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	<title>Verônica &quot;Vevê&quot; Cysneiros, Autor em Universo 42</title>
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	<description>Salvando sua vida do tédio moderno</description>
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		<title>Dois Procuradores e o retrato de um sistema opressor &#124; CRÍTICA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Verônica "Vevê" Cysneiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 19:29:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Hollywood nos ensinou (ou talvez nos tenha enganado) a acreditar que fazer o certo e manter a honra e a integridade nos transforma automaticamente em heróis, recompensados no final com uma vitória dura, porém garantida. A ideia de que a justiça sempre prevalece. No entanto, basta olhar com um pouco mais de atenção para perceber [&#8230;]</p>
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<p><strong>Hollywood</strong> nos ensinou (ou talvez nos tenha enganado) a acreditar que <strong>fazer o certo</strong> e <strong>manter a honra</strong> e a <strong>integridade</strong> nos transforma automaticamente em <strong>heróis</strong>, recompensados no final com uma <strong>vitória dura</strong>, porém <strong>garantida</strong>. A ideia de que a <strong>justiça </strong>sempre prevalece.</p>



<p>No entanto, basta olhar com um pouco mais de atenção para perceber que isso não é exatamente <strong>verdade</strong> nem nos <em>Estados Unidos</em>. Muito menos quando deslocamos esse tipo de narrativa para realidades como a da <em>União Soviética</em>, onde as <strong>regras</strong> do <strong>jogo</strong> e o <strong>poder</strong> operam sob outra lógica.&nbsp;</p>



<p><strong>Dois Procuradores</strong>, que chega aos <strong>cinemas brasileiros</strong> nesta quinta-feira, dia 05 de fevereiro, nos mostra como a <strong>corrupção</strong> estava encravada no <strong>sistema soviético</strong>. Ao fazer disso o centro da sua narrativa, acabou chamando a atenção no <strong>circuito internacional</strong>. O filme teve uma trajetória de destaque em festivais. Concorreu à <strong>Palma de Ouro</strong> em <strong>Cannes</strong> no ano passado e também passou pelo <strong>Festival de Toronto </strong>e pelo <strong>Festival do Rio</strong>. </p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>A sinopse</strong></h2>



<p>Em 1937, durante os <strong>Grandes Expurgos de Stalin</strong>, período marcado por <strong>prisões em massa</strong>, <strong>perseguições políticas</strong> e <strong>eliminação de supostos inimigos do Estado</strong>, destruíam-se cartas de prisioneiros implorando por <strong>inocência </strong>nas prisões soviéticas. É nesse contexto que uma dessas cartas, enviada por um membro do partido injustamente preso, chega às mãos de um <strong>jovem e idealista promotor</strong>. Ao tentar reabrir o caso, ele se depara com o <strong>medo</strong>, o <strong>silêncio</strong> e a <strong>burocracia</strong> de um sistema desenhado para deixar as coisas como estão.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-02.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="770" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-02-1024x770.jpg" alt="Universo 42 - Dois Procuradores" class="wp-image-52380" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-02-1024x770.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-02-300x226.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-02-768x578.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-02.jpg 1077w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Inspirado em fatos</strong></h2>



<p>Escrito, produzido e dirigido por <strong>Sergey Loznitsa</strong>, <em>Dois Procuradores</em> é <strong>baseado em um livro</strong> do físico e engenheiro <strong>Georgy Demidov</strong>, que viveu pessoalmente a <strong>repressão</strong> soviética. Preso durante uma campanha contra os chamados <strong>inimigos do povo</strong>, <em>Demidov</em> passou <strong>catorze</strong> anos no sistema de campos de trabalho forçado. Essa experiência que dá <strong>peso</strong> e <strong>autenticidade</strong> ao que o filme coloca em cena.&nbsp;</p>



<p>Dessa forma, <em>Dois Procuradores</em> se constrói como um filme profundamente <strong>opressor</strong>. Parece não haver <strong>liberdade </strong>para nenhum dos lados, nem mesmo a liberdade de ajudar uma colega a recolher algumas folhas que caíram no chão. Há muita <strong>tensão</strong> nas conversas, como se algo pudesse <strong>dar errado</strong> ao menor sinal de uma vírgula fora do lugar.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-01.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="758" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-01-1024x758.jpg" alt="Universo-42-Dois-Procuradores" class="wp-image-52381" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-01-1024x758.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-01-300x222.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-01-768x568.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-01.jpg 1089w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E tecnicamente?</strong></h2>



<p>Tecnicamente, o longa ainda reforça essa <strong>sensação de sufocamento</strong> com uma paleta de cores <strong>dessaturada</strong>, quase próxima do cinza, e com o uso da proporção <strong>claustrofóbica </strong>de tela 4:3. Ao mesmo tempo, é um filme <strong>belissimamente</strong> bem filmado. Sua <em>Mise En Scène</em> é muito bem estruturada, que organiza os <strong>cenários</strong> e o <strong>design de produção</strong> de maneira precisa e coerente com essa <strong>atmosfera arbitrária</strong>.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-03.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="768" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-03.jpg" alt="Universo-42-Dois-Procuradores" class="wp-image-52382" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-03.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-03-300x225.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-03-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p>Mesmo <strong>elegante</strong>, <em>Dois Procuradores</em> adota um <strong>ritmo</strong> que passa <strong>sem pressa</strong>, algo que pode <strong>incomodar </strong>alguns espectadores. Ainda assim, essa escolha parece existir justamente para que se sinta <strong>como seria </strong>estar preso àquele <strong>espaço</strong> e àquele <strong>tempo</strong>. Por exemplo, o procurador espera por um encontro com o diretor da prisão durante muito tempo. A proposta da produção é que o espectador espere junto com ele, enquanto vai sendo conduzido a conhecer melhor aquele <strong>ambiente inóspito</strong>.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-04.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="536" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-04-1024x536.jpg" alt="Universo-42-Dois-Procuradores" class="wp-image-52383" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-04-1024x536.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-04-300x157.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-04-768x402.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-04-1536x804.jpg 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Universo-42-Dois-Procuradores-04-2048x1072.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dois Procuradores Vale a pipoca?</strong></h2>



<p>No fim, <em>Dois Procuradores</em> se mostra uma obra que soube transmitir com <strong>precisão a ideia da burocracia</strong> na tela. Não é apenas um <strong>conjunto de regras</strong>, mas uma <strong>forma de violência institucional </strong>e de <strong>sistema opressivo</strong>. Tudo ali, dos espaços ao ritmo, dos silêncios aos procedimentos, reforça como esse <strong>mecanismo </strong>é capaz de <strong>dominar</strong>, <strong>confundir</strong> e, sobretudo, <strong>desumanizar </strong>as pessoas. Isso acaba por transformar a busca por <strong>justiça</strong> em um caminho quase impossível dentro de um sistema feito para se manter <strong>intacto</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Posts Relacionados:</strong></h2>



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		<title>Livros Restantes trata sobre memórias e identidade &#124; CRÍTICA</title>
		<link>https://u42.com.br/livros-restantes-trata-sobre-memorias-e-identidade-critica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Verônica "Vevê" Cysneiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2025 18:18:49 +0000</pubDate>
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<p><strong>Livros Restantes</strong>, dirigido por <strong>Márcia Paraíso</strong>, dialoga diretamente com questões muito concretas da <strong>experiência humana</strong>, especialmente aquelas ligadas à <strong>memória</strong>, ao <strong>afeto </strong>e às <strong>marcas </strong>deixadas pelas relações ao longo do tempo. E uma produção que convida seu espectador a <strong>refletir</strong>&nbsp;sobre o que permanece depois que certas histórias já foram vividas.&nbsp;</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>A sinopse</strong></h2>



<p>Ancorado em uma atuação<strong> delicada </strong>e <strong>fascinante </strong>de <strong>Denise Fraga</strong>, <em>Livros Restantes</em> nos apresenta a <em>Ana Catarina</em>. Ela é uma mulher com mais de <strong>50 ano</strong>s que viveu praticamente toda sua vida em <em>Barra da Lagoa</em>, uma pequena comunidade pesqueira em <em>Florianópolis</em>. Ali vive com sua família: a mãe <em>Antônia </em>(<strong>Vanderléia Wil</strong>l), o irmão <em>Sérgio</em> (<strong>Renato Turnes</strong>), o ex-marido<em> Carlos Henrique</em> (<strong>Augusto Madeira</strong>) e a filha <em>Sofia </em>(<strong>Manuela Campagna</strong>). Só que <em>Ana Catarina</em> está a um mês de uma mudança definitiva para <strong>Portugal</strong>.</p>



<p>Nos dias que antecedem esta partida, <em>Ana</em> precisa se desapegar de seus últimos bens: <strong>cinco livros</strong> permanecerem na estante, carregados de <strong>dedicatórias </strong>e <strong>lembranças</strong>. É a partir deste momento que vem a <strong>decisão </strong>de devolvê-los a quem a presenteou.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-09.webp"><img decoding="async" width="1024" height="682" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-09-1024x682.webp" alt="Universo 42 - Livros Restantes " class="wp-image-52110" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-09-1024x682.webp 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-09-300x200.webp 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-09-768x511.webp 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-09-321x214.webp 321w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-09-140x94.webp 140w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-09.webp 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A importância das dedicatórias</strong></h2>



<p>Assim, <em>Livros Restantes</em> segue o seu percurso a partir desses <strong>reencontros</strong>, que nunca são <strong>simples ou neutros</strong>. Cada devolução carrega uma <strong>reação </strong>diferente: há quem não queira aquele tempo de volta, quem deseje revivê-lo e quem o queira, mas de uma maneira torta, mal resolvida. Assim, ele se afirma então como um <strong>filme sobre memórias</strong>, não apenas as que aquecem, mas também as que pesam.</p>



<p>As dedicatórias transformam cada livro em algo que vai <strong>além do objeto</strong>: eles passam a representar <strong>momentos específicos</strong> da vida da nossa protagonista. Ao revisitar essas pessoas, os encontros despertam <strong>lembranças</strong> profundas e a obrigam a olhar para o próprio passado, para só então conseguir seguir em frente.&nbsp;</p>



<p>O <strong>roteiro </strong>é construído com cuidado, revelando quem foi <em>Ana Catarina</em> através dessas relações: aprendemos sobre seus <strong>romances</strong>, seu <strong>casamento</strong>, suas <strong>amizades </strong>e, aos poucos, sobre os <strong>vínculos</strong> familiares que ajudaram a moldar quem ela é agora.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-07.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="535" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-07-1024x535.jpg" alt="Universo 42 - Livros Restantes " class="wp-image-52108" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-07-1024x535.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-07-300x157.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-07-768x401.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-07-1536x802.jpg 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-07.jpg 1909w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma ótima safra sobre Etarismo</strong></h2>



<p>É também impossível ignorar como <em>Livros Restantes</em> se insere em uma <strong>safra recente e bem-vinda</strong> de filmes com <strong>protagonistas mulheres acima dos 50 anos</strong>. O longa oferece um olhar <strong>sensível</strong> e <strong>íntimo</strong> sobre uma fase da vida em que muitas <strong>mulheres </strong>deixam de ser enxergadas pela sociedade.</p>



<p>Em entrevistas,<em> Denise Fraga</em> comentou que podemos ser o que quisermos, mas que isso exige um <strong>ato de coragem</strong>. Essa é a ideia que atravessa o filme de forma muito clara. Porque <strong>envelhecer</strong> não significa <strong>estagnação</strong>. Não é por estarmos velhos que deixamos de buscar <strong>mudanças</strong>, e <em>Livros Restantes</em> se constrói justamente a partir dessa <strong>necessidade de movimento</strong>, mesmo quando ele dói ou assusta.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-04.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="535" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-04-1024x535.jpg" alt="Universo 42 - Livros Restantes " class="wp-image-52105" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-04-1024x535.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-04-300x157.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-04-768x401.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-04-1536x802.jpg 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-04.jpg 1904w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O feminino em Livros Restantes</strong></h2>



<p>Embora <strong>Livros Restantes</strong> tenha uma <strong>temática claramente feminina</strong>, isso não significa que seja um filme direcionado apenas às mulheres. Pelo contrário: o longa levanta <strong>pontos de discussão</strong> bastante atuais e universais. Aponta o <strong>assédio</strong> e o <strong>lugar</strong> da mulher na sociedade, ampliando o <strong>diálogo</strong> para além da experiência individual de sua protagonista.</p>



<p>Essa <strong>perspectiva</strong> ganha ainda mais força quando observamos quem está por trás das câmeras. A maior parte da <strong>equipe técnica</strong> é composta por mulheres. Além da diretora <em>Márcia Paraíso</em>, que também assina o roteiro a partir de um <strong>sonho</strong> que teve, o filme conta com <strong>a diretora de fotografia Kike Kreuger</strong> (responsável por uma entrega belíssima aliás), a <strong>montadora Nara Hailer</strong>, a <strong>diretora de arte Cleo Rosa</strong> e tantas outras mulheres, inclusive na <strong>gravação das canções</strong> que atravessam a narrativa.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-03.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="535" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-03-1024x535.jpg" alt="Universo 42 - Livros Restantes " class="wp-image-52104" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-03-1024x535.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-03-300x157.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-03-768x401.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-03-1536x803.jpg 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-03.jpg 1900w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Elenco afinadíssimo e com propósito</strong></h2>



