O episódio 3 da 2ª temporada de House of the Dragon se inspira em alguns parágrafos de Fogo & Sangue, mas toma liberdades criativas para expandir a história de forma intensa, principalmente entre Alicent e Rhaenyra. Os roteiristas trouxeram novos elementos, adicionando camadas às decisões políticas e emocionais dos personagens.
Nos livros, Rhaenyra Targaryen se isola após perder os gêmeos Cargyll, deixando suas decisões nas mãos de seus conselheiros. Mas na série, vemos uma Rhaenyra muito mais ativa e estratégica. Em vez de simplesmente recuar, ela tenta evitar o conflito direto e até convida Mysaria para integrar seu conselho, fortalecendo laços com o povo comum. Esse detalhe não está no livro, mas aprofunda a política interna dos Pretos.
Outro acréscimo importante foi a entrega de quatro ovos de dragão para Rhaena Targaryen, algo que nunca acontece nos livros. Essa decisão pode ter um significado enorme para a mitologia da saga. Afinal, será que esses ovos podem ser os mesmos que Daenerys Targaryen receberá mais de um século depois? Se for o caso, a série está reforçando a conexão direta entre House of the Dragon e Game of Thrones.
Enquanto isso, Criston Cole finalmente assume como Mão do Rei, mas já começa sua jornada chegando atrasado ao conselho. Alicent Hightower, por sua vez, enfrenta desafios para manter sua influência sobre Aegon II. A série também confirma algo que o livro apenas sugere: Larys Strong assume oficialmente o posto de Mestre dos Sussurros, consolidando sua posição como uma das figuras mais perigosas da corte.
Outro momento inesperado acontece em Harrenhal, onde Daemon Targaryen se prepara para uma grande batalha, apenas para descobrir que não há resistência alguma. Esse toque irônico realça o caos e a instabilidade que dominam as Terras Fluviais.
Mas a maior surpresa neste episódio de House of the Dragon é, sem dúvida, a reunião entre Rhaenyra e Alicent em Porto Real. Nos livros, essa cena simplesmente não existe, tornando essa tentativa de conciliação um dos momentos mais ousados da temporada. Em tempos de guerra, será que um acordo entre as duas rainhas teria sido possível? Ou essa foi apenas mais uma aposta fadada ao fracasso?
Com mudanças ousadas e um roteiro que amplia o escopo dos livros, House of the Dragon segue entregando uma narrativa ambiciosa. Mas a grande questão é: essas mudanças vão fortalecer a história ou acabar dividindo os fãs?
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