LOVECRAFT COUNTRY – S01E05: Strange Case – Primeiras Impressões

Uma imersão no racismo, homossexualidade e muito body horror

Eu tinha falado que o limite para a magia era a imaginação, não falei? Com a frase da Christina para a Ruby, isso fica claro: magia é liberdade! Foi um episódio lindo que mostra que dá pra abordar o preconceito racial e sexual de forma brilhante, sem ser algo forçado e “fazer pra cumprir tabela”. Tudo faz sentido dentro da trama principal que está sendo contada.

E estamos caminhando cada vez mais para consolidar a frase: “O poder corrompe o poder absoluto corrompe absolutamente“.

Se você quer saber tudo em detalhes sobre o que achei deste episódio, assista ao vídeo abaixo. Agora se quiser a parte “condensada”, é só ler os bullets points com as minhas principais considerações.

  • Que começo fantástico, o melhor dos 5 episódios: desde a cena da Ruby até o Atticus socando o Montrose! Ela sacou o que o Monstrose tinha feito então esclareu na conversa com a Letitia;
  • Hiram X Titus: Willian (AKA Christina) foi aluno do Hiram (é o médico que fez os experimentos na casa da Letitia) – Christina vem planejando isso há muito tempo;
  • Willian é a Christina! Alguém tinah deixado essa teoria em um vídeo passado e agora com a poção, fezz todo sentido! Eles nunca tinham aparecido na mesma cena;
  • Uma bela forma de abordar novamente o rascimo e o feminismo: o que as pessoas fariam para parar de se sentir como “lixo humano”? Muda de cor? Basta lembrar das histórias que Michael jackson se envolveu;
  • Ser mulher e ser negra! Mesmo apesar de Ruby gostar de ser ambas as coisas, o mundo insiste em atrapalhar sua satisfação;
  • Empresas não são boazinhas: só querem o dinheiro! Black Monet, Pink Money e por aí vai;
  • “Ser branca” não facilita as coisas para Ruby, talvez dificulte mais! Ouvir as coisas e ter que “engolir”. E existe um problema maior ainda, é começar a se tornar como os brancos (preconceituoso) são;
  • Os pecados dos pais refletidos nos filhos: Atticus deve ter medo de ser mais parecido com Montrose do que imagina. E temos uma explicação indireta do porque Montrose é como é: ele gosta de homens, mas não é aceito e não se aceita, por isso desconta com violência em todos ao seu redor;
  • Letitia e Atticus são realmente um casal bonito (MEU CASAL! HAHAHA). Brincadeiras a partes, eles combinam não só pela química, mas pelo jeito carinhoso que tem um com o outro, como cena final dela na banheira;
  • A confirmação de que Monstrose é gay é uma “bomba” para o que virá! Único tema que faltava ser abordado, apesar de ter ficado subentendido no episódio 4 e o Atticus parece que não vai lidar bem com isso, pois ficou incomodado quando isso foi sugerido;
  • Gosto muito dessa abordagem de que temos que tomar cuidado com as coisas que fazemos ou usamos. Existem coisas que mesmo com a melhor das intenções, só podem causar mal;
  • Cenas de metaformofose: simplesmente fantásticas (e pesadas)! Principalmente a última, quando a Ruby decide não tomar mais a poção;
  • A fé da mãe da Leti ser real me lembrou a frase do Arcanjo Gabriel no filme Constantine: saber que Deus existe, não faz você crer nele! Você o viu, é diferente. Você SABE, não ACREDITA!

Dúvidas levantadas:

  • A Ruby perdeu o elixir: isso terá consequências?
  • O que signifca o sonho do Atticus com o incêndio na casa do Titus com a sua antepassada?

Nerd: Carlos Carvalho

Apaixonado por Criatividade, Inovação e Criação de Conteúdo. Desde pequeno, eu já fazia listas dos filmes que assistia, criava teorias, jogava RPG e opinava sobre tudo. Em 2012, criei a GOTBR, uma fan page sobre Game of Thrones que acabou abrindo portas para o nascimento do Universo 42, um ano depois, com um grupo de malucos que acreditou nas minhas ideias. Foram mais de cinco anos como Líder de Estratégias Criativas na SKY, e depois assumi o cargo de Gerente de Marketing Global na CMON, uma das maiores empresas de jogos de tabuleiro do mundo. Hoje sigo envolvido em projetos que unem tudo o que mais amo: criatividade, narrativas, cultura pop e estratégia de conteúdo.

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