Covil de Ladrões 2: Além do policial e bandido

Chega aos cinemas nesta semana o filme Covil de Ladrões 2 (Den of Thieves 2: Pantera), dirigido por Christian Gudegast e distribuído pela Diamond Films. Um filme de ação, crime e suspense que promete manter os fãs do gênero na ponta da cadeira. No elenco, destacam-se Gerard Butler como Nicholas ‘Big Nick’ O’Brien, O’Shea Jackson Jr. interpretando Donnie Wilson / Jean-Jacques, e Evin Ahmad no papel de Jovanna / Cleopatra.

Covil de Ladrões 2 é a continuação de Covil de Ladrões (2018), onde a história se aprofunda na perseguição de Big Nick a Donnie Wilson, após o primeiro assalto. Agora, após o roubo de joias preciosas de um avião, Big Nick se desloca para a Europa com o intuito de capturar Donnie, que está planejando outro assalto — dessa vez à maior bolsa de diamantes do mundo. Ao longo da trama, o encontro entre Big Nick e Donnie toma rumos inesperados, com intrigas internas e dilemas morais que alimentam a tensão.

Covil de Ladrões 2

Com o foco no assalto à bolsa de diamantes, o suspense cresce a cada reviravolta, enquanto os personagens se enfrentam e tentam sobreviver ao confronto. A questão principal é: quem está dizendo a verdade e quem está mentindo?

Covil de Ladrões 2

O que esperar de Covil de Ladrões 2?

Covil de Ladrões 2 traz uma interessante mistura de ação, suspense, crime e drama, surpreendendo ao fugir da fórmula de policial vs. bandido que geralmente domina este tipo de narrativa. Em vez de se concentrar apenas na ação, o filme investe em tensão psicológica e em reviravoltas inesperadas, que mantêm o espectador atento e envolvido. A dinâmica entre Big Nick e Donnie é o que realmente eleva o filme, mostrando um jogo de lealdade, manipulação e estratégia.

Os personagens são bem desenvolvidos e as interpretações são, em sua maioria, satisfatórias. Gerard Butler continua a entregar uma performance sólida como Big Nick, com uma profundidade emocional que traz complexidade ao personagem. Já O’Shea Jackson Jr., como Donnie, traz uma mistura de vulnerabilidade e malícia, equilibrando o papel de vilão de forma convincente.

Embora o filme não se destaque pelos efeitos visuais grandiosos, as cenas de ação são eficazes e bem executadas, servindo ao propósito do filme sem sobrecarregar a narrativa. O ritmo do filme é bem mantido, com momentos de descontração que ajudam a aliviar a tensão e mantêm o fluxo da trama.

Covil de Ladrões 2 entrega exatamente o que promete: um filme de assalto com uma abordagem mais complexa e emocional. Não é um filme revolucionário, mas surpreende ao focar em drama e conflitos morais, ao invés de ser apenas uma história de ação convencional. O equilíbrio entre tensão e momentos mais leves faz com que o filme seja uma experiência positiva, especialmente para os fãs do gênero. Embora não seja o melhor filme do ano, ele agrade e surpreende, mantendo o espectador envolvido do início ao fim.

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Nerd: Guilherme Vares

Formado em Ciências da Computação e Pós em Jogos Digitais, aspirante à Game Designer, tendo Rpg e boardgames injetados diretamente na veia, adepto de jogos em geral e voraz consumidor de livros, séries e filmes.

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