O ano está chegando ao fim, mas vale uma pausa nostálgica: o que estava estreando nos cinemas há 20 anos? Alguns filmes de outubro de 2005 fazia o público se emocionar, assustar e se surpreender com produções que hoje já são parte da história do cinema. De Jogos Mortais 2 a Boa Noite e Boa Sorte, voltamos no tempo para relembrar os filmes que marcaram aquele ano.
Jogos Mortais 2
O primeiro Jogos Mortais, lançado em 2004 (mas exibido no Brasil apenas em 2005), é um dos filmes de terror mais rentáveis da história. Custou pouco mais de 1 milhão de dólares e faturou mais de 100 milhões mundialmente. O sucesso foi tanto que uma continuação era inevitável.
Jogos Mortais 2 chegou aos cinemas com um orçamento de 4 milhões e arrecadou 147 milhões de dólares ao redor do mundo. Com cenas icônicas (quem poderia esquecer da piscina de seringas?), o longa consolidou o nome de Jigsaw no imaginário do terror e permanece como um dos títulos mais lembrados da franquia.

Wallace & Gromit – A Batalha dos Vegetais
Em 2005, a DreamWorks lançou duas animações marcantes. Uma delas foi Madagascar, sucesso instantâneo que virou franquia. A outra foi Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais, produzido pelo estúdio britânico Aardman Animations, o mesmo de A Fuga das Galinhas.
O resultado? Um filme elogiado pela crítica, vencedor do Oscar de Melhor Animação e também um sucesso comercial: custou 30 milhões e faturou 192 milhões de dólares no mundo todo. Um exemplo de como a animação em stop motion pode ser tão encantadora quanto lucrativa.

A Lenda de Zorro
Após o sucesso de A Máscara do Zorro (1998), o retorno de Antonio Banderas e Catherine Zeta-Jones parecia certo. Mas entre agendas cheias e adiamentos, A Lenda de Zorro só chegou em 2005 — e infelizmente não repetiu o brilho do original.
Mesmo com o diretor Martin Campbell (que depois comandaria Cassino Royale), o longa teve recepção fria e desempenho fraco nas bilheterias: 142 milhões arrecadados diante de um orçamento de 75 milhões. Um fim melancólico para uma franquia que poderia ter ido mais longe.

Boa Noite e Boa Sorte
Pouco lembrado por parte do público, Boa Noite e Boa Sorte é uma joia do cinema político. Dirigido por George Clooney, que também atua no filme, ele se passa nos anos 1950 e acompanha o jornalista Edward R. Murrow (interpretado com maestria por David Strathairn) em sua corajosa oposição ao senador Joseph McCarthy e à sua “caça às bruxas” anticomunista.
Com fotografia em preto e branco e roteiro preciso, o filme é um retrato poderoso sobre ética jornalística e liberdade de expressão. Um título que merece estar lado a lado com clássicos como Spotlight e Todos os Homens do Presidente.

Tudo Acontece em Elizabethtown
Planejado para ser um sucesso, Tudo Acontece em Elizabethtown reuniu um time de peso: Cameron Crowe na direção, Orlando Bloom e Kirsten Dunst como protagonistas. O diretor vinha de acertos como Quase Famosos e Jerry Maguire, e o elenco estava em alta com grandes franquias.
Mas algo deu errado. A falta de química entre os protagonistas, o tom indeciso entre drama e comédia e um lançamento em um momento competitivo acabaram pesando. O resultado foi um fracasso de bilheteria e crítica. Ainda assim, o tempo foi gentil: hoje o filme tem uma base fiel de fãs que o consideram injustiçado.
Um ano de contrastes
Os filmes de outubro de 2005 foi um reflexo de uma era de transição: entre o analógico e o digital, entre o blockbuster e o autoral. Foi o ano em que franquias se consolidaram e diretores consagrados testaram novos rumos. Vinte anos depois, esses títulos continuam nos lembrando por que amamos revisitar as salas de cinema, mesmo que seja só na memória.
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