
<p>&#8211; Filho, nós precisamos conversar sobre segurança na internet.</p>
<p>Lentamente, sentei-me no chão ao lado dele. Seu laptop estava aberto e ele estava jogando Minecraft em um servidor público. Seus olhos estavam grudados no jogo. Comentários rolavam pelo lado esquerdo da tela em uma caixa de diálogo.</p>
<p>-Filho, você pode pausar o jogo por um minuto?</p>
<p>Ele saiu do mundo virtual, fechou o laptop e olhou para mim.</p>
<p>&#8211; Essa vai ser mais uma daquelas suas histórias de terror de mau gosto, pai?</p>
<p>&#8211; O quêêêê? &#8211; Fingi estar ofendido por um instante, e depois sorri. &#8211; Eu pensei que você gostasse dos meus contos preventivos!</p>
<p>Ele cresceu ouvindo minhas histórias sobre crianças que enfrentavam bruxas, fantasmas, lobisomens e trolls. Como muitos pais costumam fazer, eu usava histórias assustadoras para reforçar a moral e ensinar lições para que ele aprendesse a evitar alguns perigos. Pais solteiros como eu devem usar todas as ferramentas parentais à nossa disposição. Ele franziu um pouco o cenho.</p>
<p>&#8211; Elas até que eram legais quando eu tinha seis anos. Mas agora que estou crescendo, elas não me assustam mais. Elas ficam cada vez mais bobas. Se você vai me contar uma historinha sobre a Internet, você poderia pelo menos deixa-la muito, muito assustadora?!</p>
<p>Cerrei os olhos para ele, incrédulo. Ele cruzou os braços.</p>
<p>– Pai. Eu já tenho dez anos. Eu aguento uma história.</p>
<p>&#8211; Hmm&#8230; Ok. Vou tentar. E então, comecei: &#8211; Era uma vez, um garoto chamado Colby&#8230;</p>
<p>Sua expressão indicava que ele não estava impressionado com o terror da introdução. Ele suspirou fundo e se preparou para ouvir mais uma das histórias de mau gosto do papai. Eu continuei&#8230;</p>
<blockquote><p>Colby começou a navegar pela Internet e a acessar vários sites infantis. Depois de um tempo, ele começou a conversar com outras crianças em jogos e em fóruns. Ele ficou amigo de outro garoto de 10 anos chamado Helper23. Eles gostavam dos mesmos jogos e programas de TV. Eles riam das piadas um do outro. Eles exploravam novos jogos juntos. Depois de muitos meses de amizade, Colby deu seis diamantes para o Helper23 em um jogo que estavam jogando. Esse era um presente muito generoso. O aniversário de Colby estava chegando e Helper23 queria lhe enviar um presente muito bacana na vida real. Colby pensou que não faria nenhum mal dar seu endereço para Helper23, contanto que o outro garoto prometesse não contar onde Colby morava para nenhum estranho ou adulto. Helper23 jurou que não contaria a ninguém, nem mesmo para seus próprios pais, e começou a preparar o envio do presente.</p></blockquote>
<p>Eu fiz uma pausa na história e perguntei para meu filho:</p>
<p>&#8211; Você acha que foi uma boa ideia?</p>
<p>&#8211; Não! &#8211; Ele disse, balançando sua cabeça vigorosamente. Mesmo contra sua vontade, ele estava se deixando levar pela história.</p>
<p>&#8211; Bem, nem mesmo Colby achou que essa foi uma boa ideia. Ele se sentiu culpado por dar o endereço de sua casa, e essa culpa começou a aumentar. E aumentar. Na noite seguinte, ao vestir seu pijama, sua culpa e medo já eram maiores do que qualquer outra coisa que ele já tinha sentido na vida. Ele decidiu contar a verdade a seus pais. Eles o deixariam de castigo, mas valeria a pena limpar sua consciência. Ele se enfiou debaixo dos cobertores de sua cama e esperou que seus pais viessem lhe dar boa noite.</p>
<p>Meu filho sabia que a parte assustadora estava chegando. Para quem tinha desdenhado de minhas histórias, ele parecia muito apreensivo ao se inclinar em minha direção com os olhos arregalados. Continuei a história calma e deliberadamente.</p>
