Super Mario Bros foi lançado em 1985 para o console Famicom, ou NES para os estadunidenses — e carinhosamente apelidado de Nintendinho por nós, brasileiros. Criado, dirigido e produzido por Shigeru Miyamoto, é frequentemente lembrado como o ponto de partida do encanador mais famoso do mundo. No entanto, Mario já havia dado as caras antes, em Mario Bros. (1983). Ainda assim, foi aqui que o personagem mergulhou no formato que conhecemos e amamos até hoje.
Logo no primeiro parágrafo, vemos a força da plataforma linear, os pulos sobre inimigos, os cogumelos que ampliam os poderes, a flor de fogo que transforma o herói em um atirador de magia, e a progressiva escalada de dificuldade. Esses elementos se tornaram não apenas marcas registradas da série, mas também um modelo para toda uma indústria. Títulos como Sonic the Hedgehog, Crash Bandicoot e tantos outros beberam direto dessa fonte.
A estrutura do jogo é simples, mas eficaz: são 8 mundos com 4 fases cada, totalizando 32 estágios. No fim de cada mundo, o jogador enfrenta Bowser, o eterno antagonista, que vai ficando mais desafiador conforme a jornada avança.
Outro pilar da imortalidade do game é a trilha sonora icônica composta por Koji Kondo. Poucas notas são tão instantaneamente reconhecíveis quanto o tema principal de Super Mario Bros.. Trata-se de uma das trilhas mais importantes da história dos games e, para muitos, a primeira que vem à mente quando se pensa em videogames.
Apesar de parecer pequeno pelos padrões atuais, o jogo é surpreendentemente difícil. As fases são curtas, não há sistema de saves, nem continues, é preciso zerar o jogo em uma tacada só. Para jogadores acostumados com os confortos do PlayStation 5 ou do Nintendo Switch 2, essa experiência pode parecer brutal. É um desafio que exige treino, paciência e uma boa dose de persistência.

Em 1993, Super Mario Bros ganhou uma nova roupagem na coletânea Super Mario All-Stars para o Super Nintendo. Além dos gráficos renovados e da trilha remasterizada, a adição do sistema de salvamento após cada mundo tornou o jogo mais acessível, mas sem perder seu charme ou dificuldade. Quem nunca teve vontade de atirar o controle na parede por causa do inimigo que lançava martelos?
O impacto de Super Mario Bros vai além do entretenimento. O jogo é estudado por psicólogos e especialistas por seu design intuitivo: sem tutoriais, o jogador aprende tudo que precisa na primeira fase, de forma orgânica. Essa inteligência de design ainda serve de exemplo três décadas depois.
Super Mario Bros é mais que um clássico. É um marco cultural que redefiniu o que entendemos por videogame. Um modelo de excelência que, mesmo após tantos anos, continua sendo referência e emociona jogadores de todas as idades.
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