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	<title>Fabiana Zau, Autor em Universo 42</title>
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	<description>Salvando sua vida do tédio moderno</description>
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		<title>Rivais é filme sobre relacionamentos que finge ser sobre partida de Tênis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Zau]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Apr 2024 22:10:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dirigido por Luca Guadagnino, Rivais é um filme sobre campeonato de Tênis sem ser sobre isso. Isso porque apesar da trama se desenrolar a partir desta modalidade esportiva e o trio protagonista ser formado por jogadores, na verdade, o longa é sobre relacionamento. Tanto afetivo/conjugal quanto amizade. Na narrativa, Zendaya interpreta Tashi Duncan, uma tenista [&#8230;]</p>
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<p>Dirigido por Luca Guadagnino, <em><strong>Rivais</strong></em> é um filme sobre campeonato de Tênis sem ser sobre isso. Isso porque apesar da trama se desenrolar a partir desta modalidade esportiva e o trio protagonista ser formado por jogadores, na verdade, o longa é sobre relacionamento. Tanto afetivo/conjugal quanto amizade. </p>



<figure class="wp-block-embed-youtube aligncenter wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div></figure>



<p>Na narrativa, Zendaya interpreta Tashi Duncan, uma tenista de sucesso que após sofrer uma lesão enquanto joga, passa a trabalhar como treinadora. Na adolescência ela conhece a dupla de amigos, Art (Mike Faist) e Patrick (Josh O`Connor), dois jovens tenistas.&nbsp;</p>



<p>De cara, ambos ficam encantados por ela, tendo Tashi a ideia de decidir quem será presenteado com o número dela através de uma partida de tênis. Como Patrick sai vitorioso, ele recebe o contato dela e logo começam a namorar.</p>



<p>A amizade dos dois caras continua, mas começa a ficar abalada a partir daí.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="597" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/04/rivais-trailer-1024x597.jpg" alt="" class="wp-image-44880" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/04/rivais-trailer-1024x597.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/04/rivais-trailer-300x175.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/04/rivais-trailer-768x448.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/04/rivais-trailer.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Os personagens Art, Tashi e Patrick em cena de Rivais. </figcaption></figure></div>



<p>Tashi estava acostumada a ser bajulada por todos. O seu talento aliado a sua beleza a tornava admirada por quem cruzasse seu caminho. Ela, por sua vez, desde mais nova, não fazia nem questão de esconder que só conseguia amar a si mesma e ao tênis. Os outros são apenas marionetes na mão dela, servem apenas para atender as suas necessidades.&nbsp;</p>



<p>E isso não seria diferente com Art e Patrick, obviamente.</p>



<p>Só que diferente de Art, que assim como todo mundo, fazia tudo que ela queria, Patrick é tão egocêntrico quanto ela. Ele não permitia que ela o colocasse no papel de mais um membro do fã-clube, como o resto. O próprio afirma que ele é seu parceiro e não seu tiete.&nbsp;</p>



<p>Pra Tashi, ouvir isso é equivalente a perder uma jogada. Ou seja, uma grande tragédia. Por isso, não só o relacionamento deles chega ao fim, como também a amizade entre Patrick e Art.&nbsp;</p>



<p>Os anos passam e Tashi se envolve com Art e formam uma família. Ele, treinado por ela, vira um ótimo tenista. Mas, ao contrário dela, ele não colocava o tênis acima de tudo. Com o tempo, ele já estava cansado. Ele só queria ver a filha deles crescer. Constatar isso faz Tashi perder o interesse por ele, já que ele não teria mais utilidade pra ela.&nbsp;</p>



<p>Fica claro que ela é uma mulher totalmente narcisista quando ele diz que a ama e ela responde com “Eu sei”. A cada jogo que o marido perdia, mais Tashi se afastava dele. Ela não se importava com ele e talvez nem com a filha. A vida dela era o tênis e só isso importava pra ela. Ela dormia e acordava pensando em tênis. Respirava tênis 24 horas por dia.<strong> Tênis era seu único e grande amor.</strong> Ela era casada com o tênis. Sempre foi.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/04/zendaya-2-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-44881" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/04/zendaya-2-1024x1024.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/04/zendaya-2-300x300.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/04/zendaya-2-150x150.jpg 150w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/04/zendaya-2-768x768.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/04/zendaya-2-160x160.jpg 160w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/04/zendaya-2-240x240.jpg 240w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/04/zendaya-2-60x60.jpg 60w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/04/zendaya-2-184x184.jpg 184w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/04/zendaya-2.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Zendaya na pele de Tashi Duncan</figcaption></figure></div>



<p>Embora Art seja o seu pupilo perfeito, o seu seguidor fiel, ele não proporcionava aquilo que move a vida de Tashi: o desafio. Já Patrick, ao enfrentar ela, a impulsionava a se mexer e querer ganhar o “jogo”. E como toda pessoa que não aceita perder ou ganhar de forma fácil, Tashi adorava ser testada. Isso trazia prazer para ela.</p>



<p>Além disso, existia uma diferença clara entre os dois. Enquanto um é esforçado, o outro tem o talento. Isso porque Art, com a ajuda dela, foi se aperfeiçoando, melhorando seu desempenho no tênis, até se tornar um bom jogador. Enquanto Patrick não tinha disposição para crescer como o outro tinha, mas em compensação tinha o talento. Ele não levava o esporte tão a sério como Art e Tashi levavam.&nbsp;</p>



<p>Como ele veio de uma família abastada financeiramente, conforme o que foi mencionado por Tashi, não tinha necessidade de lutar para conseguir suas coisas. Ele jogava tênis apenas porque gostava. No caso da personagem da Zendaya, dá a entender que as coisas foram mais complicadas. E isso explica o motivo dela ser tão disciplinada beirando a obsessão. Quanto mais complicada a vida de alguém, mais valor ela dá às oportunidades.&nbsp;</p>



<p><strong><em>Rivais </em></strong>surpreende ao causar tanta reflexão com o que parecia só mais um filme de esporte. A trilha sonora é uma das marcas registradas dele, o que pode agradar ou desagradar o público. Algumas pessoas podem achar que exageram demais nesse elemento e outras, ao contrário, vão gostar justamente desse exagero. De qualquer forma, ninguém pode negar que as músicas no momento certo tornam as cenas mais impactantes. <strong>E qual a função da trilha sonora senão construir o clima que a trama pretende passar?</strong></p>



<p>Em alguns momentos o espectador pode se sentir tonto com tanta movimentação de câmera. Mas, é proposital para que nos deixe imersos no jogo, não permitindo que desgrudemos os olhos da bola.</p>



<p>A personagem da Zendaya é uma mulher que não vai agradar à maioria do público, principalmente o público masculino. De fato, como foi explicado aqui no texto, Tashi é egocêntrica, narcisista, egoísta, e muitas outras coisas. <strong>Porém, se ela fosse um homem, será que causaria o mesmo choque e o mesmo nível de crítica?</strong> Ou seria vista apenas como uma pessoa forte e determinada? Fica a questão.&nbsp;</p>



<p><em>Rivais</em> é um ótimo filme, que vale a pena rever quantas vezes puder. </p>



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		<title>Instinto Materno é um bom suspense, mas nada marcante</title>
		<link>https://u42.com.br/instinto-materno-bom-suspense-mas-nada-marcante/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Zau]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Mar 2024 15:21:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Baseado no livro de mesmo nome, da autora Bárbara Abel, o filme Instinto Materno, estrelado por Anne Hathaway e Jessica Chastain, traz à cena dois casais de amigos que têm filhos da mesma idade.&#160; Tanto os adultos quanto as crianças são muito unidas e vivem felizes apesar de Alice (Jessica Chastain) desejar voltar a trabalhar [&#8230;]</p>
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<p>Baseado no livro de mesmo nome, da autora Bárbara Abel, o filme<em> Instinto Materno</em>, estrelado por Anne Hathaway e Jessica Chastain, traz à cena dois casais de amigos que têm filhos da mesma idade.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="692" height="1024" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Instinto_Materno_Poster-692x1024.jpg" alt="" class="wp-image-44578" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Instinto_Materno_Poster-692x1024.jpg 692w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Instinto_Materno_Poster-203x300.jpg 203w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Instinto_Materno_Poster-768x1137.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Instinto_Materno_Poster.jpg 1013w" sizes="(max-width: 692px) 100vw, 692px" /></figure>



<p>Tanto os adultos quanto as crianças são muito unidas e vivem felizes apesar de Alice (Jessica Chastain) desejar voltar a trabalhar como jornalista e não ter o apoio do marido que, ao contrário dela, quer ter mais um filho.&nbsp;</p>



<p>Até que um trágico acidente desestabiliza a todos. O filho de Celine (Anne Hathaway) cai da sacada sem que Alice consiga impedir a tempo. O problema, além do luto, é que Celine culpa a amiga pelo que aconteceu. Isso porque ela viu o menino em pé na sacada e ao invés de pegar um atalho para chegar mais rápido até ele, ela faz um caminho mais longo.&nbsp;</p>



