O Retorno reimagina Odisseu em drama realista com Ralph Fiennes e Juliette Binoche

Quando pensamos em Odisseu, imaginamos o herói engenhoso que enfrentou ciclopes, sereias e deuses irados em sua longa jornada de volta a Ítaca. Mas em O Retorno, novo filme de Uberto Pasolini, essa imagem mitológica dá lugar a um homem destruído, abatido pelas cicatrizes da guerra e pelos anos de ausência. A produção, estrelada por Ralph Fiennes e Juliette Binoche, estreia nos cinemas brasileiros em 4 de setembro e promete provocar o público ao subverter o épico de Homero com uma lente crua e profundamente humana.

A palavra-chave aqui é O Retorno — não apenas ao lar, mas à humanidade. Ao deixar de lado os elementos fantásticos da Odisseia, Pasolini foca no colapso físico e psicológico de um homem que, ao voltar para casa, encontra tudo aquilo que jurou proteger à beira do colapso. Em vez de deuses ou monstros, há pretendentes gananciosos, uma esposa em cerco constante e um filho ameaçado de morte. Tudo isso emoldurado por uma Ítaca em ruínas, como reflexo do próprio protagonista.

Ralph Fiennes, indicado ao Oscar 2025 por Conclave, entrega aqui um Odisseu sombrio, exausto, e tão perigoso quanto vulnerável. Sua presença em cena é uma aula de contenção emocional. Já Juliette Binoche, no papel de Penélope, encarna uma mulher que esperou, resistiu e agora luta silenciosamente pela própria dignidade. A química entre os dois — vista pela última vez em O Paciente Inglês — retorna com força e melancolia.

A escolha por retirar os deuses e criaturas míticas é corajosa. Ela nos força a encarar o que a guerra faz com os homens, sem mitos como escudo. Nesse sentido, O Retorno se aproxima mais de Corações de Ferro ou O Resgate do Soldado Ryan do que de Fúria de Titãs. É um épico interno, sobre luto, reconciliação e justiça.

A estreia no Festival de Toronto (TIFF) em 2024 foi o primeiro passo de um filme que, mesmo com raízes na antiguidade, fala alto para os dias de hoje. O Retorno é sobre o custo da glória, sobre os escombros que restam quando as guerras terminam — e sobre o que ainda se pode salvar entre as ruínas.

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Nerd: Carlos Carvalho

Apaixonado por Criatividade, Inovação e Criação de Conteúdo. Desde pequeno, eu já fazia listas dos filmes que assistia, criava teorias, jogava RPG e opinava sobre tudo. Em 2012, criei a GOTBR, uma fan page sobre Game of Thrones que acabou abrindo portas para o nascimento do Universo 42, um ano depois, com um grupo de malucos que acreditou nas minhas ideias. Foram mais de cinco anos como Líder de Estratégias Criativas na SKY, e depois assumi o cargo de Gerente de Marketing Global na CMON, uma das maiores empresas de jogos de tabuleiro do mundo. Hoje sigo envolvido em projetos que unem tudo o que mais amo: criatividade, narrativas, cultura pop e estratégia de conteúdo.

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