<p>O elenco de <em>Livros Restantes</em> merece elogios pelo alto grau de <strong>naturalidade</strong> presente nos diálogos, que soam <strong>orgânicos </strong>e próximos da <strong>vida real</strong>. No centro de tudo está <em>Denise Fraga</em>, em uma atuação digna de <strong>prêmios</strong>. Sua construção se dá mais pelo que <strong>não é dito</strong> do que pelas falas em si. Seu trabalho é marcado por <strong>olhares carregados de significado</strong>, pelos <strong>silêncios </strong>e pela maneira como consegue expressar o <strong>desconforto</strong> constante de sua personagem diante das situações que enfrenta.</p>



<p>É uma performance <strong>sensível</strong> e profundamente <strong>empática</strong>, que aproxima o espectador de <em>Ana Catarina</em>. Até mesmo o <strong>sotaque</strong> da <strong>cultura manezinha</strong> é incorporado com cuidado e precisão por De<em>n</em>ise, que é carioca. Isso reforça a <strong>autenticidade</strong> da personagem e sua ligação com aquele território e suas memórias.&nbsp;</p>



<p>Ainda sobre o elenco, é importante ressaltar alguns personagens contam com <strong>subtramas</strong>, não funcionando apenas como <strong>muleta</strong> para a trajetória da protagonista. Há um <strong>cuidado evidente</strong> do roteiro em oferecer a esse <strong>pano de fundo dramático</strong> espaço e <strong>densidade</strong> suficientes para que os atores trabalhem seus personagens com <strong>verdade </strong>e <strong>complexidade</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-05.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="534" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-05-1024x534.jpg" alt="Universo 42 - Livros Restantes " class="wp-image-52106" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-05-1024x534.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-05-300x156.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-05-768x400.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-05-1536x801.jpg 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-05.jpg 1909w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A riqueza dos livros e da arte</strong></h2>



<p>Nesse contexto do roteiro, <em>Livros Restantes</em> também fala, de maneira muito clara, sobre a <strong>riqueza da leitura</strong>: os livros não aparecem apenas como <strong>objetos simbólicos</strong>. O filme reafirma a importância da leitura (e da arte como um todo) em nossas vidas, como algo que <strong>atravessa o tempo</strong>, preserva <strong>memórias</strong> e nos ajuda a compreender <strong>quem somos</strong> e quem ainda podemos nos tornar.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-06.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="535" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-06-1024x535.jpg" alt="Universo 42 - Livros Restantes " class="wp-image-52107" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-06-1024x535.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-06-300x157.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-06-768x401.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-06-1536x802.jpg 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Livros-Restantes-06.jpg 1906w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vale a pipoca?</strong></h2>



<p>Ao final, <em>Livros Restantes</em> se revela um filme que aposta em um <strong>ritmo</strong> mais lento. No entanto, ele dialoga diretamente com sua proposta e com o tempo necessário para que as <strong>reflexões</strong> apresentadas se acomodem no espectador. <em>Márcia Paraíso</em> constrói uma obra que entende que certas <strong>memórias</strong>, <strong>afetos</strong> e <strong>escolhas</strong> não podem ser apressados, assim como os <strong>processos de despedida e recomeço</strong>.</p>



<p>Sustentado por um roteiro <strong>sensível</strong>, um elenco <strong>afinado</strong> e uma protagonista que carrega o filme com extrema <strong>humanidade</strong>, este longa deixa claro que seguir em frente não significa apagar o passado, mas aprender a olhar para ele com <strong>honestidade</strong>.&nbsp;<br><br><em>Livros Restantes</em> estreou dia <strong>11 de dezembro de 2025</strong> nos cinemas, uma coprodução Brasil–Portugal.</p>



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		<title>Sexa: uma comédia romântica sobre etarismo sem peso &#124; CRÍTICA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Verônica "Vevê" Cysneiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2025 01:14:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine que completar 60 anos não seja um ponto final, mas o início de um conflito silencioso entre quem você é, quem o mundo espera que você seja e quem você ainda deseja se tornar. E imagine se você ainda é mulher. Sexa parte exatamente desse lugar: acompanha Bárbara (Glória Pires), uma mulher vibrante, espirituosa [&#8230;]</p>
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<p>Imagine que completar <strong>60 anos</strong> não seja um ponto final, mas o início de um <strong>conflito silencioso</strong> entre quem você é, quem o mundo espera que você seja e quem você ainda deseja se tornar. E imagine se você ainda é <strong>mulher</strong>.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Sexa | Trailer Oficial" width="838" height="471" src="https://www.youtube.com/embed/Xl5A20vdaog?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p><strong>Sexa </strong>parte exatamente desse lugar: acompanha <strong>Bárbara</strong> (<strong>Glória Pires</strong>), uma mulher vibrante, espirituosa e inquieta, que acaba de atravessar essa marca simbólica da idade enquanto luta contra o <strong>medo</strong> de <strong>envelhecer</strong>. Revisora de textos, ela divide sua rotina entre o trabalho e as conversas afiadas com a melhor amiga e vizinha, <strong>Cristina </strong>(<strong>Isabel Fillardis</strong>), cúmplice de <strong>confidências</strong>, <strong>risadas </strong>e <strong>frustrações</strong>. A aparente estabilidade é abalada quando <em>Bárbara</em> se envolve com <strong>Davi </strong>(<strong>Thiago Martins</strong>), 25 anos mais jovem.&nbsp;</p>



<p>Assim, surge não é apenas um <strong>romance</strong>, mas um <strong>dilema emocional</strong>: viver intensamente esse novo <strong>amor</strong> ou sucumbir aos <strong>receios</strong>, aos <strong>julgamentos</strong> e às <strong>regras </strong>não escritas que insistem em limitar o <strong>desejo feminino</strong> com o passar do tempo.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A estreia de um ícone na direção</strong></h2>



<p><em>Sexa</em> marca a estreia de <em>Glória Pires</em> na direção, refletindo um olhar <strong>afetuoso </strong>e <strong>consciente </strong>sobre a história que quer contar. A produção assume o formato de uma <strong>comédia romântica</strong> gostosa de assistir, daquelas que aquecem o espectador. Possui um <strong>ritmo tranquilo</strong>, <strong>diálogos espirituosos</strong> e <strong>conflitos emocionais</strong> reconhecíveis. Há uma clara herança das comédias românticas dos <strong>anos 90</strong>, que ainda evoca aquela clássica vibe “<em>Manoel Carlos no Leblon</em>”,&nbsp; ainda que a trama se passe majoritariamente no Arpoador. Mas, convenhamos, a essência é praticamente a mesma.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-08.png"><img decoding="async" width="522" height="413" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-08.png" alt="Universo 42 - Sexa" class="wp-image-52066" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-08.png 522w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-08-300x237.png 300w" sizes="(max-width: 522px) 100vw, 522px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Leve sim, mas consciente</strong></h2>



<p>Nesse cenário, todo o <strong>elenco </strong>está ótimo em cena, carismáticos, conduzindo um filme que entende seu tom mais leve e não tenta ser <strong>maior</strong> do que precisa. Ainda assim, <em>Sexa</em> não ignora questões importantes e trata o <strong>etarismo </strong>de forma direta e sensível, mesmo que com pouco desenvolvimento de seus coadjuvantes.&nbsp;</p>



<p>A narrativa opta por uma produção mais <strong>pé no chão</strong>, menos <strong>idealizada</strong>, que entende que o <strong>envelhecimento </strong>traz <strong>dilemas</strong> reais, sejam físicos, emocionais ou sociais, especialmente para as <strong>mulheres</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-05.jpg"><img decoding="async" width="770" height="433" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-05.jpg" alt="Universo 42 - Sexa" class="wp-image-52063"/></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Há alguns poréns</strong></h2>



<p>Há sim muitos <strong>clichês</strong> do gênero e o filme não parece interessado em <strong>subvertê-los</strong>, utilizando-os como <strong>ferramenta</strong> para abrir espaço para debates sobre <strong>etarismo</strong>, relacionamentos com grande <strong>diferença de idade</strong> entre o casal e, sobretudo, sobre <strong>liberdade</strong>. É nessa combinação entre <strong>leveza</strong> e <strong>consciência </strong>que o longa encontra sua <strong>identidade</strong>, convidando o público a rir, se reconhecer e refletir sem peso excessivo.&nbsp;</p>



<p>Essa escolha de abraçar os clichês e a leveza também se reflete na <strong>construção dos personagens</strong>, que acabam sendo um pouco <strong>unilaterais</strong> demais, com poucas <strong>zonas cinzentas</strong>. Ainda assim, essa simplicidade casa com a proposta da produção: <em>Sexa </em>até flerta com a <strong>crítica social</strong>, mas está longe de querer se transformar em um drama <strong>pesado</strong> ou de<strong>n</strong>so.</p>



<p>O filme prefere permanecer em um território <strong>confortável</strong>, <strong>acessível</strong>, onde os conflitos existem, mas nunca sufocam a narrativa. Nesse sentido, ele é <strong>assumidamente</strong> leve, inclusive mais leve do que a maioria das novelas. Parece consciente de que seu objetivo não é aprofundar cada <strong>dor</strong>, e sim provocar <strong>identificação</strong>, <strong>acolhimento </strong>e <strong>prazer</strong> na experiência de assistir.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-03.jpg"><img decoding="async" width="770" height="433" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-03.jpg" alt="Universo 42 - Sexa
" class="wp-image-52061"/></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Peca ainda na parte técnica</strong></h2>



<p>Tecnicamente, <em>Sexa</em> apresenta boas escolhas de <strong>mise-en-scène</strong>, especialmente na forma como os espaços <strong>cotidianos</strong>, com <strong>locações reais</strong>, são usados para criar <strong>intimidade </strong>e <strong>conforto</strong>. Ainda assim, fica a sensação de que um diretor de <strong>fotografia </strong>um pouco mais inspirado poderia elevar a produção em termos cinematográficos. Visualmente, o filme aposta em uma linguagem segura, funcional, que nunca atrapalha, mas também <strong>raramente surpreende</strong>.&nbsp;</p>



<p>Há ecos daquele<strong> visual televisivo</strong> como em <em>Pequeno Dicionário Amoroso</em> e <em>Se Eu Você Você</em> (com a própria <em>Glória</em>). Ou seja, produções que priorizam a história (simples) e os personagens <strong>acima de qualquer ousadia estética</strong>. Funciona dentro da proposta, mas deixa a impressão de que havia espaço para ir um pouco além.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-06.jpg"><img decoding="async" width="768" height="512" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-06.jpg" alt="Universo 42 - Sexa" class="wp-image-52064" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-06.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-06-300x200.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-06-321x214.jpg 321w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-06-140x94.jpg 140w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vale a pipoca?</strong></h2>



<p>No conjunto, <em>Sexa</em> se revela uma obra consciente de seus <strong>limites</strong> e de suas <strong>intenções</strong>. O filme usa os <strong>clichês como pontes</strong> para debater <strong>tabus</strong> e o <strong>desejo feminino</strong> na maturidade. Mesmo sem grandes ousadias, trata-se de uma produção <strong>honesta </strong>e com bastante <strong>empatia</strong>. Não pretende ser um retrato definitivo sobre envelhecer, amar ou recomeçar, mas um <strong>convite gentil à reflexão</strong>, embalado com leveza, humor e afeto.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-04.jpg"><img decoding="async" width="770" height="433" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-04.jpg" alt="Universo 42 - Sexa" class="wp-image-52062"/></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ainda sobre Sexa!</strong></h2>



<p><strong>PS</strong>: <em>Sexa</em> estreou com uma recepção bem acolhedora no <strong>Première Brasil Hors Concours</strong> do <strong>Festival do Rio</strong> deste ano, e chegou nesta semana aos cinemas.&nbsp;</p>



<p><strong>Outro PS</strong>: O elenco ainda conta com <strong>Danilo Mesquita</strong>, <strong>Eri Johnson</strong>, <strong>Rosamaria Murtinho</strong>, <strong>Dan Ferreira</strong> e <strong>Déa Lúcia</strong>. E vale o comentário pessoal: fazia tempo que eu não via o Eri Johnson em cena.&nbsp;</p>



<p><strong>Mais um PS:</strong> Amei que a Glória incluiu de forma espirituosa um diálogo no filme com o icônico “<strong>não sou capaz de opinar</strong>”. Para quem não lembra, a frase virou <strong>meme</strong> depois de sua participação como comentarista do <strong>Oscar</strong>. Ela respondeu exatamente assim, criando um dos momentos mais marcantes da <strong>Cultura Pop</strong> brasileira.</p>