<p>Nisso, os pais do garoto acreditam que ela poderia ter evitado o que aconteceu e que se fosse o filho dela ela teria agido de outra forma.&nbsp;</p>



<p>Pra piorar a situação, Celine não pode ter mais filhos. Ou seja, ela perdeu seu único filho. A raiva misturada com inveja da amiga vai enlouquecendo ela a ponto dela começar a colocar o filho de Alice em risco só para testá-la e puni-la. E com o tempo, os dois, Celine e a criança vão se aproximando mais. Afinal, os dois estão sofrendo pela mesma perda.&nbsp;</p>



<p>Diferente de Alice que estava insatisfeita com a sua vida de esposa e mãe e desejava algo mais, Celine sentia ter a vida perfeita. A vida de dona de casa era tudo que ela sempre quis ter e a preenchia por completo. Sua única questão era não poder dar uma irmã para o filho.&nbsp;</p>



<p>Por isso, quando o acidente acontece, sua vida desmorona. Porque o seu mundo perfeito foi quebrado e ela não tinha como consertá-lo.&nbsp;</p>



<p>Dessa forma, ela passa a ficar obcecada pelo filho da amiga. Ela queria substituir uma criança pela outra e leva isso até as últimas consequências. Contudo, suas atitudes não ficam claras para o público durante o desenvolvimento da trama, sendo reveladas só no final.</p>



<p>No desenrolar da história de <em>Instinto Materno</em>, o público se pergunta se Celine realmente é culpada de tudo que a amiga imagina ou se Alice está exagerando, vendo coisa onde não existe.&nbsp;</p>



<p>A pergunta principal do filme é:<strong> o que Alice sente é instinto maternal ou só reflexo de sua ansiedade?</strong></p>



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<p>Sobre a personagem de Anne Hathaway, alguns podem enxergá-la como psicopata. Mas não penso que seja o caso. Ela é uma mulher que está passando por um trauma e o fato dela não poder ter mais filhos torna sua dor ainda maior. </p>



<p>Antes do acidente, ela era uma boa amiga, mãe e esposa. Tanto é que ela apoia Alice a voltar pro trabalho se isso a deixará feliz. O luto e a forma que aconteceu transformam ela em uma outra pessoa. </p>



<p>O fato dela não ter conseguido proteger a cria e impedir o que aconteceu também influencia em seu comportamento.&nbsp;</p>



<p>Quando uma mãe não consegue proteger o filho dos perigos, sempre vem um sentimento de culpa junto. E acho que esse pode ter sido o caso dela.&nbsp;</p>



<p>O cenário, a época, a relação inicial entre os personagens e até mesmo aspectos da trama, lembram muito o filme da Amazon Prime:<em> Não se preocupe, Querida</em>. A insatisfação com a vida de dona de casa sentida pela personagem da Jessica Chastain é a mesma da personagem da Florence Pugh no filme da Prime Video.&nbsp;</p>



<p>Em ambos os longas tudo parece perfeito até que desmorona.&nbsp;</p>



<p>A atuação de Anne Hathaway e Jessica Chastain, como é de se esperar se tratando delas, não desaponta. Quando as duas interagem em cena, não tem como não prestar atenção nelas. </p>



<p>É importante destacar também, o talento do ator mirim, que faz o filho de Alice, o pequeno ator Eamon Patrick O’ Connell, que vive Theo na trama.</p>



<p><em>Instinto Materno</em> não é um grande filme. Pra quem está esperando muito, pode se decepcionar. O que não significa que seja ruim. É sim um bom suspense, mas não é dos melhores. Tem muita cara de filme que passa na Tela Quente da Globo. Ou seja, distrai, mas nada marcante e que vale a pena rever.</p>



<p> Assista sem grandes expectativas. </p>



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		<title>Anatomia de uma Queda é uma investigação criminal sobre relações humanas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Zau]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jan 2024 00:06:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Anatomia de uma Queda, filme francês, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes e no Globo de Ouro nas categorias “Melhor filme em língua estrangeira” e “melhor roteiro”. O longa, dirigido por Justine Triet, é uma história policial com muitas camadas.&#160; Numa casa isolada, cercada por neve, um casal vive com seu filho [&#8230;]</p>
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<p><em><strong>Anatomia de uma Queda</strong></em>, filme francês, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes e no Globo de Ouro nas categorias “<em>Melhor filme em língua estrangeira</em>” e<em> “melhor roteiro</em>”. O longa, dirigido por Justine Triet, é uma história policial com muitas camadas.&nbsp;</p>



<p>Numa casa isolada, cercada por neve, um casal vive com seu filho e um cachorro. Até que certo dia, enquanto o filho saía pra levar o cão pra passear, uma tragédia ocorre. Ao voltar, encontra o pai morto em frente à casa. </p>



<p>Dessa forma, desencadeia-se uma série de investigações sobre o caso a fim de descobrir a verdade. Teria ele se suicidado? Foi assassinado pela esposa? Ou foi simplesmente um acidente?&nbsp;</p>



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<iframe loading="lazy" title="ANATOMIA DE UMA QUEDA | Trailer Oficial" width="838" height="471" src="https://www.youtube.com/embed/wUcOD9f4Dvo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>A maior parte de <strong>Anatomia de Uma Queda</strong> se passa no tribunal, onde Sandra (Sandra Huller), a esposa do falecido, é julgada pela morte do marido. Diante disso, verdades sobre o casamento deles vão sendo reveladas aos poucos.&nbsp;</p>



<p>O filho deles têm deficiência visual devido a um acidente que ocorreu no passado, no qual o pai se sente culpado. Juntando o peso da culpa com a frustração por não conseguir terminar seu livro e a quantidade de responsabilidade com a casa e com o filho, ele estava cada vez mais exausto da própria vida.</p>



<p>A esposa, ao contrário, lançou vários livros, fez sucesso como escritora e estava mais realizada com sua vida. O que gerava raiva e competição do marido em relação a ela. Outro motivo que gerava revolta é que ela pegou uma ideia dele e usou para escrever o livro dela. </p>



<p>Por isso, pra ele, ela fez sucesso às custas da ideia dele. Só que, por outro lado, ela pediu permissão pra fazer isso e ele topou e, além disso, ela só pegou a ideia dele de inspiração e criou algo novo a partir disso. Ele só tinha um projeto e ela desenvolveu esse projeto em mais de 300 páginas, como ela mesmo diz.</p>



<p>Claro que ela também cometeu erros na relação, mas não existe mocinho e vilão nessa história. Ambos estavam lidando com seus problemas da maneira que conseguiam.&nbsp;</p>



<p>A trama começa de forma um pouco lenta, mas depois vai pegando ritmo. Quem não tem paciência com excesso de diálogos não vai gostar muito do filme. É muito mais diálogo do que ação. Só que, ao mesmo tempo, os diálogos são acelerados. É um bate e volta constante, um fala atrás do outro sem quase interrupção.&nbsp;</p>



<p>Quem não gosta de filmes de tribunal também não vai curtir a experiência. A maioria das cenas se passa no tribunal. O foco do filme é a investigação criminal. O público é instigado o tempo todo a desvendar o mistério.&nbsp; A cada nova informação que surge a opinião sobre o caso muda. A dúvida sobre Sandra ser culpada ou não perdura quase até o final do filme.&nbsp;</p>



<p>Um fato curioso é a forma que o tribunal é conduzido. Ao invés de seguirem as regras que estamos acostumados a ver em outros filmes do gênero, como tanto o advogado quanto o promotor serem obrigados a pedir permissão para interferir na fala um do outro, em Anatomia de uma Queda o julgamento parece mais uma reunião de condomínio do que um julgamento de fato. </p>



<p>Isso ocorre porque um fala em cima do outro, todos cortam a fala de quem quiser sem pedir ao juiz. Até mesmo a réu fala o que quer e quando quer sem ser penalizada por isso. É uma verdadeira bagunça.</p>



<p>Embora isto não atrapalhe em nada no desenvolvimento da trama, não deixa de ser algo que chama a atenção ao assistir. Talvez isso seja comum na França. </p>



<p>É um filme interessante para refletir sobre como os sonhos e estilo de vida podem interferir num casamento e afetar os filhos. Cada um com suas verdades e motivações. A verdade nem sempre é uma só. Por isso não dá pra julgar nenhum dos dois lados.</p>



<p>Em resumo, esse premiado longa francês é uma história de investigação criminal que vai muito além disso. É um filme pra quem gosta de histórias reais, com pessoas reais, sem maniqueísmos. Se você procura algo preto no branco, não vai encontrar aqui.&nbsp;</p>



