Capitão América: Admirável Mundo Novo – seria novo mesmo? CRÍTICA

Desde sua estreia em Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), a jornada do Sentinela da Liberdade Steve Rogers no MCU foi marcada por grandes mudanças, passando pelos eventos de Os Vingadores, o impacto de Guerra Civil e sua batalha final em Ultimato. Com a transição do escudo para Sam Wilson, explorada na série Falcão e o Soldado Invernal, disponível no Disney+, chegamos agora a um novo capítulo: Capitão América: Admirável Mundo Novo, que finalmente estreou nos cinemas (depois de dois adiamentos e muitas refilmagens), prometendo redefinir o legado do herói e o futuro do universo Marvel.

Dirigido por Julius Onah, que também assina parte do roteiro, o filme acompanha Sam Wilson (Anthony Mackie) enfrentando seu maior desafio desde que assumiu o escudo. Em meio a tensões políticas e um incidente internacional, ele precisa proteger seus amigos, cuidar de ameaças de organizações vilanescas e entender como poderá manter as relações com o novo presidente dos Estados Unidos, o ex-general Thaddeus “Thunderbolt” Ross, interpretado pelo Harrison Ford, substituindo William Hurt, que infelizmente nos deixou em 2022. Sim, aquele mesmo (na época, secretário de estado) que queria que os heróis assinassem o Acordo de Sokovia, que gerou a Guerra Civil dos Vingadores.

Eu particularmente gosto demais do Capitão do Sam Wilson, ele tem para mim as maiores qualidades para ser o Capitão: empatia, coragem e resiliência. O novo Falcão do Joaquin Torres (Danny Ramirez) também segue esta mesma vibe, de um jeito mais moleque, por assim dizer. No entanto, faltou um pouco de carisma no restante do elenco, todos um pouco sisudos demais no meu gosto como a Ruth Bat-Seraph (Shira Haas, com um passado que achei bem pertinente), o Samuel Sterns (Tim Blake Nelson), a Leila Taylor (Xosha Roquemore) e o Coral (Giancarlo Esposito). Giancarlo inclusive está fazendo o mesmo papel de Moff Gideon em O Mandaloriano.

Não que precisasse de mais piadas e de mais momentos de alívio cômico, desta vez a produção conseguiu manter um bom equilíbrio com o humor do longa. Há uma piada com o Soro do Supersoldado que eu achei ótima. Contudo, gostaria de ter apreciado mais sensibilidade nestes personagens, como vejo no Sam. Já com o Harrison Ford não, esse queremos ver uma pessoa ranzinza mesmo.

Há ainda uma participação mais do que especial do Carl Lumbly com o personagem Isaiah Bradley, que foi introduzido na série do Falcão. Ele é um veterano de guerra Supersoldado que foi mantido preso em segredo pelo governo norte-americano, sendo uma representação das injustiças históricas sofridas por soldados negros nos Estados Unidos e um reflexo direto de experimentos racistas como o Estudo de Tuskegee, realizado na vida real no Alabama.

Aliás, há outras participações especiais, mas estas vocês terão que descobrir no filme.

Em relação ao CGI, não há falhas significativas, uma tela verde ou outra salta aos olhos, mas os takes na Ilha Celestial acabaram sendo um pouco decepcionantes, parecia haver um grande potencial que acabou sendo subaproveitado. A ação e as coreografias das lutas são, em alguns momentos, pesadas, repetitivas e com mais cortes do que o necessário. O roteiro traz algumas novidades, incluindo um material retirado do Celestial que se mostrará crucial para as próximas fases da Marvel, o que é positivo. Por outro lado, a mudança no Hulk Vermelho não foi bem concebida, como diria o Deadpool, que roteirista preguiçoso.

Dito tudo isso, apesar de Capitão América: Admirável Mundo Novo acaba sendo um pouco genérico, sem uma direção criativa, sem muitas novidades e sem trazer nada referente à obra de Aldous Huxley, ele está bem longe de ser uma produção terrível. Sam Wilson tem seu espaço e, apesar dos altos e baixos, na frente e por trás das câmeras, o filme consegue entreter, o que é a intenção dele.

Captain America/Sam Wilson (Anthony Mackie) in Marvel Studios’ CAPTAIN AMERICA: BRAVE NEW WORLD. Photo courtesy of Marvel Studios. © 2024 MARVEL.

PS: Há apenas uma cena pós-créditos, no final de todos os créditos, e, para quem conhece minimamente o Universo Cinematográfico da Marvel, ela acaba sendo bem redundante.

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Nerd: Verônica "Vevê" Cysneiros

🎬📺🎸 Cinéfila de carteirinha (vejo tantos filmes que às vezes esqueço como funciona a vida real), maratonista de séries (minha lista de “vou assistir depois” já tem títulos suficientes para outra vida.), apaixonada por animações (aguardando minha carta de admissão para algum universo mágico) e movida a rock n' roll (rockeira na alma, mas sem talento musical, só no air guitar), compartilho tudo o que faz meu coração geek bater mais forte. Pega a pipoca e vem comigo meus Preferidos!

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