<p><strong>Mais um outro PS</strong>: <em>Sexa </em>também acerta ao tocar, com leveza e ironia, na <strong>cultura do cancelamento</strong>. Um dos diálogos sugere que até <strong>Clarice Lispector</strong> poderia ser cancelada nos dias atuais, usando a provocação para refletir sobre <strong>julgamentos</strong> apressados e / ou fora de contexto.</p>



<p><strong>E vem mais um PS</strong>: Confesso que cheguei a escorrer uma lágrima. A <strong>química</strong> entre <em>Bárbara</em> e <em>Davi</em> é muito forte, e o casal funciona com uma <strong>naturalidade</strong> e um afeto que tornam fácil se envolver.</p>



<p><strong>Último PS</strong>: Com mais de <strong>50 anos de carreira</strong>, construída entre o <strong>cinema</strong> e, majoritariamente, a <strong>televisão</strong>, Glória Pires carrega uma trajetória que a<strong>travessa gerações</strong>. Sua presença em <em>Sexa</em>, agora também atrás das câmeras, reforça não apenas sua <strong>versatilidade</strong>, mas sua <strong>importância histórica para o audiovisual </strong>brasileiro. Uma de nossas maiores artistas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-02.webp"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-02-1024x576.webp" alt="Universo 42 - Sexa" class="wp-image-52060" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-02-1024x576.webp 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-02-300x169.webp 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-02-768x432.webp 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-02-1536x864.webp 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Universo-42-Sexa-02.webp 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



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		<dc:creator><![CDATA[Verônica "Vevê" Cysneiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 11:50:38 +0000</pubDate>
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<p>Um <strong>clássico cult</strong> é um clássico cult : <strong>Angel’s Egg</strong> (<strong>Tenshi no Tamago</strong>) é exatamente esse tipo de obra rara que <strong>atravessa décadas</strong> e permanece <strong>intrigante</strong>. No dia 20 de novembro, este anime chega aos <strong>cinemas pela primeira vez em uma versão remasterizada</strong> <strong>em 4K</strong>. Um trabalho essencial para preservar e revitalizar títulos que marcaram a <strong>história</strong> da sétima arte.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dois nomes japoneses de grande renome e sua trama</strong></h2>



<p>Em <em>1985</em>, o <strong>diretor </strong>e <strong>roteirista Mamoru Oshii</strong>, que dez anos depois nos entregaria <strong>Ghost in the Shell</strong>, uniu forças com o <strong>animador</strong> e também roteirista <strong>Yoshitaka Amano</strong>, que futuramente se tornaria um nome altamente celebrado na franquia de games <strong>Final Fantasy</strong>. Juntos, eles criaram este <strong>anime experimental misterioso</strong>, meio <strong>fantasia</strong>, meio <strong>ficção científica</strong>, construído dentro de um profundo <strong>contexto religioso</strong>.&nbsp;</p>



<p>Na <strong>trama</strong> de <em>Angel&#8217;s Egg</em>, acompanhamos uma <strong>menina sem nome</strong> que protege um <strong>ovo enigmático</strong> enquanto vaga por uma cidade <strong>gótica</strong>, <strong>deserta </strong>e <strong>melancólica</strong>. Este é um cenário escuro, onde ela e seu ovo se fazem <strong>luz</strong>, dentro de um <strong>mundo esquecido</strong>. Eles estão sós até a chegada de um <strong>homem </strong>também sem nome, cuja presença não sabemos se irá ajudá-la ou ameaçá-la. Ambos não lembram de onde vieram e para onde irão.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-03.png"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-03-1024x576.png" alt="Universo-42-Angels-Egg
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<p>A animação impressiona pelo <strong>estupendo jogo de luzes e sombras</strong>, que transforma cada quadro em uma pintura e reforça o tom <strong>onírico </strong>e <strong>inquietante</strong> da história. A <strong>direção de arte</strong> se destaca por paisagens <strong>detalhadas e sombrias</strong>, uma paleta de cores contida em azul, cinza, preto e branco, e com algum vermelho.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vale demais ficar pensando sobre ele</strong></h2>



<p><em>Angel’s Egg</em> é profundamente <strong>contemplativo</strong>: há muitos <strong>planos longos</strong>, alguns quase estáticos, e <strong>pouquíssimos diálogos</strong>. É como se o próprio <em>Mamoru Oshii</em> estivesse convidando o espectador a permanecer ali, em <strong>silêncio</strong>, respirando o mesmo tempo que os personagens. Uma obra que não que <strong>não explica quase nada</strong>, pelo contrário, nos conduz a <strong>pensar</strong>, <strong>interpretar</strong> e <strong>questionar </strong>o que está acontecendo e até onde, afinal, eles estão. Não espere respostas claras, mas <strong>dúvidas</strong>, <strong>reflexões</strong> e muitas <strong>analogias</strong>. É aquele tipo de produção que realmente pede para você deixar o celular de lado e simplesmente prestar atenção, entregando-se ao ritmo lento porém <strong>hipnotizante</strong> da <strong>experiência</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-01.png"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-01-1024x576.png" alt="Universo-42-Angels-Egg" class="wp-image-51697" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-01-1024x576.png 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-01-300x169.png 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-01-768x432.png 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-01-1536x864.png 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-01.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma obra experimental com muitas analogias</strong></h2>



<p>O anime nasce daquilo que chamamos de <strong>arte experimental</strong>: uma forma de criação que <strong>não segue as regras tradicionais de narrativa, ritmo ou explicação</strong>. É o tipo de obra que entende que nem tudo precisa fazer sentido, mas precisa <strong>fazer sentir</strong>. E esse sentimento aqui é profundamente <strong>espiritual</strong>, já que o filme é repleto de <strong>símbolos religiosos</strong>, muitos deles associados ao <strong>cristianismo</strong>.</p>



<p>O próprio <strong>ovo</strong>, por exemplo, pode ser relacionado ao símbolo da <strong>Páscoa</strong>, onde representa <strong>renascimento</strong>, <strong>fé </strong>e <strong>esperança</strong>. Os <strong>peixes</strong> que aparecem ao longo da história remetem ao antigo símbolo cristão do grego <strong>ichthys</strong>. Já a <strong>água</strong>, que a menina coleciona em garrafas, reforça a ideia de <strong>purificação</strong>, <strong>vida </strong>e <strong>memória</strong>. Há até uma<strong> espada em forma de cruz</strong>, curativos localizados onde estavam as <strong>chagas</strong> de <em>Jesus </em>e diversas <strong>estátuas </strong>que lembram os <strong>santos</strong>. É como se todo aquele <strong>cenário abandonado</strong> ainda guardasse ecos de um <strong>mundo devoto</strong>, agora <strong>vazio</strong>, mas carregado de <strong>significados</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-04.png"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-04-1024x576.png" alt="Universo-42-Angels-Egg" class="wp-image-51700" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-04-1024x576.png 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-04-300x169.png 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-04-768x432.png 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-04-1536x864.png 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-04.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A nova versão da Arca de Noé de Angel&#8217;s Egg</strong></h2>



<p>Todavia, talvez a <strong>analogia mais evidente</strong> de <em>Angel’s Egg</em> seja a da <strong>Arca de Noé</strong>. A Bíblia conta que <em>Deus </em>enviou um <strong>dilúvio </strong>para <strong>purificar </strong>o mundo da <strong>degradação humana</strong>, poupando apenas <em>Noé</em>, sua família e alguns animais, que foram protegidos dentro da arca. Após <strong>quarenta dias e quarenta noites</strong>, a tempestade cessa e eles soltam uma <strong>pomba </strong>que lhes sinalizariam que as águas estavam baixando, que havia terra à vista e que a vida recomeçaria.</p>



<p>No anime, essa narrativa aparece em um <strong>longo diálogo</strong> entre os personagens, porém de uma forma <strong>distorcida</strong>, já que parece sugerir um cenário <strong>pós-apocalíptico</strong> e <strong>pessimista</strong>, uma vez que nesta versão a pomba <strong>nunca retornou</strong>. É como se o mundo tivesse sido <strong>abandonado</strong> após a tempestade, restando apenas <strong>ruínas e sombras de um passado</strong>. Nem memórias aquele mundo possui mais.&nbsp;</p>



<p>Dito isso, quando o homem revela o <strong>contexto </strong>da <em>Arca de Noé</em>, surge a <strong>possibilidade</strong> de que aquela dupla esteja dentro desta arca perdida, cercados por <strong>fósseis </strong>e <strong>vestígios</strong> de um <strong>tempo há muito esquecido</strong>. Entre ruínas, o filme ganha sua cena mais impactante: o momento em que a menina mostra ao homem um <strong>pássaro fossilizado</strong>, revelando finalmente por que a obra se chama <strong>Ovo do Anjo</strong>, na tradução livre para o português.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-07.png"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-07-1024x576.png" alt="Universo-42-Angels-Egg
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Era um momento de crise do diretor?</strong></h2>



<p>Porém, nem o próprio <em>Mamoru Oshii</em> afirma com certeza o que <em>Angel’s Egg</em> significa, se mantendo <strong>esquivo sobre a mensagem da obra</strong>. Há quem diga que ele estava passando por uma <strong>crise de fé</strong>, algumas fontes dizem até que ele considerou entrar num seminário. No entanto, é importante frisar que ele <strong>não era cristão praticante</strong>, apenas alguém <strong>fascinado pela filosofia bíblica</strong>. Ele ainda afirmava que lia a Bíblia desde os tempos de estudante por <strong>curiosidade intelectual</strong>, não por devoção religiosa. Assim, este mistério pessoal reforça o <strong>caráter aberto do filme</strong>: cada um pode interpretar a obra <strong>à sua maneira</strong>, trazendo suas próprias <strong>crenças</strong>, <strong>dúvidas </strong>e <strong>interpretações </strong>para o<strong> universo simbólico e espiritual </strong>criado por ele.</p>



<p>A narrativa não parece falar sobre a <strong>perda da fé</strong>, mas sobre os <strong>perigos de uma fé cega</strong>, <strong>estática</strong>, mantida durante <strong>muito tempo</strong>. E é quando essa <strong>fé se rompe</strong> (ou quando a menina é <strong>libertada dela</strong>) que ocorre um r<strong>enascimento simbólico</strong>: inúmeros ovos emergem, como se uma <strong>nova possibilidade de existência</strong> finalmente ganhasse forma.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-05.png"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-05-1024x576.png" alt="Universo-42-Angels-Egg" class="wp-image-51701" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-05-1024x576.png 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-05-300x169.png 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-05-768x432.png 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-05-1536x864.png 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-05.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vale mesmo à pena conferir este clássico?</strong></h2>



<p>No fim das contas, <em>Angel’s Egg</em> permanece como uma daquelas obras <strong>raras </strong>que continuam vivas justamente porque <strong>recusam qualquer explicação definitiva</strong>. Seu <strong>silêncio</strong>, seus <strong>símbolos</strong> e sua <strong>atmosfera onírica</strong> (ou de pesadelo?) abrem espaço para <strong>interpretações quase infinitas</strong>. A produção convida cada espectador a encontrar seu <strong>próprio significado</strong> dentro daquele mundo esquecido. E talvez seja exatamente por isso que esse filme ainda nos <strong>fascina</strong>: porque nos permite <strong>pensar</strong>, <strong>duvidar</strong>, <strong>sentir </strong>e <strong>discutir</strong>. Como é bom que existam obras como <em>Angel’s Egg</em>, que nos lembram do <strong>poder da arte</strong> em provocar perguntas que jamais se fecham.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-06.png"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-06-1024x576.png" alt="Universo-42-Angels-Egg" class="wp-image-51702" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-06-1024x576.png 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-06-300x169.png 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-06-768x432.png 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-06-1536x864.png 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Universo-42-Angels-Egg-06.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



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		<title>Departamento Q tem tropeços, mas surpreende no final &#124; CRÍTICA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Verônica "Vevê" Cysneiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Nov 2025 11:27:37 +0000</pubDate>
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<p>A série <strong>Dept. Q,</strong> lançada recentemente pela <strong>Netflix</strong>, chamou atenção pela <strong>atmosfera sombria</strong> e pela forma eficiente como conduz seu <strong>mistério</strong>. Dessa forma, não demorou para surgir a <strong>curiosidade</strong> sobre suas <strong>origens literárias</strong>, ligadas aos <strong>populares livros</strong> do dinamarquês <strong>Jussi Adler-Olsen</strong>. Com esse universo já tão presente no <strong>imaginário</strong>, <strong>Departamento Q: Sem Limites (Boundless / Den grænseløse</strong>), chegou como a <strong>oportunidade perfeita</strong> para retornar a esse <strong>mundo policial tão intrigante</strong>.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sobre o que se trata</strong></h2>



