Better Man: Uma forma diferente de ver Robbie Williams | CRÍTICA

Nos últimos anos, diversas cinebiografias de cantores e personalidades famosas chegaram aos cinemas, como as de Amy Winehouse, Bob Dylan e Freddie Mercury. No entanto, muitas caíram na previsibilidade, seguindo fórmulas já conhecidas e pouco inovadoras. Mas será que Better Man consegue fugir dessa mesmice?

Em Better Man, acompanhamos a ascensão do cantor e compositor britânico Robbie Williams. Após conquistar a fama com a boy band Take That nos anos 1990, ele encontrou o sucesso solo com o hit Angels, uma das canções mais icônicas da música pop. Sua carreira, marcada por altos e baixos, reflete a trajetória de um artista que nunca teve medo de se reinventar.

Robbie Williams foi um ícone da música pop na década de 90, não apenas por sua participação no Take That, mas também por seus polêmicos relacionamentos, como o que teve com Nicole Appleton, e sua amizade conturbada com Liam Gallagher (Oasis). Além da vida amorosa e das rixas com outros músicos, o filme também aborda os desafios que Robbie enfrentou com a fama, seus conflitos internos e a luta contra seus próprios demônios.

O grande diferencial do filme é a representação simbólica do macaco, que reflete como Robbie se enxerga. Essa escolha criativa permite ao espectador mergulhar na psique do cantor e entender a complexidade de sua persona. A metáfora é utilizada de forma inteligente e sensível, dando ao público um vislumbre único da vulnerabilidade por trás da imagem de astro rebelde.

O filme retrata com precisão cada fase da carreira de Robbie, sem tentar suavizar seus erros. A produção equilibra bem a autocrítica e a narrativa de ascensão, queda e redenção do artista. Diferente de outras cinebiografias que tratam seus protagonistas como figuras intocáveis, Better Man não tem medo de mostrar Robbie em suas fragilidades e excessos, o que torna a obra ainda mais humana e envolvente.

No entanto, para um musical que busca ser mais lúdico, o longa poderia ter explorado uma maior diversidade de cores em seus números musicais. Embora as performances sejam excelentes e bem coreografadas, senti que faltava um toque visual mais vibrante para complementar a experiência. Em alguns momentos, a direção parece contida demais, como se evitasse exageros estilísticos que poderiam ter deixado as cenas ainda mais marcantes.

Apesar disso, Better Man compensa em outros aspectos, como as coreografias envolventes, a ambientação bem construída e a trilha sonora marcante, que gruda na mente e te faz cantar por dias. Cada canção é cuidadosamente inserida no contexto da história, reforçando as emoções do protagonista e transportando o público diretamente para os anos dourados de sua carreira.

No fim, Better Man: A História de Robbie Williams é um filme belíssimo, autoral e diferente. Com um roteiro simples, mas cheio de encanto e emoção, a obra cativa o público e desperta uma nova admiração pela trajetória de Robbie Williams. Mesmo quem não acompanhou sua carreira de perto pode se surpreender com a força de sua história e com a forma única como ela é contada na tela.

Posts Relacionados:

Quatro Paredes é um documentário impossível de ignorar | CRÍTICA

Na Sua Pele – A Série Marked Man é um produto de fãs e para fãs

O Macaco: Um terror sangrento e escrachado | Crítica

Não esquece de seguir o Universo 42 nas redes sociais:

Instagram YouTube Facebook

Nerd: Marina Bueno

Share This Post On