Análise psicológica e social do Superman

Kal-el finge ser Clark Kent ou Clark Kent finge ser Kal-el?

Provavelmente o mais importante personagem da cultura pop ocidental, teve sua primeira revista com seu nome “Superman #1” publicada no verão de 1939. Criado pela dupla Joe Shuster e Jerry Siegel apareceu pela primeira vez na revista Action Comics #1 em 1938, nos Estados Unidos.

O que mais chama atenção no personagem é que ele não ajuda a humanidade simplesmente porque pode, mas porque se sente bem fazendo isso. Ele sente uma responsabilidade grande por fazer o que é certo e acaba sempre deixando o bem das outras pessoas acima de seu próprio bem, o que, a princípio, serve de inspiração para outros.

E por ele ser tão poderoso fisicamente, o que poderia realmente gerar um conflito capaz de destruir o Homem de Aço? Justamente a sua própria mente, o lado humano do kryptoniano. Temos que lembrar que, apesar de todos os seus superpoderes, ele foi criado como um garoto simples do Kansas, por pais humanos que passaram valores humanos. Essa é a grande luta que Clark passa por toda sua existência: como viver em harmônia com esses dois lados.

Pra ajudar neste conflito, ele sofre em não ter um poder: não ser onipresente. Mesmo sendo um ser todo-poderoso ele não consegue ajudar a todos ao mesmo tempo e isso justamente é sempre maximizado pela luta interna, onde ele sempre se vê na “obrigação” de fazer o bem.

Além disso, Clark é a forma que Kal-el enxerga a humanidade: uma criatura fraca, desengonçada. Ao passo que Superman é a forma que Clark enxerga o seu eu kryptoniano: um ser confiante, altivo.

Para ter mais detalhes sobre isso, veja o vídeo que o Pablo Peixoto do Qu4tro Coisas fez:

Ficou mais tranquilo em entender melhor essa luta interna de Kal-el? Se até o Homem de Aço passa por isso, não se preocupada então quando você passar por isso. Curtiu? Deixa o seu comentário!

Nerd: Carlos Carvalho

Apaixonado por Criatividade, Inovação e Criação de Conteúdo. Desde pequeno, eu já fazia listas dos filmes que assistia, criava teorias, jogava RPG e opinava sobre tudo. Em 2012, criei a GOTBR, uma fan page sobre Game of Thrones que acabou abrindo portas para o nascimento do Universo 42, um ano depois, com um grupo de malucos que acreditou nas minhas ideias. Foram mais de cinco anos como Líder de Estratégias Criativas na SKY, e depois assumi o cargo de Gerente de Marketing Global na CMON, uma das maiores empresas de jogos de tabuleiro do mundo. Hoje sigo envolvido em projetos que unem tudo o que mais amo: criatividade, narrativas, cultura pop e estratégia de conteúdo.

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