Terror é o gênero mais rentável do cinema e não são poucos os filmes que conseguiram fazer milhões nas bilheterias com um orçamento baixíssimo. Temos exemplos como A Bruxa de Blair, Atividade Paranormal, O Massacre da Serra Elétrica entre muitos outros. No caso do mais recente A Viúva das Sombras, não deve fazer milhões (devido à pandemia), mas nada impede de se tornar um jovem clássico. Ou pelo menos fazer barulho no gênero terror e se tornar um hit de algum serviço de streaming.
A história, baseada em fatos reais, é bem simples: um grupo de jovens voluntários decide ir para uma floresta em São Petersburgo procurar um jovem que estava desaparecido. O local é mítico e temido, já que diversas pessoas estão desaparecidas lá por décadas e os poucos cadáveres encontrados estão nus.
Tudo piora quando a comunicação com o mundo exterior é interrompida e também quando eventos sobrenaturais começam a acontecer. A equipe descobre que estão diante da Viúva das Sombras, um espírito maligno misterioso.
O filme tem a direção de Ivan Minin, o roteiro de Natalya Dubovaya e Ivan Kapitonov (A Sereia – Lago dos Mortos). E promete atrair os fãs de terror e embora não tenha nomes conhecidos pela indústria em seu elenco, tem tudo para se tornar cultuado.
Logo no início somos ambientados à trama principal e à narrativa: um found footage que se confunde com um documentário, de baixíssimo orçamento e na busca pelas verdades por uma maldição dentro da floresta.
Quem se lembrou de A Bruxa de Blair não está errado.
Depois vamos conhecendo seus personagens e suas reais intenções. Infelizmente não dá para se apegar a ninguém e nenhum deles é exatamente um bom ator ou atriz, mas que mantém o interesse do público até o final.
O tempo de duração é curto, menos de 90 minutos e a tensão só vai aumentando conforme eles e o público vão descobrindo o mistério dessas pessoas desaparecidas e dessa maldição.
O filme usa e abusa de jump scares, que para muitos pode se tornar repetitivo e para outros um trunfo para ver a obra em grupo. Não há surpresas ou plot twist, aliás, quem é veterano no gênero vai sacar a hora em que aparecer a criatura ou quando vier aquele susto.
E embora exista a clara referência ao A Bruxa de Blair, além do filme referenciar Brinquedo Assassino (um ursinho de pelúcia que sempre fala a mesma frase) ou O Massacre da Serra Elétrica (em determinado momento da história, alguém pede uma “serra elétrica”), a produção é da Rússia e é muito diferente do que estamos acostumados com Hollywood.
Ok, está longe do terror estilizado do Japão e da Coréia, mas ainda assim não faz feio, entrega um produto enxuto, bem feito e que pode suprir a carência de muitos.
Às vezes temos que sair um pouco da nossa bolha.
Leia também: Thelma & Louise – 30 anos depois – (1991)
Não esquece de seguir o Novo Nerd nas redes sociais:



