Paddington – Uma Aventura na Floresta é igual e diferente dos anteriores

Paddington – Uma Aventura na Floresta é o terceiro filme de uma franquia já consolidada, com os dois primeiros longas sendo dirigidos por Paul King (que anos depois dirigiu Wonka) e que neste aqui ele trabalha como produtor, entregando a cadeira de direção ao estreante em longas, Dougal Wilson.

Com o roteiro de Mark Burton, Jon Foster e James Lamont, em Paddington – Uma Aventura na Floresta, o nosso protagonista recebe uma carta de sua Tia Lucy, do Peru e junto com sua família adotiva, Brown, ele resolve visitá-la, mas o grupo acaba se perdendo na Floresta Amazônica nessa busca.

Os dois primeiros filmes foram um sucesso de público, crítica e havia uma grande expectativa para o terceiro. A mudança da direção é notável, mas Wilson não faz feio e um dos acertos foi a mudança de localidade, já que os longas anteriores se passam em Londres, ao passo que este se passa no Peru e na Amazônia.

Mas toda a essência do ursinho está lá: sua inocência e carisma que fizeram desta uma das franquias mais queridas do cinema recente e por se tratar de um personagem digital, o CGI e a textura evoluíram nesta década (o primeiro longa foi lançado em 2014) e tudo aqui está mais crível, ao menos, tecnicamente, incluindo as feições do protagonista.

Mas engana-se quem acha que a franquia Paddington se resume ao urso ser um personagem fofo: há um bom tratamento nos humanos e a família Brown é quase tão carismática quanto o protagonista. Hugh Bonneville (da série Downton Abbey), Madeleine Harris e Samuel Joslin voltam como Henry, Judy e Jonathan respectivamente, mas Mary, que foi interpretada por Sally Hawkins nos filmes anteriores, agora é feita por Emily Mortimer (de Match Point).

Neste novo longa, não temos a presença de Peter Capaldi (da série Doctor Who), presença nos anteriores, mas há a inserção de Olivia Colman e Antonio Banderas – e quanto menos souber desses personagens, melhor a experiência fica.

Não há a necessidade de ter visto os dois primeiros, mas a experiência fica melhor com as referências e com o apego emocional que a franquia exige, mas quem entrar na neste terceiro longa, vai encontrar uma aventura muito divertida, mas que comove e muito o espectador – o tema família é muito mais presente aqui – e que não há limite de idade para ser apreciado, apesar de muitos torcerem o nariz para um ursinho de pelúcia como protagonista.

Há referências a diversos clássicos do gênero, como Os Goonies e Tudo Por Uma Esmeralda, mas as de Indiana Jones ficam mais evidentes, sobretudo do segundo para o terceiro ato.

Paddington – Uma Aventura na Floresta não inventa a roda e não é o melhor da franquia, mas é um excelente programa, é feito para crianças de 8 a 80 anos, trata-se de um personagem que já entrou na cultura pop e ambos os longas têm aprovação altíssima em todos os agregadores de crítica.

E isso não é pouca coisa.

Posts Relacionados:

Lobisomem: A Transformação Psicológica que Reescreve o Mito do Lobisomem

Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa é uma lição de amizade e emoção

Conclave mostra a Igreja de forma política e corajosa

Não esquece de seguir o Universo 42 nas redes sociais:

Instagram YouTube Facebook

Nerd: Raphael Brito

Não importa se o filme, série, game, livro e hq são clássicos ou lançamentos, o que importa é apreciá-los. Todas as formas de cultura são válidas e um eterno apaixonado pela cultura pop.

Share This Post On