Três décadas se passaram desde que os filmes de julho de 1995 chegaram aos cinemas. Alguns viraram cult, outros caíram no esquecimento. Mas todos ajudaram a moldar o cinema dos anos 1990. Quem aí assistiu na época?
Waterworld – O Segredo das Águas
Até hoje, é lembrado como um dos maiores fracassos financeiros da história do cinema. Com um orçamento recorde de US$ 175 milhões, o filme arrecadou US$ 264 milhões mundialmente, valor que não cobriu os altos custos de produção e marketing. Os bastidores também foram turbulentos: brigas entre o astro Kevin Costner e o diretor Kevin Reynolds culminaram em Costner assumindo a direção nas filmagens finais. Detonado pela crítica e indicado ao Framboesa de Ouro, Waterworld encontrou redenção no mercado de home video e hoje tem status de cult.

Nove Meses
A comédia romântica dirigida por Chris Columbus (de Esqueceram de Mim e Uma Babá Quase Perfeita), estrelada por Hugh Grant, Julianne Moore, Robin Williams e Jeff Goldblum, também chegou aos cinemas em julho de 1995. Apesar do desempenho morno nas bilheterias, o filme teve vida longa no home video e se tornou queridinho das reprises da Sessão da Tarde.
Free Willy 2 – A Aventura Continua
Mais uma figura constante nas tardes da TV aberta. Embora o primeiro Free Willy tenha sido um sucesso com trilha de Michael Jackson indicada ao Oscar, a sequência não teve o mesmo impacto. Ainda assim, a franquia marcou infâncias, mesmo com filmes cada vez mais esquecíveis.

A Rede
Estrelado por Sandra Bullock, no embalo do sucesso de Velocidade Máxima (1994), esse thriller tecnológico passou batido na época, mas merece revisita. Com um roteiro que antecipou temas como cyberterrorismo, roubo de identidade e paranoia digital, A Rede foi pioneiro em levantar discussões que hoje fazem parte do nosso cotidiano.

A Força em Alerta 2
Após o sucesso do original de 1992, que chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Som, a continuação estrelada por Steven Seagal tentou repetir a fórmula. Mas faltou fôlego. Sem o impacto do primeiro, A Força em Alerta 2 foi o fim da linha para essa franquia de ação.

A Experiência
Mistura de terror e ficção científica, com um bom elenco e clima instigante, A Experiência ficou marcada pelas cenas de nudez de Natasha Henstridge. Apesar de manter certo controle estético, suas continuações descambaram para o quase soft porn. Ainda assim, o filme original tem mais méritos do que costumam reconhecer.
Kids
Nada de programa familiar aqui. Com direção de Larry Clark e roteiro de Harmony Korine, Kids chocou ao retratar adolescentes envolvidos com sexo, drogas e AIDS, em pleno auge dos debates sobre prevenção. Cru, incômodo e sem concessões, o filme virou referência do cinema independente americano.

Trinta anos depois, estes filmes de julho de 1995 seguem despertando lembranças, debates e até redescobertas. Seja pela nostalgia das reprises, pelas ousadias temáticas ou pelas curiosidades dos bastidores, eles continuam sendo um retrato vivo do que era o cinema há três décadas — e de como ele continua reverberando hoje.
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