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		<title>Tesla: O Homem Elétrico – Uma apresentação de museu em forma de filme</title>
		<link>https://u42.com.br/tesla-o-homem-eletrico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Zau]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Apr 2023 19:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes & TV]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Biografias sempre são interessantes. Nos ajuda a ver melhor como eram os costumes, como ocorreram os eventos, e como se comportavam as pessoas em épocas passadas. E, principalmente, nos ajuda a compreender melhor a trajetória de uma certa figura histórica que geralmente só conhecemos de fotos ou livros. Esse é o caso de Tesla: O [&#8230;]</p>
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<p><strong>Biografias sempre são interessantes</strong>. Nos ajuda a ver melhor como eram os costumes, como ocorreram os eventos, e como se comportavam as pessoas em épocas passadas. E, principalmente, nos ajuda a compreender melhor a trajetória de uma certa figura histórica que geralmente só conhecemos de fotos ou livros. Esse é o caso de <em><strong>Tesla: O Homem Elétrico</strong></em>, que leva esse tipo de experiência um pouco mais além.</p>



<p>O filme retrata a vida de Nikola Tesla (Ethan Hawke), na época de sua ascensão como um renomado e controverso inventor, cujas invenções na época eram subestimadas, e hoje são consideradas à frente do seu tempo. </p>



<p>Acompanhamos a vida de Tesla desde os tempos em que ele trabalhava para Thomas Edison (Kyle MacLachlan) até o período em que a famosa Torre de Tesla foi inventada.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/04/tesla-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-41603" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/04/tesla-1024x576.jpeg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/04/tesla-300x169.jpeg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/04/tesla-768x432.jpeg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/04/tesla.jpeg 1400w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Nikola Tesla</figcaption></figure></div>



<p>Como podemos esperar de um filme que aborda a vida de um inventor cujos trabalhos envolvem principalmente eletricidade, encontraremos aqui diversos diálogos e explicações técnicas que podem deixar alguns espectadores perdidos enquanto acompanha as cenas. </p>



<p>Mas embora complexos, esse tipo de conversa e interação entre os personagens torna crível que eles realmente sabem do que estão falando, o que deixa tudo mais realista.</p>



<p>O filme é quase que todo sob o ponto de vista de Tesla. Dito isso, personagens surgem e vão embora de maneira súbita às vezes, o que pode confundir espectadores desatentos. Mas o destaque, além do próprio protagonista, é a presença constante de Anne Morgan (Eve Hewson). Além de estar presente na trama praticamente do início ao fim, Anne também tem um outro papel: a da narradora contemporânea do filme.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/04/download-1.jpg" alt="" class="wp-image-41604" width="245" height="360"/><figcaption>Cartaz do filme</figcaption></figure></div>



<p><em>Tesla </em>é quase que uma grande apresentação de museu. Conforme a trama vai avançando, Anne retorna como narradora, nos explicando acontecimentos como se fosse uma professora ou guia de museu. Inclusive, nos mostrando os resultados de pesquisas no Google, o que torna tudo muito interessante, como se realmente estivéssemos tendo uma aula de história. Apesar disso, muitos momentos podem sair um pouco do tom, interrompendo a dramaturgia para inserir informações, cortando assim a experiência cinematográfica em questão. Mesmo assim, é uma proposta diferente.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="740" height="494" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/04/tesla2.jpg" alt="" class="wp-image-41606" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/04/tesla2.jpg 740w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/04/tesla2-300x200.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/04/tesla2-321x214.jpg 321w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/04/tesla2-140x94.jpg 140w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><figcaption>Tesla (Ethan Hawke) e Anne Morgan (Eve Hewson) em cena do filme</figcaption></figure></div>



<p>E nesse mesmo sentido, esse estilo de “apresentação de museu” também é retratado em cenários. Em diversas cenas, os cenários atrás dos personagens são fotos ou pinturas. Muitas, inclusive, sendo as fotos reais retratando a ocasião que o filme está se referindo. Obviamente, isso não é questão de falta de orçamento ou nada parecido. Mas sim, uma pura liberdade criativa para retratar os eventos de uma forma mais artística e, porque não, divertida e ao mesmo tempo intimista.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="997" height="720" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/04/tesla-ethan-hawke-ifc-films.jpg" alt="" class="wp-image-41605" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/04/tesla-ethan-hawke-ifc-films.jpg 997w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/04/tesla-ethan-hawke-ifc-films-300x217.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/04/tesla-ethan-hawke-ifc-films-768x555.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/04/tesla-ethan-hawke-ifc-films-287x208.jpg 287w" sizes="(max-width: 997px) 100vw, 997px" /><figcaption>Cena do filme</figcaption></figure></div>



<p>Quando falamos dos fatos históricos retratados na trama, é bem interessante como temos um bom resumo do que acontecia naquela época. </p>



<p>Apesar de focar em Tesla, somos introduzidos a outros homens e mulheres importantes daquela época, como o próprio inventor Thomas Edison, o empresário George Westinghouse (Jim Gaffigan), o primeiro criminoso morto executado através de cadeira elétrica William Kemmler (Blake Delong), a atriz Sarah Bernhardt (Rebecca Dayan), e o banqueiro J.P. Morgan (Donnie Keshawarz) que também é o pai de Anne. </p>



<p>Fora diversos eventos importantes como a invenção da cadeira elétrica e a World’s Columbian Exposition de 1893, e por aí vai.</p>



<p><em>Tesla: O Homem Elétrico</em> é uma experiência diferente para quem busca uma biografia em forma de filme que seja interessante e autêntica. Apesar de um pouco lenta e com diálogos muito técnicos em alguns momentos, para os fãs de história e tecnologia, isso pode ser algo secundário. </p>



<p>Uma produção cinematográfica autêntica e que parece querer honrar a memória de uma das mentes mais brilhantes, e ao mesmo tempo mais injustiçadas, do século XX.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube aligncenter wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Tesla - O Homem Elétrico - Trailer legendado HD - 2020 - Biografia | Festival Filmelier" width="838" height="471" src="https://www.youtube.com/embed/DYc9TZrNaXw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



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		<title>Skinamarink: Canção de Ninar é um tédio experimental</title>
		<link>https://u42.com.br/skinamarink-um-tedio-experimental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Zau]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Mar 2023 22:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes & TV]]></category>
		<category><![CDATA[A2 filmes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabe aquela ideia de que o terror não precisa mostrar muita coisa pra assustar? O filme Skinamarink : Canção de Ninar levou essa ideia à sério demais. O longa, que se preocupa mais em mostrar cenários do que personagens, retrata uma espécie de pesadelo ou imaginação infantil. O objetivo é ser o mais subjetivo possível [&#8230;]</p>
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<p>Sabe aquela ideia de que o terror não precisa mostrar muita coisa pra assustar? O filme <em><strong>Skinamarink : Canção de Ninar</strong></em> levou essa ideia à sério demais.</p>



<p>O longa, que se preocupa mais em mostrar cenários do que personagens, retrata uma espécie de pesadelo ou imaginação infantil. O objetivo é ser o mais subjetivo possível mesmo, isto é, cada pessoa que assistir pode interpretar as imagens da forma que lhe convém.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube aligncenter wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Skinamarink  | Trailer Legendado" width="838" height="471" src="https://www.youtube.com/embed/GNLX97_pa-I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Por possuir pouquíssimas falas e não permitir que o expectador veja direito a fisionomia dos personagens, o cenário e as distorções dele são tudo que se tem para entender o propósito da obra, que aparentemente mostra duas crianças sozinhas em casa, provavelmente de madrugada, tendo que lidar com uma criatura sobrenatural e mudanças em casa como portas e janelas que desaparecem do nada.&nbsp;</p>



<p>Se é real ou não, não dá pra saber. Pode ser apenas fruto da fantasia das crianças. <strong>Afinal, qual criança nunca teve medo de escuro?&nbsp;</strong></p>



<p>Apesar de ser interessante nos fazer reviver nossos medos de criança e ter um aspecto nostálgico e macabro ao mesmo tempo, <em>Skinamarink</em> não vai agradar a maioria.&nbsp;</p>



<p>São uma hora e quarenta minutos cansativos de assistir. A forma escolhida para desenvolver a ideia funcionaria melhor num formato de curta. Para um longa metragem, além de desnecessário, fica muito monótono. O filme perde minutos mostrando um objeto, paredes, tetos, pisos, ou partes deles.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="427" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinamarink-cancao-de-ninar-filme-terror-1-1-1024x427.png" alt="" class="wp-image-41087" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinamarink-cancao-de-ninar-filme-terror-1-1-1024x427.png 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinamarink-cancao-de-ninar-filme-terror-1-1-300x125.png 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinamarink-cancao-de-ninar-filme-terror-1-1-768x320.png 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinamarink-cancao-de-ninar-filme-terror-1-1.png 1500w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p>A proposta é ser um terror experimental, inovador, com ar de cult. E o problema está justamente aí. O diretor <strong>Kyle Edward Ball</strong>, que também é o roteirista, se preocupa mais em fazer algo transgressor do que em contar uma boa história. </p>



