Monster Hunter ganha adaptação confusa | Crítica

Monster Hunter chega aos cinemas nacionais ainda este mês, após diversos atrasos no lançamento devido à quarentena. Baseado na franquia de jogos de mesmo nome, é um filme de ação e aventura em um mundo completamente hostil.

Os jogos consistem em um cenário onde o mundo é repleto de criaturas gigantescas e totalmente hostis e mortais, onde você precisa lutar constantemente contra elas para sobreviver e adquirir novos itens e equipamentos. Esta adaptação mostra tal cenário, porém, com algumas ressalvas.

Nesta versão, uma diferença, um tanto quanto importante é feita: existe também o mundo como o conhecemos e há uma conexão entre o “nosso” e o “outro”. Dessa maneira, uma unidade de soldados é transportada para último mencionado e assim começa a trama. Ao longo do filme, algumas informações são reveladas, porém, várias coisas ficam sem explicação ou mal explicadas, deixando o espectador confuso sobre alguns aspectos e sem entender direito o porque daquilo tudo.

O final da adaptação de Monster Hunter se dá com um indiscutível gancho para uma continuação. O que é bom por instigar uma continuidade juntamente com o clímax da cena, mas também ruim, pois o que isso deixa pendente, deveria ter sido informações e explicações desenvolvidas no decorrer do filme. Com isso teria se um entendimento mais satisfatório do outro mundo, seus porquês e origem.

Visualmente Monster Hunter agrada bastante, vemos um trabalho detalhado e bem feito nas criaturas do filme, realmente dando a sensação de selvageria e perigo acerca delas. A maior parte do tempo se tem ação para fugir delas ou tentar descobrir um meio de matá-las. Qualquer ataque pode ser fatal se for atingido e isso faz a adrenalina aumentar nas cenas. Apenas em alguns poucos momentos é que a computação gráfica não ficou muito bem encaixada com o cenário, mas isso não compromete a experiência do filme.

O cerne dos jogos, que é a caça dos monstros para coleta de ingredientes e partes de suas carcaças para se obter componentes para se forjar e criar novas armas e equipamentos, está presente no filme. Isso é bom, pois caso contrário, estaria descaracterizando o que move a franquia. Os personagens se utilizam de partes dos monstros abatidos para melhorar equipamentos ou criar e improvisar outros também. Algumas armas apresentadas no filme tem propriedades especiais, como criar chamas na arma, eletricidade ou até mesmo uma explosão em área de tal elemento. Mas, infelizmente, não se explica como isso é possível ou de onde vieram tais armas (provavelmente parte de algum monstro, mas qual seria e, porque mantém essa propriedade?).

Infelizmente quando o filme finalmente começa a desenvolver a trama, ele acaba, deixando assim uma sensação de desapontamento misturada com empolgação e curiosidade. No decorrer do filme inteiro, praticamente não há nenhuma explicação ou motivos das coisas que acontecem no mundo. Porém, para quem conhece ou jogou os jogos, o filme consegue transmitir muito bem a sensação deles para a telona.

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Nerd: Guilherme Vares

Formado em Ciências da Computação e Pós em Jogos Digitais, aspirante à Game Designer, tendo Rpg e boardgames injetados diretamente na veia, adepto de jogos em geral e voraz consumidor de livros, séries e filmes.

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