Donkey Kong Country 2: o auge do Super Nintendo em forma de plataforma

Donkey Kong Country 2 – Diddy’s Kong Quest foi lançado em 1995, desenvolvido pela Rare e publicado pela Nintendo, inicialmente para o Super Nintendo. Posteriormente, chegou ao Game Boy Color (2000), Game Boy Advance (2004) e, atualmente, pode ser jogado via serviços online nos consoles modernos da Nintendo. Também não é difícil encontrá-lo em emuladores por aí.

A continuação direta de Donkey Kong Country (1994) veio com uma responsabilidade imensa. O primeiro jogo não apenas revolucionou o mercado com seus gráficos pré-renderizados, como se tornou o terceiro título mais vendido do SNES, atrás apenas de Super Mario World e Super Mario All-Stars – ambos distribuídos com o console em algumas regiões. Se contarmos apenas as vendas avulsas, Donkey Kong Country foi o mais vendido do Super Nintendo.

Com tanto reconhecimento, era natural esperar uma sequência. E ela não decepcionou: Donkey Kong Country 2 é considerado por muitos o melhor jogo do SNES, superando até mesmo seu antecessor.

Donkey Kong Country 2: resgate no mundo dos Kremlings

Na história, Donkey Kong é sequestrado pelo vilão King K. Rool, agora assumindo a identidade do capitão Kaptain K. Rool. Coube a Diddy Kong e sua namorada Dixie embarcarem em uma jornada por oito mundos distintos, totalizando 47 fases principais, além de inúmeras fases bônus e segredos escondidos.

O jogo manteve a técnica de gráficos pré-renderizados em 3D do primeiro título, entregando uma experiência visual que continua impressionando até hoje. Mesmo com o avanço da tecnologia, a trilogia Donkey Kong Country permanece atemporal.

Jogabilidade e personagens marcantes

Se Diddy Kong já era jogável no primeiro game, a adição de Dixie Kong foi um acerto absoluto. Com sua habilidade de planar usando os cabelos e carregar o parceiro, Dixie se tornou uma das personagens mais queridas da trilogia. Ela ainda retornaria como protagonista em Donkey Kong Country 3, que, embora inferior aos dois primeiros, é um ótimo jogo.

Donkey Kong Country 2 se destaca pelo aumento no desafio. Provavelmente é o mais difícil da trilogia, mas também o mais criativo visualmente. Os mundos são variados e memoráveis: desde um navio pirata até um vulcão em erupção, passando por fases em colmeias, trilhos e águas infestadas de inimigos. Cada fase tem sua identidade.

A trilha sonora lendária de David Wise

Impossível falar de Donkey Kong Country 2 sem mencionar a trilha sonora composta por David Wise. A música é parte essencial da atmosfera do jogo e ajudou a elevá-lo à categoria de obra-prima.

O destaque absoluto é “Stickerbush Symphony”, tema da fase Bramble Blast no terceiro mundo. Segundo o jornalista Ethan Gach, trata-se de uma composição “melancólica e reflexiva” e, para ele, é “um dos momentos mais transcendentes em um jogo de plataforma”. A mistura de instrumentos, aliada a uma melodia hipnótica, torna essa faixa uma das trilhas mais icônicas da história dos videogames.

Donkey Kong Country 2 é um daqueles jogos que passam ilesos pelo teste do tempo. Seja pela jogabilidade afiada, pelo desafio justo, pelos gráficos marcantes ou pela trilha sonora inesquecível, o título segue sendo um dos mais amados do Super Nintendo.

Poucos jogos são tão celebrados quase três décadas após o lançamento. E se você ainda não jogou ou está pensando em revisitar, a vontade é mais do que justificável: Donkey Kong Country 2 é um clássico absoluto.

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Nerd: Raphael Brito

Não importa se o filme, série, game, livro e hq são clássicos ou lançamentos, o que importa é apreciá-los. Todas as formas de cultura são válidas e um eterno apaixonado pela cultura pop.

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