Nem parece, mas esses filmes estão completando 10 anos em outubro de 2015. Eles marcaram a diversidade do cinema da época, passando da ficção científica inspiradora ao drama mais devastador. Alguns seguem lembrados, outros caíram no esquecimento, mas todos merecem uma revisita. Confiram 6 filmes de outubro de 2015 que mostram essa diversidade.
Perdido em Marte
A década passada foi excelente para a ficção científica, com títulos que já se tornaram clássicos modernos. E não é exagero dizer que Perdido em Marte é um deles.
Com uma atuação marcante de Matt Damon, indicado ao Oscar e responsável por carregar o filme praticamente sozinho, o longa é um dos melhores trabalhos de Ridley Scott em anos. Mais do que uma jornada de sobrevivência no espaço, o filme entrega uma poderosa mensagem de otimismo, um raro alento dentro do gênero.

Ponte de Espiões
Um thriller de espionagem à moda antiga. Dirigido por Steven Spielberg, Ponte de Espiões é um registro sóbrio da polarização da Guerra Fria, mas também uma reflexão sobre ética e princípios na advocacia.
Embora não esteja entre os títulos mais lembrados de Spielberg, é um filme subestimado. Marcou época pelo Oscar de Ator Coadjuvante de Mark Rylance, que dividiu opiniões ao vencer Sylvester Stallone por Creed – Nascido Para Lutar. A atuação de Rylance, no entanto, é impecável, um contraponto sereno à performance sólida de Tom Hanks.
Pena que a carreira de Rylance não tenha mantido o mesmo ritmo desde então.

A Colina Escarlate
Amado por uns, detestado por outros. Ainda assim, A Colina Escarlate é uma das obras menos lembradas da carreira praticamente impecável de Guillermo del Toro.
Embora não alcance o mesmo brilho de O Labirinto do Fauno ou A Forma da Água, o filme é visualmente deslumbrante, com Direção de Arte impecável e uma trama gótica competente, sustentada por um elenco poderoso: Jessica Chastain, Tom Hiddleston e Mia Wasikowska.
Mesmo não sendo o melhor de del Toro, é um filme que não deve ser esquecido.

O Último Caçador de Bruxas
Não tem jeito. Vin Diesel raramente acerta fora de Velozes e Furiosos. O Último Caçador de Bruxas é um exemplo claro disso.
Com má recepção de público e crítica, o longa foi um fracasso comercial e criativo. Muitos sequer lembram de sua existência, e com razão. Ainda assim, o estúdio sonhava em transformá-lo em franquia, algo que, felizmente, nunca aconteceu.

Steve Jobs
Muitas cinebiografias tentam abarcar toda a trajetória de um ícone e acabam se perdendo em superficialidades. Steve Jobs, porém, foge dessa armadilha.
O roteiro de Aaron Sorkin, vencedor do Oscar por A Rede Social, e a direção de Danny Boyle, de Quem Quer Ser Um Milionário, optam por retratar momentos específicos da vida do criador da Apple, revelando um retrato engenhoso e fragmentado, mais humano do que heroico.
Com Michael Fassbender e Kate Winslet em atuações poderosas, o filme se destaca por sua estrutura original e diálogos afiados, marcas registradas de Sorkin.

O Quarto de Jack
O Quarto de Jack é um dos melhores e mais impactantes filmes de 2015. Um drama intenso sobre cárcere privado, abuso e resiliência, que dificilmente deixa o espectador ileso.
A história acompanha uma mulher mantida em cativeiro com seu filho pequeno, um retrato perturbador, mas realista, de situações de violência doméstica.
Brie Larson entrega uma performance arrebatadora, vencedora do Oscar de Melhor Atriz, em um papel que exigiu vulnerabilidade e força na mesma medida.
O longa também revelou Jacob Tremblay, então uma criança, hoje um ator consolidado. Difícil, comovente e necessário, O Quarto de Jack é uma experiência que marca profundamente quem assiste.

Olhar para trás e revisitar esses filmes de outubro de 2015 é mais do que um exercício de nostalgia. É perceber como o cinema daquela década soube equilibrar emoção, técnica e criatividade em um período de transição entre o analógico e o digital, entre o blockbuster e o cinema de autor. Mesmo com suas diferenças, essas produções mostram como o público de dez anos atrás buscava histórias que inspirassem, provocassem ou simplesmente entretessem. Reassistir a esses títulos é revisitar também quem éramos naquela época, quando o cinema ainda tinha o poder de nos surpreender na tela grande.
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