<p>A <strong>trama</strong> se desdobra em uma <strong>remota ilha dinamarquesa de Bornholm</strong>. <strong>Rose </strong>(<strong>Sofie Torp</strong>) é enviada para lidar com a aposentadoria de<strong> Christian Habersaat</strong> (<strong>Peter Mygind</strong>), um antigo colega de <strong>Carl Mørck </strong>(<strong>Ulrich Thomsen</strong>). A cerimônia, no entanto, termina em tragédia quando Habersaat comete <strong>suicídio</strong>, reacendendo <strong>segredos de um passado obscuro</strong>. A partir daí, <strong>Carl</strong>, <strong><em>Rose</em> </strong>e <strong><em>Assad</em> </strong>(<strong>Afshin Firouzi</strong>) mergulham na investigação de um <strong>crime antigo</strong>: a morte de uma jovem que <strong>apareceu misteriosamente em cima de uma árvore</strong>, conectada a uma <strong>seita </strong>e a <strong>desaparecimentos </strong>não resolvidos.</p>



<p>O <strong>roteiro </strong>adapta o <strong>sexto livro</strong> da série, <strong>The Hanging Girl</strong> (que, em tradução livre, seria <strong>A Garota Pendurada</strong>), mergulhando em um<strong> lado mais psicológico</strong> dos <strong>casos arquivados</strong> do <em>Departamento Q</em>. A ida a <em>Bornholm </em>não apenas reacende uma investigação marcada por <strong>omissões</strong>, como também desperta <strong>fantasmas do passado</strong> que ainda rondam tanto <em>Carl</em> quanto <em>Rose</em>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-01.jpg"><img decoding="async" width="768" height="432" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-01.jpg" alt="Departamento Q: Sem Limites - Universo 42" class="wp-image-51742" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-01.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-01-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Whodunnit</strong></h2>



<p>Dentro da tradição dos bons <strong>whodunnits</strong> (<strong>subgênero </strong>que se estrutura em torno da pergunta <strong>quem cometeu o crime?</strong>), <em>Departamento Q: Sem Limites</em> encontra um terreno especialmente fértil. Esse tipo de história se apoia em<strong> pistas espalhadas</strong> pelo caminho, <strong>suspeitos </strong>que entram e saem do foco, e uma <strong>investigação </strong>que convida o espectador a montar o <strong>quebra-cabeça</strong> junto com os personagens.</p>



<p>O filme abraça bem essa lógica: cada figura naquela ilha parece <strong>esconder algo</strong>, e as revelações surgem em camadas. É esse jogo constante de <strong>dúvidas</strong>, <strong>tensões </strong>e <strong>redirecionamentos </strong>que coloca a produção confortavelmente dentro do subgênero.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-07.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="573" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-07-1024x573.jpg" alt="Departamento Q: Sem Limites - Universo 42" class="wp-image-51749" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-07-1024x573.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-07-300x168.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-07-768x429.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-07-1536x859.jpg 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-07-2048x1145.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Precisa assistir aos demais filmes antes?</strong></h2>



<p>Vale lembrar que os <strong>seis filmes</strong> dinamarqueses do <em>Departamento Q</em> seguem uma estrutura de histórias <strong>independentes</strong>. Isso torna perfeitamente possível assistir a este sexto capítulo sem ter visto os anteriores. Cada caso se encerra em si mesmo, permitindo que novos espectadores acompanhem a investigação sem sentir que perderam informações essenciais.</p>



<p>Claro, quem já conhece os filmes anteriores (ou ao menos a recente série da <em>Netflix</em>) terá um <strong>entendimento mais completo</strong> das dinâmicas entre <em>Carl</em>, <em>Assad </em>e <em>Rose</em>, além das marcas emocionais que cada um carrega. Ainda assim, nada disso funciona como barreira: <em>o</em> longa <strong>se sustenta sozinho</strong>, mantendo <strong>acessível </strong>tanto quem chega agora quanto quem já acompanha a franquia há anos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-03.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-03-1024x576.jpg" alt="Departamento Q: Sem Limites - Universo 42" class="wp-image-51745" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-03-1024x576.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-03-300x169.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-03-768x432.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-03.jpg 1440w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Pontos positivos</strong></h2>



<p><em>Departamento Q: Sem Limites</em> se destaca pelo <strong>ritmo enxuto e envolvente</strong>, conduzindo a investigação com firmeza e <strong>sem perder tempo</strong> em desvios desnecessários. A dinâmica emocional dos protagonistas é <strong>afiada</strong> e <strong>equilibrada</strong>, dá para perceber que eles estão juntos à bastante tempo.&nbsp;</p>



<p>Além disso, a narrativa evolui em direção a um <strong>desfecho surpreendente</strong>, construído com <strong>pistas discretas </strong>e r<strong>evelações bem distribuídas</strong>. Isso reforça a sensação de um <strong>thriller policial coeso e satisfatório</strong>.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-06.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-06.jpg" alt="Departamento Q: Sem Limites - Universo 42" class="wp-image-51748" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-06.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-06-300x169.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Departamento-Q-Sem-Limites-06-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Pontos negativos</strong></h2>



<p>No entanto, algumas escolhas narrativas acabam criando um certo <strong>desequilíbrio</strong> ao longo do filme. Há momentos em que a trama se dispersa com pequenas situações paralelas que <strong>pouco acrescentam</strong> ao caso principal. Enquanto isso, elementos mais relevantes, como a própria <strong>seita </strong>envolvida na investigação, poderiam ter ganho um <strong>aprofundamento maior</strong> e é tratada mais como uma <strong>caricatura</strong>. </p>



<p>Soma-se a isso uma cena envolvendo um <strong>zelador </strong>de colégio e Rose, que surge de forma <strong>abrupta </strong>e não encontra <strong>continuidade </strong>depois. Embora seja possível interpretá-la como um <strong>sinal antecipado da fragilidade emocional</strong> da detetive, o momento ainda soa <strong>gratuito, exagerado </strong>e <strong>desconexo</strong>, já que o roteiro abandona este homem por completo depois. Assim como o <strong>chefe de polícia</strong> <strong>Henrik Bak</strong> (<strong>Søren Malling</strong>), que não precisava ser tão <strong>estúpido </strong>e <strong>ignorante </strong>e que também é <strong>esquecido do ato final</strong>. Esses <strong>ruídos</strong> não chegam a comprometer o longa, mas indicam que ainda havia espaço para um <strong>desenvolvimento mais cuidadoso</strong>.&nbsp;</p>



<p>Além disso, a <strong>direção </strong>de<strong> Ole Christian Madsen </strong>segue um caminho bem <strong>protocolar</strong>, entregando o necessário sem se arriscar. <strong>Não </strong>há <strong>invenção</strong>, <strong>brilho </strong>ou <strong>personalidade</strong>. Nada na <strong>parte técnica</strong> se destaca de forma especial: <strong>fotografia</strong>, <strong>direção de arte</strong>, <strong>figurino</strong> e <strong>trilha sonora</strong> operam de maneira correta, porém <strong>pouquíssimos inspirados</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/DenGraenselose1-768x432-1.jpg"><img decoding="async" width="768" height="432" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/DenGraenselose1-768x432-1.jpg" alt="" class="wp-image-51743" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/DenGraenselose1-768x432-1.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/11/DenGraenselose1-768x432-1-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vale a pena o play?</strong></h2>



<p><em>Departamento Q: Sem Limites</em> chega como um <strong>thriller atmosférico</strong>, um <strong>Nordic Noir</strong> capaz de <strong>envolver </strong>tanto quem já conhece esse universo quanto quem está embarcando nele pela primeira vez. Mesmo com alguns <strong>deslizes </strong>de foco e direção, o filme entrega uma <strong>investigação inquietante</strong>, com <strong>personagens que poderiam ser mais bem construídos</strong>, mas com um desfecho que amarra com <strong>competência </strong>as peças espalhadas pelo caminho. No fim, o que fica é a sensação de mergulho em um universo intrigante sempre pronto para revelar mais do que aparenta.&nbsp;</p>



<p><strong>Departamento Q: Sem Limites (Boundless / Den grænseløse</strong>) estreia <strong>exclusivamente na <strong>Filmelier+</strong></strong> no dia 19 de novembro. Todos os seis filmes de Departamento Q estão disponíveis no <strong>Filmelier+</strong>. São eles:<br><em>Guardiões das Causas Perdidas</em> (2013)<br><em>O Ausente</em> (2014)<br><em>Uma Conspiração de Fé</em> (2016)<br><em>Em Busca de Vingança</em> (2018)<br><em>O Efeito Marco</em> (2021)<br><em>Sem Limites</em> (2024) &#8211; estreia dia 19/11/2025</p>



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		<title>Bom Menino é o terror mais original deste ano &#124; CRÍTICA</title>
		<link>https://u42.com.br/bom-menino-e-o-terror-mais-original-deste-ano-critica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Verônica "Vevê" Cysneiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Oct 2025 16:02:43 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Por que ninguém teve essa <strong>ideia fantástica</strong> antes? <strong>Bom Menino</strong> (<strong>Good Boy</strong>) é o primeiro longa-metragem de <strong>Ben Leonberg</strong>, que co-escreveu o roteiro com <strong>Alex Cannon</strong>. A grande <strong>sacada</strong> do filme: ele é contado inteiramente da <strong>perspectiva de um cão</strong>. O filme segue <strong>Indy </strong>(o cachorro do diretor na vida real) junto com seu dono, que se mudam para uma <strong>casa isolada da família</strong> na floresta, onde <strong>forças sobrenaturais</strong> parecem habitar. E Indy <strong>percebe coisas</strong> que obviamente o pai do pet não percebe.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Bom Menino | Trailer Oficial Dublado" width="838" height="471" src="https://www.youtube.com/embed/Fe1-jiqo4KI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando estreou e quando chega ao Brasil</strong></h2>



<p>Sua estreia aconteceu no <strong>South by Southwest &#8211; SXSW</strong> deste ano, um dos <strong>festivais </strong>mais <strong>badalados</strong> dos Estados Unidos. Ele justamente revela <strong>produções independentes ousadas e cheias de personalidade</strong>.</p>



<p>Lá, tanto <strong>público </strong>e <strong>crítica </strong>receberam o filme com <strong>entusiasmo</strong>. Consideraram visual­mente <strong>cativante</strong>, uma <strong>experiência fresca</strong> que gerou um bom <strong>burburinho </strong>pós-festival, o que colocou o nome de Ben Leonberg no mapa.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-07.webp"><img decoding="async" width="1024" height="871" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-07.webp" alt="Universo 42 Bom Menino filme 2025" class="wp-image-51418" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-07.webp 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-07-300x255.webp 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-07-768x653.webp 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p>Agora, <em>Bom Menino</em> chega aos <strong>cinemas brasileiros</strong> nesta semana, no dia <strong>30 de outubro</strong>, pronto para conquistar também o público por aqui.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O suspense na perspectiva do mais fiel amigo</strong></h2>



<p>O <strong>grande diferencial</strong> desta produção está na forma como ele <strong>mergulha </strong>o espectador na <strong>mente</strong> e no <strong>olhar </strong>de seu <strong>protagonista canino</strong>. A câmera adota <strong>enquadramentos baixos</strong>, sempre à altura de <em>Indy</em>, e capta o mundo como ele o percebe: <strong>cheiros</strong>, <strong>ruídos </strong>e <strong>movimentos </strong>ganham nova <strong>dimensão</strong>. Cada cena do filme traz o <strong>bichinho em quadro</strong> ou adota seu ponto de vista, o que faz desta produção um <strong>desafio técnico e narrativo admirável</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-04.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="575" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-04-1024x575.jpg" alt="Universo 42 Bom Menino filme 2025" class="wp-image-51415" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-04-1024x575.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-04-300x169.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-04-768x431.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-04.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como Bom Menino foi feito</strong></h2>



<p>O diretor <strong>dispensou qualquer tipo de CGI</strong>: é &#8220;<strong>atuação</strong>&#8221; em <strong>tempo integral</strong>, reagindo a cada situação com uma <strong>autenticidade </strong>impressionante. <em>Indy</em>, além de <strong>carismático</strong>, é incrivelmente <strong>expressivo</strong>, percebe-se <strong>curiosidade</strong>, <strong>preocupação </strong>e até <strong>medo </strong>em seus olhos.</p>



<p>As filmagens de <em>Bom Menino</em> levaram <strong>quatrocentos dias</strong> ao longo de <strong>três anos</strong>. Ou seja, bastante tempo para um filme bem curto, <strong>73 minutos</strong> (praticamente um <strong>média-metragem</strong> na verdade). Ainda assim, cada esforço valeu a pena pelo <strong>resultado final</strong>. Foram meses e meses não apenas <strong>treinando o cachorro</strong>, como também <strong>ajustando a câmera</strong> para capturar o ponto de vista dele.</p>



<p>E, para deixar tudo mais <strong>natural</strong>, grande parte das gravações aconteceu na própria <strong>casa para onde Ben se mudou</strong>. Isso permitiu que <em>Indy </em>se sentisse confortável e reagisse de maneira autêntica a cada cena.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-01.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="478" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-01-1024x478.jpg" alt="Universo 42 Bom Menino filme 2025" class="wp-image-51412" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-01-1024x478.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-01-300x140.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-01-768x359.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-01.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Alguns pontos fracos</strong></h2>



