Crítica: Um Espião Animal

A animação Um Espião Animal (Spies in Disguise) chega às telas nacionais nesta semana com muitas risadas e diversão. Produzido pela BlueSky Studios e distribuído pela Twentieth Century Fox, trata-se de uma animação longa-metragem que conta as aventuras de um espião, ao se transformar em um pombo.

O maior espião do mundo, Lance (Will Smith) deixa seu ego e arrogância ditarem suas ações, e com isso, acaba por ser enganado e acusado de traição e de roubar um protótipo de uma arma muito perigosa e letal. Ele precisa fugir e tentar pegar o verdadeiro culpado para ser inocentado. Mas ao procurar a única pessoa em que pôde pensar que talvez conseguisse ajudá-lo – o jovem gênio Walter (Tom Holland), acaba por se transformar em um pombo acidentalmente. Então, como será que ele irá conseguir resolver seus problemas, sendo um pombo?

A partir desse momento, muitas confusões, situações cômicas e teimosia permeiam a história. O visual e a animação em si dos pombos ficaram bem legais e engraçadas, o que o que garantiu uma boa experiência no cinema, já que o foco do enredo gira em torno desses animais, não decepcionando. Ficaram realmente divertidos! Um ponto que, a princípio achei negativo, de ter sido exibido dublado (o que era esperado, na verdade), acabou por ser interessante e surpreendeu, pois a dublagem ficou divertida, com muitas piadas, trocadilhos e referências do nosso idioma e do Brasil que renderam boas risadas, portanto ficou boa também. Apesar de que ainda quero ver com o áudio original e com as vozes dos atores, além de poder fazer a comparação com as adaptações de falas.

O desenvolvimento do enredo e como é conduzido, ficaram legais, pois conseguiu juntar comédia, ação, drama e aventura. Apesar de que, se parar para pensar, algumas coisas não fariam muito sentido, como por exemplo, ninguém conseguir rastrear Lance quando começa a fugir. Levando em conta que ele faz parte de uma das maiores agências de espionagem do mundo, e que usa inúmeros acessórios de lá, como o seu carro! Fica difícil imaginar que não teria nenhum meio de ter acesso à ele remotamente ou no mínimo à sua localização. Em Vários momentos do filme, Lance acessa um sistema de procura e localização que acha seus alvos em meros instantes, então porque não poderiam fazer o mesmo com ele?

Apesar de ser considerado o maior espião do mundo, Lance é extremamente arrogante, prepotente, impulsivo e teimoso. Isso que faz ele ter todos esses problemas, desde o início. Mas outro ponto interessante da história, é o choque entre duas pessoas completamente opostas: uma realista (Lance) e outra idealista (Walter), fazendo com que a interação entre eles seja boa e bem conflituosa.

No geral, o filme compre sua proposta, de entreter e gerar boas risadas, tanto para o público jovem quanto para os adultos. É diversão garantida para todos nas telas dos cinemas, e lhes desejo uma ótima sessão e muitas risadas!

Nerd: Guilherme Vares

Formado em Ciências da Computação e Pós em Jogos Digitais, aspirante à Game Designer, tendo Rpg e boardgames injetados diretamente na veia, adepto de jogos em geral e voraz consumidor de livros, séries e filmes.

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