Os Sapos é um drama brasileiro, que está sendo lançado em fevereiro de 2025 e é uma adaptação da peça homônima de Renata Mizrahi, que também assina o roteiro do longa.
O filme ainda tem a produção da cantora Fernanda Abreu, a direção de Carla Linhart (que em 2018 dirigiu o filme “Domingo”) e a história, passada em apenas um dia e uma noite, conta a história de Paula (Thalita Carauta), que é convidada por seu amigo de infância, Marcelo (Pierre Santos) a passar um tempo em uma casa de campo e relembrar os velhos tempos. Ele vive com Luciana (Karina Ramil) há 8 anos, mas nunca assumiram um compromisso e vivem um relacionamento aberto, segundo eles mesmos.
Seus vizinhos, Fabiana (Verônica Reis) e Cláudio (Paulo Hamilton) aparentemente vivem um bom e sólido relacionamento, mas não demora muito para que o espectador perceba que nada é o que parece ser.
Os Sapos é um filme simples em sua essência. Não é à toa que é baseado em uma peça teatral e a estrutura não é diferente do que o público vê nos palcos.

O cenário é, basicamente, a casa de campo. Parte do elenco é respeitável e conhecido (em especial, a protagonista Thalita Carauta), mas não se trata de grandes astros e a casa em questão, que é o cenário do longa, é simples. Ou seja, não se trata de uma mega produção de milhões de dólares.
O que não quer dizer que este seja um filme pobre ou descartável, já que o cenário com o foco na natureza é belíssimo, com um bom uso de cores.
E o tema é interessantíssimo, já que aborda o já citado relacionamento aberto e as relações abusivas, em especial da Fabiana e do Cláudio, que não se vê como abusivo, mas seu discurso não é diferente do que se vê e por se tratar de um local afastado e longe dos grandes centros, é mais difícil para as mulheres terem voz e informações.
Aliás, o título ‘Os Sapos’ acaba sendo uma metáfora, já que a casa de campo realmente tem no seu banheiro um sapo, mas o título não se restringe ao anfíbio, mas em como os homens da trama são vistos pelas mulheres e pelo espectador.

Outros bons destaques são a sua curta duração de cerca de 80 minutos, que é bom para as redes de cinema, já o longa terá mais sessões ao longo do dia; também foi importante para a produção, já que possibilitou um orçamento menor e foi bom para a trama, já que vai direto ao ponto.
As atuações também são um destaque, em especial das mulheres, já que cada uma tem os seus motivos e percepções do mundo ao seu redor e por mais que os homens sejam abusivos, os papéis de Pierre Santos e Paulo Hamilton são muito competentes.
Mas afinal, qual é o problema de Os Sapos, já que tem todas essas qualidades? Basicamente são a sua direção estranha, algumas escolhas duvidosas de roteiro e por mais que os realizadores tenham se esforçado para fazer uma mídia distinta de uma peça de teatro, as semelhanças são inevitáveis e com diálogos que podem funcionar em um palco, mas não em uma sala de cinema.

Em alguns momentos, por exemplo, há uma cena séria e que poderia ser tensa de abuso, mas que logo vem com uma piada ou mudança de foco que mais atrapalha do que ajuda o espectador. Com uma mão pesada na direção e melhor capricho no roteiro, renderia um filmaço.
Mas ainda assim, Os Sapos é um filme interessante e que deve ser valorizado. Foi difícil de ser feito e quem sabe seja descoberto pelos brasileiros.
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