A Guerra dos Rohirrim: novo estilo para O Senhor dos Anéis

Chega aos cinemas nesta semana o aguardado filme A Guerra dos Rohirrim. Um conto da Terra Média que se passa 200 anos antes dos eventos de O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel, dirigido por Kenji Kamiyama e distribuído pela Warner Bros. Pictures. Com uma produção de New Line Cinema, Warner Bros. Animation, Sola Entertainment, e em associação com WingNut Films, o longa oferece uma fascinante mistura de animação, fantasia e aventura.

A Terra Média

A história se passa muito antes da guerra do anel, centrando-se nos eventos que precedem a famosa Batalha do Abismo de Helm. O Forte da Trombeta, que mais tarde se tornaria o Abismo de Helm, é o cenário de uma guerra crucial que molda o futuro da Terra Média. Esta guerra, que ocorre em A Guerra dos Rohirrim, cria a lenda desse icônico local e estabelece os acontecimentos que, mais tarde, levariam à batalha de O Senhor dos Anéis: As Duas Torres.

Como estava a Terra Média antes do que conhecemos?

A Guerra dos Rohirrim

O filme se passa na região de Rohan, onde o lendário rei Helm Mão-de-Martelo governa. Contudo, a chegada do Lorde Freca, inicialmente leal ao rei, desencadeia uma disputa motivada pela ganância e o desejo de poder. Isso culmina em uma guerra implacável movida por vingança. A situação se agrava com o retorno inesperado de Wulf, filho de Freca, que foi banido e agora busca se vingar da morte de seu pai e destronar Helm.

A Guerra dos Rohirrim

No meio desse conflito, Hèra, filha de Helm, se vê forçada a defender sua família e seu reino de Wulf, que foi um amigo de infância. Desafiada por suas limitações como mulher em um mundo dominado por homens, Hèra luta com coragem para fazer a diferença. Como ela reagirá a essa situação? O que ela será capaz de fazer para proteger sua casa?

Com o avanço do conflito, Helm se vê forçado a recuar para o Forte da Trombeta com seu povo, onde começa uma batalha de resistência contra as forças de Wulf. O filme retrata uma luta de paciência, desesperança e resistência em um inverno rigoroso. Como o reino de Rohan sobreviverá ao cerco e a essa situação extrema?

A Guerra dos Rohirrim

Inovação e Ousadia

Uma das características mais ousadas do filme é o uso de animação no estilo de anime. Embora o filme não seja inteiramente anime, ele adota elementos desse estilo, o que pode ser um risco para quem não aprecia essa estética. A franquia O Senhor dos Anéis sempre foi associada ao estilo ocidental, e essa abordagem oriental é uma novidade ousada. Mesmo com a mistura de estilos, a animação mantém uma boa execução, embora, no início, a combinação de 3D e 2D cause estranhamento. No entanto, à medida que o filme avança, essa mistura se torna mais fluida, e o espectador se acostuma com ela.

Em termos visuais, o filme é um sucesso. A mistura de elementos anime com o estilo ocidental é bem executada, e poucas cenas destoam a ponto de prejudicar a experiência. O estilo anime, embora visível, não é excessivo e contribui para o clima sem se tornar algo “forçado”. A animação não apenas agrada visualmente, mas também transmite as emoções e tensões da história.

Análise

Quanto ao enredo, A Guerra dos Rohirrim mantém o interesse com uma progressão consistente, apesar de alguns momentos em que a história parece desacelerar. Contudo, o filme sempre retoma seu ritmo rapidamente, com novas reviravoltas que mantém o espectador engajado.

A trilha sonora também desempenha um papel fundamental, trazendo de volta as músicas clássicas que marcaram O Senhor dos Anéis, criando uma sensação de nostalgia e pertencimento à Terra Média. Esses elementos musicais são essenciais para conectar esse novo filme com a saga que todos conhecemos e amamos.

A versão dublada do filme é satisfatória, com um trabalho de vozes que complementa bem a narrativa e o clima do filme. No entanto, estou curioso para assistir à versão legendada e comparar as interpretações. Uma das partes que mais aguardo é a canção do irmão de Hèra, especialmente no início do filme.

A Guerra dos Rohirrim

No geral, A Guerra dos Rohirrim é uma experiência cinematográfica que vale a pena. Embora não seja um dos melhores filmes do ano, certamente agrada aos fãs de O Senhor dos Anéis e oferece uma ótima oportunidade para todos os públicos se imergirem no universo da Terra Média. Recomendado para todas as idades e ideal para uma sessão de cinema em família!

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Nerd: Guilherme Vares

Formado em Ciências da Computação e Pós em Jogos Digitais, aspirante à Game Designer, tendo Rpg e boardgames injetados diretamente na veia, adepto de jogos em geral e voraz consumidor de livros, séries e filmes.

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