<blockquote><p>Ele podia escutar todos os barulhos da casa. A máquina de lavar funcionando na área de serviço. Os galhos de árvore raspando contra o tijolo do lado de fora de seu quarto. Seu irmãozinho dormindo no berço. E alguns outros barulhos que ele não conseguia&#8230; distinguir&#8230; muito bem. Finalmente, os passos de seu pai ecoaram pelo corredor.</p>
<p>&#8211; Ei, pai? &#8211; Ele chamou, aflito. &#8211; Eu tenho uma coisa pra te contar.</p>
<p>A cabeça do pai dele apareceu no batente da porta de seu quarto, em um ângulo estranho. Na escuridão, a boca dele não parecia se mover e seus olhos tinham algo de estranho.</p>
<p>&#8211; Sim, filho? – A voz também parecia estranha.</p>
<p>&#8211; Está tudo bem, pai? &#8211; O garoto perguntou.</p>
<p>&#8211; U-hum. – murmurou o pai com uma voz estranhamente afetada.</p>
<p>Colby puxou o cobertor para mais perto de seu corpo, defensivamente.</p>
<p>&#8211; Ahn, a mamãe está por aí?</p>
<p>&#8211; Estou aqui! A cabeça da mãe dele apareceu no batente da porta, debaixo da cabeça do pai. Sua voz estava mais aguda do que o normal. &#8211; Você ia nos contar que deu nosso endereço para o Helper23? Bem, você não deveria ter feito isso! Nós <em>dissemos a você</em> para nunca dar nossas informações pessoais na Internet!</p>
<p>Ela continuou:</p>
<p>– Ele não era uma criança de verdade! Ele apenas fingiu ser uma. Sabe o que ele fez? Ele veio até aqui, invadiu nossa casa e nos matou! Só para poder passar um tempo com você!</p>
<p>Um homem gordo vestindo uma jaqueta encharcada com manchas escuras surgiu na porta, segurando duas cabeças. Colby gritou quando o homem soltou as duas cabeças no chão, desembainhou sua faca e entrou no quarto, indo para cima do garoto.</p></blockquote>
<p>Meu filho gritou também. Ele tampou o rosto com as mãos, com medo. Mas a história estava apenas começando.</p>
<blockquote><p>Depois de algum tempo, o garoto estava à beira da morte e seus gritos agora eram apenas lamentos. O assassino escutou o choro de um bebê vindo de outro quarto e tirou sua faca do corpo de Colby. Essa era uma agradável surpresa. Ele nunca tinha matado um bebê antes, e estava animado com a possibilidade. Helper23 deixou Colby para morrer e seguiu o choro pela casa, como se seguisse o alarme de um localizador.</p>
<p>Ao chegar no quarto, ele andou até o berço e pegou o bebê no colo. Ele moveu-se até o trocador para olhar direito para a criança. Mas, ao segurar o bebê, o choro parou. O bebê olhou para ele e sorriu. Helper23 nunca tinha segurado um bebê antes, mas o balançou gentilmente em seus braços como se fosse um pai experiente. Ele limpou o sangue de suas mãos no cobertor para que pudesse fazer carinho na bochecha do bebê.</p>
<p>– Ei, e aí, pequenininho. &#8211; A grandiosa onda de raiva e sadismo derreteu-se em algo mais caloroso e calmo. Ele saiu do quarto, levou o bebê para casa, chamou-o de William e o criou como se fosse seu.</p></blockquote>
<p>Quando acabei de contar a história, meu filho estava visivelmente abalado. Entre respirações curtas e irregulares, ele gaguejou:</p>
<p>– Mas&#8230; pai&#8230; <strong><em>meu</em></strong> nome é William.</p>
<p>Dei-lhe uma daquelas clássicas piscadelas de pai e desarrumei seu cabelo.</p>
<p>&#8211; É claro que é, filho.</p>
<p>William subiu as escadas correndo para seu quarto, soluçando sem parar.</p>
<p>Mas, lá no fundo&#8230; Acho que ele gostou da história.</p>
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