<p>A produção apresenta <strong>poucos personagens humanos</strong> e, na maior parte do tempo, quase nunca vemos seus rostos, o que deixa <em>Indy </em>ainda mais protagonista. A câmera adota <strong>ângulos baixos e expressivos</strong>, alguns lembrando até aqueles de <strong>Muppet Babies</strong>, onde apenas vemos os troncos e pernas das pessoas.</p>



<p>Para quem gosta de cachorros, a <strong>imersão</strong> acontece logo nos <strong>primeiros minutos</strong>. Desta forma, a preocupação com <em>Indy </em>gera uma <strong>tensão constante</strong> ao longo de todo o filme e, nesse sentido, agradecemos que a produção não seja muito longa. Por outro lado, quem não é tão fã de cães talvez não se conecte tanto com <em>Bom Menino</em>, já que a força da produção está, claramente, no bichinho.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-09-scaled.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-09-1024x576.jpg" alt="Universo 42 Bom Menino filme 2025" class="wp-image-51411" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-09-1024x576.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-09-300x169.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-09-768x432.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-09-1536x864.jpg 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-09-2048x1152.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p>Ainda não espere muitas <strong>explicações sobre os fenômenos sobrenaturais</strong> que acontecem na <strong>casa </strong>ou sobre o <strong>histórico da família</strong>. Afinal, como o filme é contado do <strong>ponto de vista animal</strong>, Indy não teria como assimilar esses tipos de <strong>informações mais complexas</strong>. Além disso, alguns acontecimentos da história se tornem <strong>um pouco repetitivos</strong>, o que, com o tempo, pode <strong>cansar </strong>algumas espectadores ao longo da projeção.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>No final das contas, Bom Menino vale ou não vale a pipoca?</strong></h2>



<p>No fim das contas, <em>Bom Menino</em> é uma <strong>experiência única</strong> e <strong>bastante imersiva</strong> para quem gosta de filmes de <strong>terror </strong>e, claro, de <strong>cães</strong>. A <strong>tensão </strong>é <strong>constante</strong>: desde os primeiros minutos, sentimos que <strong>algo está errado</strong> naquela casa, e a perspectiva de <em>Indy </em>só intensifica esse clima de <strong>desconforto </strong>e <strong>expectativa</strong>.</p>



<p>Mesmo com <strong>algumas repetições na narrativa</strong> e <strong>ausência de explicações detalhadas</strong> sobre os eventos sobrenaturais, o filme <strong>conquista </strong>pelo seu <strong>conceito original</strong>, pela <strong>expressividade do doguinho</strong> e pela capacidade de nos fazer <strong>mergulhar de cabeça</strong> em seu olhar. É uma <strong>produção independente</strong> que prova que <strong>criatividade </strong>e <strong>coragem </strong>podem se sobrepor a grandes efeitos especiais, com um resultado final que vale cada minuto.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-05.png"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-05.png" alt="Universo 42 Bom Menino Filme 2025" class="wp-image-51420" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-05.png 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-05-300x169.png 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-05-768x432.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Algumas curiosidades</strong></h2>



<p><strong>PS: </strong>Após o <strong>lançamento </strong>do <strong>primeiro trailer</strong>, as buscas online por <em>O cachorro morre em Bom Menino (2025)?</em> dispararam. O <strong>público</strong> já se preocupava com o destino de <em>Indy</em> antes mesmo da estreia.&nbsp;</p>



<p><strong>Outro PS: </strong><em>Indy </em>é um <strong>Duck Tolling Retriever da Nova Escócia,</strong> o menor entre as raças de busca com uma bela pelagem avermelhada. Segundo o <strong>American Kennel Club</strong>, o <em>Duck Tolling Retriever da Nova Escócia</em> é <strong>inteligente</strong>, <strong>afetuoso </strong>e <strong>ávido por agradar</strong>. Um querido.&nbsp;</p>



<p><strong>Mais um PS: </strong>Muitas pessoas compararam o filme a uma <strong>versão live-action</strong> da animação <strong>Coragem, o Cão Covarde</strong>. Já o criador do filme disse que não havia feito essa conexão até ver postagens na <strong>Internet </strong>sobre o assunto após o lançamento.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-06.jpg"><img decoding="async" width="1000" height="563" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-06.jpg" alt="Universo 42 Bom Menino filme 2025" class="wp-image-51417" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-06.jpg 1000w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-06-300x169.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Universo-42-Bom-Menino-06-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></figure>



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		<title>Totto-Chan: quando a educação encontra a empatia &#124; CRÍTICA</title>
		<link>https://u42.com.br/totto-chan-quando-a-educacao-encontra-a-empatia-critica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Verônica "Vevê" Cysneiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Oct 2025 04:45:13 +0000</pubDate>
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<p>Existem filmes que mereciam <strong>maior atenção e divulgação</strong> para que mais pessoas pudessem conhecê-los. <strong>Totto-Chan: A Menina na Janela</strong> é um exemplo disso. Lançado no <strong>Japão </strong>em 2023, o <strong>anime </strong>conquistou público e crítica em seu país de origem e esteve presente na <strong>Mostra de São Paulo</strong> no ano passado. Nesta quinta-feira, 9 de outubro, finalmente ele <strong>chega aos cinemas brasileiros</strong>, oferecendo a oportunidade de vivenciar esta história <strong>encantadora </strong>e <strong>envolvente</strong>.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Totto-Chan: A Menina na Janela | Trailer Oficial (Dublado)" width="838" height="471" src="https://www.youtube.com/embed/g9lQSUvWp9c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sobre o que é?</strong></h2>



<p>A trama se passa no <strong>Japão </strong>durante o período que envolve a <strong>Segunda Guerra Mundial</strong>. A protagonista, <strong>Totto-Chan</strong>, é uma menina de <strong>sete anos</strong> cheia de <strong>curiosidade</strong> e <strong>energia</strong>, porém considerada <strong>problemática </strong>pela escola <strong>tradicional </strong>que frequentava. Sob um olhar mais atento, percebemos que o problema não era Totto-Chan, mas sim o <strong>sistema rígido</strong> da escola, incapaz de lidar com sua forma <strong>singular </strong>de aprender e se expressar.</p>



<p>Ao ser transferida para a T<strong>omoe Gakuen</strong>, uma escola <strong>inclusiva</strong>, a menina finalmente encontra um ambiente que valoriza a <strong>individualidade</strong>, permite a <strong>criatividade </strong>e promove a <strong>amizade</strong>, o <strong>respeito </strong>e a <strong>empatia </strong>entre os alunos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-06.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="429" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-06-1024x429.jpg" alt="Totto-Chan-Universo-42" class="wp-image-51025" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-06-1024x429.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-06-300x126.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-06-768x322.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-06.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quem fez Totto-Chan?</strong></h2>



<p>Sob a direção de <strong>Shinnosuke Yakuwa</strong> junto do <strong>Estúdio Shin-Ei Animation</strong> (ambos responsáveis por diversos filmes do <strong>Doraemon</strong>), o anime é uma adaptação do <strong>livro autobiográfico</strong> de <strong>Tetsuko Kuroyanagi</strong>, que se tornou uma <strong>grande personalidade da TV japonesa</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-01.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="429" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-01-1024x429.jpg" alt="Totto-Chan-Universo-42" class="wp-image-51020" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-01-1024x429.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-01-300x126.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-01-768x322.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-01.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por que Totto-Chan merece sua atenção?</strong></h2>



<p>O tom geral de <em>Totto-Chan: A Menina na Janela</em>&nbsp; é uma <strong>combinação delicada de inocência infantil, curiosidade e alegria</strong>, mesmo tendo como pano de fundo o período da <strong>Segunda Guerra Mundial</strong>. A animação acaba se destacando pela <strong>sensibilidade </strong>e <strong>fidelidade</strong> ao espírito do livro original, adotando uma abordagem <strong>poética</strong> para retratar a infância de <em>Totto-Chan</em>. As <strong>cores suaves</strong>, quase como se fossem feitas a <strong>lápis de cor</strong>, refletem lindamente a <strong>perspectiva infantil da protagonista</strong>.</p>



<p>O filme trata de <strong>temas </strong>como <strong>ensino alternativo</strong> (com <strong>liberdade </strong>nesta educação), <strong>amizade</strong>, <strong>empatia</strong>, <strong>solidariedade</strong>, <strong>inclusão</strong>, <strong>crescimento pessoal</strong>, <strong>perda</strong>, <strong>dor</strong>, <strong>pedagogia</strong> e <strong>família </strong>de forma <strong>emocional</strong>, <strong>profunda </strong>e <strong>inspiradora</strong>, equilibrando <strong>doçura</strong>, <strong>humor </strong>e <strong>tristeza</strong>. Vemos uma infância marcada pela guerra, mas sem mostrar diretamente os horrores do conflito.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-02.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="429" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-02-1024x429.jpg" alt="Totto-Chan-Universo-42" class="wp-image-51021" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-02-1024x429.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-02-300x126.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-02-768x322.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-02.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual o papel da guerra aqui?</strong></h2>



<p>A <strong>guerra </strong>vai se fazendo presente de <strong>maneira sutil</strong>, surgindo gradualmente por indícios de <strong>escassez de alimentos</strong>, <strong>dificuldades no cotidiano</strong> e <strong>mudanças na rotina</strong>. A narrativa não recorre a grandes cenas militares para mostrar o conflito. Pelo contrário, sente-se a presença da guerra através de <strong>detalhes do dia a dia</strong>, situando a infância de <em>Totto-Chan</em> nesse contexto desafiador, sem perder a <strong>sensibilidade</strong> e até o <strong>humor</strong>.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-08.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="429" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-08-1024x429.jpg" alt="Totto-Chan-Universo-42" class="wp-image-51027" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-08-1024x429.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-08-300x126.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-08-768x322.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-08.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Eu ouvi bem, humor?</strong></h2>



<p>Sim, há bastante <strong>humor </strong>em <em>Totto-Chan: A Menina na Janela</em>, criando um <strong>equilíbrio raro entre comédia e tragédia</strong>. O filme emana uma <strong>fofura </strong>adorável que provoca boas <strong>gargalhadas</strong>, ao mesmo tempo em que valoriza a <strong>inocência infantil</strong> de seus personagens, gerando um profundo envolvimento emocional, especialmente com<em> Totto-Chan</em>. Esse <strong>cuidado </strong>faz com que o público sinta suas <strong>alegrias</strong>, <strong>curiosidades</strong>, <strong>pequenas travessuras</strong>, além de suas <strong>tristezas</strong>, de forma <strong>genuína</strong>.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-03.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="429" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-03-1024x429.jpg" alt="Totto-Chan-Universo-42" class="wp-image-51022" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-03-1024x429.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-03-300x126.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-03-768x322.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-03.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Seria ela uma criança hiperativa?</strong></h2>



<p>Embora o anime não utilize explicitamente o termo <strong>neurodivergente</strong>, a personagem <em>Totto-Chan</em> exibe <strong>comportamentos </strong>que podem ser interpretados como <strong>indicativos</strong>. Ela demonstra <strong>energia contagiante</strong>, <strong>distração frequente</strong> e <strong>entusiasmo intenso</strong>, características que muitas vezes são associadas ao T<strong>ranstorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)</strong>.</p>



<p>É importante frisar que <strong>neurodivergência não é uma doença</strong>, apenas uma variação natural do funcionamento cerebral, diferente do que é <strong>neurotípico</strong>.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-07.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="429" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-07-1024x429.jpg" alt="Totto-Chan-Universo-42" class="wp-image-51026" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-07-1024x429.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-07-300x126.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-07-768x322.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-07.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>U</strong>ma escola de verdade! </h2>



<p>E é realmente impressionante como o <strong>Sosaku Kobayashi</strong> teve esse <strong>insight</strong> nos <strong>anos 1940</strong> ao fundar a <em>Tomoe Gakuen</em>. Ele percebeu que aquelas crianças não eram apenas <strong>bagunceiras </strong>ou <strong>teimosas</strong>, havia muito mais ali. Ele se tornou conhecido por seu <strong>método educacional inovador e inclusiv</strong>o, que valorizava a <strong>individualidade</strong> e o <strong>ritmo </strong>de aprendizagem de cada aluno.</p>



<p>A escola utilizava de verdade <strong>vagões de trem</strong> como salas de aula e promovia uma <strong>abordagem pedagógica centrada na criança</strong>. Desta forma permitia a cada estudante explorar sua <strong>curiosidade</strong>, <strong>criatividade </strong>e <strong>talentos </strong>de forma <strong>livre </strong>e estimulante. Essa <strong>filosofia pedagógica</strong> é um dos pilares que tornam a história de <em>Totto-Chan</em> tão <strong>significativa</strong> e <strong>inspiradora</strong>, mostrando como ambientes educativos bem estruturados podem <strong>transformar</strong> vidas.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-05.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="429" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-05-1024x429.jpg" alt="Totto-Chan-Universo-42" class="wp-image-51024" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-05-1024x429.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-05-300x126.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-05-768x322.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-05.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Há um ponto fraco</strong></h2>



