Análise psicológica e social do Homem-Aranha

Peter Parker é depressivo?

“Qualquer um de nós ficaria chateado, desmotivado, sem vontade de cantar uma linda canção.” – E posso apostar que inclusive Joseph Climber ficaria desta maneira, caso a sua vida fosse como a de Peter, que perdeu os pais muito jovem, e depois – por uma decisão sua – acabou impactando diretamente no assassinato de seu tio. Ambos os fatos já são razões suficiente para que o jovem amigo da vizinhança tivesse traços de depressão desde muito cedo.

Stan Lee inventou o personagem para criar identificação com todo garoto normal (americano), com problemas que todo jovem daquela sociedade enfrentava. E como todo garoto desta idade provavelmente faria se ganhasse poderes, Peter resolve usá-los em proveito próprio, e ele acaba colhendo os frutos de sua decisão da pior maneira possível; pagando com a vida de seu tio. Esse é o fato que então muda toda sua relação com seus poderes e com as pessoas à sua volta.

Isso potencializa o sofrimento que ele sempre teve pela falta paterna, pois – por mais que tio Ben fosse uma figura presente em sua vida, Peter nunca o viu como um pai efetivamente. Junte tudo com a bomba de sentimentos e hormônios chamada adolescência e tenha um jovem super-poderoso com sérios problemas psicológicos com síndrome do salvador.

O Pablo Peixoto do Qu4tro Coisas fala em detalhes sobre esse transtorno obssessivo-compulsivo sofrido por um dos heróis mais amados do mundo vídeo abaixo:

E aí, você acha que o Homem-Aranha deveria primeiro fazer uma terapia pra depois pensar em sair caçando bandido?

Nerd: Carlos Carvalho

Apaixonado por Criatividade, Inovação e Criação de Conteúdo. Desde pequeno, eu já fazia listas dos filmes que assistia, criava teorias, jogava RPG e opinava sobre tudo. Em 2012, criei a GOTBR, uma fan page sobre Game of Thrones que acabou abrindo portas para o nascimento do Universo 42, um ano depois, com um grupo de malucos que acreditou nas minhas ideias. Foram mais de cinco anos como Líder de Estratégias Criativas na SKY, e depois assumi o cargo de Gerente de Marketing Global na CMON, uma das maiores empresas de jogos de tabuleiro do mundo. Hoje sigo envolvido em projetos que unem tudo o que mais amo: criatividade, narrativas, cultura pop e estratégia de conteúdo.

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