Protetor estreou em 2014 e foi um sucesso inesperado no meio do explosivo verão daquele ano. Entre grandes blockbusters como Transformers 4 e As Tartarugas Ninja, o filme caui nas graças do público e crítica justamente por ser uma ação menos tecnológica e mais voltada para a realidade, assim como John Wick e Bourne, por exemplo.
Mas não foi apenas só por isso que Protetor deu certo… O filme traz uma história de vingança, onde o protagonista consegue dar uma lição em quem merece e, já que a justiça não consegue fazer a parte dela, ele a faz com as próprias mãos. Além de ter o astro Denzel Washington, um dos melhores atores da história, e quem consegue realizar um grande trabalho independentemente do gênero, seja ele uma trama sobre racismo, como Hurricane, até um filme de ação, como Protetor.
E agora chega aos cinemas Protetor 2, também em meio ao explosivo verão de 2018, e com Denzel Washington em uma primeira continuação em sua vasta carreira.
Na história, Denzel repete o papel de Robert McCall, um ex-agente naval da inteligência, que trabalha como motorista, mas também atua como uma espécie de justiceiro ao melhor estilo “exército de um homem só”. O filme começa com uma missão de Robert na Turquia, mas ele precisa lidar com o misterioso paradeiro de sua amiga, Susan (personagem da Melissa Leo).
A ação do filme continua ótima, com um bom uso de efeitos práticos, e ultraviolento. Não espere sutilezas, ele provavelmente será classificado para maiores de 16 anos. Nada do que o diretor Antoine Fuqua não esteja acostumado – Após o violento e premiado Dia de Treinamento, ele se tornou um diretor requisitado em Hollywood, e está na estrada há cerca de 20 anos, desde quando dirigiu o competente Assassinos Substitutos, em 1998.
Embora este não seja seu melhor filme, Antoine continua sendo um nome forte no cinema.
Há várias subtramas em Protetor 2, a missão na Turquia, o trabalho como motorista e a vida aparentemente pacata de Robert, o que pode incomodar alguns, mas que conseguem sustentar as duas horas de projeção do filme,
E tudo isso depende da empatia do público com o personagem e com o ator. O filme não seria o mesmo com um ator ruim.
Mas há duas tramas que levam Protetor 2 até o final do filme: sua relação quase paternal com o jovem Miles e os dilemas com seu ex-companheiro de equipe, Dave York (papel de Pedro Pascal).
Miles é um jovem promissor e que tem o sonho de trabalhar com pintura e dá uma humanidade a Robert. A química entre Denzel e o ator Ashton Sanders funciona muito bem.
E o dilema com Dave. Há um plot twist no terceiro ato que será o ponto chave da história. A ação é competente e há o senso de urgência e tensão por parte do público, pois há momentos de agonia análogos aos bons filmes de terror.
Protetor 2 não é exatamente inferior ao primeiro filme, é maior em produção e também tem um interessante roteiro. Muitos reclamaram da ausência de Chloë Grace Moretz nesta continuação, mas Ashton Sanders compensa (embora poderia ter os dois dividindo a tela), mas também é uma amostra que Denzel sabe segurar um filme de ação e uma franquia, já que esta é a sua primeira continuação.
Alguém gostaria de ver o astro em um filme de super-herói?
