Uma imersão no racismo, homossexualidade e muito body horror
Eu tinha falado que o limite para a magia era a imaginação, não falei? Com a frase da Christina para a Ruby, isso fica claro: magia é liberdade! Foi um episódio lindo que mostra que dá pra abordar o preconceito racial e sexual de forma brilhante, sem ser algo forçado e “fazer pra cumprir tabela”. Tudo faz sentido dentro da trama principal que está sendo contada.
E estamos caminhando cada vez mais para consolidar a frase: “O poder corrompe o poder absoluto corrompe absolutamente“.
Se você quer saber tudo em detalhes sobre o que achei deste episódio, assista ao vídeo abaixo. Agora se quiser a parte “condensada”, é só ler os bullets points com as minhas principais considerações.
- Que começo fantástico, o melhor dos 5 episódios: desde a cena da Ruby até o Atticus socando o Montrose! Ela sacou o que o Monstrose tinha feito então esclareu na conversa com a Letitia;
- Hiram X Titus: Willian (AKA Christina) foi aluno do Hiram (é o médico que fez os experimentos na casa da Letitia) – Christina vem planejando isso há muito tempo;
- Willian é a Christina! Alguém tinah deixado essa teoria em um vídeo passado e agora com a poção, fezz todo sentido! Eles nunca tinham aparecido na mesma cena;
- Uma bela forma de abordar novamente o rascimo e o feminismo: o que as pessoas fariam para parar de se sentir como “lixo humano”? Muda de cor? Basta lembrar das histórias que Michael jackson se envolveu;
- Ser mulher e ser negra! Mesmo apesar de Ruby gostar de ser ambas as coisas, o mundo insiste em atrapalhar sua satisfação;
- Empresas não são boazinhas: só querem o dinheiro! Black Monet, Pink Money e por aí vai;
- “Ser branca” não facilita as coisas para Ruby, talvez dificulte mais! Ouvir as coisas e ter que “engolir”. E existe um problema maior ainda, é começar a se tornar como os brancos (preconceituoso) são;
- Os pecados dos pais refletidos nos filhos: Atticus deve ter medo de ser mais parecido com Montrose do que imagina. E temos uma explicação indireta do porque Montrose é como é: ele gosta de homens, mas não é aceito e não se aceita, por isso desconta com violência em todos ao seu redor;
- Letitia e Atticus são realmente um casal bonito (MEU CASAL! HAHAHA). Brincadeiras a partes, eles combinam não só pela química, mas pelo jeito carinhoso que tem um com o outro, como cena final dela na banheira;
- A confirmação de que Monstrose é gay é uma “bomba” para o que virá! Único tema que faltava ser abordado, apesar de ter ficado subentendido no episódio 4 e o Atticus parece que não vai lidar bem com isso, pois ficou incomodado quando isso foi sugerido;
- Gosto muito dessa abordagem de que temos que tomar cuidado com as coisas que fazemos ou usamos. Existem coisas que mesmo com a melhor das intenções, só podem causar mal;
- Cenas de metaformofose: simplesmente fantásticas (e pesadas)! Principalmente a última, quando a Ruby decide não tomar mais a poção;
- A fé da mãe da Leti ser real me lembrou a frase do Arcanjo Gabriel no filme Constantine: saber que Deus existe, não faz você crer nele! Você o viu, é diferente. Você SABE, não ACREDITA!
Dúvidas levantadas:
- A Ruby perdeu o elixir: isso terá consequências?
- O que signifca o sonho do Atticus com o incêndio na casa do Titus com a sua antepassada?
