Deu Preguiça: Uma Animação Que Faz Jus ao Nome | CRÍTICA

Nos últimos anos, diversas animações chegam aos cinemas anualmente, algumas tentando inovar e capturar o público com histórias envolventes, enquanto outras servem apenas como um passatempo descompromissado para crianças. “Deu Preguiça” se encaixa na segunda categoria.

Sinopse

Laura, uma preguiça simpática, e sua família se mudam para a cidade grande sem nada além de um velho food truck enferrujado e um livro de receitas de família. Logo, seus pratos chamam a atenção de Dotti, uma chita esperta e ambiciosa, que vê potencial – ou talvez apenas uma oportunidade – no talento da nova família da cidade.

Uma Experiência Apenas Para o Público Infantil

O filme tem um forte apelo para as crianças, com piadas e situações claramente direcionadas ao público mirim, sem qualquer preocupação em oferecer algo para os adultos. O resultado? Uma experiência entediante para quem não está na faixa etária-alvo.

A maior prova disso é a própria Dotti, que personifica o arquétipo da protagonista infantil insuportável. Sua personalidade é tão óbvia e previsível que cada movimento, piada ou atitude pode ser antecipado com facilidade. Mesmo quando suas ações parecem não fazer sentido, o roteiro força essas situações porque precisa cumprir a estrutura típica do gênero – o que pode causar desconforto para espectadores mais exigentes.

Uma Família Difícil de Simpatizar

Se Dotti já não fosse um problema, sua família também não ajuda. O roteiro constrói personagens irritantes, com decisões bobas e atitudes que beiram o absurdo. Há até uma subtrama envolvendo falhas de memória da mãe, que poderia trazer um pouco de profundidade à história, mas acaba sendo subaproveitada e abandonada no meio do caminho.

Na verdade, todas as tramas seguem um caminho batido. Temos a clássica “protagonista que não se encaixa”, uma antagonista com um passado idêntico ao da heroína, e a inevitável “mensagem sobre enfrentar desafios”. Tudo feito de forma superficial e sem grandes surpresas.

Dublagem Sem Brilho

Se o roteiro não ajuda, a dublagem também não salva o filme. O elenco conta com nomes conhecidos como Heloísa Perissé e Tontom, que dão voz a dois dos membros da família. No entanto, o trabalho de voz é apenas funcional, sem momentos de destaque ou algo que realmente eleve a animação.

O Veredito – Cansativo e Sonolento

“Deu Preguiça” faz jus ao nome. A história não engaja, os personagens são irritantes e os 100 minutos de filme parecem se arrastar sem fim. Para um adulto, é uma experiência difícil de acompanhar sem sentir o peso da monotonia. No entanto, se você tem filhos pequenos, talvez eles consigam se divertir.

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Nerd: Marina Bueno

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