<p>Prefere que seu longa de estreia seja lembrado como diferentão do que como aquele que possui uma trama inesquecível. Em outras palavras, focou tanto em criar a atmosfera que esqueceu que um filme é muito mais do que sua estrutura.&nbsp;</p>



<p>Para não dizer que não tem pontos positivos, os efeitos sonoros se fossem aliados a um bom roteiro, teriam bastante potencial para construir um clima de suspense e terror. E a forma de filmar como se fosse gravação amadora lembra <em>Atividade Paranormal</em>.&nbsp; A diferença é que esse outro filme de terror é muito mais do que isso.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="329" height="480" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/03/skinamarink.jpg" alt="" class="wp-image-41088" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/03/skinamarink.jpg 329w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/03/skinamarink-206x300.jpg 206w" sizes="(max-width: 329px) 100vw, 329px" /></figure></div>



<p>Trechos de<em> Skinamarink</em> vazaram na internet durante sua exibição no festival de cinema espanhol antes da data de lançamento pensada pelos distribuidores e acabou viralizando no TikTok em época de Halloween. Só que para o formato do TikTok, que são vídeos curtos, realmente a proposta funciona, mas como dito aqui antes, para um longa vira um tédio só.&nbsp;</p>



<p>Se você curte filmes nessa proposta experimental, pode ser até que goste. Se não, passe longe dele, pois com certeza não vai te agradar. </p>



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		<title>Manu Gavassi faz homenagem a Rita Lee no Acústico MTV</title>
		<link>https://u42.com.br/manu-gavassi-faz-homenagem-a-rita-lee-no-acustico-mtv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Zau]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2023 22:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O acústico MTV: Manu Gavassi canta Fruto Proibido vai estar disponível na Paramount Plus à partir da meia-noite do dia 2 de Fevereiro e na MTV e Pluto Tv às 20:20 do mesmo dia. Mas, o Universo 42 esteve presente na coletiva de imprensa com a cantora, que aconteceu nesta sexta à tarde e pôde [&#8230;]</p>
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<p>O acústico MTV: <em>Manu Gavassi canta Fruto Proibido</em> vai estar disponível na Paramount Plus à partir da meia-noite do dia 2 de Fevereiro e na MTV e Pluto Tv às 20:20 do mesmo dia. Mas, o Universo 42 esteve presente na coletiva de imprensa com a cantora, que aconteceu nesta sexta à tarde e pôde saber o que a Manu achou de fazer o acústico, ouviu sobre sua paixão antiga por Rita Lee, dentre outras coisas que vamos contar aqui pra vocês.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="854" height="477" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/manu-gavassi.jpg" alt="" class="wp-image-40334" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/manu-gavassi.jpg 854w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/manu-gavassi-300x168.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/manu-gavassi-768x429.jpg 768w" sizes="(max-width: 854px) 100vw, 854px" /><figcaption>Acústico MTV: Manu Gavassi canta Fruto Proibido</figcaption></figure></div>



<p>A primeira curiosidade que a artista contou pra gente foi sobre ter mantido os tons originais das músicas do álbum <em>Fruto Proibido</em>, o que foi um desafio pra ela, pois não é um tom que ela estava acostumada a cantar. Fez aula de canto para ter certeza que iria atingir o tom de Rita e não decepcionar os fãs das duas. Inclusive, sua professora de canto, que é a mesma desde seus 13 anos, apoiou-a durante todo o processo, o que foi muito importante já que ela estava com muito medo de cantar errado. Mas como a própria Manu disse, coisa de capricorniana controladora e perfeccionista.</p>



<p>Ela contou que a gravação para o acústico foi a primeira vez que ela conseguiu se divertir de verdade enquanto se apresentava. Foi um momento que ela finalmente pôde deixar o autocontrole e o perfeccionismo de lado e curtir o que estava fazendo. </p>



<p>Sua intenção era homenagear a Rita sem que parecesse um cosplay da cantora. Pra isso, deu um toque seu ao projeto, participando de todo o processo criativo do espetáculo. Desde o figurino, maquiagem, cenário, até a direção e roteiro do projeto, tudo passou por seu crivo. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/manu-gavassi-2-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-40335" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/manu-gavassi-2-1024x576.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/manu-gavassi-2-300x169.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/manu-gavassi-2-768x432.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/manu-gavassi-2.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Manu Gavassi canta Fruto Proibido</figcaption></figure></div>



<p>Em se tratando de figurino, ela deu dois detalhes curiosos: disse que usou o mesmo corset de Gracinha (seu outro ´álbum visual) só que tingido de outra cor. E contou que quando era criança e desenhava como imaginava que estaria quando fosse adulta, era exatamente da mesma forma que aparece no acústico MTV; de cabelos longos e ondulados, corset e calça boca de sino. Ou seja, bem hippie. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/manu-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-40336" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/manu-1024x576.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/manu-300x169.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/manu-768x432.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/manu.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p>Quando se olhou no espelho depois de vestir o figurino do show, viu que estava igualzinha ao que a pequena Manu sonhou. Ela sentiu que estava honrando sua criança interior, o que a deu ainda mais certeza de que precisava realizar aquele trabalho. </p>



<p>Manu, que diz que sonha em participar um dia de um musical, reforçou seu amor por contar histórias através da arte e por mulheres que são mestres em fazer isso. Além de Rita Lee e outras cantoras lendárias da música brasileira, Manu também citou divas do pop que são exemplos de contadoras de histórias e  grandes inspirações pra sua carreira.</p>



<p>Taylor Swift, é claro, Alanis Morissette, Bilie Eilish e Lily Allen são suas estrelas do pop internacional favoritas. Sobre Lily, ela disse ser uma inspiração devido ao tom de voz doce e as letras ácidas e loucas da cantora. Esse tom agridoce do pop inglês é algo que  ela se identifica muito.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="662" height="421" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/lily-allen-com-o-cabelo-preso_393945_36.jpg" alt="" class="wp-image-40337" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/lily-allen-com-o-cabelo-preso_393945_36.jpg 662w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/lily-allen-com-o-cabelo-preso_393945_36-300x191.jpg 300w" sizes="(max-width: 662px) 100vw, 662px" /><figcaption>Lily Allen, cantora inglesa que é inspiração pra Manu Gavassi</figcaption></figure></div>



<p>Quando perguntada sobre qual música do <em>Fruto Proibido</em> seria a trilha sonora de sua vida, ela respondeu <em>Luz del Fuego</em>. Porém, todo o álbum a representa por causa da liberdade feminina que ele prega.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube aligncenter wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Rita Lee - Luz Del Fuego" width="838" height="471" src="https://www.youtube.com/embed/3gyMTYEbCvs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption>Luz del Fuego: música do Fruto Proibido que Manu escolheu como trilha sonora da sua vida</figcaption></figure>



<p>Sobre sua admiração por Rita Lee, a homenageada do acústico, ela já deixa claro há muitos anos. Todos que acompanham seu trabalho sabem o quanto ela é super fã da Rita. Duas músicas dela, inclusive, citam o nome da artista: <em>Deve Ser Horrível Dormir sem Mim</em> e <em>Bossa Nova.</em> </p>



<p>Algo que nem todos sabiam é que o primeiro áudio que ela ouviu após sua participação no BBB20 foi da própria Rita Lee. Nem precisamos dizer o quanto ela ficou feliz com isso, né? </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="768" src="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Manu-Gavassi-Rita-Lee-2-1200x900-1-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-40339" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Manu-Gavassi-Rita-Lee-2-1200x900-1-1024x768.jpeg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Manu-Gavassi-Rita-Lee-2-1200x900-1-300x225.jpeg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Manu-Gavassi-Rita-Lee-2-1200x900-1-768x576.jpeg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Manu-Gavassi-Rita-Lee-2-1200x900-1.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Rita Lee e Manu Gavassi</figcaption></figure></div>



<p>Por último, Manu Gavassi agradeceu a presença dos jornalistas na coletiva de imprensa e espera que todos gostem do resultado do projeto. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Assista ao teaser do projeto: </h3>



<figure class="wp-block-embed-youtube aligncenter wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Acústico MTV | Manu Gavassi canta Fruto Proibido de Rita Lee | Paramount Plus Brasil" width="838" height="471" src="https://www.youtube.com/embed/YdS5c3Iak8s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Posts Relacionados:</strong></h4>



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		<title>Babenco &#8211; Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou é um documentário feito para os íntimos</title>
		<link>https://u42.com.br/critica-babenco-alguem-tem-que-ouvir-o-coracao-dizer-parou/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Zau]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Nov 2020 22:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[hector babenco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Babenco- Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou estreou no festival internacional de cinema de Veneza e pode concorrer ao Oscar 2021. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>“Eu já vivi minha morte. Agora só falta fazer o filme.”</em></strong> &#8211; Babenco</p>



