Depois de anos de ausência, Corra que a Polícia Vem Aí chega aos cinemas com a missão de reviver uma das franquias mais queridas da comédia pastelão. Mas será que o novo filme consegue ser tão divertido quanto os clássicos de Leslie Nielsen? A resposta é um entusiasmado sim.
Sinopse: Seguindo os passos atrapalhados do pai, o detetive Frank Drebin Jr. precisa resolver um caso de assassinato para evitar que todo o departamento de polícia seja fechado.
A franquia, também conhecida como The Naked Gun, foi um marco da comédia satírica nos anos 80 e 90, rendendo três filmes, sendo o último lançado em 1994. Desde então, o gênero caiu em descrédito, marcado por produções irregulares como Os Espartalhões e Para Maiores, que afastaram tanto o público quanto a crítica.
O legado de Corra que a Polícia Vem Aí e o desafio de 2025
Agora, com Corra que a Polícia Vem Aí, temos uma verdadeira volta às origens: piadas físicas, humor politicamente incorreto e situações absurdas que fazem rir até perder o fôlego.

A escolha de Liam Neeson para interpretar Frank Drebin Jr. é simplesmente genial. O ator, conhecido por papéis de ação, mostra um timing cômico surpreendente e forma uma dupla hilária com Paul Walter Hauser. Juntos, equilibram bem as piadas, sem exageros.
Outro destaque é Pamela Anderson, que entrega momentos icônicos ao lado de Neeson, incluindo duas piadas e uma cena específica que já entram para os melhores momentos da franquia.
O roteiro é direto e não tenta reinventar a roda. Os vilões interpretados por Kevin Durand e Danny Huston soam genéricos, mas isso acaba funcionando como parte da piada. Já a dublagem brasileira merece elogios: Armando Tiraboschi capricha nas adaptações culturais, deixando o humor ainda mais próximo do público nacional.
Com piadas que se estendem até os créditos finais, Corra que a Polícia Vem Aí é mais do que uma continuação. É um respiro para a comédia pastelão, uma homenagem aos tempos de ouro do gênero que deve arrancar gargalhadas do começo ao fim.
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