Quarteto Fantástico retorna com Primeiros Passos e aposta na força da família | CRÍTICA

Depois de anos afastado das telas, o Quarteto Fantástico está de volta. Quarteto Fantástico: Primeiros Passos estreia com uma proposta clara: mostrar que família é tudo — e que não é preciso mais do que uma boa história e personagens que se completam para emocionar. O filme aposta no básico, e acerta em vários aspectos ao provar que a equipe ainda tem muito a oferecer dentro do MCU.

Neste novo começo, Senhor Fantástico, Mulher Invisível, Tocha Humana e Coisa enfrentam a ameaça de Galactus e da Surfista Prateada, numa batalha que pode selar o destino da Terra. Mas por trás dos efeitos visuais e do espetáculo cósmico, o filme quer mesmo é reforçar o que sempre fez do grupo algo único: a ideia de pertencimento, de laço, de unidade.

O Peso da História do Quarteto Fantástico

O Quarteto Fantástico surgiu em 1961, pelas mãos de Jack Kirby e Stan Lee, inaugurando a Era Marvel nos quadrinhos. Eles foram a primeira equipe da editora e abriram caminho para heróis como o Homem-Aranha, os X-Men e os Vingadores. São, portanto, o alicerce emocional e criativo da Marvel, com histórias que misturam ficção científica, drama familiar e aventura pulp.

No cinema, no entanto, a trajetória foi mais conturbada. Houve um filme em 1994 que nunca foi lançado oficialmente, duas versões da Fox em 2005 e 2007 que dividiram opiniões, e um reboot em 2015 considerado um desastre. Agora, com Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (2025), a primeira família da Marvel entra de vez no MCU, com Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Joseph Quinn e Ebon Moss-Bachrach assumindo os papéis principais.

Quarteto Fantástico

A Química do Elenco

Como grupo, os quatro funcionam bem. A química está ali desde os primeiros minutos, e você realmente acredita naquela ideia de “família” que sempre definiu o Quarteto Fantástico. Essa sintonia dá força à narrativa e sustenta o filme emocionalmente.

Individualmente, porém, há desequilíbrios. Pedro Pascal não convence totalmente como Reed Richards. Mesmo com diálogos recheados de jargão científico, parece que estamos vendo o Joel de The Last of Us em trajes de laboratório. Já Joseph Quinn, como Johnny Storm, tem bons momentos e piadas afiadas, mas ainda falta densidade para o Tocha Humana brilhar como deveria.

Em contrapartida, Ebon Moss-Bachrach e Vanessa Kirby roubam a cena. Ebon entrega um Ben Grimm (Coisa) melancólico e sensível, mesmo com menos tempo em tela. E Vanessa Kirby, com sua Sue Storm, finalmente ganha o desenvolvimento que a personagem merecia: poderosa, comovente e absolutamente essencial.

Os Antagonistas e o Visual

Ralph Ineson encarna Galactus com uma presença imponente e voz arrepiante, embora o roteiro explore pouco suas habilidades. Já a Surfista Prateada, interpretada por Julia Garner, parece deslocada — uma figura visualmente marcante, mas narrativamente subaproveitada.

Os efeitos especiais oscilam. O design do Coisa é um destaque, com textura e peso sonoro que o tornam crível. Mas outras sequências, especialmente as envolvendo poderes, sofrem com CGI inconsistente, tirando impacto de cenas importantes.

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos pode não ser perfeito, mas é um filme divertido, emocionante e que cumpre sua função de apresentar uma nova era para a equipe dentro do MCU. É um bom recomeço para a primeira família da Marvel e mostra que, no fim, o que faz a diferença é a união.

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos pode não ser a obra definitiva da equipe, mas é um passo importante. Emocional, divertido e consciente do legado que carrega, o filme resgata o espírito da primeira família da Marvel com respeito e esperança. E deixa claro que, no fim das contas, o que os torna extraordinários não são os poderes, mas os vínculos.

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Nerd: Marina Bueno

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