<p>Lançado em 2019, <em><strong>Babenco &#8211; Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou</strong></em>, estreou no festival internacional de cinema de Veneza, vencendo na categoria de melhor documentário e recebendo o prêmio da crítica independente Bisato D&#8217;oro no mesmo festival. </p>



<p>Dirigido e roteirizado (nessa função em parceria com Maria Camargo) por Bárbara Paz, ex-mulher de Héctor Babenco, o filme em formato de documentário, mostra os momentos finais do diretor argentino naturalizado no Brasil, mesclado com cenas dos filmes nos quais trabalhou e comentários do mesmo sobre suas inspirações, experiências e motivações por trás de seus grandes sucessos.&nbsp;</p>



<p>Conhecido por filmes como <em>Pixote</em>, <em>A Lei do Mais Fraco</em>, <em>O beijo da mulher aranha </em>e principalmente, o famoso <em>Carandiru</em>, que foi baseado no livro do médico e amigo de Babenco, Drauzio Varella, Héctor Babenca relata como sua paixão pelo cinema e pela arte de forma geral sempre o impulsionou a expor suas ideias para o mundo. Inclusive, em dado momento do documentário, ele conta que quando era criança se refugiava nos livros como uma espécie de “abrigo seguro”, chegando até mesmo a torcer para ficar doente para que pudesse faltar à escola e ficar em casa lendo. </p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Babenco – Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer: Parou - Trailer Oficial" width="838" height="471" src="https://www.youtube.com/embed/v_va1vicz5A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>O diretor também fala sobre o fato dele ser um argentino vivendo em terras brasileiras, trabalhando com brasileiros, casado com uma brasileira, dirigindo produções nacionais. Ele diz não se sentir aceito no Brasil e ao mesmo tempo, ter dúvida sobre se, na verdade, não é ele mesmo que não se aceita no Brasil. Os brasileiros o enxergam como argentino, enquanto os argentinos pensam que ele é brasileiro.&nbsp;</p>



<p>Apesar do auto-questionamento a respeito do real pertencimento ao nosso país, Babenco deixa claro que prefere o Brasil do que a Argentina em Relação à produção de arte. Segundo o cineasta, aqui a realidade supera a ficção. Ou seja, a realidade brasileira é tão rica de discussões, de contradições, hipocrisias, desigualdades, “personagens” complexos, que se torna mais interessante que a própria ficção. A realidade brasileira tem beleza na mesma proporção que tem desgraça e por isso, já carrega a arte dentro de si. Pensando desse modo, é fácil de entender porque Héctor Babenco achava o Brasil um lugar mais inspirador para criar seus filmes do que sua pátria de origem.&nbsp;</p>



<p>A parte que mostra os bastidores de Carandiru também é interessante. Babenco aparece dirigindo uma cena do longa e enquanto cenas do filme passam na tela, ele comenta com Bárbara Paz sobre sua prisão. Babenco diz que caminhava de um lado para o outro no presídio e que foi aí que ele pegou o hábito de ficar andando enquanto lia os roteiros de seus filmes.&nbsp;</p>



<p>Contudo, a prisão também lhe trouxe consequências positivas. Se não tivesse passado por essa experiência, sentido na pele como é estar atrás das grades, privado de liberdade, talvez Héctor não tivesse feito um ótimo trabalho em <em>Carandiru</em>. Como o próprio diz em um trecho de uma entrevista antiga que é mostrada rapidinho no documentário, por já ter estado na prisão, ele sabe bem o que é ficar recluso da sociedade. Com certeza, essa fase de sua vida fez com que o livro de Varella lhe chamasse tanta atenção.&nbsp;</p>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong>Pontos falhos</strong> de Babenco</h2>



<p>Babenco- Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou é um documentário muito mais voltado a quem já conhece e é fã do trabalho do diretor do que a quem não sabe ou sabe pouquíssimo sobre sua trajetória pessoal e profissional. É nítido o tom de homenagem que permeia durante seus 75 minutos de duração. Pode-se dizer que é um trabalho íntimo, feito para a família, amigos, colegas de trabalho, fãs e claro, para o próprio Babenco. Foi neles que Bárbara Paz, Babenco e os demais envolvidos provavelmente pensaram ao produzir esse documentário.&nbsp;</p>



<p>O objetivo é trazer um compilado de memórias afetivas do cineasta para servir de recordação quando a saudade apertar e não, fazer um filme espetaculoso, estilo hollywoodiano, para atingir o grande público. Não é com o show business que se preocuparam. Muito pelo contrário. O compromisso do documentário é com a verdade, com a sensibilidade e, acima de tudo, com o legado de Héctor Babenco.&nbsp;</p>



<p>Escolha esta, que apesar de compreensível, torna o filme um pouco confuso para quem não está familiarizado com o universo do diretor e gostaria de saber mais sobre ele. A busca em fazer um documentário para os íntimos acaba por afastar aqueles que poderiam se interessar pela vida e obra de Babenco. Contudo, dá pra entender que a proposta não era divulgar seu trabalho e disseminar sua imagem (como muitos devem estar pensando), mas sim, uma forma de se despedir e relembrá-lo após sua morte.&nbsp;</p>



<p>De qualquer forma, faltou abordar a infância e adolescência do cineasta, assim como seus relacionamentos amorosos e filhos. Até mesmo sua relação com Bárbara Paz é apresentada de forma bem discreta, sem que ninguém mencione nenhum detalhe sequer sobre como se conheceram, como era a convivência entre eles, como lidavam com a diferença de idade de quase 30 anos, etc. Na verdade, Bárbara nem aparece muito durante a exibição. Sua voz apenas entra em cena quando está dialogando algo com o marido. O trabalho dela se concentrou no por detrás das câmeras mesmo.&nbsp;</p>



<p>Além dessas questões citadas, algo que pode incomodar quem assistir ao documentário nos cinemas nacionais é a falta de legenda. Por mais que Babenco tenha sido naturalizado no Brasil e fale português perfeitamente, o sotaque argentino dele é muito forte. Por isso, juntando a pronúncia com o fato dele ter gravado o documentário em seus momentos finais (onde já estava acometido pela velhice, doença e todas suas consequências como; fragilidade, falta de fôlego, tom de voz baixo e cansado), em vários momentos fica muito difícil entender o que ele está falando, precisando rever várias vezes a mesma cena para entender o que foi dito.&nbsp;</p>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong>Possível candidato a concorrente na categoria melhor filme estrangeiro no Oscar 2021</strong></h2>



<p>Já foi anunciado pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Visuais que “<strong>Babenco – Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer: Parou</strong>” irá representar o Brasil na disputa por uma vaga na categoria Melhor Filme Internacional no <strong>Oscar 2021</strong>.O documentário foi selecionado numa disputa com outros 19 longas-metragens.&nbsp;</p>



<p>Gostando ou não do projeto, precisamos reconhecer a importância que Babenco teve para o cinema e para a cultura brasileira. Ele é um cineasta que merece ter sua obra difundida pelo mundo.&nbsp;</p>



<p>Agora só nos resta torcer para que seu legado seja aplaudido através da entrada de seu documentário na lista dos indicados ao Oscar, que acontecerá dia 25 de Abril de 2021.&nbsp;</p>
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		<title>Madame X: A experimentação musical que dá origem a um álbum totalmente fora da caixa</title>
		<link>https://u42.com.br/madame-x-a-experimentacao-musical-que-da-origem-a-um-album-totalmente-fora-da-caixa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Zau]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jul 2019 16:56:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Madame X é uma agente secreta. Viajando ao redor do mundo. Trocando de identidades. Lutando por liberdade. Trazendo luz à lugares escuros. Ela é uma dançarina. Uma mestre. Uma chefe de estado. Uma dona de casa. Uma equestre. Uma prisioneira. Uma estudante. Uma mãe. Uma filha. Uma professora. Uma freira. Uma cantora. Uma santa. Uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2019/07/madame-x-3-modificada-1024x614.png" alt="" class="wp-image-21464" width="651" height="390" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/07/madame-x-3-modificada-1024x614.png 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/07/madame-x-3-modificada-300x180.png 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/07/madame-x-3-modificada-768x461.png 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/07/madame-x-3-modificada.png 1920w" sizes="(max-width: 651px) 100vw, 651px" /></figure></div>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>“Madame X é uma agente secreta. Viajando ao redor do mundo. Trocando de identidades. Lutando por liberdade. Trazendo luz à lugares escuros. Ela é uma dançarina. Uma mestre. Uma chefe de estado. Uma dona de casa. Uma equestre. Uma prisioneira. Uma estudante. Uma mãe. Uma filha. Uma professora. Uma freira. Uma cantora. Uma santa. Uma prostituta. O espiã na casa do amor. Eu sou Madame X.”</strong></p><p><br></p></blockquote>



