ANNABELLE 3 é o melhor filme da trilogia – Crítica COM SPOILERS

Devo confessar que me surpreendi positivamente com Annabelle 3. Fui com as expectativas baixas para o filme, não somente por não ter gostado dos 2 primeiros, mas porquê os filmes de terror atuais estão nivelados muito por baixo. Não há nenhum que eu tenha visto nos últimos anos que realmente mereça destaque.

Invocação do Mal (1) é “legalzinho”, mas nada surpreendente. É por isso que eu prefiro filmes de terror mais “reais, ao estilo “Jogos Mortais’ ou “O Albergue”, porque são coisas que me fazem o espectador sentir mais medo, afinal realmente existe a chance de algum maluco querer colocar em prática aquilo tudo.

Já quando parte para o terror sobrenatural, acaba sendo sempre mais do mesmo.

Parece que em Annabelle 3 eles aprenderam com todos os erros dos anteriores e principalmente, entenderam que a boca sozinha não tem força para levar o filme. Ela funciona muito melhor quando é um catalisador de eventos sobrenaturais.

Pra quem está querendo assistir o filme esperando ver o casal Warren, tome cuidado, pois ele fazem praticamente uma participação especial no início e no fim do filme. A trama é levada basicamente por 4 personagens (além de Annabelle e sua gangue): Judy Warren (McKenna Gracy), Mary Ellen (Madison Iseman), Daniella (Katie Sarife) e Bob (Michael Cimino).

Destaque para a interpretação de Mckenna, que está fantástica, e para a história de Daniella. Esta segunda, principalmente pelos roteiristas brincarem com o clichê do “adolescente burro” pra depois fazer uma virada significativa.

O ponto fraco do filme é que, infelizmente, em nenhum momento você fica com medo pela vida de algum dos personagens e isso para um filme de terror é essencial. E talvez o que mais colabore pra isso é porque nós “já sabemos” como termina: afinal, a história do casal Warren continua em outros filmes já feitos.

Nerd: Carlos Carvalho

Apaixonado por Criatividade, Inovação e Criação de Conteúdo. Desde pequeno, eu já fazia listas dos filmes que assistia, criava teorias, jogava RPG e opinava sobre tudo. Em 2012, criei a GOTBR, uma fan page sobre Game of Thrones que acabou abrindo portas para o nascimento do Universo 42, um ano depois, com um grupo de malucos que acreditou nas minhas ideias. Foram mais de cinco anos como Líder de Estratégias Criativas na SKY, e depois assumi o cargo de Gerente de Marketing Global na CMON, uma das maiores empresas de jogos de tabuleiro do mundo. Hoje sigo envolvido em projetos que unem tudo o que mais amo: criatividade, narrativas, cultura pop e estratégia de conteúdo.

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