LOVECRAFT COUNTRY – S01E02: Whitey’s on the Moon – Primeiras Impressões

Um segundo episódio que mais parecia um filme

Antes de tudo, vamos começar com: A LETITIA E O GEORGE NÃO SE LEMBRAM DA PARADA?!? – Era só o que eu conseguia me perguntar por minutos durante o início deste segundo episódio. Claro que isso foi esclarecido depois, mas foi um dos (vários) pontos que me prenderam atenção neste segundo episódio de Lovecraft Country e que já me fizeram ficar completamente encantado pela série.

Se você quer saber tudo em detalhes sobre o que achei deste episódio, assista ao vídeo abaixo. Agora se quiser a parte “condensada”, é só ler a matéria toda.

O episódio todo fez valer o nome da série: foi muito Lovecratiano! Principalmente por mostrar o protagonista já pirando. Ao mesmo tempo que vemos o velho “clichê” de agradar os “convidados” para que não queiram ir embora, “comprando” Letitia e George com o que cada um ama: roupas do tamanho exato dela e os livros que ele mais ama e claro, conforto. Mostrando somente Tic (Atticus) desconfiado. Como falei, é clichê, mas eu simplesmente AMO esse clima!

Temos a confirmação de que foi a Christina que salvou salvou o trio no episódio anterior e a continuação do racismo “velado” nas palavras da “xerife”.

Falando sobre o esquecimento dos personagens, achei muito interessante o fato de que assim que as criaturas vão embora, suas memórias “somem”. Na verdade é uma “trava” mental, já que depois eles recuperam as lembranças assim que Christina desfaz o feitiço.

Aqui fica pergunta principal: Atticus deve lembrar, porque ele é descendente do cara que deve ter criado a parada, e a magia não deve afetar a linhagem? Christina explica o porquê do feitiço e o seu funcionamento, porém acho que tem mais coisas aí. Por que não lançou o feitiço no Atticus também? Seria tudo mais fácil!

Uma curiosidade é que o livro “A Casa sobre o Abismo” de William H. Hodgson é uma das influências de H.P Lovecraft! A história da casa construída sobre o abismo acaba por se transfigurar numa viagem no continuum espaço-tempo e evoca nossa pequenez perante o cosmos. Coisa que Lovecraft viria fazer com maestria nos mitos de Cthullu. Do lado deste livro está O Morro dos Ventos Uivantes de Emily Bronte.

E aquela cena “linda” do nascimento do monstrinho? Quanta doçura não?

Durante a conversa entre o falso Atticus e Leti vemos o quadro de Adão e Eva, onde o pênis dele é a cobra. Que metáfora fantástica para a história já conhecida sobre a serpente, a maça e o pecado, transformando o pênis na serpente e a mordida na maça, o sexo! Nesta parte é interessante ver cada um deles tendo que enfrentar seus medos ou desejos!

Por enquanto tivemos 2 episódios lindos, um trabalho fantástico onde não ficaram enrolando por 5 ou 6 capítulos pra começar com os jogos mentais. Inclusive o fechamento do episódio que mostra um ritual, que geralmente é usadoscomo soluçãos final em filmes.

Além dos 2 livros citados, temos várias referências literárias tais como O Conde de Montecristo (que foge para ter sua vingança) e o Necronomicon, o Livro dos Mortos, explorado nos filmes de Sam Raimi, A Morte do Demônio.

Já sobre a trilha sonora, eu fiquei em êxtase quando tocou Killing Strangers do Marilyn Manson, um timing perfeito com a cena em questão.

E pra fechar, fazer a audiência pensar que Letitia tinha morrido? Game Of Thrones levou 9 episódios pra matar um personagem principal e eles fizeram isso em 2? Mas foi só pegadinha, até deixar de ser, ao matarem George. Uma reviravolta atrás da outra.

Nerd: Carlos Carvalho

Apaixonado por Criatividade, Inovação e Criação de Conteúdo. Desde pequeno, eu já fazia listas dos filmes que assistia, criava teorias, jogava RPG e opinava sobre tudo. Em 2012, criei a GOTBR, uma fan page sobre Game of Thrones que acabou abrindo portas para o nascimento do Universo 42, um ano depois, com um grupo de malucos que acreditou nas minhas ideias. Foram mais de cinco anos como Líder de Estratégias Criativas na SKY, e depois assumi o cargo de Gerente de Marketing Global na CMON, uma das maiores empresas de jogos de tabuleiro do mundo. Hoje sigo envolvido em projetos que unem tudo o que mais amo: criatividade, narrativas, cultura pop e estratégia de conteúdo.

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