Jurassic World: Recomeço chega com a difícil missão de revitalizar a franquia após o desastre de Domínio, último filme da trilogia estrelada por Chris Pratt. E embora traga uma nova proposta, com novos personagens e uma pegada de suspense mais direta, o que se vê é uma repetição cansada e pouco inspirada dos mesmos erros.
Zora Bennett lidera uma equipe de agentes até a ilha do Jurassic Park original em busca de material genético de dinossauros raros, que pode representar uma revolução científica para a humanidade. A missão, claro, não sai como planejado. Eles descobrem algo antigo e perigoso, escondido sob a superfície da ilha há décadas.
Jurassic World: Recomeço repete o ciclo
A franquia Jurassic Park começou em 1993, com o filme dirigido por Steven Spielberg, baseado no livro de Michael Crichton. Em 2015, com Jurassic World, o universo foi reativado, e agora, quase dez anos depois, Jurassic World: Renascimento tenta novamente dar um novo fôlego à saga dos dinossauros. O problema é que a fórmula continua a mesma e a originalidade passou longe.
O longa tenta recriar a tensão e o senso de aventura do filme original, mas se perde em personagens genéricos, vilões reciclados e uma família sem carisma no centro da narrativa.
Um elenco com peso, mas preso a um roteiro raso
Scarlett Johansson faz o que pode. Quem conhece sua versatilidade em filmes como Lucy ou Sob a Pele sabe do que ela é capaz. Mas aqui, o roteiro limita seu alcance. O mesmo acontece com Mahershala Ali, duas vezes vencedor do Oscar, e Jonathan Bailey, recém-saído de Bridgerton e do musical Wicked. Todos eles são desperdiçados em personagens caricatos ou mal desenvolvidos.
Bailey, por exemplo, interpreta um “nerd em conflito moral” que repete a mesma dúvida em todas as cenas. É um looping ético sem fim. E, sinceramente, cansativo.
Subtrama familiar: o pior do filme
A tentativa de criar um “núcleo emocional” com uma família em perigo não só falha, como irrita. A filha menor é insuportável em cena, e chega um momento em que você realmente torce para que ela não sobreviva. A sensação é essa mesmo. É um combo de atuações forçadas, diálogos expositivos e zero carisma.
Rupert Friend também sofre como vilão corporativo. Ele recita todas as frases padrão de vilões genéricos de filmes de ação com dinossauros. Você já ouviu tudo aquilo antes. Muitas vezes.
Alguns acertos visuais e momentos de tensão
Apesar de seus muitos tropeços, Jurassic World: Recomeço acerta em alguns trechos. O filme flerta com o horror, e isso funciona. Há cenas de perseguição e suspense que realmente prendem a atenção. O visual dos dinossauros híbridos, ainda que estranho, cumpre bem o papel de assustar. O último deles, especialmente, consegue ser grotesco o bastante para causar desconforto.
Mas a sensação geral é de déjà-vu. Sequências inteiras parecem coladas do filme de 1993 só que menos impactantes.
Jurassic World: Recomeço tenta ser um novo começo, mas parece mais um último suspiro. O filme não é desastroso como Domínio, mas está longe de representar uma retomada criativa para a franquia. É esquecível, previsível, com bons momentos espalhados entre muitos ruins.
Se fosse um aluno, passaria de ano na recuperação — por média. E olhe lá.
Crítica dedicada a Anna Maria, a maior fã de Jurassic Park que este mundo já teve.
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