O penúltimo episódio da segunda temporada de A Casa do Dragão trouxe ação, tensão e, claro, mudanças polêmicas em relação a Fogo & Sangue! E olha, algumas dessas alterações estão gerando um verdadeiro fogo cruzado entre fãs da série e leitores dos livros.
Começando com A Semeadura dos Bastardos: na série, vemos Fumaresia (Seasmoke) escolhendo Addam de Casco como cavaleiro de forma quase mágica. Já no livro, Addam é só mais um entre muitos que arriscam a vida para montar um dragão. A série ainda lança aquela pulga atrás da orelha sobre sua linhagem: seria ele filho de Laenor ou de Corlys? E a conexão Targaryen? Passaram direto! Se a ideia era criar mistério, conseguiram – mas esqueceram de explicar. Vamos confiar no carisma do Addam mesmo.
Agora, Jace Velaryon: no livro, é ele quem bola o plano de recrutar bastardos Targaryen como cavaleiros de dragões. Mas na série… surpresa! A ideia parte da própria Rhaenyra, com um empurrãozinho de Mysaria. O problema? Jace, que originalmente seria o cérebro da missão, agora parece um adolescente ressentido, se sentindo ameaçado e afastando-se da mãe. Quem acaba como verdadeiro apoio de Rhaenyra é Baela – o que levanta uma questão: essa mudança não vai complicar a legitimidade dos filhos de Corlys? Parece que os roteiristas optaram por drama digno de novela em vez de lógica política.
E aquele quase confronto de dragões?
Aemond em Vhagar frente a frente com Rhaenyra com Syrax, Vermithor e Asaprata. Três dragões contra um. Mar como palco. Tensão lá em cima. E… nada acontece! Foi aquela típica cena de “quase teve briga” que House of the Dragon adora fazer. É bonito, é épico, mas deixa um gosto de poderia ter ido além.
Falando em momentos esquisitos, Rhaenyra solta a frase: “há 20 anos insultam meus filhos”. Mas… nenhum deles tem 20 anos! Detalhes de cronologia? A série preferiu ignorar.
Enquanto isso, Daemon segue preso em um arco arrastado em Harrenhal. No livro, ele toma as Terras Fluviais sem grandes esforços. Já na série, o que era pra ser um domínio rápido virou um teste de paciência – para ele e para nós, espectadores.
No final, A Casa do Dragão continua entregando cenas visualmente incríveis e momentos emocionantes. Mas com uma temporada curta, as escolhas narrativas parecem apressadas ou desnecessariamente dramáticas. Os dragões tão dançando, mas será que alguém não perdeu o compasso?
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