Deu ruim pro “Hellboy”

Quando anunciaram o novo filme de Hellboy, muita gente torceu o nariz (inclusive eu) por não ser uma continuação dos 2 filmes feitos por Guillermo del Toro.

Claro que boa parte disso foi puro preconceito, mas ao mesmo tempo, os fãs estavam esperando um fechamento para uma possível trilogia com Ron Pearlman, que mandou muito bem no papel do demônio.

O tempo passou, a produção começou e chegamos na estreia no filme lá fora. E foi uma catástrofe perante a crítica. Eu tentei manter a boa fé e esperarei chegar por aqui pra tirar minhas próprias conclusões. Quando fui convidado para a pré-estreia, juro que fui com a melhor boa vontade do mundo, mas não foi o suficiente para que este novo filme estrelado por David Harbour me conquistasse.

Eu confesso que acho que as críticas foram mais pesadas do que deveriam, mas realmente o filme é sofrível. David Harbour até manda bem no papel, e consegue convencer com sua atuação, mas o problema está na direção e no números de arcos dentro da mesma história.

Depois de quase 2 horas de filme eu estava sentindo que tinha maratonado uma série de 10 capítulos, seguidos. Isso resume bem o sentimento que o filme deixa: ele cansa, mas ao mesmo tempo, deixa claro que seria uma boa série. Ao colocar 3 arcos distintos se interconectando em uma história maior, Hellboy faz a atenção do expectador ir embora.

É uma pena que isso tenha acontecido, pois foi um desperdício de talentos por 2 vezes: ao não terminar a saga antiga (a qual a equipe praticamente todos os envolvidos demonstraram interesse) e ao “queimar o filme” dos envolvidos nesta nova saga (se é que terá um continuação depois do fracasso).

Reforço o que falei sobre a série e acredito que o estilo do filme se encaixaria muito bem na Amazon (falo isso baseado no estilo que vi em American Gods).

Aconselho você esperar o filme chegar em algum serviço de streaming e tirar suas próprias conclusões.

Nerd: Carlos Carvalho

Apaixonado por Criatividade, Inovação e Criação de Conteúdo. Desde pequeno, eu já fazia listas dos filmes que assistia, criava teorias, jogava RPG e opinava sobre tudo. Em 2012, criei a GOTBR, uma fan page sobre Game of Thrones que acabou abrindo portas para o nascimento do Universo 42, um ano depois, com um grupo de malucos que acreditou nas minhas ideias. Foram mais de cinco anos como Líder de Estratégias Criativas na SKY, e depois assumi o cargo de Gerente de Marketing Global na CMON, uma das maiores empresas de jogos de tabuleiro do mundo. Hoje sigo envolvido em projetos que unem tudo o que mais amo: criatividade, narrativas, cultura pop e estratégia de conteúdo.

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