<p>Talvez a única questão com o filme seja que ele termina de <strong>forma um pouco abrupta</strong>, mesmo concluindo o arco do colégio. Ainda assim, há de se ter consciência de que o filme segue a <strong>estrutura do livro</strong> de <em>Tetsuko Kuroyanagi</em>, composto por <strong>episódios independentes</strong>.</p>



<p>Essa forma de narrativa, que não segue uma <strong>linha do tempo</strong> estritamente linear, pode dar esta <strong>impressão </strong>de encerramento súbito, mas que mantém a essência das <strong>memórias </strong>de <em>Totto-Chan</em>, preservando o relato original. Só talvez não tenha funcionado tão bem na <strong>adaptação audiovisual</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-04.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="429" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-04-1024x429.jpg" alt="Totto-Chan-Universo-42" class="wp-image-51023" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-04-1024x429.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-04-300x126.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-04-768x322.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-04.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading">V<strong>ale a pena a pipoca?</strong></h2>



<p>Vale, <em>Totto-Chan: A Menina na Janela</em> é uma obra que <strong>emociona </strong>e <strong>encanta </strong>sem recorrer ao piegas ou ao melodramático. O filme oferece um <strong>relato fofo e honesto</strong> da infância de <em>Tetsuko Kuroyanagi</em>, <strong>equilibrando com sensibilidade</strong> momentos de <strong>humor</strong>, <strong>alegria</strong>, <strong>tristeza </strong>e <strong>aprendizado</strong>. Desta forma, com uma animação <strong>delicada</strong>, <strong>cores suaves</strong>, <strong>narrativa poética</strong> e <strong>abordagem inclusiva</strong>, o longa consegue se tornar não apenas uma <strong>excelente adaptação</strong> do livro, mas também uma produção <em>inspiradora</em> e <strong>inesquecível </strong>para públicos de <strong>todas as idades</strong>.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-09.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="429" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-09-1024x429.jpg" alt="Totto-Chan-Universo-42" class="wp-image-51028" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-09-1024x429.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-09-300x126.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-09-768x322.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-09.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Algumas curiosidades:</strong></h2>



<p>PS: Vale citar que <em>Totto-Chan</em> foi inicialmente publicada como uma <strong>série de artigos na revista Young Woman</strong>, entre 1979 e 1980. Devido ao <strong>sucesso</strong>, eles foram reunidos e lançados como livro em 1981, alcançando rapidamente o status de <strong>best-seller</strong> no Japão.&nbsp; E já teve <strong>duas </strong>adaptações antes em formato de <strong>série para TV</strong>.</p>



<p>Outro PS: A autora <em>Tetsuko Kuroyanagi</em>, hoje com <strong>92 anos</strong>, é uma das figuras mais <strong>queridas</strong> e <strong>respeitadas </strong>do Japão. Iniciou sua carreira no <strong>teatro</strong> e na <strong>televisão</strong>, tornando-se uma das <strong>primeiras atrizes exclusivas da NHK</strong>, a emissora pública japonesa. Ao longo de sua trajetória, recebeu inúmeros reconhecimentos, entre eles a <strong>Order of the Sacred Treasure</strong>, uma das mais altas <strong>honrarias</strong> concedidas pelo <strong>governo japonês</strong>. Além de escritora e atriz, Tetsuko é também apresentadora do <strong>talk show Tetsuko no Heya</strong> (O Quarto da Tetsuko). Exibido <strong>desde 1976</strong>, detém o <strong>Recorde Mundial do Guinness</strong> como o programa com o maior número de transmissões conduzidas pelo mesmo apresentador.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-10.jpeg"><img decoding="async" width="1024" height="768" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-10-1024x768.jpeg" alt="Totto Chan - Universo 42 Tetsuko no Heya" class="wp-image-51041" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-10-1024x768.jpeg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-10-300x225.jpeg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-10-768x576.jpeg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-10-1536x1152.jpeg 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Totto-Chan-Universo-42-10-2048x1536.jpeg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p>Mais um PS: <em>Totto-Chan: A Menina na Janela</em> vem sendo amplamente reconhecido em importantes festivais. Em 2024, conquistou o <strong>Prêmio Especial Paul Grimault</strong> no prestigiado<strong> Festival de Annecy</strong>, na França, considerado o<strong> principal evento internacional dedicado ao cinema de animação</strong>. Já neste ano, to <strong>Anima Festival</strong> (na Bélgica) o premiou duplamente, vencendo melhor filme tanto pelo júri quanto pelo público. O Anima é um dos festivais de animação dos mais influentes da <strong>Europa</strong>.</p>



<p>Mais outro PS: <strong>Yasuaki Yamamoto</strong>, um dos amigos de <em>Totto-Chan</em>, tinha <strong>poliomielite</strong>, mas <strong>Jonas Salk</strong> desenvolveu e lançou a vacina apenas em 1955. Antes disso, não havia imunização disponível contra a doença.&nbsp;</p>



<p>Último PS: O título <strong>A Menina na Janela</strong> é uma referência já que ela justamente costumava observar o mundo pela janela da escola, simbolizando <strong>curiosidade</strong>, <strong>imaginação</strong> e desejo de <strong>liberdade</strong>.</p>



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<p></p>
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		<title>A Longa Marcha: distopia de Stephen King impacta com brutalidade e reflexão &#124; CRÍTICA</title>
		<link>https://u42.com.br/a-longa-marcha-distopia-de-stephen-king-impacta-com-brutalidade-e-reflexao-critica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Verônica "Vevê" Cysneiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2025 23:57:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Longa Marcha: Caminhe ou Morra é baseado no livro homônimo escrito por Stephen King, trazendo para as telas uma grande história distópica da carreira do autor. Francis Lawrence ficou à cargo desta adaptação, ele que comandou a maior parte da franquia de Jogos Vorazes no cinema. Isso inevitavelmente reforça comparações entre as duas obras. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>A Longa Marcha: Caminhe ou Morra</strong> é baseado no livro homônimo escrito por <strong>Stephen King</strong>, trazendo para as telas uma grande <strong>história distópica</strong> da carreira do autor. <strong>Francis Lawrence</strong> ficou à cargo desta adaptação, ele que comandou a maior parte da franquia de <strong>Jogos Vorazes</strong> no cinema. Isso inevitavelmente reforça <strong>comparações </strong>entre as duas obras.</p>



<p>Embora <strong>Suzanne Collins</strong> (autora de <em>Jogos Vorazes</em>) nunca tenha confirmado <strong>inspiração </strong>direta em <em>Stephen King</em>, muitos críticos e leitores notam <strong>semelhanças </strong>entre as narrativas. Ambas exploram <strong>competições mortais</strong> impostas por <strong>regimes autoritários</strong>, com jovens enfrentando escolhas extremas em busca da <strong>sobrevivência </strong>e de uma vida melhor.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="A Longa Marcha | Trailer 2 Oficial Legendado" width="838" height="471" src="https://www.youtube.com/embed/x_j8OdbQ9sI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>O TERROR DA VIDA REAL</strong></h2>



<p>O maior <strong>terror </strong>de <em>A Longa Marcha: Caminhe ou Morra</em> é justamente o quão <strong>verossímil </strong>tudo parece. Não há <strong>monstros</strong>, <strong>fantasmas </strong>ou <strong>bruxas</strong>. O <strong>medo </strong>se instala na <strong>autoridade fria</strong>, na <strong>exaustão</strong>, em um mundo distópico extremamente <strong>cruel</strong> e <strong>sem grandes perspectivas</strong>.</p>



<p>A trama se desenrola em um <strong>regime totalitário</strong> que organiza uma <strong>competição</strong> anual brutal: <em>cinquenta </em>jovens (no romance são <em>cem</em>) entram em uma <strong>marcha sem parar</strong>, enfrentando <strong>privação extrema de sono e comida</strong>. As <strong>regras são brutais</strong>: o participante que não mantiver a <strong>velocidade mínima</strong> recebe advertências, e, ao acumular três em um curto período de tempo, os soldados o executam. E tudo é <strong>televisionado</strong>!</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-03.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-03-1024x576.jpg" alt="Universo 42 - A Longa Marcha crítica" class="wp-image-50851" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-03-1024x576.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-03-300x169.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-03-768x432.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-03.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>ELENCO COM GRANDES PROMESSAS</strong></h2>



<p>Na história, começamos acompanhando <strong>Ray Garraty</strong>, vivido por <strong>Cooper Hoffman</strong>, filho do saudoso <strong>Philip Seymour Hoffman</strong>. Diferente de muitos outros, <em>Ray </em>não está nessa competição apenas pelo prêmio, mas por um <strong>motivo ainda maior</strong>. Ao longo da marcha, ele e seus companheiros enfrentam um <strong>desgaste físico extremo</strong> e uma <strong>pressão psicológica sufocante</strong>: se os corpos não cederem primeiro, as mentes certamente irão.</p>



<p>Um a um, os concorrentes são <strong>exterminados </strong>até restar apenas um <strong>sobrevivente</strong>, recompensado com uma <strong>grande soma em dinheiro</strong> e o direito de ter um <strong>desejo </strong>realizado. Mas, diante de tanto horror, será que realmente podemos chamar esse último participante de <strong>vitorioso</strong>?</p>



<p>Além de <em>Cooper</em>, o elenco reúne jovens talentos que ajudam a dar peso emocional à jornada. Entre eles estão o segundo protagonista vivido pelo <strong>David Jonsson</strong> (de <em>Alien: Romulus</em>), <strong>Ben Wang</strong> (de <em>Karatê Kid: Lendas</em>), <strong>Roman Griffin Davis</strong> (de <em>Jojo Rabbit</em>) e <strong>Charlie Plummer</strong> (de <em>O Retorno</em>). Cada um deles traz <strong>camadas </strong>distintas para seus personagens, seja na forma de <strong>amizade</strong>, de <strong>rivalidade </strong>ou simplesmente de <strong>resistência</strong>. Dos adultos, destaques para <strong>Mark Hamill</strong> e <strong>Judy Greer</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-07.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-07-1024x576.jpg" alt="Universo 42 - A Longa Marcha crítica" class="wp-image-50848" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-07-1024x576.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-07-300x169.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-07-768x432.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-07.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E O ROTEIRO?</strong></h2>



<p><strong>JT Mollner</strong> (de <em>Desconhecidos</em>) assina o <strong>roteiro </strong>de <em>A Longa Marcha: Caminhe ou Morra</em>. Embora a trama seja <strong>consistente </strong>e tenha momentos de <strong>forte tensão</strong>, há partes que poderiam ter funcionado melhor. O elenco mencionado acima possui <strong>química</strong>, com momentos de <strong>cumplicidade </strong>e de <strong>tragédia</strong>. No entanto, um <strong>background </strong>destes personagens <strong>com mais detalhes</strong> traria um <strong>impacto maior de suas mortes</strong>.</p>



<p>A <strong>narrativa </strong>também não chega a ser <strong>previsível</strong>, mas no último ato a escolha de um determinado personagem é <strong>mais do que óbvia</strong>. Não que isso também estrague a experiência, porém não sentimos esta <strong>ruptura </strong>em toda a sua plenitude.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-06.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="682" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-06-1024x682.jpg" alt="Universo 42 - A Longa Marcha crítica" class="wp-image-50854" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-06-1024x682.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-06-300x200.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-06-768x512.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-06-321x214.jpg 321w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-06-140x94.jpg 140w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-06.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O QUE NÃO FUNCIONOU TÃO BEM</strong></h2>



<p>Além disso, mesmo com o filme conseguindo transmitir a tensão e o desespero da marcha, os soldados acabam se mostrando extremamente <strong>unilaterais</strong>, especialmente o <strong>Major</strong>, interpretado por <em>Mark Hamill</em>. Embora ele represente o <strong>autoritarismo </strong>de forma clara e intensa, a <strong>construção </strong>do personagem poderia ter sido mais complexa, conferindo mais <strong>nuances </strong>e tornando sua presença mais <strong>envolvente </strong>a até mesmo mais <strong>ameaçadora </strong>dentro da narrativa.</p>



<p>Algumas <strong>desistências </strong>e <strong>fuzilamentos </strong>no longa ainda podem gerar <strong>certa decepção</strong>. É compreensível que esta super maratona exauste e quebre mentalmente seus participantes. Todavia, algumas mortes ainda parecem um tanto <strong>aleatórias</strong>. O que é um <strong>desafio </strong>para a produção, que precisa lidar com diversos óbitos s<strong>em se tornar repetitiva ou previsível</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-05.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-05-1024x576.jpg" alt="Universo 42 - A Longa Marcha crítica" class="wp-image-50853" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-05-1024x576.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-05-300x169.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-05-768x432.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-05.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E O QUE FUNCIONOU BEM</strong></h2>



