Crítica de Convenção das Bruxas: uma Aventura Inusitada

A nova versão de um clássico dos anos 90, chega aos cinemas nacionais como um longa direcionado aos jovens de aventura e comédia. Confira tudo na crítica de Convenção das Bruxas (The Witches)

Poster do filme da versão de 1990.

Aqui vemos o ditado “Não aceite coisas de estranhos” levado ao extremo. Onde bruxas presenteiam crianças com doces enfeitiçados para transformá-las em animais. Dessa vez, temos alguns jovens transformados em ratos fazendo de tudo para sobreviverem em um lugar cheio de bruxas, além de outras pessoas que não gostam nem um pouco dos roedores e que na primeira oportunidade, irão abatê-los.

Nunca aceite doces de estranhos.

Por se tratar de um filme para menores, diversas situações são mais engraçadas e amenas, para se enquadrar nos moldes e censura para tal faixa etária. Pois, caso contrário, poderia facilmente ser um filme de terror e suspense caso fosse voltado para um público adulto.

Mesmo assim, há várias partes que impressionam visualmente e outras que rendem bons risos, fazendo com que a experiência seja divertida. Os efeitos visuais ficaram bons e bem trabalhados, principalmente nos animais e nas bruxas. Os personagens em forma de rato merecem um destaque, pois as expressões e movimentações ficaram realmente legais e fluídas.

Os pequenos ratinhos em apuros.

Contudo, mesmo por se tratar de um filme infantil, algumas coisas ainda ficaram falhas. Como por exemplo as bruxas: que possuem bocas bem maiores e mais largas que uma pessoa normal, e deveriam mascarar isso com maquiagem, porém, fica totalmente visível em todas elas a marca nos rostos não conseguindo esconder de fato. O quão estranho seria ver um grupo enorme de mulheres, todas elas com a mesma marca ou cicatriz em seus rostos saindo dos cantos de suas bocas?

Nem um pouco estranho!

Outro ponto que não houve implicações ou explicações é referente à uma parte onde elas destroem mobílias de um salão do hotel onde estão hospedadas e em nenhum momento posterior isso é mencionado ou gera implicações. Mas estas são as duas únicas coisas que merecem real destaque para comentar, pois no geral, o filme é bem tranquilo e não há outros problemas que prejudiquem a experiência.

Como as bruxas são na verdade.

Algo que realmente agradou foi como o filme não segue para a vertente de que “no final tudo se resolve e dá certo”, apesar de que boa parte das coisas lida-se bem até o fim. Algumas coisas realmente foram irreversíveis e tiveram que se adaptar à situação.

É um ótimo filme para as crianças se distraírem e se divertirem, então aproveitem e assistam! Seja nas telonas ou caso não seja possível, quando estiver disponível. Bom divertimento à todos!

Nerd: Guilherme Vares

Formado em Ciências da Computação e Pós em Jogos Digitais, aspirante à Game Designer, tendo Rpg e boardgames injetados diretamente na veia, adepto de jogos em geral e voraz consumidor de livros, séries e filmes.

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