<p>Quando pensamos em Madonna a primeira palavra que nos vem à mente é versatilidade. A cada álbum, premiação, entrevista, turnê ou um simples lançamento, uma nova mulher nos é apresentada, mas não uma mulher qualquer. Uma mulher que tem o talento intrínseco de saber trocar de pele sem abandonar sua essência. Uma mulher que pode e quer ser várias, mas que continua eternamente única. Permanecendo sempre ela, a própria. A Madonna. A rainha do pop.&nbsp;</p>



<p>E com <em>Madame X</em> essas múltiplas personalidades perduram, só que de maneira ainda mais acentuadas. Agora, todo o conceito do álbum se define em cima disso, tendo Madonna um respaldo maior para sua constante transmutação, apesar de tal fator não lhe poupar das críticas, na maioria das vezes apenas destrutivas. Contudo, para a dona de hits como Erotica (1992), Like a Prayer (1989), Express Yourself (1989), dentre milhares de outros clássicos de cunho polêmico, o que é mais uma crítica na lista de todas que já recebeu desde o começo de sua carreira, não é mesmo?<br></p>



<p>Justamente por não se abalar com a opinião alheia, ela nos presenteia com um álbum diferente de tudo que já fez, mas ao mesmo tempo com referências de seu passado musical. <em>Madame X</em>, que leva esse nome devido ao apelido dado por uma professora de dança que ela teve aos 19 anos (segundo a profissional, todas essas mudanças de identidade tornavam Madonna um grande mistério pra ela), é uma aposta experimental da estrela do pop. Misturando desde o seu tradicional pop eletrônico, com funk, samba, reggae, música clássica, rap, até o moderno reggaeton, tem de tudo um pouco nas 15 faixas excêntricas de seu novo disco.&nbsp;<br></p>



<blockquote style="text-align:center" class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>&#8220;Vou lhe dar um novo nome: Madame X. Todos os dias você vem à escola e eu não a reconheço. Todos os dias, você muda sua identidade. Você é um mistério para mim.” (Martha Graham, antiga professora de dança de Madonna)</strong></p></blockquote>



<p>Influenciada por sua experiência morando em Portugal (ela mudou-se para Lisboa em 2017 com o filho David, que pretende se tornar jogador de futebol), Madame X também bebe da fonte cultural portuguesa ao trazer elementos do fado, estilo musical português, reinventar a música da Blaya, uma cantora brasileira radicada em Portugal, na sua parceria de “Faz Gostoso” com a Anitta, e principalmente, ao misturar o inglês com o português em várias faixas do álbum, mostrando uma Madonna que também sabe falar e cantar em nosso idioma (com muita segurança, por sinal).&nbsp;<br></p>



<p>Algo que chama atenção em seu novo álbum é o fato de parecer trilha sonora de um filme, nos fazendo imaginar várias cenas passando na nossa frente, cada uma contando uma história diferente, enquanto<em> Madame X </em>toca no fundo embalando todas as sequências da narrativa que vamos construindo ao longo do disco.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Resgate da material girl</strong><br></h3>



<p style="text-align:left">Sobre Madonna ser uma artista que busca a inovação em todo trabalho que se propõe a fazer, todo mundo sabe. Só que dessa vez essa inovação anda de mãos dadas com o início de sua carreira, trazendo aquela garota extremamente talentosa, mas ainda inexperiente, dos anos 80 e 90, de volta à cultura pop. Diversas faixas de <em>Madame X</em> tem uma pegada retrô que ficaram marcadas por essas épocas. Com destaque para <em>I Don´t Search I Find </em>que apresenta similaridade sonora com <em>Vogue</em>, como se fosse uma adaptação modernizada dessa música que virou hit em 1990 e <em>Looking For Mercy</em> que levanta a mesma temática de fé e apelo a Deus que <em>Like a Prayer</em> já tinha feito com muita ousadia e repercussão lá nos final dos anos 80. Seja semelhanças de ritmo ou de conteúdo, a maioria das músicas de <em>Madame X</em> nos remetem por variados motivos a sucessos consagrados da carreira da rainha do pop.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Muse, Queen e Rocky Horror Picture Show à la Madonna</strong><br></h3>



<p>Duas músicas do álbum merecem ser mencionadas; <em>The Killers Who Are Partying</em>, que podia ser facilmente uma faixa de algum disco do Muse devido à sua sonoridade muito parecida com a que a banda inglesa faz. O que pode ser explicado pelo fato do som deles também trazer essa atmosfera de trilha sonora de cinema com experimentações pouco convencionais. E <em>Dark Ballet</em> que é uma espécie de <em>Bohemian Rhapsody</em> no estilo Madonna, trazendo elementos típicos do ballet clássico misturados com a música eletrônica e com muitas variações rítmicas durante a música. Além do Queen, outra referência que nos vem à mente ao ouvir essa faixa é o musical trash dos anos 70,<em> The Rocky Horror Picture Show, </em>como se fosse um novo número musical do Dr. Frank Furter.&nbsp;<br></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uma artista comercial com um álbum nada comercial</strong><br></h3>



<p>O mais interessante de <em>Madame X</em> é que é um álbum de uma cantora pop que foi tida como comercial desde o início de sua carreira e que todo mundo conhece — pois mesmo quem só ouviu falar dela superficialmente ainda assim sabe de sua existência e do seu título de rainha do pop— tem uma voz inconfundível e é dona de hits bem populares para o grande público, porém surpreendeu a todos (como sempre) lançando um álbum totalmente fora da caixa.&nbsp;<br></p>



<p>Com<em> Madame X </em>Madonna prova que pode ser uma artista pop, mas também uma artista mais alternativa, indie, conceitual (como cada um preferir chamar) quando der na telha e nem por isso, ser vista como elitizada, já que embora o som dela possa estar menos comercial (com exceções das faixas com o Maluma e com a Anitta), as letras continuam sendo bem no estilo Madonna de ser, ou seja, recheadas de críticas sociais contundentes e com bastante apelo às massas.&nbsp;<br></p>



<p>Afinal, ela é madame X. Pode ser intermináveis versões de si mesma se assim desejar.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2019/07/madame-x-2-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-21462" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/07/madame-x-2-1024x683.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/07/madame-x-2-300x200.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/07/madame-x-2-768x512.jpg 768w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/07/madame-x-2-321x214.jpg 321w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/07/madame-x-2-140x94.jpg 140w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/07/madame-x-2.jpg 1155w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p><br><br></p>
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		<item>
		<title>A Contrapartida, do autor nacional Uranio Bonoldi: Um thriller sobre o poder de uma decisão. Qual seria a sua?</title>
		<link>https://u42.com.br/a-contrapartida-do-autor-nacional-uranio-bonoldi-um-thriller-sobre-o-poder-de-uma-decisao-qual-seria-a-sua/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Zau]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2019 21:21:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[literatura nacional]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[thriller]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> Uranio consegue ser denso sem cair na prolixidade. A Contrapartida sabe ser profunda mesmo com seu ritmo de narrativa acelerado. E é assim que todo thriller de sucesso, digno do selo Stephen King de qualidade, é, ou ao menos, deveria ser. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong><em>“Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma?” (Marcos 8:36)</em></strong><br></p></blockquote>



<p style="text-align:left">A vida inteira somos impulsionados a tomar decisões. Desde escolhas mais superficiais como qual sabor de sorvete preferimos ou a brincadeira que gostamos mais na infância, até escolhas mais profundas e determinantes como qual profissão iremos seguir no futuro, sempre estamos sendo obrigados a optar por um caminho ao invés de outro. <br></p>



<p>Algumas vezes até conseguimos uma espécie de concessão da vida e podemos encontrar um meio termo na nossa estrada. Um nem lá nem cá, como diriam alguns. Só que na maioria das vezes, infelizmente (ou quem sabe, felizmente?) não é isso que ocorre. Muito pelo contrário.<br></p>



<p>Ao decidir tomar determinada direção, consequentemente acabamos tendo que abdicar de outras possibilidades que nos são ofertadas. Afinal, não tem como ter o melhor de dois mundos. Se assim fosse, perderíamos a oportunidade de errar, aprender com nossos erros, para assim, amadurecer. <strong>E existe presente melhor da vida do que a chance que ela nos dá, diariamente, de adquirir sabedoria através do poder de escolha que todos nós temos?</strong><br></p>



<p>Essas são apenas algumas das inúmeras reflexões que fazemos ao ler o primeiro livro de estreia do autor nacional Uranio Bonoldi, A Contrapartida. </p>



<h3 class="wp-block-heading"><br></h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft"><img decoding="async" width="380" height="569" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2019/04/uranio-autor-3-1.jpg" alt="" class="wp-image-21066" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/04/uranio-autor-3-1.jpg 380w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/04/uranio-autor-3-1-200x300.jpg 200w" sizes="(max-width: 380px) 100vw, 380px" /><figcaption>Uranio Bonoldi, autor de A Contrapartida</figcaption></figure></div>



<p>O autor, que atua como palestrante e consultor em processos de tomada de decisão, estratégia empresarial e governança corporativa, além de ter trabalhado por mais de 30 anos como diretor e presidente em grandes empresas, nos traz uma obra de ficção cheia de reviravoltas e muito suspense. <br></p>