<p>Uma dos <strong>maiores questões</strong> de <em>A Longa Marcha: Caminhe ou Morra</em> foi tornar <strong>cinematográfica </strong>uma narrativa onde um grupo de pessoas simplesmente anda. E, nesse sentido, o <strong>resultado </strong>é um dos <strong>pontos mais positivos</strong> da produção.</p>



<p>Exploram-se as <strong>paisagens do interior</strong> de <strong>forma marcante</strong> e ficamos <strong>imersos </strong>no <strong>cenário social devastado</strong>. Este de fato é um <strong>país abalado pela guerra</strong> e pelo <strong>colapso econômico</strong>. A <strong>pobreza </strong>está espalhada por todos os lados, reforçando a tensão e a <strong>sensação de desespero</strong> que permeia toda a competição.</p>



<p>Além disso, o filme consegue <strong>não se tornar repetitivo</strong>, apresentando um <strong>desenvolvimento consistent</strong>e ao longo da narrativa. E perdão ao <strong>trocadilho</strong>, mas é possível afirmar que se trata de uma produção com bom <strong>ritmo</strong>, capaz de manter a <strong>atenção do espectador</strong> do início ao fim.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-04.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-04-1024x576.jpg" alt="Universo 42 - A Longa Marcha crítica" class="wp-image-50852" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-04-1024x576.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-04-300x169.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-04-768x432.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-04-1536x864.jpg 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-04.jpg 1599w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>PARA MAIORES DE 18</strong></h2>



<p>O longa apresenta uma <strong>violência gráfica</strong>, um aspecto que merece aviso ao espectador. No entanto, esse recurso se mostra <strong>coerente com a narrativa</strong> e casa bem com a <strong>denúncia </strong>que a produção pretende fazer, reforçando o <strong>impacto</strong> da história e a sensação de <strong>horror realist</strong>a vivida pelos personagens. Outro ponto positivo da obra é que essa <strong>brutalidade </strong>não é repetida a todo momento, <strong>sem sobrecarregar</strong> a audiência.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>VALE A PENA ENTÃO CONFERIR?</strong></h2>



<p><em>A Longa Marcha: Caminhe ou Morra</em> chega aos <strong>cinemas </strong>em <strong>18 de setembro</strong>, oferecendo uma <strong>experiência intensa e angustiante</strong>. Um <strong>círculo da violência</strong> que parece nunca terminar, refletindo a brutalidade <strong>sistêmica</strong> imposta aos jovens participantes.</p>



<p>Apesar de algumas <strong>escolhas narrativas</strong>, a combinação de <strong>ritmo consistente</strong>, <strong>paisagens marcantes</strong> e <strong>construção intensa dos conflitos</strong> e <strong>relações entre os personagens</strong> faz desta adaptação uma <strong>obra que prende e provoca reflexão</strong>, consolidando-se como uma <strong>experiência cinematográfica</strong> que ficará em seus pensamentos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-01.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="682" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-01-1024x682.jpg" alt="Universo 42 - A Longa Marcha crítica" class="wp-image-50849" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-01-1024x682.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-01-300x200.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-01-768x512.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-01-321x214.jpg 321w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-01-140x94.jpg 140w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Universo-42-A-Longa-Marcha-01.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p>PS: <em>Stephen King</em> escreveu <strong>A Longa Marcha</strong> aos 19 anos, embora o livro só tenha sido publicado em 1979 sob o<strong> pseudônimo de Richard Bachman</strong>.</p>



<p>Outro PS: Esta é a <strong>segunda produção</strong> baseada em uma obra dele deste ano que o <strong>Mark Hamill</strong> participa. A primeira dela foi <strong>A Vida de Chuck</strong>.</p>



<p>Mais um PS: <strong>David Jonsson</strong> tem 32 anos, mas ele se passa bem por um jovem, certo?</p>



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		<item>
		<title>Os Roses: protagonistas perfeitos em remake morno &#124; CRÍTICA</title>
		<link>https://u42.com.br/os-roses-protagonistas-perfeitos-em-remake-morno-critica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Verônica "Vevê" Cysneiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 02:38:54 +0000</pubDate>
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<p>Prepare-se para ver dois dos atores mais talentosos do cinema atual em uma guerra conjugal tão intensa quanto divertida! <strong>Benedict Cumberbatch</strong> e <strong>Olivia Colman</strong> estrelam <strong>Os Roses: Até Que a Morte os Separe</strong>, que chega aos <strong>cinemas brasileiro</strong>s em 28 de agosto. A <strong>direção </strong>é do <strong>Jay Roach</strong>, o mesmo de <strong>Entrando em uma Fria</strong>. Já o <strong>roteiro </strong>leva a assinatura de <strong>Tony McNamara</strong>, responsável pelas provocações de <strong>A Favorita</strong> e <strong>Pobres Criaturas</strong>. Mais do que um <strong>remake </strong>de <strong>A Guerra dos Roses</strong> (1989), com <strong>Michael Douglas</strong> e <strong>Kathleen Turner</strong> sob o comando de <strong>Danny DeVito</strong>, esta nova versão se propõe a revisitar a história com <strong>frescor</strong> e <strong>acidez</strong>.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Os Roses: Até Que a Morte Os Separe | Trailer Legendado" width="838" height="471" src="https://www.youtube.com/embed/wRtLTqae778?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>MAS SOBRE O QUE SE TRATA?</strong></h2>



<p>Acompanhamos <strong>Ivy Rose</strong> (<em>Olivia Colman</em>), uma <strong>chef de cozinha</strong> talentosa, e <strong>Theo Rose</strong> (<em>Benedict Cumberbatch</em>), um <strong>arquiteto </strong>respeitado, que à primeira vista representam o <strong>casamento perfeito</strong>. Com filhos adoráveis, felizes em suas carreiras e com uma vida de aparente equilíbrio, eles parecem <strong>imunes às crises comuns</strong>. No entanto, quando a carreira de <em>Theo </em>entra em declínio enquanto a de <em>Ivy </em>dispara, o que antes era <strong>harmonia </strong>se transforma em uma <strong>guerra </strong>silenciosa de <strong>ambição </strong>e <strong>ressentimento</strong>. Como os <strong>filhos </strong>serão criados? Como a <strong>troca de hierarquia</strong> no trabalho e nas responsabilidades domésticas se dará? É nesse <strong>terreno frágil</strong> que o longa constrói sua <strong>sátira </strong>sobre o <strong>casamento contemporâneo</strong>, expondo como as <strong>pressões sociais </strong>e o s<strong>ucesso profissional</strong> podem <strong>corroer </strong>até mesmo os laços mais sólidos.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-01.png"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-01.png" alt="Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe" class="wp-image-50489" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-01.png 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-01-300x169.png 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-01-768x432.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p>De fato, <em>Os Roses</em> se estabelece como uma sátira moderna, utilizando <strong>humor</strong>, <strong>ironia </strong>e <strong>exagero </strong>para transformar o <strong>riso </strong>em uma verdadeira ferramenta de <strong>reflexão </strong>sobre <strong>casamento</strong>, <strong>ambição</strong> e <strong>relações humanas</strong>. Comparado ao <strong>clássico de 1989</strong>, o remake apresenta <strong>diversas diferenças</strong>: nomes, profissões, amigos e até nacionalidades foram <strong>alterados</strong>, mantendo praticamente apenas os <strong>filhos</strong>, a <strong>disputa</strong> pela casa e, claro, as <strong>brigas intensas e absurdas</strong> que marcaram a obra original.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>OS ROSES ATRAVÉS DO TEMPO</strong></h2>



<p>Revisitando <em>A Guerra dos Roses</em> dos anos 80 (disponível no <em>Disney</em>), fica evidente, que ele <strong>envelheceu mal</strong>, o que evidencia o mérito da versão de 2025 em <strong>atualizar a narrativa</strong>. Naquela época, a personagem da <strong>Kathleen Turner</strong> recebeu motivos <strong>bastante rasos</strong> para começar a <strong>odiar </strong>o marido, sendo transformada em uma mulher <strong>ressentida </strong>e, de certa forma, tratada como <strong>louca</strong>. Além disso, há uma cena em que o personagem do <strong>Michael Douglas</strong> por pouco não ultrapassa completamente os <strong>limites </strong>do <strong>consentimento</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-A-Guerra-dos-Roses-Os-Roses.jpeg"><img decoding="async" width="1024" height="555" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-A-Guerra-dos-Roses-Os-Roses-1024x555.jpeg" alt="Universo 42 - A Guerra dos Roses - Os Roses" class="wp-image-50495" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-A-Guerra-dos-Roses-Os-Roses-1024x555.jpeg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-A-Guerra-dos-Roses-Os-Roses-300x163.jpeg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-A-Guerra-dos-Roses-Os-Roses-768x416.jpeg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-A-Guerra-dos-Roses-Os-Roses-1536x832.jpeg 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-A-Guerra-dos-Roses-Os-Roses.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p>É importante ainda dizer que o filme do <em>Danny DeVito</em> foi baseado no <strong>livro homônimo</strong> de <strong>Warren Adler</strong>, publicado em 1981. Porém, diferente das <strong>duas adaptações cinematográficas</strong>, a <strong>obra literária</strong> adotou um <strong>tom mais sério e introspectivo</strong>. Isso a fez explorar de maneira <strong>profunda </strong>as complexidades emocionais do <strong>divórcio </strong>e as <strong>tensões </strong>que surgem quando um <strong>casamento</strong> <strong>desmorona</strong>. Enquanto os filmes acentuaram o <strong>humor do absurdo</strong>, o livro tem <strong>um olhar mais detalhado</strong> sobre os <strong>sentimentos</strong>, <strong>motivações </strong>e <strong>dilemas </strong>dos protagonistas, oferecendo uma perspectiva mais <strong>rica </strong>e <strong>reflexiva </strong>sobre a dissolução do casamento.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A COMÉDIA DO CONSTRANGIMENTO, ELA FUNCIONA ATÉ QUE PONTO?</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-04-scaled.jpg"><img decoding="async" width="683" height="1024" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-04-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-50493" style="width:431px;height:auto" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-04-683x1024.jpg 683w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-04-200x300.jpg 200w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-04-768x1152.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-04-1024x1536.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-04-1365x2048.jpg 1365w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-04-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></a></figure>
</div>


<p>Voltando a <em>Os Roses: Até Que a Morte os Separe</em>, apesar de <strong>alguns momentos divertidos</strong>, a produção não se mostra <strong>necessariamente engraçada</strong>. Grande parte do <strong>humor </strong>se apoia no <strong>constrangimento </strong>e na situação <strong>absurda </strong>dos personagens, mais do que na <strong>comédia tradicional</strong>. Em vários momentos, os <strong>diálogos </strong>(muitos deles excelentes por sinal) e <strong>atitudes </strong>dos protagonistas causam mais <strong>choque</strong> e mais <strong>surpresa </strong>do que <strong>risos</strong>. Apesar do <strong>caráter ácido e provocativo</strong>, muitas <strong>piadas não funcionam</strong> tão bem, fazendo com que o filme <strong>provoque</strong> mais do que <strong>entretenha</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O ELENCO, UNS AFIADOS, OUTROS NEM TANTO</strong></h2>



<p>Apesar disso, o longa ganha muito com o <strong>casting</strong> de <em>Benedict Cumberbatch</em> e <em>Olivia Colman</em>, que talvez não saibam o que é atuar mal. Ambos demonstram um <strong>domínio absoluto</strong> de suas performances, trazendo <strong>profundidade </strong>e <strong>nuance </strong>aos personagens e <strong>elevando </strong>significativamente a <strong>qualidade do roteiro</strong>. É fácil imaginar que, com outros atores, <em>Os Roses</em> poderia ter perdido força e impacto. O <strong>casal protagonista</strong> é marcado por <strong>sarcasmo</strong>, <strong>deboche </strong>e trocas <strong>afiadas </strong>de diálogos, tornando as <strong>interações tensas</strong> e carregadas de <strong>humor ácido</strong> e trazem verdade e verossimilhança com a história.<br><br>Já o elenco de <strong>coadjuvantes </strong>reúne nomes de peso como <strong>Ncuti Gatwa</strong>, <strong>Andy Samberg</strong>, <strong>Allison Janney</strong>, <strong>Kate McKinnon</strong>, <strong>Sunita Mani</strong>, <strong>Zoë Chao</strong> e <strong>Jamie Demetriou</strong>. No entanto, apesar de todos serem ótimos atores, há momentos em que suas <strong>atuações não alcançam</strong> a mesma naturalidade de <em>Benedict Cumberbatch</em> e <em>Olivia Colman</em>. Em especial, a <em>Amy </em>da <em>Kate McKinnon</em> se mostra <strong>problemática</strong>: suas piadas muitas vezes são <strong>fracas </strong>e ainda geram <strong>dúvida </strong>sobre o <strong>tom da personagem</strong>. Fica em aberto se ela foi criada como uma <strong>figura propositalmente sem noção</strong> ou se o roteiro acabou <strong>forçando </strong>excessivamente certas situações. E isso mesmo considerando o filme como uma sátira.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-02-scaled.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-02-1024x683.jpg" alt="
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>DEU CERTO?</strong></h2>



