MMA – Meu Melhor Amigo é um grande festival de clichês

MMA – Meu Melhor Amigo é um filme brasileiro, lançado em janeiro de 2025, com direção de José Alvarenga Jr, roteiro de Paulo Cursino, Daniel Belmonte e do próprio Marcos Mion.

A trama acompanha Max Machadada (Marcos Mion), é um ex-lutador de MMA, que fora campeão da sua categoria, mas vive das glórias do passado e está em baixa na carreira. Seu empresário, Fabiano (Augusto Madeira), consegue uma luta com um campeão que nunca perdeu uma luta e começa o desespero para o treino em pouco tempo. Não bastasse tudo isso, ele descobre que tem um filho de 8 anos de um antigo relacionamento, Bruno (Guilherme Tavares) que até então vivia com a Laís (Andréia Horta), que é amiga da mãe da criança (papel da Vanessa Giácomo) e descobre-se que a criança tem o espectro autista, que precisa de atenção redobrada e o protagonista tem que se dividir entre cuidar do filho e treinar para uma difícil luta nos ringues.

O filme está estreando em um momento interessante do cinema brasileiro, onde a indústria voltou a ficar otimista após o sucesso de público, crítica e premiações do excelente Ainda Estou Aqui, além do sucesso comercial de Auto da Compadecida 2.

Sem contar que o apresentador – e ator – Marcos Mion está em alta na carreira e há tempos ele já tinha a ideia de um roteiro inspirado em sua própria história para os cinemas. Para quem não sabe, um dos filhos do Mion, Romeo, também tem o espectro autista e após chamar uma boa equipe e financiamento, o filme foi ganhando corpo com o passar dos anos.

A ideia de MMA – Meu Melhor Amigo é bem interessante, pois une um esporte popular no Brasil com a ideia de família e se filmes famosos de boxe, como Rocky e Menina de Ouro, também fazem essa mistura da luta nos ringues com a da vida real, não há problema nenhum de o Brasil também fazer uma obra para chamar de sua.

A produção é respeitável e há boas tomadas, como no ginásio e, claro, na luta em si, que é bem coreografada e não perde em quase nada de uma luta em produções milionárias em Hollywood.

O longa depende dos coadjuvantes para funcionar. Os sempre ótimos Andréia Horta e Antônio Fagundes (interpretando o pai do protagonista) fazem o longa ganhar vida quando estão em tela e o mesmo pode-se dizer de Michel (Hoji Fortuna), que faz o treinador e tem os melhores conselhos.

Mas o mesmo não ocorre com o protagonista Marcos Mion, que não consegue entregar uma atuação convincente, não apresenta o peso dramático que o seu personagem exige, seja como pai ou como lutador.

Mesmo o roteiro não acerta sempre, pois é um amontoado de clichês, não é difícil o espectador adivinhar o próximo passo, com diálogos previsíveis e por mais que o jovem Guilherme Tavares se esforce como Bruno, sua condição é mal representada e pode causar polêmica com o que se vê em tela.

MMA – Meu Melhor Amigo tem boas ideias, bom elenco na medida do possível e uma produção de respeito, mas fica refém de um roteiro frágil e um protagonista que quer aparecer mais do que a história.

Quem sabe acertam na próxima?

Posts Relacionados:

The Moon – Sobrevivente mostra a força da cultura coreana

Nosferatu de Robert Eggers é Tragicamente Belo

O Auto da Compadecida 2 confunde nostalgia com cópia

Não esquece de seguir o Universo 42 nas redes sociais:

Instagram YouTube Facebook

Nerd: Raphael Brito

Não importa se o filme, série, game, livro e hq são clássicos ou lançamentos, o que importa é apreciá-los. Todas as formas de cultura são válidas e um eterno apaixonado pela cultura pop.

Share This Post On