<p></p>



<p>A trama começa de trás pra frente, exatamente no ano de 2016, mostrando as consequências das atitudes do protagonista Tavinho, sendo a maior e mais assustadora pra ele, a falta de reconhecimento de si mesmo, ou seja, a perda da própria identidade. &nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p></p><p><strong><em>“Meu Deus, sou um monstro!?&#8221; (Tavinho em A Contrapartida)</em></strong><br><br></p></blockquote>



<p>Logo após isso, a história volta 12 anos atrás, para explicar o que aconteceu na vida daquele jovem para ele ter chegado naquele ponto. Conhecemos então, Tavinho, com apenas 13 anos e, cheio de dúvidas e medos na cabeça. Queria ser um ótimo aluno, passar para o curso de Medicina e se tornar um brilhante profissional no futuro. Tudo isso para honrar a memória do seu falecido pai, um professor querido por todos que morreu de forma brutal num assalto, e trazer orgulho para sua mãe, uma mulher íntegra e dedicada. <br></p>



<p>Contudo, a sua realidade não condizia com o futuro que sonhava. Apesar de todos os esforços que ele e sua mãe faziam para que suas notas melhorassem, nada adiantava. Tavinho simplesmente não conseguia absorver o conteúdo estudado. <br></p>



<p>O que o deixava cada vez mais frustrado e preocupado, pois até sua vida amorosa dependia de seu desempenho acadêmico. Martha, a menina que ele era apaixonado, era uma aluna excelente e por causa disso, ele imaginava que não teria chance com ela caso não progredisse na escola. <br></p>



<p>E é aí que surge Iaúna. Para auxiliá-lo na conquista de seus sonhos, ou pelo menos, era o que ela queria fazê-lo acreditar. </p>



<figure class="wp-block-embed-youtube aligncenter wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" width="838" height="471" src="https://www.youtube.com/embed/sJoIMCTv4lo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Iaúna é uma índia que foi trazida para São Paulo por Cristina, mãe de Tavinho, devido ao perigo que estava correndo de ser assassinada por garimpeiros que queriam eliminar membros da sua tribo. Juntando o fato de ser uma mulher esperta, curiosa, carismática, amorosa e ainda saber se comunicar muito bem em português, por incrível que pareça, Cristina acaba criando uma afeição por aquela índia, convencendo seus pais a abrigarem em sua casa. Mesmo conhecendo-a há pouquíssimo tempo. </p>



<p>E assim, Iaúna vira um membro da família Albuquerque. Com o passar dos anos, Cristina se casa, se torna mãe e a índia continua presente. Dessa vez, cuidando de seu filho e sendo assim, praticamente uma segunda mãe para Tavinho. O único que parecia desconfiar da presença daquela mulher era o pai do garoto e por causa disso, também acaba pagando um preço alto. <br></p>



<p>Afinal, decidir desconfiar de alguém e deixar isso claro não deixa de ser uma escolha. <strong>Quando expomos o que pensamos, desejamos e sentimos, estamos sujeitos a consequências nem sempre benéficas para os outros e para nós mesmos. </strong></p>



<p>Desesperado para realizar seus objetivos e agradar a mãe, Tavinho recorre à velha índia, que lhe oferece uma oportunidade inusitada. Ao beber o elixir preparado por ela, o menino conseguiria tudo que queria. Só que não era uma bebida qualquer. Tinha muito muito mais do que apenas ervas indígenas nos ingredientes. Era um elixir tão especial que ao tomá-lo a pessoa adquire características de alguns ingredientes utilizados em sua preparação. <br></p>



<p>A questão que ronda a narrativa é; <strong>vale a pena passar por cima de todos os nossos valores éticos e morais apenas para benefício próprio?</strong> E por mais que tenha o desejo de satisfazer outras pessoas também, não deixa de ser uma atitude egoísta, pois queremos o respeito alheio pra alimentar nosso ego, na maioria das vezes. A vaidade humana que move a maioria das nossas decisões desastrosas. <br></p>



<p>Queremos ser amados e aceitos pelos outros custe o que custar, pois não há ser humano que suporte o peso que uma rejeição traz consigo. Vivemos tão obcecados com isso que acabamos por fechar os olhos para a possibilidade das pessoas não nos enxergarem de maneira depreciativa como pensamos. Às vezes somos nós mesmos que nos vemos sob a lente do fracasso, não o externo. <br></p>



<p>E qual o peso de nossas decisões na vida dos outros? Será que ao fazer algo que nos afeta profundamente, não estamos ao mesmo tempo, afetando quem está ao nosso redor? </p>



<p><br></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="766" height="403" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2019/04/a-contrapartida-imagem-dentro-do-texto-1.png" alt="" class="wp-image-21068" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/04/a-contrapartida-imagem-dentro-do-texto-1.png 766w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2019/04/a-contrapartida-imagem-dentro-do-texto-1-300x158.png 300w" sizes="(max-width: 766px) 100vw, 766px" /></figure></div>



<p>Vale tudo para realizar nossos sonhos ou existem limites rígidos que nunca devem ser ultrapassados caso não queiramos perder nossa humanidade?<strong> Os fins sempre justificam os meios ou dependendo dos meios devemos desistir dos fins ou ao menos, tentar outras alternativas?</strong><br></p>



<p>São muitos questionamentos que passam pela cabeça de Tavinho e dos leitores de A Contrapartida ao saber no que consiste o tal elixir de Iaúna. <br></p>



<p>Porém, não podemos cair no erro de culpar sua cultura, pois cada cultura é única e tem seus prós e contras. A cultura indígena é muito importante para a formação da identidade nacional e não podemos desprezá-la por não estar de acordo com seus rituais. Mesmo que não a entendemos, precisamos respeitá-la acima de tudo. <br></p>



<p>Portanto, vilãnizar Iaúna por suas origens também não é uma decisão sensata. O que nos faz questionar seu caráter é em relação às manipulações que ela faz com todos e principalmente, com aquela família que acolheu-a quando ela mais precisava. É muito mais uma questão de “ingratidão” do que julgamentos culturais. Mas Iaúna é uma personagem tão complexa e bem construída, que não dá pra ser encaixada numa única categoria. <br></p>



<p>Ela é fria, calculista, egoísta (mesmo quando acredita que está agindo por um bem maior), altamente manipuladora, dentre outras características bem negativas. Mas em contrapartida, talvez (eu disse talvez), da maneira dela, ela realmente ame o Tavinho e acredite que esteja fazendo o melhor pra ele.<strong> Às vezes, até estamos bem intencionados, mas as consequências são perigosas.</strong> Como diz o ditado popular; “de boas intenções o inferno está cheio”. <br></p>



<p>Outro ponto interessante sobre Iaúna é a questão da hipocrisia humana de justificar seus atos em nome da justiça e do julgamento da moral alheia. Quem é ela pra apontar o dedo na direção alheia se ela faz o mesmo e até pior? E ela faz isso tão bem que alguns leitores podem até ficar em dúvida se ela é de fato uma serial killer ou na verdade, é apenas uma justiceira social pronta para eliminar seres “malignos” da cidade de São paulo. <br></p>



<p>Nesse aspecto, não pude deixar de comparar a personagem criada por Uranio com o Dexter Morgan da série estrelada e produzida por Michael C. Hall. Ambos geram essa dualidade na cabeça daqueles que acompanham suas histórias. Afinal, são grandes vilões ou apenas mocinhos incompreendidos? Eu diria que são os dois. Ou melhor, nem uma coisa nem outra. Somente humanos. Com toda a carga negativa de falhas, vícios e imperfeições em geral, que essa palavra pode carregar junto de si. <br></p>



<p>Em relação à linguagem do livro e a organização dos capítulos, atingem bem o propósito que o autor deseja. Seu objetivo era conquistar o público jovem e jovem adulto e, como a linguagem é bem tranquila, acessível, e os capítulos são curtinhos, contribui para aproximá-los da trama narrada, os prendendo a cada passar de páginas, até o fim da obra. Esse fator dá um aspecto cinematográfico à história, como se a narrativa fosse pensada desde o início para conquistar as telonas (estamos na torcida!). <br></p>



<p><strong>Uranio consegue ser denso sem cair na prolixidade. A Contrapartida sabe ser profunda mesmo com seu ritmo de narrativa acelerado</strong>. E é assim que todo thriller de sucesso, digno do selo Stephen King de qualidade, é, ou ao menos, deveria ser. <br></p>



<p>E que venha a continuação com mais informações sobre Iaúna e principalmente, sobre suas reais intenções. Pelo menos assim espero. Quanto mais puder aprofundar essa personagem, melhor será para nós leitores.</p>



<hr>



<pre class="wp-block-preformatted"><br><br>Confira o canal do Uranio no youtube:<br><a href="https://www.youtube.com/channel/UCIGtP-HI21Qxyyf3kAWYiWg">https://www.youtube.com/channel/UCIGtP-HI21Qxyyf3kAWYiWg</a></pre>