<p>No fim das contas, <em>Os Roses: Até Que a Morte os Separe</em> é um filme sobre <strong>escolhas </strong>e <strong>arrependimentos</strong>. Ele explora de maneira <strong>ácida</strong> e <strong>reflexiva</strong>, apesar de <strong>não tão engraçada</strong>, as <strong>dinâmicas </strong>do casamento contemporâneo. Há <strong>bons momentos</strong> de <strong>sarcasmo</strong>, <strong>deboche </strong>com <strong>verossimilhança</strong> que prendem a <strong>atenção</strong>. E, sem dúvida, o <strong>final </strong>é um destaque à parte, construído <strong>detalhe a detalhe</strong>, encerrando a história de forma <strong>satisfatória</strong>, reforçando o <strong>impacto emocional</strong> da sátira e deixando uma <strong>sensação de reflexão</strong> sobre as <strong>escolhas</strong>, os <strong>limites </strong>e os <strong>arrependimentos </strong>que moldam a vida e os relacionamentos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-03-scaled.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="552" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-03-1024x552.jpg" alt="Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe" class="wp-image-50492" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-03-1024x552.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-03-300x162.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-03-768x414.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-03-1536x828.jpg 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-Os-Roses-Ate-que-a-Morte-os-Separe-03-2048x1104.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p>PS: Dá vontade de conhecer o <strong>We&#8217;ve Got Crabs</strong>! Sim, há um duplo sentido aqui.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Posts Relacionados:</strong></h3>



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		<title>O Último Azul vai além do debate ao etarismo e encanta &#124; CRÍTICA</title>
		<link>https://u42.com.br/o-ultimo-azul-vai-alem-do-debate-ao-etarismo-e-encanta-critica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Verônica "Vevê" Cysneiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Aug 2025 00:35:09 +0000</pubDate>
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<p><strong>O Último Azul</strong> é o novo trabalho de <strong>Gabriel Mascaro</strong>, que além de assinar a direção, também escreve o roteiro junto de <strong>Tibério Azul</strong> e também em colaboração com a dupla de <em>Ainda Estou Aqui</em><strong> Murilo Hauser</strong> e <strong>Heitor Lorega</strong>. O longa já conquistou o <strong>Urso de Prata</strong> no <strong>Festival de Berlim</strong> deste ano, abriu com prestígio o <strong>Festival de Gramado</strong> e ainda integra a seleção oficial do <strong>Festival Internacional de Cinema Toronto</strong>. Com estreia marcada para o dia 28 de agosto nos <strong>cinemas brasileiros</strong>, é daqueles filmes que, se puder, vale muito a pena viver a <strong>experiência </strong>na <strong>tela grande</strong>.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="O ÚLTIMO AZUL | Trailer Oficial" width="838" height="471" src="https://www.youtube.com/embed/Kg6dEeqNtVc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Nele, seguimos <em>Tereza</em>, 77 anos, moradora de uma cidade industrial na <strong>Amazônia </strong>que, vê seu mundo virar de <strong>cabeça pra baixo</strong> quando é informada que precisa ir para uma <strong>colônia de idosos</strong>, um <strong>programa estatal de exílio compulsório</strong> para a <strong>terceira idade</strong>, um mecanismo que transforma a <strong>velhice </strong>em sentença de <strong>exclusão</strong>. Só que ela decide romper este <strong>destino </strong>e partir pelos <strong>rios </strong>e <strong>afluentes </strong>para cumprir um último desejo.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>VOCÊ SABE O QUE É UMA DISTOPIA?</strong></h2>



<p><em>O Último Azul</em> se apresenta como uma <strong>distopia</strong>, gênero que imagina <strong>sociedades futuras ou alternativas</strong> marcadas por <strong>sistemas de opressão</strong>, <strong>controle social</strong> ou <strong>crises que distorcem a vida cotidiana</strong>. <em>Gabriel Mascaro</em> já havia explorado um território distópico em seu filme anterior, <strong>Divino Amor</strong>, ambientado em 2027, onde <strong>religião </strong>e <strong>Estado </strong>estão fortemente entrelaçados.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-08.png"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-08-1024x576.png" alt="Universo-42-O-Ultimo-Azul-08" class="wp-image-50424" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-08-1024x576.png 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-08-300x169.png 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-08-768x432.png 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-08-1536x864.png 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-08.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p>Voltando a <em>O Último Azul</em>, esta é uma produção que coloca o <strong>etarismo </strong>no centro do <strong>debate</strong>. Na trama, a sociedade busca <strong>descartar os idosos</strong>, como se ficar velho fosse um <strong>fardo </strong>e não uma <strong>etapa natural da vida</strong>. O longa nos <strong>provoca </strong>a <strong>refletir </strong>sobre o <strong>verdadeiro sentido de envelhecer</strong> e a <strong>desconstruir preconceitos</strong>. <em>Tereza </em>está velha, sim, mas continua <strong>viva</strong>, <strong>curiosa</strong>, cheia de <strong>sonhos </strong>e <strong>vontades</strong>. E o que a narrativa ressalta é justamente isso: se tivermos sorte, todos nós chegaremos lá, a <strong>velhice </strong>é destino <strong>comum</strong>, ainda que muitos prefiram ignorar essa <strong>certeza</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O LONGO PROCESSO DE CRIAÇÃO DE O ÚLTIMO AZUL</strong></h2>



<p>Em <strong>entrevistas</strong>, <em>Gabriel Mascaro</em> revelou que esta obra é <strong>fruto de um processo longo</strong>, um <strong>roteiro </strong>que ele foi lapidando ao longo de<strong> dez anos</strong>. Parte da <strong>inspiração </strong>veio de sua <strong>própria avó</strong>, que começou a pintar aos 80 anos, e também de <strong>discussões </strong>que surgiram durante a <strong>Pandemia </strong>sobre a <strong>vulnerabilidade </strong>e a <strong>invisibilidade </strong>da população idosa. O diretor contou ainda que queria pensar um <strong>corpo antigo</strong> vivendo o <strong>presente</strong>, com <strong>desejos </strong>no presente, e não apenas como um <strong>repositório de memórias do passado</strong>. Sua intenção era mostrar um corpo idoso com <strong>vontades </strong>e <strong>sonhos</strong>, não alguém que estivesse apenas se despedindo da vida. <em>Tereza</em>, nesse sentido, representa essa <strong>potência</strong>: uma mulher que ainda deseja, ainda sonha e ainda quer celebrar a vida.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-09.png"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-09-1024x576.png" alt="Universo-42-O-Ultimo-Azul-09" class="wp-image-50422" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-09-1024x576.png 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-09-300x169.png 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-09-768x432.png 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-09-1536x864.png 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-09.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>ELENCO SIMPLESMENTE FANTÁSTICO E EM SINTONIA COM A HISTÓRIA E A TÉCNICA</strong></h2>



<p>O <strong>elenco </strong>de <em>O Último Azul</em> merece destaque, especialmente a <strong>atuação fenomenal de Denise Weinberg</strong>, que dá vida a <em>Tereza </em>com uma <strong>combinação rara de bondade e sagacidade</strong>, ela é boa, mas não é boba! <em>Tereza </em>é a <strong>total protagonista</strong> da história, conduzindo a narrativa com suas escolhas e vontades, enquanto os demais personagens aparecem ao longo de sua <strong>jornada</strong>. O <em>Cadu </em>de <strong>Rodrigo Santoro</strong>, embora <strong>coadjuvante</strong>, cumpre um papel <strong>fundamental</strong>, com uma passagem que <strong>impacta </strong>diretamente a <strong>trajetória </strong>de <em>Tereza</em>. O filme também valoriza a <strong>diversidade</strong> do elenco, incluindo <strong>atores amazonenses</strong>, com destaque para o <strong>Adanilo</strong>, além da escalação de <strong>Miriam Socarras</strong>, atriz cubana.&nbsp;</p>



<p><strong>Tecnicamente</strong>, este longa é um <strong>desbunde cinematográfico</strong>. Cada cena é uma <strong>obra de arte</strong>, como diversos &#8220;<em>One perfect shots</em>&#8220;, um verdadeiro &#8220;<em>This is cinema</em>&#8220;, como diria <em>Martin Scorsese</em>. A <strong>fotografia</strong>, assinada por <strong>Guillermo Garza</strong>, captura não apenas a <strong>vastidão</strong>, como uma <strong>áurea mística</strong> da <strong>Amazônia</strong>, transformando a floresta em um <strong>personagem vivo</strong>. A <strong>trilha sonora</strong>, composta por <strong>Memo Guerra</strong>, é igualmente <strong>marcante </strong>e <strong>imersiva</strong>. A filmagem foi realizada em <strong>dois meses</strong>, com a maior parte do tempo em <strong>barcos </strong>pelos rios amazônicos, conferindo <strong>autenticidade </strong>e <strong>intensidade </strong>à narrativa.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-12.png"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-12.png" alt="Universo-42-O-Ultimo-Azul-12" class="wp-image-50433" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-12.png 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-12-300x169.png 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-12-768x432.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, É BEM-HUMORADO</strong></h2>



<p><em>O Último Azul</em> também flerta com um <strong>humor leve</strong>, mas nada bobo. Eu morri de rir com o “<em>cata-velho</em>”, quase como se fosse uma <strong>carrocinha de cachorro</strong>, algo que, à primeira vista, parece <strong>absurdo</strong>, mas que, naquele universo distópico, se encaixa perfeitamente e soa totalmente <strong>verossímil</strong>. Não esperava encontrar esse tipo de <strong>comicidade</strong>, que acaba acrescentando <strong>camadas </strong>à história sem reduzir a <strong>seriedade </strong>das questões que ela levanta. Ao mesmo tempo que nos faz <strong>rir</strong>, é um tipo de realidade tão <strong>convincente </strong>que também <strong>assusta </strong>e <strong>incomoda</strong>, reforçando a força da narrativa.</p>



<p>O filme ainda brinca com o <strong>fantástico</strong>, mas nunca nos entrega uma <strong>resposta definitiva</strong>. É realmente <strong>magia</strong>, ou foi apenas uma <strong>coincidência</strong>? Aquele <strong>líquido azul</strong>, de fato, <strong>funciona</strong>, ou é apenas um <strong>alucinógeno</strong>? A trama ainda termina de <strong>forma aberta</strong>, algo que pode <strong>incomodar </strong>quem prefere conclusões claras, mas essa dúbia finalidade tem seu charme: provoca <strong>reflexão</strong>, deixa espaço para <strong>interpretação </strong>e mantém a <strong>história viva</strong> na mente do espectador muito depois de os <strong>créditos</strong> rolarem.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-02.png"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-02-1024x576.png" alt="Universo-42-O-Ultimo-Azul-02" class="wp-image-50427" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-02-1024x576.png 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-02-300x169.png 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-02-768x432.png 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-02-1536x864.png 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-02.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>VALE O INGRESSO?</strong></h2>



<p><em>O Último Azul</em> é um filme que <strong>encanta</strong>, tanto pela <strong>beleza </strong>de sua <strong>cinematografia </strong>quanto pela <strong>força </strong>dos temas que aborda. A história de <em>Tereza</em> é, acima de tudo, uma fuga da <strong>opressão</strong>, seja do <strong>Governo</strong>, seja da própria <strong>família</strong>, mostrando que ela não é uma <strong>incapaz</strong>, mas alguém que ainda tem vontades, sonhos e desejos. O longa nos lembra que nunca se é <strong>velho demais</strong> para começar algo e que é possível olhar para o <strong>futuro</strong>, e não apenas para o <strong>passado</strong>. Dessa forma, ultrapassa-se a <strong>crítica ao etarismo</strong>, lançando luz também sobre <strong>governos totalitários</strong> e sobre os <strong>laços familiares</strong>. Um <strong>filmaço</strong>!&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-11.png"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-11-1024x576.png" alt="Universo-42-O-Ultimo-Azul-11" class="wp-image-50421" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-11-1024x576.png 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-11-300x169.png 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-11-768x432.png 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-11-1536x864.png 1536w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Universo-42-O-Ultimo-Azul-11.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p><strong>PS:</strong> <em>O Último Azul</em> está na <strong>lista final</strong> para a escolha de qual filme irá representar o <strong>Brasil</strong> no <strong>Oscar 2026</strong>. Ele terá um concorrente à altura, <strong>O Agente Secreto</strong>, do <strong>Kleber Mendonça Filho</strong>, com o <strong>Wagner Moura</strong>, premiado em <strong>Cannes</strong>. Estamos muito bem servidos como no ano em que tivemos <strong>Bacurau</strong> e <strong>A Vida Invisível..</strong>. E que ótimas levas de história nosso cinema tem tido, lindo de ver!</p>



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