Quando uma editora como a Devir resolve voltar às origens e investir novamente em quadrinhos brasileiros, algo importante está acontecendo. Com o lançamento de Petricor, primeira obra do selo Supernova, a casa editorial não apenas reafirma sua história com as HQs nacionais, mas também sinaliza um novo momento criativo, autoral e ousado.
Petricor, graphic novel de Jack Azulita, é o tipo de obra que resgata o encantamento da fantasia clássica com um toque existencial, profundo e poético. Não é apenas uma história sobre mundos submersos e criaturas excêntricas, mas sobre as camadas emocionais que definem a passagem da juventude à maturidade.
Uma fábula visual sobre perda e reconstrução
Sarah, a protagonista, atravessa um universo onírico que evoca desde O Labirinto do Fauno até Alice no País das Maravilhas, mas com identidade própria e um imaginário muito brasileiro. Ao lado de Carpaccio, um sapo de terno, e Normas, um gato gigante e silencioso, a jornada se desenha tanto para fora quanto para dentro: uma busca pelo que foi perdido e uma confrontação com os fantasmas que ainda vivem nela.
Com 128 páginas coloridas e capa em formato cartão, Petricor é também uma vitrine do talento de Azulita, já conhecido por obras como Os Sonhos Roubados de Lucinda e Coisas Que Vivem no Escuro. Sua experiência com adaptações como Ordem Paranormal se reflete aqui em uma narrativa visual madura, fluida e carregada de atmosferas.
Supernova: uma promessa para os quadrinhos nacionais
O selo Supernova é mais do que uma nova marca; é uma declaração de intenção da Devir em iluminar talentos nacionais com obras autorais e completas. E começar com Petricor é uma escolha acertada. A graphic novel representa exatamente o tipo de história que falta no mercado: delicada, estranha, catártica e repleta de humanidade.
O lançamento oficial acontece durante a Bienal de Quadrinhos de Curitiba, entre os dias 4 e 7 de setembro. É uma data simbólica para um renascimento editorial. Se o selo cumprir sua promessa de “explosão de luz e energia” nos quadrinhos nacionais, Petricor será lembrada como a centelha inicial.
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