<p><br></p>



<p></p>



<p><br></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Goosebumps 2 – Halloween assombrado: muita aventura, humor e lições importantes para toda a família</title>
		<link>https://u42.com.br/goosebumps-2-halloween-assombrado-muita-aventura-humor-e-licoes-importantes-para-toda-a-familia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Zau]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Oct 2018 20:43:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes & TV]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Goosebumps 2]]></category>
		<category><![CDATA[Sony Pictures]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Baseado na série de livros de RL Stine e no seriado de terror canadense exibido no falecido canal Jetix, Goosebumps 2- Halloween Assombrado, traz de volta o universo de Night of the Living Dummy e seu principal antagonista; o boneco de ventríloquo demoníaco Slappy. Tudo isso revestido por muito humor, aventura e lições importantes para toda a família. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Halloween ganha vida em uma aventura de comédia baseada na série de livros de <i>RL Stine</i> e no seriado de terror canadense exibido no falecido canal Jetix.</p>
<p>As séries e filmes foram adaptados dos livros infantis e datam de 1998 (uma série de TV canadense foi lançada a partir de 1995), até que <em>Tim Burton</em> preparou uma adaptação quase vinte anos depois para o cinema.</p>
<p><em>RL Stine</em> introduziu uma geração de jovens à leitura e ao gênero de terror. Mais de 100 livros diferentes de Goosebumps foram lançados, coletados em diferentes séries como<strong><em> Give Yourself Goosebumps</em></strong> e <strong><i>Goosebumps 2000</i>.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2018/10/GOOSEBUMPS-LIVROS.jpg"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-18915" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2018/10/GOOSEBUMPS-LIVROS.jpg" alt="GOOSEBUMPS LIVROS" width="800" height="391" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2018/10/GOOSEBUMPS-LIVROS.jpg 990w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2018/10/GOOSEBUMPS-LIVROS-300x146.jpg 300w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>
<p>Os livros venderam mais de 400 milhões de cópias em todo o mundo. Os contos assustadores aterrorizavam o público jovem, mas sempre os deixavam querendo mais.</p>
<p>Uma das histórias mais populares da série foi <em><strong>Night of the Living Dummy</strong></em>; o primeiro livro que apresentou o boneco de ventríloquo demoníaco Slappy.</p>
<p>A série de histórias do Night of the Living Dummy é a mais icônica da marca<strong><em> Goosebumps</em></strong> e ainda é o rosto preferido nas capas dos livros de R.L. Stine.</p>
<p style="text-align: left;">Cada livro é uma história independente da série Goosebumps. As crianças que estão cuidando de seus próprios negócios encontram-se perseguindo um bibliotecário mutante, ou se escondendo de um pai possuído com a intenção de matá-los, ou de ficar cara a cara com fantasmas, ou qualquer outra série de situações paranormais aterrorizantes.<strong> As crianças têm que encontrar uma maneira de se manterem vivas e resolverem qualquer problema que enfrentam sozinhas, já que os adultos em seu mundo são inconscientes, inacessíveis ou possuídos.</strong> Os problemas são resolvidos no final de cada matéria, mas nem sempre são bem organizados, o que só aumenta o suspense.</p>
<p><em><strong>Em Goosebumps 2 &#8211; Halloween Assombrado</strong></em> nós temos uma mistura da história de<em> Night of the Living Dummy</em> e<em> Night of the Living Dummy II Living</em>, juntamente com a continuação do filme lançado em 2015 &#8211; <em>Goosebumps: Monstros e Arrepios.</em></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2018/10/slappy.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-18912" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2018/10/slappy-300x168.jpg" alt="slappy" width="300" height="168" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2018/10/slappy-300x168.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2018/10/slappy-1024x576.jpg 1024w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2018/10/slappy.jpg 1920w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p> Todo vilão tem suas motivações. Por mais cruéis que pareçam, todos (a não ser que estejamos falando de psicopatas) possuem uma explicação para suas vilanias. Na maioria das vezes, tudo que eles querem é apenas serem amados, exatamente como o filme <em><strong>Goosebumps 2</strong></em> nos prova.</p>
<p>O boneco de ventríloquo demoníaco Slappy, criado pelo autor R L Stine, é um dos personagens do halloween que toma vida após ser descoberto junto com o livro inacabado do autor, por Sonny (Jeremy Ray Taylor) e seu melhor amigo e companheiro de aventuras, Sam (Caleel Haris), durante uma visita dos dois a uma casa assombrada. A princípio, seu único desejo era fazer parte da família de Sonny e ter alguém para chamar de mãe. Nada além disso.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2018/10/slaapy-2.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-18918" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2018/10/slaapy-2-300x180.jpg" alt="slaapy (boneco goosebumps 2)" width="300" height="180" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2018/10/slaapy-2-300x180.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2018/10/slaapy-2.jpg 970w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p>Contudo, como nem Sonny nem sua irmã mais velha, Sarah (Madison Iseman) permitiram que ele integrasse a família, Slappy resolve construir a sua própria e para isso, liberta do livro os outros personagens aterrorizantes do Halloween.</p>
<p><strong>O filme também pode ser visto como um retrato das consequências da rejeição e de como a falta de amor tem papel fundamental na formação de vilões e vilãs. Afinal, a motivação do antagonista de Goosebumps 2 fica bem clara.</strong></p>
<p>Se ele não pôde ser aceito naquele meio, então, foi buscar um grupo no qual fosse. E esse grupo, ou seja, a família de monstros, é até melhor que a outra. Já que além de ser bem maior, <strong>são todos rejeitados, estigmatizados e vilãnizados como ele.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2018/10/goosebumps-2-haunted-halloween-1-700x292.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-18914" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2018/10/goosebumps-2-haunted-halloween-1-700x292-300x125.jpg" alt="goosebumps-2-haunted-halloween-1-700x292" width="300" height="125" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2018/10/goosebumps-2-haunted-halloween-1-700x292-300x125.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2018/10/goosebumps-2-haunted-halloween-1-700x292.jpg 700w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p><strong>Ali, pela primeira vez, ele se sentiu parte de algo. Apenas entre seus semelhantes ele se encontrou e viu que podia ser compreendido e amado como um igual. Ou melhor; como um membro de uma família.</strong></p>
<p>O segundo longa de Goosebumps não causa medo. O foco é muito mais em ser cômico e divertido do que em aterrorizar quem assistir. É uma aventura de mistério e fantasia voltada para crianças e adolescentes, com uma pegada de <em>Stranger Things</em>, <em>Os Goonies</em>, <em>Além da Imaginação</em>, dentre outras do gênero.</p>
<p>O próprio público infanto-juvenil não deve sentir medo do filme. Ao contrário da série Goosebumps, que parecia ser mais pesada (pelo menos naquela época) e era exibida nas madrugadas. Fator este, que causava ainda mais arrepios (tradução do título, inclusive)  nas crianças que ficavam acordadas esperando para assistir a um novo episódio.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="Abertura da série Goosebumps no falecido canal Jetix" href="https://www.youtube.com/watch?v=B6nBDEH-C5g">Abertura da série Goosebumps no antigo canal Jetix</a></p>
<p>O ofício de escritor também é outro tema que serve de pano de fundo pro longa, tanto através de Stine, o autor que deu corpo, voz e ação para esses personagens de contos sobrenaturais (interpretado pelo ator Jack Black), quanto pela irmã de Sonny que inicia o filme tendo um bloqueio criativo ao tentar escrever uma redação sobre uma experiência que tenha lhe causado medo, como prova para ingressar numa grande universidade.</p>
<p>Sendo que mal sabia ela, que um pouco depois teria uma aventura pessoal para narrar. No fim, Sarah encontrou um final para o episódio de Halloween em apenas alguns minutos, enquanto Stine, em 30 anos não conseguiu escrevê-lo.</p>
<p>Em geral, <em><strong>Goosebumps 2</strong></em>, é um filme lúdico que analisando superficialmente pode parecer bobo ou infantil, mas na verdade, está muito longe disso. Tem morais e lições importantes não só para as crianças, como também para o público de todas as idades. Como, por exemplo, o valor da família, da amizade, da união e daquilo que dá base para tudo isso; isto é, o amor.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2018/10/GOOSEBUMPS.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-18913" src="https://novonerd.com.br/wp-content/uploads/2018/10/GOOSEBUMPS-300x157.jpg" alt="GOOSEBUMPS" width="300" height="157" srcset="https://u42.com.br/wp-content/uploads/2018/10/GOOSEBUMPS-300x157.jpg 300w, https://u42.com.br/wp-content/uploads/2018/10/GOOSEBUMPS.jpg 600w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<hr />
<p style="text-align: left;"><em><strong>Crítica feita em parceria com Jackelline Souza da Costa.</strong></em></p>
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