Não dá pra negar que House of the Dragon tem dado o que falar, e o episódio 2 da segunda temporada trouxe algumas mudanças e decisões criativas que, no mínimo, dividiram opiniões. Criston Cole, por exemplo, é um dos personagens de House Of the Dragon que estão se destacando.
Vamos começar pela confissão de Sangue. No livro Fogo & Sangue, a tortura leva 13 dias para arrancar a verdade do cavaleiro. Na série? Basta um olhar para os instrumentos de tortura e ele já entrega Daemon de bandeja. Confesso que a agilidade da cena me fez questionar: onde foi parar a tensão?
E por falar em tensão, a segurança no castelo está no nível “pode entrar que ninguém vai notar”. Lembra que no primeiro episódio o Larys Strong fala pra Alicent que trocou os servos pra proteger a família? Então, parece que essa promessa ficou no esquecimento, porque no episódio atual não tem um guarda sequer nos aposentos reais. Alicent, minha filha, tá complicado te defender.
Outro destaque de House Of The Dragon vai para Criston Cole, que desbloqueou com sucesso o modo “hipócrita supremo”. Ignorando suas próprias falhas, ele joga a culpa em Sor Arryk e ainda manda o pobre homem direto pra uma missão suicida. Enquanto isso, Otto Hightower comete um pequeno deslize ao chamar o príncipe Jaehaerys de “neto”. Acontece que, tecnicamente, ele é bisneto, Otto. Um detalhe, mas que os fãs mais atentos não perdoaram.
Mudanças de tom também foram evidentes na queda de Otto como Mão do Rei. Em Fogo & Sangue, Aegon demite Otto publicamente, jogando a corrente do cargo para Criston Cole na sala do trono, numa cena repleta de drama. Já na série, o momento é mais discreto e menos impactante.
E o conflito entre Rhaenyra e Daemon? Na série, ela questiona se pode confiar nele, enquanto no livro ela aceita Daemon com todos os seus defeitos. Essa mudança dá um toque mais emocional e tenso à narrativa, mas também reforça a complexidade de Rhaenyra como líder.
Agora, o momento que me fez rir e pensar em Viserys se revirando no túmulo: Aegon quebrando o modelo de Valíria. Só consigo imaginar o velho rei chorando em espírito ao ver sua obra sendo tratada como brinquedo de raiva.
Ao fim, House of the Dragon segue entregando o que prometeu: drama, intrigas e reinterpretações que nem sempre agradam, mas sempre geram discussões.
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